domingo, 9 de setembro de 2007

Um pensamento silencioso de uma tarde ensolarada de domingo

Roubei isso do blog do Allan Sieber. Não reclamem, a internet infelizmente é uma terra de ninguém. Ainda que tem pessoas de bom coração que pelo menos citam suas fontes. De qualquer forma, é uma crítica a um filme argentino, feita por um cara renomado aqui do nosso Brasilzão, que eu achei genial.

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"A Menina Santa" vai onde o cinema brasileiro teme ir

INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

Ok, agora vamos ao outro lado. "A Menina Santa" (Telecine Cult, 0h05) é, de certa maneira, a súmula da superioridade do cinema argentino sobre o nosso.
Quem poderia pensar num filme de tantas ocultações, em que um grande médico gosta de molestar meninas, em que a santinha molestada é bem uma cúmplice de tudo isso. Não, aqui a primeira idéia seria mandar prender o diretor, enquanto o Ministério da Justiça acionaria seus sabujos para colocar empecilhos à possibilidade de ver o filme. Etc.
Não é culpa de ninguém. É cultural. Afinal, eles peitaram uma ditadura cem vezes pior do que a nossa e mandaram os torturadores para a cadeia. Nós fizemos uma bela pizza disso tudo. Eles têm uma livraria por esquina. Nós transformamos as nossas em boutiques que sobrevivem de vender ridicularias de auto-ajuda. Por que nossos cineastas conseguiriam sobrepor-se a tantas adversidades? Pode aparecer um gênio da raça, uma exceção. Será pouco e improvável.


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Agora fiquei com vontade de ver esse filme.
Eu deixei em negrito aí prdar destaque mesmo. Foi a parte que mais me tocou desse pequeno texto.
Mandou bem, cara. Bem no alvo.


E isso porque outro dia erstava perambulandop pela Saraiva do Iguatemi, e constatei que é verdade mesmo. Dá uma olhada na quantidade de LIXO uew nossas livrarias vendem. Deixam de traduzir e trazerp ra cá obras fanrttásticas, pra dar lugar a porcarias sem cultura alguma, sem poesia, sem nada de útil.
Aí eu fiquei com um certo nojo deandar lá. Cada 10 capas que eu via, 8 eram apelativas, ou falsas, ou óbvias, ou sei lá...

Você que lê isso aqui, lembre-se que ler por ler não significa cultura ou sofisticação. E que coisas de auto-ajuda na verdade costumam ajudar uma pessoa só: o dono da editora, que ganha $$ com a venda dos livros... porque nesse nosso Brasilzão, autor não costuma ganhar nada.

A não ser que seja um Paulo Coelho.

Então, eu prefiro ganhar pouco, se for assim.

(...)

















Ouvindo Legião.


Um comentário:

Mariana Guerra disse...

Extremamente correto! Pior que os livros bons de verdade mesmo mesmo mesmo são difíceis de encontrar na biblioteca e por um bom preço em livraria!
Espero um dia escrever algo realmente descente o_o

Tô com saudade .-.
Beijos