quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sonhos

Era uma prática muito constante escrever no meu caderno sobre os sonhos que eu tenho. Ainda tenho grandes relatos de mundos pós-apocalípticos, dentes caindo em meio a dores horríveis, corpos doloridos e cansados impossibilitados de se mover e vôos descontrolados (são sonhos constantes, ou eram, sei lá...)

Essa noite tive mais um desses sonhos e achei legal escrever aqui, já que comentei na minha aula de desenho de hoje, com os alunos, e porque meu caderno mais recente está terminando e eu não sei se vou começar um novo.

O sonho se passava num tipo de shopping center gigantesco, mas não tinham lojas. Era mais como um alojamento gigante. Lá viviam muitas pessoas, e todas usavam roupas brancas. Um tipo de macacão genérico. As pessoas que vivam lá eram sobreviventes de algum fim do mundo (não falei que era recorrente? o.o'), e ninguém saía de lá.

Havia um tipo de religiosidade excessiva, e todo mundo era feliz e se dava bem, mas de um forma conformista, um paz suave mas de mentes aparentemente vazias. Eu era um tipo de free-minded, que não gostava desse tipo de devoção bizarra. A população de lá aguardava, se preparava para o eventual dia em que o Senhor iria vir recolher suas almas.

Eu andava por lá, com amigos... conversava com uma moça, que não lembro nome (não sei se as pessoas tinham nome, ou se rolava um lance tipo "todos somos iguais" e bla-bla-bla...), e via pessoas sendo colocadas para morrer.

E nesse lugar, quando iam "morrer", as pessoas iam para esteiras, tipo aquelas de academia, e auxiliadas por outra pessoa (escolhida por ela, de confiança), deitava na esteira, com alguns objetos, que não sei se eram pertences ou coisas ritualísticas, necessárias apra a "passagem", e a esteria era ligada. A pessoa deitada (que ia morrer), percorria a pequena extensão da esteira, e se sua alma não tivesse saído do corpo, a ajudante tinha que ajudá-la a voltar pro começo da esteira, pra que ela tentasse de novo. E isso era feito até que a alma saísse do corpo...

Agora imagina várias esteiras, todas juntas,com muita gente "morrendo".

Depois de ver aquilo, várias pessoas tentando e nenhuma "morrendo", acho que as pessoas começaram a se tocar de quer aquele evento para o qual todos vivam se preparando há tempos simplesmente não existia (ninguém "morreu" ou foi levado, e a vivência nesse lugar era dedicada a se preparar pra esse dia), todosp asssaram a comemorar (acho que os open-minded), a perceber sua liberdade de uma doutrina forte, sei lá.

E eu saía andando e chegava a um saguão grande, e parecia um momento de festa. No andar superior, num balcão, eu via outras pessoas felizes, cantando uma música do Balão Mágico:
- Sou feliiiz, por isso estou aaaaquiiii..."

...e um amigo meu, que era fortão, me levantava, e eu subia, leve, como se tivesse flutuando, e fazia mãozinha de heavy-metal \m/ pras pessoas lá embaixo, e cantava Balão Mágico (afinal, eu estava "certo" em não me dedicar cegamente à preparação pra morte), tirava mó sarro das pessoas (tá, foi maldade, mas whatever, o mundo já parecia ter acabado mesmo).

Conforme fui descendo, vi uma maquete, daquelas dentro de uma caixa de vidro, enorme, que, pelo pouco queeu entendi, representava nossa realidade lá: tinha muita areia em volta, como um deserto, e no meio, o grande shopping em que a gente vivia. Disso, eu deduzi que o mundo lá fora era um grande deserto, um mundo acabado e destruído, e que a gente tinha sobrevivido lá dentro.

Eu acordei antes de aterrisar, mas osonho ficoubem nítido pra mim. Eu costumo lembrar muito dos sonhos, e eles sempre temcenas inusitadas ou bizarras mesmo. Anotar os sonhos faz com que você reflita sobre eles, sobre os porquês deles, sobre você mesmo.

...

Aliás, estava pensando em fim do mundo e em todas aquelas coisas sobre profetas, teses, cálculos... Nostradamus, astecas, bíblias, big-bangs recriados num tubo imenso debaizo da Europa e etc. Todos prevendo o fim do mundo pra esses anos, agora, nossa época. E muita gente esperou um fim do mundo instantâneo, um PUF! que faria tudo sumir.

E agora, euvejo muitas tragédias... Ando vendo essa chuva infinita destruindo o sul do país, queimadas que não terminam na Califórnia, gelo derretendo, e tudo mais... E fiquei pensando aqui comigo... Que o fim do mundo não vai ser o mundo explodindo, ou Deus apertando o RESET. Vai ser gradual, vai ser constante e vai deixar um planeta meio morto, em escombros, e que vai levar eras pra se reestruturar. E pode ser que essas recentes tragédias sejam etapas desse fim.

Não acho legal pensar niso, e eu quero viver intensamente (!) até que o mundo acabe, se é que vai acabar. Mas imaginar isso cria imagens interessantes. Qualquer dia eu posto mais sonhos desses, ou quem sabe faça uma graphic novel (HA! Quem dera... do jeito que as coisas andam, vai demorar)...

Abraços a todos!
E atenção:
Falta meia hora pra SEXTA-FEIRA!!!

Um comentário:

Poliana disse...

Esse seu sonho lembra várias conversas que tivemos sobre isso...
E a única conclusão é que cada pessoa acredita e tem fé em coisas diferentes e se agarram a elas para que consigam se salvar e para que possam ser perdoadas por td que fizeram...
Mesmo que não se agarrem a Deus.

Eu acredito nele sim e confiu nele... E minha esperança leva a crer que ele jamais faria algo de mau para todos!!
Ele nos protejerá...

E sobre o fim dos tempos, acho que a Terra tem muito mais a nos oferecer do que imaginamos, a questão é: Será que ela precisa de Compreensão, carinho, ajuda ou isso tudo é um delírio???

Ops... falei d+... hahahahha!!

Acredite sempre...

Bjocas!!
=]*