Caros amigos, começa a gora uma série de teasers do meu próximo grande trabalho, Dom Casmurro.
A ideia é toda terça atualizar os banners, e toda quinta uma informação nova sobre o livro.
Em breve, mais novidades... Aguardem!
terça-feira, 20 de março de 2012
Águas de Março
Vem aí uma exposição que vai mostrar o quanto a política de Campinas está indo pelo ralo...
Com trabalhos de Dálcio Machado, Junião, Fabiano Carriero, Caio Yo, Mario Cau, Thadeu Canaes, Jânio Garcia, Dimaz Restivo e mais artistas que estão cansados de tanta falcatrua!
De 29/03 a 20/04, no Espaço Cultural Pandora!
Particularmente, eu não sou muito ligado em política. Mas não dava para não ficar irritado com a dança das cadeiras que foi a Prefeitura da cidade onde vivo nos últimos meses. Entra um e sai outro, e tudo marinado num belo caldo de corrupção. Claro, né?
Minha ilustração para a exposição Águas de Março não tem um viés humorístico, mas espero que possa transmitir a minha indignação com tanta falta de respeito com o cidadão.
Aliás.
Sinceramente? Estou pra ver um político que não decepcione enquanto exerce seu cargo*. Parece que faz parte do "contrato", ser eleito e se corromper. Claro que falar é fácil, e o buraco sempre é mais embaixo.
Às vezes parece que a solução mais inteligente seria um belo botão de "reset".
* exceção perene Eduardo Suplicy, e , pasmem, o Romário. Mas claro, eu não me ligo muito nisso, então posso estar enganado.
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sexta-feira, 2 de março de 2012
207 páginas (ou A Disciplina e os Resultados)
207 páginas.
Esse é o número de páginas de Quadrinhos que eu desenhei para Dom Casmurro.
Terminei o lápis todo dessa grande graphic novel essa semana, mais especificamente dia , às 16h35.Foi um momento especial de verdade. Quem conhece a saga do Casmurro, desde meu envolvimento, até o prêmio do ProAc, até a vindoura conclusão, sabe o quanto eu me dedico e o que esse trabalho significa para mim.
Ainda vou falar muito dele, espero, então quero deixar esse texto focado não na obra em si, mas no fazer.
Esse mês de fevereiro foi similar ao mesmo mês do ano passado. Em 2011, num grande momento de inspiração, dedicação e disciplina, arte-finalizei cerca de 47 páginas. Fiz isso em, acredito, uns 25 dias. Para quem faz Quadrinhos, sabe que a arte-final costuma levar mais tempo e ser mais exigente do artista... É verdade. Por mais que você tenha um trabalho primoroso e detalhista de lápis, a arte-final vai demorar o mesmo tempo ou mais.
Foi uma vitória pessoal concluir um capítulo inteiro em um mês... Até fiz um post animado aqui, lembra? http://mariocau.blogspot.com/2011/03/round-3-you-win.html
Consegui mostrar, para mim mesmo e para qualquer outro, que a disciplina é essencial na produção de qualquer trabalho, ainda mais o artístico. A facilidade da distração, da desvontade, dos outros projetos, é tão grande e tão tentadora... Você não pode simplesmente desenhar quando der, quando tiver vontade. Você tem que desenhar o tempo todo. Acordar cedo, tomar seu café, ler as notícias se for o caso, e sentar na prancheta e desenhar. Só parar quando for hora de almoçar. Descansar um pouco e voltar, desenhar até o fim da tarde. E aí sim, você pára e descansa.
Era interessante ver o quanto meus momentos de lazer eram mais valiosos depois de um dia inteiro focado na produção de algo que eu amo. Ir ao cinema, sair com amigos, ver seriados ou ver bobeiras na internet ganham um sabor diferente, depois que você tem a "hora de trabalhar" e a "hora de descansar". Antes, eu costumava perder muito o foco, não ter horários e não ter prioridades grandes de um trabalho para outro.
Não vou dizer que eu mudei. Infelizmente, eu diria, depois dessa grande maratona, outros trabalho vieram, trabalhos que pagavam (o Dom Casmurro esteve sem editora, garantias ou dinheiro desde o começo de 2990 até ganhar o ProAc) e que ganhavam prioridade automática. Eu fiz MUITA coisa durante 2010 e 2011. Algumas, como a Nanquim Descartável 4, me consumiram um tempão, exigiram a mesma disciplina de trabalho. Esse monte de coisas me impedia de me dedicar somente ao Dom Casmurro.
Acho que, no fim, isso foi bom. Logo quero escrever aqui sobre a diferença que fez no trabalho como um todo ter levado esse tempo todo pra produzir. Mas não agora.
Eu fiquei um bom tempo apaixonado pela ideia de poder somente me dedicar às HQs. A tentação de contar histórias, as minhas e as que acredito serem boas mesmo, e só isso. A satisfação prazerosa de terminar o dia com páginas feitas. De marcar com uma manchinha vermelha na lista de páginas as que eu terminei.
Claro que, como eu disse, os trabalhos pagos voltam sempre à tona, e ser freelancer significa não ter garantias nem coisas fixas. Todo novo trabalho de ilustração pago me atraía pelo fato de poder pagar as contas. Todos sabem como é isso. Ainda sou sortudo de verdade por ser ilustrador e professor, e isso trazer meu sustento, pois boa parte do mundo leva uma vida inteira trabalhando em algo que não é sua paixão e mal tem oportunidade de curtir a respectiva paixão no tempo livre.
Sou feliz por não ser um zumbi, ou um robô.
Mas às vezes me senti assim, mesmo trabalhando com o que gosto.
A vida sempre vai trazer desvios, sempre vai te dar problemas pra resolver. Se você quer ser um artista, um profissional de verdade, e ser respeitado no seu meio, você precisa de DISCIPLINA, mais do que estilo, materiais, diplomas. De nada adianta desenhar super bem se você não desenhar todo dia e não fizer algo com seu desenho e não sair eventualmente pra conhecer seus colegas e seu mercado.
Como já disse a "ice queen" Jan Levinson, "Existe sempre um milhão de motivos para NÃO se fazer algo." (e eu ganho uns 5 level ups por citar The Office, ãhn?).
Você tem que achar os seus motivos pra FAZER as coisas.
Fiz o lápis e a arte-final do capítulo 4 durante o resto do ano, em momentos separados, mas sempre em grandes levas. Não fazia uma página por semana. Fazia umas 10, e aí parava um tempo pra cuidar de outras coisas. E essa coisa de desenhar várias páginas em sequência ajuda a manter a linha, o foco, o feeling do momento. Eu sempre preferi desenhar, de uma vez, em sequência, as páginas de uma mesma cena, de um mesmo momento da história. Te mantém focado naquele instante.
Quando me deparei com o fim do ano vindo a 1000 km/h, estabeleci uma meta de que terminaria a arte-final do capítulo 4 ANTES do fim do ano. Se desse, antes até do Natal. E consegui! Toda a arte-final pronta antes do Reveillon. E por quê? Porque eu queria terminar meu ano com uma sensação de complitude, de missão cumprida, deixando o espaço aberto para que, no novo ano, eu pudesse começar algo novo.
Esse algo novo seria o Capítulo 5.
A minha ideia inicial era: Bom, o ano começa, eu começo a desenhar e logo menos eu tenho o capítulo 5 pronto. É preciso correr, sem dó, pois o prazo está acabando e eu não vou desonrar isso. É claro que distrações múltiplas apareceram. Confesso que eu mesmo, internamente, não estava 100% ok para tudo isso, e acabei me perdendo um pouco durante janeiro. As aulas voltaram, Terapia continuava, Equipe Evoke sendo produzido e com seus próprios prazos, e por aí vai.
Voltei a sentir uma energia muito boa para o Dom Casmurro de novo em fevereiro desse ano, e foi aí que decidi,então, voltar à prancheta. E, em momentos de quase transe, eu desenhei cerca de 50 páginas em 28 dias. Minha rotina era de total dedicação. Já tinha avisado meus clientes (as agências) que, de novembro de 2011 até sei lá quando em 2012 eu não faria mais freelas. Nada poderia tomar meu tempo até eu finalizar essa graphic novel.
Sem a pressão e as frustrações vindas dos freelas, com Terapia ganhando uma pequena pausa, e o Evoke também um pouco mais lento, dediquei toda minha energia ao Dom Casmurro. Acabava o dia de trabalho com 5, 6 páginas a lápis, um traço que considero maduro, perfeito pro final dessa saga. Percebi meu desenho evoluindo a cada linha, como se conseguisse reinventar certos processos e certas regrinhas de desenho enquanto fazia.
O meu lápis oscila. Às vezes é bem detalhado, bem limpo e deixa na página exatamente o que a arte-final deve repetir. Às vezes, é solto, rápido, expressivo e deixa boa parte da decisão de detalhes e efeitos para a etapa do nanquim. Eu prefiro essa segunda opção. É no lápis mais solto e dinâmico que eu encontro o melhor movimento, a melhor fluidez, as melhores expressões.
E percebia nitidamente meu aprendizado, minha evolução. Foi fantástico.
E de novo, me enamoro com a ideia de produzir HQs, mais e melhores. Tenho roteiros prontos que precisam ser reescritos, tenho ideias que precisam ser postas no papel, tenho parcerias que quero concretizar. Meu desejo é que eu possa ter, o ano inteiro, esse mesmo tipo de dedicação e disciplina que tive em alguns meses desses dois últimos anos. E, com a mesma dedicação e disciplina, eu farei exatamente isso.
Ainda faltam as páginas do capítulo 5 para arte-finalizar. São umas 45, 50 páginas.Eu sei que num bom dia de trabalho, eu consigo pelo menos 4 arte-finais. Isso me dá um prazo de cerca de um mês para terminar. E eu vou conseguir.
Até porque existe uma meta estabelecida, um jogo pessoal meu, que eu pretendo cumprir e vencer sem grandes dramas.
Galera, fazer HQ é simplesmente bom demais. Eu amo o que faço, e quero ter a chance de produzir muito mais.
Esse ano reserva muita coisa boa ainda. e está só começando.
Esse é o número de páginas de Quadrinhos que eu desenhei para Dom Casmurro.
Terminei o lápis todo dessa grande graphic novel essa semana, mais especificamente dia , às 16h35.Foi um momento especial de verdade. Quem conhece a saga do Casmurro, desde meu envolvimento, até o prêmio do ProAc, até a vindoura conclusão, sabe o quanto eu me dedico e o que esse trabalho significa para mim.
Ainda vou falar muito dele, espero, então quero deixar esse texto focado não na obra em si, mas no fazer.
Esse mês de fevereiro foi similar ao mesmo mês do ano passado. Em 2011, num grande momento de inspiração, dedicação e disciplina, arte-finalizei cerca de 47 páginas. Fiz isso em, acredito, uns 25 dias. Para quem faz Quadrinhos, sabe que a arte-final costuma levar mais tempo e ser mais exigente do artista... É verdade. Por mais que você tenha um trabalho primoroso e detalhista de lápis, a arte-final vai demorar o mesmo tempo ou mais.
Foi uma vitória pessoal concluir um capítulo inteiro em um mês... Até fiz um post animado aqui, lembra? http://mariocau.blogspot.com/2011/03/round-3-you-win.html
Consegui mostrar, para mim mesmo e para qualquer outro, que a disciplina é essencial na produção de qualquer trabalho, ainda mais o artístico. A facilidade da distração, da desvontade, dos outros projetos, é tão grande e tão tentadora... Você não pode simplesmente desenhar quando der, quando tiver vontade. Você tem que desenhar o tempo todo. Acordar cedo, tomar seu café, ler as notícias se for o caso, e sentar na prancheta e desenhar. Só parar quando for hora de almoçar. Descansar um pouco e voltar, desenhar até o fim da tarde. E aí sim, você pára e descansa.
Era interessante ver o quanto meus momentos de lazer eram mais valiosos depois de um dia inteiro focado na produção de algo que eu amo. Ir ao cinema, sair com amigos, ver seriados ou ver bobeiras na internet ganham um sabor diferente, depois que você tem a "hora de trabalhar" e a "hora de descansar". Antes, eu costumava perder muito o foco, não ter horários e não ter prioridades grandes de um trabalho para outro.
Não vou dizer que eu mudei. Infelizmente, eu diria, depois dessa grande maratona, outros trabalho vieram, trabalhos que pagavam (o Dom Casmurro esteve sem editora, garantias ou dinheiro desde o começo de 2990 até ganhar o ProAc) e que ganhavam prioridade automática. Eu fiz MUITA coisa durante 2010 e 2011. Algumas, como a Nanquim Descartável 4, me consumiram um tempão, exigiram a mesma disciplina de trabalho. Esse monte de coisas me impedia de me dedicar somente ao Dom Casmurro.
Acho que, no fim, isso foi bom. Logo quero escrever aqui sobre a diferença que fez no trabalho como um todo ter levado esse tempo todo pra produzir. Mas não agora.
Eu fiquei um bom tempo apaixonado pela ideia de poder somente me dedicar às HQs. A tentação de contar histórias, as minhas e as que acredito serem boas mesmo, e só isso. A satisfação prazerosa de terminar o dia com páginas feitas. De marcar com uma manchinha vermelha na lista de páginas as que eu terminei.
Claro que, como eu disse, os trabalhos pagos voltam sempre à tona, e ser freelancer significa não ter garantias nem coisas fixas. Todo novo trabalho de ilustração pago me atraía pelo fato de poder pagar as contas. Todos sabem como é isso. Ainda sou sortudo de verdade por ser ilustrador e professor, e isso trazer meu sustento, pois boa parte do mundo leva uma vida inteira trabalhando em algo que não é sua paixão e mal tem oportunidade de curtir a respectiva paixão no tempo livre.
Sou feliz por não ser um zumbi, ou um robô.
Mas às vezes me senti assim, mesmo trabalhando com o que gosto.
A vida sempre vai trazer desvios, sempre vai te dar problemas pra resolver. Se você quer ser um artista, um profissional de verdade, e ser respeitado no seu meio, você precisa de DISCIPLINA, mais do que estilo, materiais, diplomas. De nada adianta desenhar super bem se você não desenhar todo dia e não fizer algo com seu desenho e não sair eventualmente pra conhecer seus colegas e seu mercado.
Como já disse a "ice queen" Jan Levinson, "Existe sempre um milhão de motivos para NÃO se fazer algo." (e eu ganho uns 5 level ups por citar The Office, ãhn?).
Você tem que achar os seus motivos pra FAZER as coisas.
Fiz o lápis e a arte-final do capítulo 4 durante o resto do ano, em momentos separados, mas sempre em grandes levas. Não fazia uma página por semana. Fazia umas 10, e aí parava um tempo pra cuidar de outras coisas. E essa coisa de desenhar várias páginas em sequência ajuda a manter a linha, o foco, o feeling do momento. Eu sempre preferi desenhar, de uma vez, em sequência, as páginas de uma mesma cena, de um mesmo momento da história. Te mantém focado naquele instante.
Quando me deparei com o fim do ano vindo a 1000 km/h, estabeleci uma meta de que terminaria a arte-final do capítulo 4 ANTES do fim do ano. Se desse, antes até do Natal. E consegui! Toda a arte-final pronta antes do Reveillon. E por quê? Porque eu queria terminar meu ano com uma sensação de complitude, de missão cumprida, deixando o espaço aberto para que, no novo ano, eu pudesse começar algo novo.
Esse algo novo seria o Capítulo 5.
A minha ideia inicial era: Bom, o ano começa, eu começo a desenhar e logo menos eu tenho o capítulo 5 pronto. É preciso correr, sem dó, pois o prazo está acabando e eu não vou desonrar isso. É claro que distrações múltiplas apareceram. Confesso que eu mesmo, internamente, não estava 100% ok para tudo isso, e acabei me perdendo um pouco durante janeiro. As aulas voltaram, Terapia continuava, Equipe Evoke sendo produzido e com seus próprios prazos, e por aí vai.
Voltei a sentir uma energia muito boa para o Dom Casmurro de novo em fevereiro desse ano, e foi aí que decidi,então, voltar à prancheta. E, em momentos de quase transe, eu desenhei cerca de 50 páginas em 28 dias. Minha rotina era de total dedicação. Já tinha avisado meus clientes (as agências) que, de novembro de 2011 até sei lá quando em 2012 eu não faria mais freelas. Nada poderia tomar meu tempo até eu finalizar essa graphic novel.
Sem a pressão e as frustrações vindas dos freelas, com Terapia ganhando uma pequena pausa, e o Evoke também um pouco mais lento, dediquei toda minha energia ao Dom Casmurro. Acabava o dia de trabalho com 5, 6 páginas a lápis, um traço que considero maduro, perfeito pro final dessa saga. Percebi meu desenho evoluindo a cada linha, como se conseguisse reinventar certos processos e certas regrinhas de desenho enquanto fazia.
O meu lápis oscila. Às vezes é bem detalhado, bem limpo e deixa na página exatamente o que a arte-final deve repetir. Às vezes, é solto, rápido, expressivo e deixa boa parte da decisão de detalhes e efeitos para a etapa do nanquim. Eu prefiro essa segunda opção. É no lápis mais solto e dinâmico que eu encontro o melhor movimento, a melhor fluidez, as melhores expressões.
E percebia nitidamente meu aprendizado, minha evolução. Foi fantástico.
E de novo, me enamoro com a ideia de produzir HQs, mais e melhores. Tenho roteiros prontos que precisam ser reescritos, tenho ideias que precisam ser postas no papel, tenho parcerias que quero concretizar. Meu desejo é que eu possa ter, o ano inteiro, esse mesmo tipo de dedicação e disciplina que tive em alguns meses desses dois últimos anos. E, com a mesma dedicação e disciplina, eu farei exatamente isso.
Ainda faltam as páginas do capítulo 5 para arte-finalizar. São umas 45, 50 páginas.Eu sei que num bom dia de trabalho, eu consigo pelo menos 4 arte-finais. Isso me dá um prazo de cerca de um mês para terminar. E eu vou conseguir.
Até porque existe uma meta estabelecida, um jogo pessoal meu, que eu pretendo cumprir e vencer sem grandes dramas.
Galera, fazer HQ é simplesmente bom demais. Eu amo o que faço, e quero ter a chance de produzir muito mais.
Esse ano reserva muita coisa boa ainda. e está só começando.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
1ª Semana do Quadrinho Nacional no Quadro a Quadro
O amigo Lucas Pimenta, do Quadro a Quadro enviou esse release de promoção que é bacana demais! Você que curte HQs mas fica chateado porque não encontra os títulos pra ler, é sua chance.
E você, ilustrador, que precisa de material pra portfolio, aproveite também!
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E você, ilustrador, que precisa de material pra portfolio, aproveite também!
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Chegou a vez do Quadro a Quadro realizar a sua primeira Semana do Quadrinho Nacional, evento que criei e realizei durante três anos, no parado (mas ainda vivo) KEN PARKERblog.
Aqui no QaQ o evento será acompanhado de brinde para os participantes.
Para concorrer basta enviar uma ilustração inédita de um (ou mais) personagem(ns) do quadrinho nacional e curtir a página do Quadro a Quadro no facebook.
O não cumprimento de qualquer uma dessas etapas, invalida a participação.
E para ganhar os prêmios é muito fácil e vai depender somente do competidor. Vai ganhar aquele que tiver maior número de curtir na página do QaQ em que for postada a sua ilustração. Ou seja, chamem o pai, a mãe, os amigos, as vizinhas e todo mundo para clicar em "curtir" na página em que tiver o seu desenho. É simples e fácil!
Os trabalhos devem ser enviados até o dia 25 de janeiro de 2012 para o email: quadroaquadro9arte@gmail.com
As postagens acontecerão até o dia 31 de janeiro de 2012 e o resultado com os vencedores será divulgado em 01 de fevereiro do mesmo ano.
Os prêmios para o PRIMEIRO LUGAR são:
O Cabra, de Flávio Luiz.
O Corno que sabia demais, de Wander Antunes, Gustavo Machado e Paulo Borges.
Silêncio, de Lucas Pimenta e FAN. (Autografada)
Taxi, de Gustavo Duarte. (Autografada)
Birds, de Gustavo Duarte. (Autografada)
O Curupira, de Flavio Colin.
Falsa Coral, vários artistas.
São Jorge da Mata Escura, de Marcello Fontana, André Leal, Antonio Cedraz e Naara Nascimento. (Autografada)
Sonho de uma noite de Verão, de Lillo Parra e Wanderson de Souza. (Autografado)
Crônicas da Pindahyba, de Hilton Mercadante.
Quantum, de Wendell Cavalcanti.
A Turma do Xaxado: Pelourinho, de Antonio Cedraz.
O SEGUNDO LUGAR lugar leva:
Silêncio, de Lucas Pimenta e FAN. (Autografada)
São Jorge da Mata Escura, de Marcello Fontana, André Leal, Antonio Cedraz e Naara Nascimento. (Autografada)
Sonho de uma noite de Verão, de Lillo Parra e Wanderson de Souza.
Crônicas da Pindahyba, de Hilton Mercadante.
As aventuras de Sabida.
Patre Primordium, de Ana Recalde e Fred Hildebrand.
E o TERCEIRO LUGAR:
Silêncio, de Lucas Pimenta e FAN. (Autografada)
São Jorge da Mata Escura, de Marcello Fontana, André Leal, Antonio Cedraz e Naara Nascimento. (Autografada)
Crônicas da Pindahyba, de Hilton Mercadante.
Quadrinhópole 2, vários autores.
Quadrinhópole 3, vários autores.
Quadrinhópole 4, vários autores.
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Já avisei o pessoal que, se possível, quero incluir meus títulos na promoção, então fiquem atentos pois acho que o prêmio vai aumentar!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Começou!
Olá, caros amigos!
2012 já começou... Por aqui, o ritmo ainda está um pouco lento. Depois de uma merecida viagem de férias, e da retomada das aulas na Pandora, as coisas estão voltando aos eixos. Mal posso esperar por segunda-feira, voltar à prancheta oficialmente e produzir muito.
Esse ano tem muita coisa legal reservada.
Já começou com o anúncio "oficial" do novo projeto que estou desenhando, com roteiros do amigo Alex Mir. Chama-se "Infidelidade", e teve duas páginas divulgadas essa semana. Uma pelo próprio Mir, outra com exclusividade pelo Jota Silvestre no Papo de Quadrinho. Coloquei as duas aqui pra vocês verem.
Não posso deixar de provocar mais uma vez sobre esse outro projeto, em parceria com o grande Estevão Ribeiro e mais um monte de gente legal pra caramba. Ainda não é hora de revelar tudo, mas o projeto já tem um site e você já pode se pré-cadastrar... Aqui!
E claro, o querido Dom Casmurro, em parceria com o escritor Felipe Greco, está caminhando a passos firmes, dedicados e decisivos para sua conclusão. Fechei o ano de 2011 com o 4º capítulos e páginas extras arte-finalizadas, e começo 2012 com o 5 e último capítulo. A coisa está tensa pros nosso protagonistas.
Boa notícia é que já fechamos com uma editora, e estamos felizes com o resultado. Em breve poderemos anunciar, oficialmente, com um preview bem bacana.
E não nos esqueçamos de Terapia, esse projeto fantástico que faço com o grande Rob Gordon e a querida Marina Kurcis, e que tem sido meu playground narrativo e estilístico há bons meses. A história tem muito reservado, e fico feliz de saber que os leitores estão curtindo. Eu adoro desenhar essa série, e ela continua firme e forte e esperamos, também, mostrar novidades para breve...
É isso aí!
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Internet
A exposição de final de ano da Pandora Escola de Arte teve como tema a Internet.
Dessa vez não pude participar da vernissage, pois estava em São Paulo na festa de bota-fora da Livraria HQMIX. Alguns pôsteres meus foram sorteados entre os alunos, não sei ainda quem ganhou...
De qualquer forma, esse foi meu trabalho. Quis trabalhar novamente com cores, mas sem traço, e sem muita elaboração. Quase um concept art, pra filmes ou games.
A referência óbvia é dos filmes da trilogia Matrix. O titulo é "A vida é aqui fora".
Acabei conversando um pouco sobre isso com alguns amigos. Será que, se você descobrisse que vive mesmo na Matriz, ia desejar voltar pra lá, onde viver a vida toda, onde comida tem gosto, onde tem sol, cores, possibilidades, ou preferiria "acordar" para um mundo destruído, sem vida, cores, gosto, sem segurança...
Foi uma boa conversa.
Dessa vez não pude participar da vernissage, pois estava em São Paulo na festa de bota-fora da Livraria HQMIX. Alguns pôsteres meus foram sorteados entre os alunos, não sei ainda quem ganhou...
De qualquer forma, esse foi meu trabalho. Quis trabalhar novamente com cores, mas sem traço, e sem muita elaboração. Quase um concept art, pra filmes ou games.
A referência óbvia é dos filmes da trilogia Matrix. O titulo é "A vida é aqui fora".
Acabei conversando um pouco sobre isso com alguns amigos. Será que, se você descobrisse que vive mesmo na Matriz, ia desejar voltar pra lá, onde viver a vida toda, onde comida tem gosto, onde tem sol, cores, possibilidades, ou preferiria "acordar" para um mundo destruído, sem vida, cores, gosto, sem segurança...
Foi uma boa conversa.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Doismiledoze
Eis que mais um ano se aproxima de seu final.
2011 se vai, deixando na memória muita coisa boa! Foi um ano cheio, e ao mesmo tempo, parece que passou em um estalar de dedos. Tento acessar minha memória e contabilizar o tempo, e todos os flashes que passam fazem parecer que, um mês atrás, eu estava naquela praia em Cabo Frio, desejando que 2011 fosse espetacular.
E quer saber? Foi espetacular.
Todo fim de ano eu costumo escrever um pouco sobre o que aconteceu, celebrando minhas conquistas e dividindo a minha felicidade com vocês. Esse ano, demorou muito para me dar essa vontade, e creio que, se não fosse pelo tédio sentido essa manhã, eu nem teria escrito antes da virada.
Não entenda mal. O tédio vem e me abraça depois de grandes maratonas de páginas, viagens, páginas, aulas, páginas e compromissos. Eu sou provavelmente workaholic, e tenho certeza que energia, ritmo e bom humor são raros de faltar, e isso tudo misturado causa uma entrega gigante naquilo que faço. Obviamente, quando tudo "acaba", a sensação é de tédio, até um pouco de vazio.
Natal e Ano Novo me deixam um pouco melancólico. A sensação de celebrar com pessoas queridas o ano que passou tem um quê de agridoce que não sei explicar direito. Eu sou saudosista. Eu sinto falta de muita gente, muita coisa, mesmo que essas pessoas tenham mudado e seguido em frente, mesmo que essas coisas tenham se tornado somente memórias distorcidas pela minha percepção.
Relembrar o ano, em termos de trabalho, fica cada vez mais complicado, já que eu me envolvo em tantos projetos, faço tantas coisas, conheço tanta gente! Seria injusto elencar um fato e esquecer de outro.
Esse ano eu dei mais alguns passos em direção ao destino que eu quero para mim. Foi o ano dos eventos de HQ, e mesmo nãotendo ido em todos, fui em 3 dos mais importantes. Hoje posso dizer, sem problemas, que minha profissão principal não é mais "professor". Hoje, sou quadrinista e ilustrador.
E que sensação ótima, ao preencher a ficha de cadastro do Hotel em Salvador (quando fui participar do 1º FAQ), escrever "QUADRINISTA" no campo "Profissão". Fiz isso, aliás, ao lado do grande Laudo Ferreira, um exemplo de profissional para mim. Com o aval desse grande cara, lá, eu sentia que se houvesse qualquer dúvida em mim sobre minha profissão, ela estaria eliminada.
E no mesmo FAQ, como não lembrar dos ótimos papos com o Caeto, as mesas-redondas com o Luis Augusto super-eloquente, o André Dahmer comentando que conhece e gosta dos meus trabalhos... Sair pra passear na companhia do gente finíssima Will Leite, guiados pelos bahianos nativos Flávio Luiz e Minêu... E os jantares com mesa imensa e várias ícones das HQs, jovens e veteranos, e aquele pavê de café que era absurdamente bom... e claro, a noite de autógrafos na RV.
Teve a Rio Comicon, evento meio polêmico por vários motivos, mas que me trouxe próximo de pessoas tão divertidas e relevantes. Meus parceiros quarto-mundistas Esteves, Will, Ana Recalde, Caio Majado, Giorgio Galli, Saravá, Cadu Simões (que não é do Quarto Mundo, mas é, mas não é mas é, eheheh)... E as viagens em carro apertado tocando Shakira (culpa do Esteves, claro)... Conversar com grandes caras, como Guilherme Kroll, Roger Cruz, Rafael Albuquerque, Gustavo Duarte, Braga, os gêmeos... E aquela exposição do Eisner, que era um deleite. Eu queria morar naquela exposição por uns anos e ver se eu aprendo com ele...
Depois da Comicon, ainda teve o Creative Bootcamp do meu próximo projeto, que tem roteiro do Estevão Ribeiro, e faz parte de um projeto ainda maior, chamado Equipe Evoke, do qual vocês ouvirão falar um bom tanto daqui uns meses. Um spoilerzinho? É meu primeiro trabalho de HQ publicado de super-heróis.
E teve o FIQ! Caramba, o FIQ foi animal. Consagrado com sucesso de público, o maior evento de HQs do continente Americano! Bem organizado, bem resolvido, ótimas exposições, palestras, vários autores de várias partes do mundo, e claro, eu estava lá e dessa vez lançando duas HQs novas, Burocratia e By the Southern Grace of God... Ver as minhas HQs ESGOTANDO nos primeiros dias... E os pôsteres... E ver o sucesso de meus amigos, do Quarto Mundo, e de outros grupos... Rever e conhecer tanta gente... Tanta gente mesmo. Sucesso.
Outra coisa importantíssima de 2011 e que não pode deixar de ser mencionada: TERAPIA. Quem diria que essa webcomic, sem grandes pretensões além de ser um espaço criativo livre para mim, Rob e Marina, se tornaria tão querida? Eu fico feliz, mas feliz de verdade, quando alguém vem falar que lê Terapia. Ainda mais quando a pessoa nem é leitor de HQs! Agradeço ao Cadu pelo espaço dentro do Petisco, e aos meus parceiros geniais, Rob Gordon e Marina Kurcis, que fazem roteiros que não intrigam só os leitores, mas mim também, e me fazem querem evoluir a cada página.
E como não falar do Dom Casmurro? Esse projeto, esse grande projeto, que seguia sendo produzido quase sem prioridades, em meio a freelas, aulas e eventos, a Pieces, Nós, Nanquim Descartável e outros... Que não tinha editora, não tinha apoio e gerou tantas crises criativas... Quem diria que ganharíamos o ProAC??? E ganhamos, e agora Dom Casmurro é prioridade total. Vai ser publicado ano que vem, 2012. Já temos nossa editora, mas não é hora ainda de divulgar oficialmente. Só posso dizer que estou muito satisfeito com o resultado, e que estou dando meu melhor nisso.
E os shows... Eu amo música, amo rock'n'roll, e esse ano, além de ter ido à Sala São Paulo e ser carregado por orquestras fantásticas, tive o privilégio de assitir ao vivo e in loco os shows de U2, Muse, Eric Clapton, Pearl Jam, Alice in Chains, Primus, Megadeth e o último show do Sonic Youth.. . Sem falar que fiz mais um show com a banda vai-mas-volta The Bourbon Street Beggars, e dizem por aí que pode rolar um reunion da Echoes e da DaBia. Oremos. Meus instintos musicais estão à flor da pele.
[ATUALIZADO 31/12]
Não dá pra deixar de comentar também sobre a formatura da minha primeira turma de alunos do curso de Ilustração de Mercado da Pandora Escola de Arte. Esses 8 grandes artistas com a vida toda pela frente e muito talento, me ensinaram muito enquanto eu ensinava pra eles. Vencys, Angela, Felipe, David, Janio, Marcal e Lê: obrigado por um curso de grandes aprendizados, grandes desafios e grandes laços, tanto afetivos como profissionais. Sucesso para vocês!
E as boas-vindas pra nova turma, com grandes expectativas pro novo ano: Rafa, Jésus, Marília, Lê, Kamis, Guilherme, Domenica; que esse curso sirva não só pra aprimorar seus dotes artísticos, mas também para aproximar uns dos outros e criar não só grandes profissionais mas contribuir para serem grandes seres humanos no caminho.
E um abraço mais que especial para o Max Sawaya, que esse ano escreveu e dirigiu uma peça de teatro baseada na minha série de HQs Pieces, com os alunos do grupo de teatro da Casa do Saber. A peça ficou linda, os alunos foram surpreendentes e eu só posso agradecer por um presente tão bonito! Sucesso para todos vocês e nunca desistam da Arte!
2012 guarda grandes novidades. Estarei por aí, em eventos, lançamentos, palestras, onde quer que me queiram... E aqui, na prancheta, na tablet, fazendo o que mais amo: Quadrinhos e ilustração. Tenham certeza disso. Minha agenda de projetos já parece estar mais cheia do que eu poderia dar conta, mas vou me esforçar para tudo acontecer e funcionar. Vocês podem esperar a Pieces 4, Evoke, Dom Casmurro, mais Terapia, e mais algumas coisas, que, contando com essa energia boa, esse pique e minha paixão pelo que faço, vão acontecer.
2012 promete.
Não vai ser o fim do mundo. Vai ser o começo do resto de nossas vidas.
Feliz Natal (atrasadíssimo, eu sei), feliz Ano Novo para todos e que tudo de bom que você mereça se concretize... Abraços e até ano que vem!
(Como esse ano eu não consegui pensar em nada muito legal pra desenhar nesse "cartão" de fim de ano, vou me apropriar de uma ilustração que vi e fotografei no balcão da Gol no aeroporto de Belo Horizonte, retornando do FIQ, que resume o que senti, principalmente nesse segundo semestre, em relação a esse ano)
2011 se vai, deixando na memória muita coisa boa! Foi um ano cheio, e ao mesmo tempo, parece que passou em um estalar de dedos. Tento acessar minha memória e contabilizar o tempo, e todos os flashes que passam fazem parecer que, um mês atrás, eu estava naquela praia em Cabo Frio, desejando que 2011 fosse espetacular.
E quer saber? Foi espetacular.
Todo fim de ano eu costumo escrever um pouco sobre o que aconteceu, celebrando minhas conquistas e dividindo a minha felicidade com vocês. Esse ano, demorou muito para me dar essa vontade, e creio que, se não fosse pelo tédio sentido essa manhã, eu nem teria escrito antes da virada.
Não entenda mal. O tédio vem e me abraça depois de grandes maratonas de páginas, viagens, páginas, aulas, páginas e compromissos. Eu sou provavelmente workaholic, e tenho certeza que energia, ritmo e bom humor são raros de faltar, e isso tudo misturado causa uma entrega gigante naquilo que faço. Obviamente, quando tudo "acaba", a sensação é de tédio, até um pouco de vazio.
Natal e Ano Novo me deixam um pouco melancólico. A sensação de celebrar com pessoas queridas o ano que passou tem um quê de agridoce que não sei explicar direito. Eu sou saudosista. Eu sinto falta de muita gente, muita coisa, mesmo que essas pessoas tenham mudado e seguido em frente, mesmo que essas coisas tenham se tornado somente memórias distorcidas pela minha percepção.
Relembrar o ano, em termos de trabalho, fica cada vez mais complicado, já que eu me envolvo em tantos projetos, faço tantas coisas, conheço tanta gente! Seria injusto elencar um fato e esquecer de outro.
Esse ano eu dei mais alguns passos em direção ao destino que eu quero para mim. Foi o ano dos eventos de HQ, e mesmo nãotendo ido em todos, fui em 3 dos mais importantes. Hoje posso dizer, sem problemas, que minha profissão principal não é mais "professor". Hoje, sou quadrinista e ilustrador.
E que sensação ótima, ao preencher a ficha de cadastro do Hotel em Salvador (quando fui participar do 1º FAQ), escrever "QUADRINISTA" no campo "Profissão". Fiz isso, aliás, ao lado do grande Laudo Ferreira, um exemplo de profissional para mim. Com o aval desse grande cara, lá, eu sentia que se houvesse qualquer dúvida em mim sobre minha profissão, ela estaria eliminada.
E no mesmo FAQ, como não lembrar dos ótimos papos com o Caeto, as mesas-redondas com o Luis Augusto super-eloquente, o André Dahmer comentando que conhece e gosta dos meus trabalhos... Sair pra passear na companhia do gente finíssima Will Leite, guiados pelos bahianos nativos Flávio Luiz e Minêu... E os jantares com mesa imensa e várias ícones das HQs, jovens e veteranos, e aquele pavê de café que era absurdamente bom... e claro, a noite de autógrafos na RV.
Teve a Rio Comicon, evento meio polêmico por vários motivos, mas que me trouxe próximo de pessoas tão divertidas e relevantes. Meus parceiros quarto-mundistas Esteves, Will, Ana Recalde, Caio Majado, Giorgio Galli, Saravá, Cadu Simões (que não é do Quarto Mundo, mas é, mas não é mas é, eheheh)... E as viagens em carro apertado tocando Shakira (culpa do Esteves, claro)... Conversar com grandes caras, como Guilherme Kroll, Roger Cruz, Rafael Albuquerque, Gustavo Duarte, Braga, os gêmeos... E aquela exposição do Eisner, que era um deleite. Eu queria morar naquela exposição por uns anos e ver se eu aprendo com ele...
Depois da Comicon, ainda teve o Creative Bootcamp do meu próximo projeto, que tem roteiro do Estevão Ribeiro, e faz parte de um projeto ainda maior, chamado Equipe Evoke, do qual vocês ouvirão falar um bom tanto daqui uns meses. Um spoilerzinho? É meu primeiro trabalho de HQ publicado de super-heróis.
E teve o FIQ! Caramba, o FIQ foi animal. Consagrado com sucesso de público, o maior evento de HQs do continente Americano! Bem organizado, bem resolvido, ótimas exposições, palestras, vários autores de várias partes do mundo, e claro, eu estava lá e dessa vez lançando duas HQs novas, Burocratia e By the Southern Grace of God... Ver as minhas HQs ESGOTANDO nos primeiros dias... E os pôsteres... E ver o sucesso de meus amigos, do Quarto Mundo, e de outros grupos... Rever e conhecer tanta gente... Tanta gente mesmo. Sucesso.
Outra coisa importantíssima de 2011 e que não pode deixar de ser mencionada: TERAPIA. Quem diria que essa webcomic, sem grandes pretensões além de ser um espaço criativo livre para mim, Rob e Marina, se tornaria tão querida? Eu fico feliz, mas feliz de verdade, quando alguém vem falar que lê Terapia. Ainda mais quando a pessoa nem é leitor de HQs! Agradeço ao Cadu pelo espaço dentro do Petisco, e aos meus parceiros geniais, Rob Gordon e Marina Kurcis, que fazem roteiros que não intrigam só os leitores, mas mim também, e me fazem querem evoluir a cada página.
E como não falar do Dom Casmurro? Esse projeto, esse grande projeto, que seguia sendo produzido quase sem prioridades, em meio a freelas, aulas e eventos, a Pieces, Nós, Nanquim Descartável e outros... Que não tinha editora, não tinha apoio e gerou tantas crises criativas... Quem diria que ganharíamos o ProAC??? E ganhamos, e agora Dom Casmurro é prioridade total. Vai ser publicado ano que vem, 2012. Já temos nossa editora, mas não é hora ainda de divulgar oficialmente. Só posso dizer que estou muito satisfeito com o resultado, e que estou dando meu melhor nisso.
E os shows... Eu amo música, amo rock'n'roll, e esse ano, além de ter ido à Sala São Paulo e ser carregado por orquestras fantásticas, tive o privilégio de assitir ao vivo e in loco os shows de U2, Muse, Eric Clapton, Pearl Jam, Alice in Chains, Primus, Megadeth e o último show do Sonic Youth.. . Sem falar que fiz mais um show com a banda vai-mas-volta The Bourbon Street Beggars, e dizem por aí que pode rolar um reunion da Echoes e da DaBia. Oremos. Meus instintos musicais estão à flor da pele.
[ATUALIZADO 31/12]
Não dá pra deixar de comentar também sobre a formatura da minha primeira turma de alunos do curso de Ilustração de Mercado da Pandora Escola de Arte. Esses 8 grandes artistas com a vida toda pela frente e muito talento, me ensinaram muito enquanto eu ensinava pra eles. Vencys, Angela, Felipe, David, Janio, Marcal e Lê: obrigado por um curso de grandes aprendizados, grandes desafios e grandes laços, tanto afetivos como profissionais. Sucesso para vocês!
E as boas-vindas pra nova turma, com grandes expectativas pro novo ano: Rafa, Jésus, Marília, Lê, Kamis, Guilherme, Domenica; que esse curso sirva não só pra aprimorar seus dotes artísticos, mas também para aproximar uns dos outros e criar não só grandes profissionais mas contribuir para serem grandes seres humanos no caminho.
E um abraço mais que especial para o Max Sawaya, que esse ano escreveu e dirigiu uma peça de teatro baseada na minha série de HQs Pieces, com os alunos do grupo de teatro da Casa do Saber. A peça ficou linda, os alunos foram surpreendentes e eu só posso agradecer por um presente tão bonito! Sucesso para todos vocês e nunca desistam da Arte!
2012 guarda grandes novidades. Estarei por aí, em eventos, lançamentos, palestras, onde quer que me queiram... E aqui, na prancheta, na tablet, fazendo o que mais amo: Quadrinhos e ilustração. Tenham certeza disso. Minha agenda de projetos já parece estar mais cheia do que eu poderia dar conta, mas vou me esforçar para tudo acontecer e funcionar. Vocês podem esperar a Pieces 4, Evoke, Dom Casmurro, mais Terapia, e mais algumas coisas, que, contando com essa energia boa, esse pique e minha paixão pelo que faço, vão acontecer.
2012 promete.
Não vai ser o fim do mundo. Vai ser o começo do resto de nossas vidas.
Feliz Natal (atrasadíssimo, eu sei), feliz Ano Novo para todos e que tudo de bom que você mereça se concretize... Abraços e até ano que vem!
(Como esse ano eu não consegui pensar em nada muito legal pra desenhar nesse "cartão" de fim de ano, vou me apropriar de uma ilustração que vi e fotografei no balcão da Gol no aeroporto de Belo Horizonte, retornando do FIQ, que resume o que senti, principalmente nesse segundo semestre, em relação a esse ano)
#WIN
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Pieces... em peças - os vídeos
Oi, pessoal!
Relembrando a peça de teatro "Pieces... em peças", que adaptu minhas HQs, aqui estão todos os vídeos das apresentações! Dá para assistir a peça toda, incluindo a apresentação de sexta-feira, uqe é diferente da de sábado, dia oficial da estreia.
Parte 1 (03/12/2011):
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
Apresentação especial para os pais (02/12/2011):
Bate-papo após a peça, com atores e diretor:
Novamente, queria dar os parabéns e deixar um abraço eterno pro /Max e para todos os atores da peça.
Ficha técnica:
Roteiro: Max Sawaya
Direção: Max Sawaya
Elenco: Alana Schuindt, Ana Beatriz de Deus, Beatriz Pontes, Bruna Sanchez, Gabriel Cerioni, Gabriely Lemos, Isabeli Lemos, José Gustavo Baldin, Pamella Borges, Pedro Henrique, Rafael Vinícius, Vitória Rosa.
Cenário: Pedro Henrique, José Gustavo Baldin, Bruna Sanchez, Vitória Rosa, Isabeli Lemos, Rafael Vinícius, Wellington Succi.
Figurino: Gabriely Lemos, Beatriz Pontes, Pamella Borges.
Infelizmente a camera não é das melhores e o audio ficou baixo.
Relembrando a peça de teatro "Pieces... em peças", que adaptu minhas HQs, aqui estão todos os vídeos das apresentações! Dá para assistir a peça toda, incluindo a apresentação de sexta-feira, uqe é diferente da de sábado, dia oficial da estreia.
Parte 1 (03/12/2011):
Parte 2:
Parte 3:
Parte 4:
Apresentação especial para os pais (02/12/2011):
Bate-papo após a peça, com atores e diretor:
Novamente, queria dar os parabéns e deixar um abraço eterno pro /Max e para todos os atores da peça.
Ficha técnica:
Roteiro: Max Sawaya
Direção: Max Sawaya
Elenco: Alana Schuindt, Ana Beatriz de Deus, Beatriz Pontes, Bruna Sanchez, Gabriel Cerioni, Gabriely Lemos, Isabeli Lemos, José Gustavo Baldin, Pamella Borges, Pedro Henrique, Rafael Vinícius, Vitória Rosa.
Cenário: Pedro Henrique, José Gustavo Baldin, Bruna Sanchez, Vitória Rosa, Isabeli Lemos, Rafael Vinícius, Wellington Succi.
Figurino: Gabriely Lemos, Beatriz Pontes, Pamella Borges.
Infelizmente a camera não é das melhores e o audio ficou baixo.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
28º Prêmio Angelo Agostini
Já estão abertas as votações para o Prêmio Angelo Agostini!
Segue aqui um link para uma matéria do UniversoHQ.
E abaixo, a cédula para a votação. Você pode votar e mandar pelo correio, ou pelo e-mail mesmo.
Lembrando que você NÃO PRECISA ser profissional da área de Quadrinhos. Qualquer pessoa pode votar.
CÉDULA 28º PRÊMIO ANGELO AGOSTINI 2011 AQC-ESP
MELHOR DESENHISTA DE 2011:
Não quero ficar fazendo campanha nem politicagens, mas não falar do meu trabalho aqui não faz sentido.
Você pode votar em mim nas seguintes categorias:
Melhor Desenhista de 2011: Mario Cau
Melhor Lançamento Independente de 2011: Burocratia (Mario Cau e Bruno Ishikawa)
Melhor Lançamento Independente de 2011: By the Southern Grace of God (Mario Cau e Elton Pruitt)
Melhor Lançamento Independente de 2011: Nanquim Descartável 4 (Daniel Esteves e vários desenhistas, incluindo eu)
Muita gente boa demais concorre pelo simples fato de que QUALQUER COISA lançada em 2011 vale ser votada, assim como qualquer roteirista e/ou desenhista que publicou em 2011. É aberto demais, claro.
Mas se você se lembra da cédula do Troféu HQMIX, sabe que são sugeridos 5 nomes, de uma lista imensa que agrupa tudo/todos, e que você pode votar num nome que não foi mostrado na cédula.
O que falta aqui, no Angelo Agostini, é essa lista, como a do HQMIX, com todos os lançamentos, artistas, roteiristas e etcs, para que os votantes possam relembrar e pesquisar.
Fica a dica pros organizadores.
Lembrando que você NÃO PRECISA ser profissional da área de Quadrinhos. Qualquer pessoa pode votar.
CÉDULA 28º PRÊMIO ANGELO AGOSTINI 2011 AQC-ESP
Preencha a cédula e envie para nosso endereço: AQC-ESP/ Worney Almeida de Souza Caixa Postal 675 SP (SP) cep 01031-970 ou para o endereço eletrônico:aqc.waz@gmail.com O prazo é até 06 de janeiro de 2012. Vote na categoria de Mestres do Quadrinho Nacional em TRÊS nomes e nas outras categorias vote em DOIS nomes, indicando 1 e 2 lugares.
Participe e prestigie o quadrinho nacional e seus artistas!
MELHOR DESENHISTA DE 2011:
1º.........................................
2º.........................................
MELHOR ROTEIRISTA DE 2011:
1º.........................................
2º.........................................
MELHOR CARTUNISTA DE 2011:
1º.........................................
2º.........................................
MELHOR LANÇAMENTO DE 2011:
1º.........................................
2º.........................................
MELHOR LANÇAMENTO INDEPENDENTE DE 2011:
1º.........................................
2º.........................................
MELHOR FANZINE DE 2011:
1º.........................................
2º.........................................
PRÊMIO JAYME CORTEZ :
1º.........................................
2º.........................................
MESTRES DO QUADRINHO NACIONAL:
1º.................................................................
2º.................................................................
3º...................................................................
4º .................................................................. Não quero ficar fazendo campanha nem politicagens, mas não falar do meu trabalho aqui não faz sentido.
Você pode votar em mim nas seguintes categorias:
Melhor Desenhista de 2011: Mario Cau
Melhor Lançamento Independente de 2011: Burocratia (Mario Cau e Bruno Ishikawa)
Melhor Lançamento Independente de 2011: By the Southern Grace of God (Mario Cau e Elton Pruitt)
Melhor Lançamento Independente de 2011: Nanquim Descartável 4 (Daniel Esteves e vários desenhistas, incluindo eu)
Muita gente boa demais concorre pelo simples fato de que QUALQUER COISA lançada em 2011 vale ser votada, assim como qualquer roteirista e/ou desenhista que publicou em 2011. É aberto demais, claro.
Mas se você se lembra da cédula do Troféu HQMIX, sabe que são sugeridos 5 nomes, de uma lista imensa que agrupa tudo/todos, e que você pode votar num nome que não foi mostrado na cédula.
O que falta aqui, no Angelo Agostini, é essa lista, como a do HQMIX, com todos os lançamentos, artistas, roteiristas e etcs, para que os votantes possam relembrar e pesquisar.
Fica a dica pros organizadores.
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