terça-feira, 23 de novembro de 2010

(W)hole still

Olá, caros leitores!

Depois de semana estranha, primeiros passos para resoluções, show do mestre Paul McCartney e viajar de busão depois de vários meses, estou de volta à rotina.

Ou quase isso. Twitei sobre isso agora há pouco. Rotina é uma coisa estranha no meu dia-a-dia de freelancer. As aulas, claro, têm horários fixos e turmas quase fixas. Por mais que os conteúdos sejam oscilantes e sempre tem uma cara nova, ou alguém dando tchau, é como um fluxo contínuo.

Os freelas nem tanto. Às vezes demora uns dias pra pegar a pauta e fazer os rascunhos. Depois, uns dias pra retornar e mais uns dias pra arte-finalizar. Depois, ainda, isso vai pro grande Caio Yo, que pinta as ilustras e envia pra editora. É um trabalho muito bacana, tranquilo, mas de horários e quantidades oscilantes. Não reclamamos, pois o resultado de tudo isso é muito compensador.

O duro é quando, freela ou autoral, o trabalho simplesmente não evolui na sua frente. Mecanicamente, as linhas parecem no papel. As descrições são cumpridas de uma forma até inconsciente. É estranho quando parece que o braço nem tem muita força pra desenhar. Começar parece um fardo.

No autoral, então, é mais complicado. Quando sua própria vontade é o ponto de partida, a coisa fica a perigo.

Em conversas recentes, uma questão pertinente. Depois de um ano cheio, com grande maratonas para terminar Pieces 3, NÓS, Nanquim Descartável em tempo, mais a Rio Comicon e as ilustras freelas para adiantar antes da viagem... Agora, que eu tenho muito menos para fazer, será que estou me sentindo vazio?

Eu gosto de ter muito pra fazer. Me manter ocupado, equilibrar o autoral e o trabalho, fazer meu melhor pra tudo se cumprir decentemente. E agora, olho pra frente e vejo quase só horizonte. E esse horizonte é liso. O caminho continua, mas vou andando tranquilo sem grandes coisas para construir, resolver, terminar.

E ainda assim, no meio disso tudo, algo parece ter perdido o apoio, desmoronado em partes aqui dentro e eu estou tentando reeguer, tentando entender o por que disso tudo. Aquele sentimento que gerou a HQ (W)hole (post abaixo) passou em grande parte, mas eu ainda não me considero 100% recuperado. Estou trabalhando pra isso.

De novo, aqui, que não é lugar de desabafo, virou desabafo. Desculpem mais uma vez, mas me organizo um pouco melhor quando escrevo do que quando penso. Tem muita coisa acontecendo aqui dentro e eu não consigo organizar metade delas.

Um comentário:

Marina disse...

Hey, bonito!

Você já sabe o que eu penso, e fico feliz de podermos conversar sobre essa fase pela qual você tem passado...

Acredito mesmo que é uma fase, e que vai passar em breve!

E sei que você sabe disso, mas estou sempre do seu lado, te apoiando e ajudando no que puder!

Amo você! Beijão!