quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Madrugada

Alguns dos meus CDs favoritos simplesmente sumiram. Não tenho a quem culpar. Só não sei onde estão. Se perdi, se roubaram, se esqueci na casa ou no player de alguém... não sei.
E fiquei meses e meses, talvez mais de um ano ou dois, sem ouvir. Fazem falta, óbvio, mas a gente supera e às vezes, nem tem tempo. A rádio ta aí, as mp3 tão aí, você baixa coisas novas e compra novos CDs (eu ainda compro CDs).

Um tempinho atrás eu decidi parar de esperar eles apárecerem e baixei todos. Hoje peguei o último que faltava, pelo menos que eu saiba. O Division Bell do Pink Floyd. E é esse disco que estou ouvindo agora, no começo da madrugada.

Sem sono.

Noite passada, tivemos o grandioso Bolovo Ilustrado. Fui dormir na mesma hora que agora escrevo, uma e pouco, uma e meia, e acordei estalado às 6 e pouco. Tentei dormir de novo e nada! Às sete, já estava de pé e mandando ilustrações pra Jana.

Acordei cedo por estar descansado, mesmo após um Bolovo com muita cerveja?
Acordei cedo por medo de atrasar como na semana passada, na quarta, quando cheguei pra dar aula meia hora depois? (também fiquei lá meia hora a mais pra compensar) (e não faria sentido já que hoje eu cheguei 8 e 45 e nenhuma aluno chegou antes das 9 e meia. O mundo é um lugar teórico mesmo, como disse o Bruno Azevêdo)

Ãhn?
Ah!

Voltando.
Eu não sei por que comecei a escrever isso.
Eu já não escrevo mais no meu caderno. Tenho uns 23, já. Um deles algum filho da puta roubou em março do ano passado, então tem pelo menos três meses da minha vida que eu não sei onde foi parar.
Coisa que não tem utilidade alguma pra ladrão lixo, mas que pra mim tem e muita.
OK, whatever.
Eu não escrevo muito mais no caderno. Blog, Twitter e falar bastante nas aulas compensa isso de uma forma estranha. Parece que não tenho oque processar mentalmente, apesar de tudo que precisa ser meditado.

E aí o Blog, que deveria ser uma coisa mais profissional, às vezes ganha um desabafo nadaver desses. É bom falar assim, escrever e sem se preocupar em quem vai ler... Claro que eu prezo pelos leitores desse blog, aliás, sou muito grato a todos que vêm aqui visitar, mas desculpem por esse post, que não tem nada a ver com HQs, com ilustração ou com a arte de viver de Arte.

Eu não estou com sono e não conseguia ficar parado. Estranho isso, essa hiperatividade calma que eu tenho. Calmamente, pacientemente, desesperado por algo pra fazer. E não fui desenhar. Porque travei num pedaço aqui que precisava de referência fitogrpafica, que já foi impressa, mas que não foi devidamente estudada.

Uma sequência um pouco chata de páginas, antes de uma sequência legal, mas eu não quis pular as páginas. SEgui o conmselho do Ferigato. Deixa rolar. Se apressar isso, capaz de acabar ficando ruim.

E ruim eu não quero. Não mesmo.

E bom, rolou uma saudade hoje também. Falei no telefone com algumas pessoas muito importantes. Devo dizer que de certa forma tive contato com pelo menos 4 pessoas de extrema estima minha, direta ou indiretamente, ouvindo a voz ou pela internet.

Algumas coisas ainda mexem. Por mais insano que possa parecer (e um dia talvez, isso seja entendido como um todo. Ainda faltam peças. Pelo menos acho que faltam), não consegui ainda distanciar o suficiente para que, quando de volta, manter a distância. Não teve distancia que apagasse umas coisas, e elas são grandes e pesadas de carregar.

Algumas eu carrego com gosto. Bato no peito, ergo o punho, e sigo. Carrego porque traz significado. E sem significado, nada disso tem sentido. Sem um objetivo, por mais abstrato ou longínquo que pareça, também não tem sentido.

Acho que a vida se encarrega de compensar certas coisas. Eu já admiti muitos erros, aprendi com eles e cresci, mas certos casos, se formos levar isso como fato, parecem estar sendo um pouco cruéis. Ou indiferentes. Quem decide quando passou do ponto?

Quem liga?

Keep Talking.

O mundo já é errado demais.
Não dá pra ficar olhando pra baixo ou esperando que tudo sempre se arraste para resultados sempre piores. Não é assim que as coisas funcionam. Heads up.

(...)

Brisa fria que eu amo, janela aberta na madrugada silenciosa da minha rua em Campinas. Talvez a tosse bizarra que eu andei tendo não concorde comigo, mas já to melhorando. Se amanhã eu acordar pior, bom, é outro dia. Mesmo sendo já hoje, mas depois.

Algo mais faz sentido? Eu já deveria ter parado de escrever há uns quantos parágrafos?

Fazia tempo que eu não dava essas pensadas longas e semi-sinceras. Tem nada a ver com esse Blog, mas whatever. Faz parte do pacote.
E agora acabou.
Bateu sono.

Assim que acabar o CD, eu caio na cama.

Boa noite!

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