terça-feira, 18 de maio de 2010

Trabalho em Grupo



Deu vontade de escrever sobre isso ontem à noite...

Lembra quando você estava na escola, ou faculdade (ou se você ainda está em um deles), e o professor pedia um trabalho em grupo? Você era de qual facção?

A dos alunos que simplesmente não fazem NADA pelo trabalho e esperam que outras pessoas façam?
A dos alunos que tomam a liderança, correm atrás de tudo, lidam com a incompetência e a desatenção (e o desinteresse, por que não?) dos outros do grupo, e prezam por um trabalho bem feito?
Ou a mais rara, a dos alunos que fazem sua parte bem-feita e participam para o bom funcionamento do grupo, semp recisar corrigir, reescrever ou mesmo fazer toda a parte dos outros?

Pois é.

Tomar a liderança num projeto é uma coisa complicada. Se você acha que tem calibre pra coordenar as pessoas, faça. Não dá pra ficar sempre ouvindo outra pessoa te dizer o que fazer. Muitas vezes você tem exatamente a noção de como as coisas podem ser feitas. Fale com as pessoas. Nem que seja para você virar o "chefe" da turma. Vire. O seu trabalho precisa ser feito, e é melhor que seja bem feito.

Claro que num mundo real nem sempre essas utopias funcionam. Temos toneladas de pessoas que copiam um texto do Google, sem fonte, sem referencial, e colam no Word. Tem gente que precisa resumir algum texto e não sabe nem pontuar seu próprio. Tem pessoas que precisam seguir um modelo de texto e formatação, e ignoram isso e simplesmente fazem de qualquer jeito. Tem quem precise pesquisar as coisas pra saber como se faz direito, e nem pra abrir o Google e procurar...

Tem visitas a serem feitas, entrevistas a serem gravadas, e sempre aqueles mesmos 2 ou 3 alunos que vão. As desculpas são sempre justificáveis, quando sequer são dadas, mas não são sempre boas. Um problema chato é quando, depois que tudo foi feito, bem feito, e por poucas pessoas, o reso do grupo pode se defender dizendo que aquelas pessoas tomaram as rédeas, centralizaram as coisas, que, se fosse dado algo pra eles, eles fariam.

Fariam nada.

É muito mais fácil você dizer que ajudaria depois que a coisa está pronta. É muito fácil taxar seus colegas de centralizadores depois que eles fizeram tudo que você não fez ou fez nas coxas.

É, meninões. Não é fácil. Como aluno e como professor, já me deparei com situações semelhantes. Mesmo num trabalho profissional, quando é em grupo, precisa ter um equiíbrio, uma entrega, dedicação. Nos quadrinhos, temos alguém que age como editor, e muitas vezes é essa pessoa que coordena o trabalho. Já trabalhei com editores fantásticos. Daqueles que estão abertos a conversas e troca de idéias, porque formaram um time decente e sabem que o resultado vai ser bom.

Não sei qual é minha conclusão nisso tudo. Só precisava elaborar um pouco mais o tema.

Na Pieces, eu sou meu editor. Eu sou todas as etapas do processo. Nem sempre esse modelo ajuda, já que a Pieces também não é minha única prioridade.

Hpje acordei cheio de vontade de trbalhar na Pieces 3. Tem um roteiro de uma HQ de 1 página lá na prancheta me esperando. Recebi um telefonema pra uma reunião sobre um possível freela. Estou aguardando retorno do Colégio pra saber se vou ou não ter alunos suficientes hoje pra dar aquela aula que ocupa toda minha tarde. E à noite, saio para comemorar com meus amigos o sucesso do grande Eduardo Ferigato, que vai desenhar nada menos que O Fantasma!!!

Se eu pudesse escolher, de verdade, eu faria a Pieces até as 21h e depois sairia comemorar. Independente de quem paga melhor.

Mas nem sempre dá certo.

2 comentários:

Marina disse...

Sair pra comemorar, é?? Poxa, que pena, tava precisando tanto de ajuda num trabalho em grupo que ngm fez nada! Hehehe! =D

Mariana Guerra disse...

Eu como prima dela, faço a mesma coisa. Eu sempre faço muito nos trabalhos.

Quero ver logo essa Pieces 3!!!