terça-feira, 30 de junho de 2009
Work
Tem coisas bem legais vindo aí. Pena que é mais do que meu tempo e meu mojo conseguem dar conta...
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Mil Casmurros ganha Cannes!
""Mil Casmurros", belíssimo projeto de web, uma leitura coletiva da obra de Machado de Assis, criado para o lançamento da minissérie da Globo, ganhou o primeiro Leão brasileiro no Festival de Publicidade em Cannes este ano."
Eu fico feliz. "Capitu" foi a coisa mais bonita que eu já vi na TV em muuuito tempo. Mal posso esperar para sair em DVD.
One Thousand Casmurros from Livead on Vimeo.
Carta Aberta em Defesa dos Quadrinhos nas Escolas
Você pode ler nesse link, e aproveitar para assinar a carta também, nos comentários da postagem. Eu já assinei. Muitos outros já assinaram, entre elesl eitores, fãz, artistas, escritores, arquitetos, técnicos e por aí vai.
É um jeito inteligente, liderado por um cara que sabe do que fala, de mostrar nossa opinião sobre esse assunto.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Dance!
O anterior, vindo diretamente de San Diego, durou cerca de 6 meses, o que é muito tempo. Acho que nunca fiquei tanto tempo com um cadernode desenho. Faz você pensar várias vezes os mesmo trabalhos, e talvez, a quantidade de espaço maior (mais páginas) proporciona mais experimentações.
Nas páginas texturizadas e amareladas do novo caderno, nem todos materiais caem bem, então às vezes colo papéis diferentes, rasgados ou não, por cima para dar uma leitura diferente.

Aí tocou Enjoy The Silence, do Depeche Mode e deu vontade de desenhar. Aí saiu esse aí. 8- D
The King is Dead
Hoje, no meio da aula na Pandora, o Caio foi ler alguma coisa na net e viu a notpicia que nos deixou perplexos. O Rei do Pop, Michael Jackson, tinha morrido! Fiquei sem saber o que dizer.
Todos os alunos também comentaram, e acabamos relembrando outras grandes figuras que chocaram ao partirem deste mundo. Bom, Michael foi-se deixando um vácuo bizarro. Certo que há anos ele não é a força criativa que revolucionou a música do século XX. Mas bom, ainda era o Michael.
Deixo aqui essa caricatura feitra hoje mesmo, pra homenagear o Rei.

Deixo também, essa ilustra que criei um tempo atrás, e que em breve pode ter bons destinos.

E, por último, esse vídeo animal de um francês maluco que gravou Thriller em 64 canais de áudio, simulando TODOS os sons só com a voz... Fantástico.
Who's bad??
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Patre Primordium liberado em scan!

A minha amiga e roteirista, parceirona de Quarto Mundo, Ana Recalde, junto com o artista Fred Hildebrand lançaram o primeiro número de Patre Primordium.
O mais interessante, e que promete gerar algumas polêmicas, é que ela foi lançada em scan!
Eu não devo ter falado muito em scans aqui, mas vários blogs e sites disponibilizam HQs inteiras, inclusive coisas que nunca foram publicadas no Brasil, totalmente traduzidos e letreiradas. É um tipode pirataria, pois o autor não recebe nada, nem a editora, nem ninguém.
Mas disponibiliza HQ para muita gente.
E a Ana e o Fred, liberando uma HQ independente em scan, jogam uma nova carta no jogo. E aí, será que a onda pega?
Desejo toda a sorte pros dois, e quero muito tirar um tempo praler a HQ!!!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
"Tal coisa em estilo mangá" faz outra vítima!
Coloco aqui o link do blog dele, para que vocês possam ler. Mesmo podendo não curtir mangá, leiam para entender a opinião de quem entende disso...
Primeira parte e segunda parte...
Agora, de novo entrando no Blog do Paulo Ramos, e eu acho isso...

...Aaaah, tenha a santa paciência! (eu não sou Corinthiano, respeito muito o time, e acho animal quando o Ronaldo joga bem, mas mangá do Corinthias é f***... E o desenho é fraco.)
(pode parecer que eu estou bem mal-humorado, mas não)
Eisner é demais pra vocês mesmo.
Agora é moda querer barrar quadrinhos de escolas. Acabei de dar uma olhadinha no Blog dos Quadrinhos e vi de cara duas notícias sobre políticos que querem tirar obras do Tio Eisner de escolas.
Já falei várias vezes que Eisner é ótimo mas não é pra crianças de escola. Muito menos de ensino fundamental.
Que saco isso. Primeiro comprar as graphic novels como atitude de levar mais cultura e variedade para as crianças e adolescentes, sem nem saber doque se tratam as histórias; e depois criar polêmicas imbecis dizendo asneiras sobre a obra em si.
Bom, talvez a coisa não tenha sido tão grave assim, mas me incomoda muito essa coisa de comprar, distribuir e depois ficar de nhem-nhem-nhém...
Aprendam a selecionar direito e respeitem os quadrinhos.
Mamnifesto Quartomundista 2.0!
Manifesto Quartomundista 2.0

O Quarto Mundo está prestes a completar dois anos de atividade e várias coisas mudaram nesse tempo, tanto no mercado de quadrinhos brasileiros quanto no nosso próprio coletivo. Por isso, convém fazer uma releitura do Manifesto Quartomundista, que apesar de não ser um manifesto no sentido exato do termo, foi escrito com intuito de mostrar qual era a situação do mercado de quadrinhos em 2007 e o porquê da criação do nosso coletivo, assim como a que se propõe.
No entanto, o que não mudou é que ainda hoje é difícil definir o Quarto Mundo numa única palavra, sendo mais fácil defini-lo pelo o que ele não é: o Quarto Mundo não é uma editora, não é uma cooperativa, não é um selo de quadrinhos e não é uma distribuidora, ainda que exerça ações e que tenha características de cada um deles.
O objetivo principal do Quarto Mundo é viabilizar a existência de um mercado de quadrinhos independente-alternativo que sirva de base de sustentação para o mercado principal-mainstream das editoras. Se isso ocorre, esse mercado pode ser (re)alimentado com inovações técnicas e artísticas (que acontecem com maior intensidade no ambiente de experimentações das publicações independentes) e, principalmente, com novos quadrinistas que darão prosseguimento a produção. Dessa forma, o mercado dos quadrinhos se torna forte e contínuo, e não vive de ondas temporárias que se quebram, como até então acontecia.
Para cumprir esse objetivo, o Quarto Mundo está apoiado em um tripé tanto teórico, quanto prático.
O primeiro deles refere-se ao próprio funcionamento do mercado cultural hoje em dia que está apoiado na teoria econômica da Cauda Longa. O termo Cauda Longa foi criado em 2004 por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, e se popularizou através de um livro que ele escreveu intitulado The Long Tail. Em seu livro, Anderson analisa as alterações no mercado econômico, sobretudo na indústria cultural, em que ocorre um fenômeno de migração da cultura de massa para a cultura de nichos devido a convergência digital e da Internet, o que implica em um novo padrão de comportamento por parte dos consumidores.
O primeiro ramo da indústria cultural a sentir o impacto da Cauda Longa foi o da música, mas que já afeta, em maior ou menor grau, outros segmentos como os quadrinhos. Dentro do cenário dessa nova economia, fenômenos de venda como os X-Men do Jim Lee ou a Chiclete com Banana (para citarmos um exemplo nacional) serão bem mais raros. Cada vez mais deixaremos de ter esses grandes “hits” de vendas, assim como teremos uma queda nas tiragens ao mesmo tempo em que haverá um crescimento no número de títulos.
Dentro da Cauda Longa, o custo de manutenção de um produto muito procurado é igual ao custo de manutenção de um produto procurado apenas por um número mínimo de consumidores, então nichos que antes eram ignorados pelas grandes editoras passam agora a ter grande valor econômico para as pequenas editoras e os autores independentes.

Então o que mais interessa para o Quarto Mundo na Cauda Longa é que em um mercado de nicho, o que importa não é a quantidade, mas sim a variedade. Ou seja, mais vale termos 100 revistas com tiragem de mil exemplares do que uma única revista com tiragem de 100 mil. Tendo uma ampla variedade de títulos, nos mais diversos estilos e gêneros, as chances de um leitor se interessar por pelo menos um deles são bem maiores, pois você consegue atender a todo tipo de gosto.
Como as tiragens de nossas revistas são pequenas não há como ganharmos na economia de escala, mas aplicando o modelo da Cauda Longa podemos potencializar os nossos ganhos com a economia de escopo. E isso é feito sobretudo através do sistema de distribuição do nosso coletivo, como foi mais detalhadamente explicado neste post, e também através das vendas em eventos, feiras, shows, e pela própria Internet.
O segundo pilar no qual o Quarto Mundo está assentado é o que se convencionou chamar de Lei de Sturgeon. Essa lei diz que em uma produção cultural, 90% do que for produzido será medíocre, e apenas 10% será realmente genial. A Lei de Sturgeon, apesar de se tratar de um pensamento hiperbólico, pode ser aplicada a qualquer mercado cultural, o que inclui os quadrinhos. Em geral, o que chega ao Brasil é apenas a nata da produção mundial, então não percebemos a quantidade de títulos insignificantes que todo e qualquer mercado de quadrinhos estrangeiro (norte-americano, o europeu, o japonês, etc) possui. E não é diferente com o mercado de quadrinhos brasileiro.
O problema é que o leitor brasileiro também só percebe a nata da produção mundial, e quando olha para as tentativas de produções brasileiras, querem que essas produções já tenham logo de cara a genialidade que encontram nessas produções mundiais. Mas essas produções só chegaram a esse patamar porque foram forçadas a superar os 90% de seu próprio mercado. É quase que um darwinismo aplicado aos quadrinhos.
Sendo assim, a única forma de termos uma boa quantidade de títulos brasileiros nesses 10% de produção genial é tendo antes uma quantidade maior ainda de títulos nos 90%. Por isso, quanto mais quadrinistas se aventurarem a publicar de forma independente, melhor. Quanto mais quadrinistas publicando tivermos, mais acirrada será a “competição”, elevando o nível de qualidade da nossa produção.
Contudo, não devemos ser ingênuos, pois muitas das revistas publicadas atualmente não conseguirão sobreviver (o que não impede seus editores de tentarem de novo, com outras propostas e abordagem), mas as que sobreviverem, terão um nível de qualidade altíssimo.
No entanto para que isso aconteça é preciso antes de tudo que a revista encontre seu leitor. Muitas revistas em quadrinhos morrem prematuramente porque não conseguem chegar ao mínimo de leitores que poderiam atingir para sobreviverem e não porque são tecnicamente ou artisticamente ruins. Uma das atuações do Quarto Mundo é justamente não permitir que uma revista em quadrinhos independente morra por “infanticídio”. É preciso fazer com que ela encontre o seu público mínimo (o que o Kevin Kelly chama de os 1000 Fãs Verdadeiros) para ter tempo de crescer, amadurecer e assim se tornar competitiva se quiser futuramente atingir o seu potencial máximo de leitores.
De nada adianta, pro exemplo, tentar vender uma revista em quadrinhos de romance para um público de super-heróis, assim como será inútil tentar vender uma revista de super-heróis para um público que curte romance. Uma revista em quadrinhos só ganhará maturidade se tiver o feedback de seu próprio público leitor.
A proposta do Quarto Mundo é ajudar a encontrar os modos e os canais de venda corretos para cada tipo de HQ, onde ela possa descobrir o seu devido público leitor. Assim, se uma revista em quadrinhos conseguir chegar ao seu público e mesmo assim não tiver uma boa aceitação, saberemos de fato que é porque tal revista não possuí qualidades técnicas e artísticas suficientes para sobreviver dentro de sua própria proposta editorial, e não porque foi morta prematuramente sem sequer atingir seus potenciais leitores.
Por fim, o terceiro e último pilar do Quarto Mundo refere-se à organização do coletivo. Como já explicado, foi criado um Conselho Administrativo e também Núcleos de Atuação para melhor organizar as atividades do Quarto Mundo. No entanto, o nosso coletivo continua prezando por uma organização de colaboração livre e aberta entre seus integrantes.
Então, dentro desse modelo de organização, cada quadrinistas no Quarto Mundo é como se fosse uma célula de um organismo maior, que é o próprio coletivo. Como uma célula, cada um sabe a sua função para manter esse organismo vivo. Algumas células podem ter maiores atribuições do que outras, mas não há relação de superioridade ou inferioridade entre elas. E mais do que tudo, é preciso que haja confiança e companheirismo entre os membros do Quarto Mundo para que o coletivo possa continuar atuando cada vez melhor.
Para concluir, é com base nesses três pilares apresentados que o Quarto Mundo se propõe a ajudar os quadrinistas independentes a publicarem, distribuírem, divulgarem e venderem os seus quadrinhos. Para que assim, quem sabe um dia, possamos ter de fato um mercado de quadrinhos nacional grande, forte e contínuo, contendo uma variedade de HQs que antendam a todos os tipos de leitores e seus gostos. E nesses quase dois anos de existência do Quarto Mundo já pudemos perceber que estamos no caminho certo.

Como funciona: relação cliente-fornecedor.
Pego do Facebook do Edu Mendes, que pegou do blog do Hiro!
Pois é, muitas vezes é assim que funciona...
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Workspace
Tirando a caixa embaixo do monitor, até que ta bem legal de trabalhar ehehehe... Ah, e de bonus algumas coisas na telça de trabalhos atuais, que eu falo em breve.
Mais polêmicas, pra variar...
1. Diploma de Jornalista: Ninguém precisa mais.
Calma, na verdade é assim: Segue notícia da UOL.
Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão desta quarta-feira (17) que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão.
Votaram contra a exigência do diploma o relator Gilmar Mendes e os ministros Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.
Para o relator, danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma. Mendes acrescentou que as notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional. Mendes lembrou que o decreto-lei 972/69, que regulamenta a profissão, foi instituído no regime militar e tinha clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.
Sobre a situação dos atuais cursos superiores, o relator afirmou que a não obrigatoriedade do diploma não significa automaticamente o fechamento dos cursos. Segundo Mendes, a formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão.
Mendes disse ainda que as próprias empresas de comunicação devem determinar os critérios de contratação. "Nada impede que elas peçam o diploma em curso superior de jornalismo", ressaltou. Leia aqui a íntegra do voto.
Seguindo voto do relator, o ministro Ricardo Lewandowski enfatizou o caráter de censura da regulamentação. Para ele, o diploma era um "resquício do regime de exceção", que tinha a intenção de controlar as informações veiculadas pelos meios de comunicação, afastando das redações os políticos e intelectuais contrários ao regime militar.
Veja a matéria toda aqui.
Olha, eu nunca gostei de Regime Militar, odeio censura, mas acho que Jornalismo é uma profissão séria demais pra não se exigir diploma. Claro que certas pessoas que trabalham no meio realmente não precisariam ser jornalistas formados para poder exercer suas funções. Mas o jornalista em si, esse precisa, claro.
Não é porque qualquer Domingas da Malhação pode ter um blog e bancar jornalista que essa pessoa É, de fato, um jornalista. Precisa de formação, de estudo, de muito mais.
Assim como um Artista Plástico sem curso superior é uma coisa, com curso é outra. Funciona assim em qualquer área.
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2. Comentário infeliz num jornal e repercussões...
Retirado do Blog dos Quadrinhos:
A SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil - emitiu hoje à tarde uma carta em resposta a uma nota curta publicada na coluna "Gente Boa", do caderno de cultura de "O Globo".
A nota, intitulada "Ilustradores, unidos", registra que os ilustradores pretendem dividir os direitos autorais de obras - entre elas as infantis - com os autores. Segue o texto:
As editoras de livros enfrentam um novo problema: os ilustradores, principalmente os de livros infantis, querem rachar o direito autoral com os escritores.
Não aceitam mais um xis pelo trabalho. Pedem um percentual nas vendas, de olho na força do setor e nos grandes lotes comprados pelo governo.
***
A SIB defende que não quer dividir os direitos autorais com o autor. Mas reivindica uma participação maior no pagamento feito pelas editoras, em particular nas vendas ao governo.
Leia a íntegra da carta de resposta da entidade:
Muito oportuna a nota "ilustradores, unidos”, publicada na edição de hoje. Gostaríamos de esclarecer que a questão dos direitos autorais dos ilustradores é antiga, e vem ganhando força nos últimos anos por conta de uma postura mais consciente dos profissionais, e do próprio amadurecimento do mercado.
A co-autoria de um ilustrador de livro infantil é inegável. Muito mais do que um mero suporte ao texto, as imagens exercem encantamento, definem a identidade do título e possuem enorme poder de decisão na hora da compra. E, como co-autores, nada mais justo que participar dos benefícios obtidos com as vendas.
E, importante salientar, nunca foi proposto rachar o direito autoral com os escritores, e sim com a editora. lustradores e escritores, ambos autores, têm sido parceiros produtivos à literatura infantil e juvenil brasileira.
Não se pretende aqui entrar na justa fatia que o escritor do livro recebe, mas sim em uma nova conta com as editoras – que, apesar de terem no governo brasileiro o maior comprador de livros do planeta, ainda insistem na imposição de contratos leoninos aos seus colaboradores, sejam ilustradores ou artistas gráficos.
A Sociedade dos Ilustradores do Brasil, com duas centenas de associados em todo o território nacional, trabalha pela excelência na prática profissional e entende que os ilustradores não são meros prestadores de serviços, mas parceiros da editora na produção de obras infantis.
Neste momento de mudanças no perfil do mercado é onde se pode concluir esta discussão com benefícios para todas as partes, principalmente para o leitor.
***
Assinam a carta nove integrantes do conselho gestor da entidade: Cecilia Esteves, Orlando Pedroso, Jinnie Pak, Chicão Monteiro, Marcelo Martinez, Daniel Bueno, Mauricio Negro, Rodrigo Rosa e Rogério Soud.
"Tem um novo mercado surgindo. A questão é discutir qual a participação do ilustrador nesse mercado", diz Orlando Pedroso, por telefone.
No entender dele e da SIB, é necessário abrir um canal de discussão com as editoras para definir como o desenhista pode se enquadrar, como autor, co-autor ou partícipe dos lucros.
Muitas obras infantis e de cunho didático têm sido incluídas em listas dos governos federal e estadual. Nos últimos anos, a presença de elementos visuais nessas obras tem aumentado significativamente.
***
A questão é atual e pertinente: ilustrador de um livro - em particular o de obras infantis - pode ser considerado co-autor?
Opinião do Montalvo, um dos maiores do país:
Eu concordo com a SIB, ponto final. É minha profissão, e por mais que muita gente ache que não, ela é de suma importância para o funcionamento do mercado editorial e publicitário.
Não tem nada a ver com abocanhar grandes dinheiros, mas de ter o que é merecido, por direito autoral, por qualquer direito. O escritor tem tantos direitos por ser autor, o ilustrador tem os mesmos por ser oautor das ilustrações.
É um mercado estranho, sem sindicato, sem registro, sem essas coisas de "emprego de verdade", mas é um mervcado que existe e merecia ser melhor visto e entendido pelos governantes e editores.
Qualquer coisa, é sempre bom reler o Guia do Ilustrador e ficar por dentro de como tudo funciona.
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3. Mais uma grande obra de quadrinhos atacada por estar nas escolas...Do Omelete:
A graphic novel Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço, de Will Eisner, é o motivo de mais uma rodada de críticas a bibliotecas e ao governo. Educadores de São Paulo e Paraná pediram que a obra, distribuída pelo Ministério da Educação a escolas públicas, fosse retirada das bibliotecas.
O motivo: Um Contrato com Deus mostra cenas de violência e sexo (sexo adúltero, como sublinham alguns), incluindo estupro e sugestão de pedofilia. Segundo os educadores, o livro está em escolas com alunos de quinta série, com média de idade de 11 anos - e o conteúdo seria impróprio para a faixa etária.
A polêmica chegou inclusive a blogs religiosos, que já tratam a obra como coisa do demônio. "Infelizmente, por ser PASSIVA (não confundir com pacífica), a sociedade brasileira tem deixado o Poder das Trevas colocar em execução tudo o que foi planejado nas profundezas do inferno e simplesmente, diante de tudo isto, tem dormitado em berços esplêndidos", diz o blog Holofote. Vale lembrar que a polêmica vem na sequência do caso com a antologia Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol e repete quase perfeitamente casos já registrados nos EUA. Além disso, é um reflexo da maior entrada dos quadrinhos nas bibliotecas públicas, como política do Programa Nacional Biblioteca na Escola do Ministério da Educação. Um Contrato com Deus é considerada um marco na história dos quadrinhos maduros e também na carreira de Eisner, que resolveu na época investir em quadrinhos para o público adulto. Lançada originalmente em 1978, foi uma das HQs que gerou o termo "graphic novel" ("romance gráfico") no mercado e na imprensa dos EUA para destacar o novo requinte das narrativas sequenciais. Já existe versão do clássico até para iPhone. No Universo HQ:
A reportagem fez questão de deixar claro que Eisner é um dos nomes mais importantes dos quadrinhos, que o ponto em questão é que álbum não é para crianças e não deveria ter sido adotado pelo programa do governo para a faixa etária em questão - ou seja, uma mudança na abordagem em relação aos problemas ocorridos com 10 na área, um na banheira e ninguém no gol.
Enfim: a polêmica continua, mas, ao menos, o foco parece ser outro - méritos, quem sabe, da imprensa especializada em quadrinhos e de todos que conhecem o gênero e o defenderam frente aos acontecimentos recentes.
Original aqui.
Bom, eu posso falar que Um Contrto com Deus é uma das obras mais bonitas do Tio Eisner. O velho mestre geralmente acerta a mão, sua narrativa é linda, seu texto é tocante.
Obviamente, assim como o Dez Na Área, não é pra crianças.
Eisner foi o cara que começou com as Graphic Novels. Ele é o pai dos quadrinhos adultos. Suas obras, no geral, não são para crianças e ponto final.
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Hmm bom, é isso!
MNuita coisa. Teria mais pra falar, mas vamos acompnhando por aí os desenrolares dos fatos. Não confiem em tudo de lêem. Procurem fontes que entendem do que falam!
Té mais!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Grandes Descobertas - Exposição da Pandora!
Exposição homenageia Grandes Descobertas
Com 80 trabalhos e participação de Dalcio Machado, mostra da Pandora Escola de Desenho será aberta no dia 27 de junho na Estação Guanabara
Da roda ao celular, da revelação da arte à confirmação que a Terra não é o centro do universo, descobertas não faltam na história da humanidade, até porque muitas ainda estão porvir. Para homenagear as grandes descobertas e relembrar o quadricentenário de uma das maiores delas - há 400 anos, Galileo Galilei confirmou que a Terra girava em torno do sol e não o contrário – e o aniversário de 150 anos de outra (a Teoria da evolução de Charles Darwin), a Pandora Escola de Desenho promove a partir de 27 de junho uma mostra com mais de 80 trabalhos tendo como tema “As grandes descobertas”, na Estação Guanabara.
Com entrada gratuita, a mostra terá trabalhos de ilustração, caricaturas e charges de alunos, professores e convidados da Pandora. Entre eles, o premiado chargista Dalcio Machado, que publica seu trabalho diariamente nas páginas do Correio Popular, além de contribuir com órgãos da mídia de todo o país, entre os quais a revista Veja e a Rede Globo.
“A participação de Dalcio como convidado especial nos alegrou muito, porque enriquece ainda mais a mostra. É importante notar que os trabalhos tem as mais diferentes técnicas – como grafite, aquarela, lápis-de-cor e tinta acrílica - e estilos variados, que evidenciam a linguagem de cada artista. Além disso, deixamos o tema abrangente: os artistas puderam homenagear tanto descobertas existentes como outras que gostariam que já tivessem sido feitas, como a cura de doenças hoje consideradas incuráveis”, conta Ricardo Quintana, curador e ele mesmo participante da mostra.
“Tem desenhos sobre a descoberta do DNA, a invenção da roda, ônibus espacial e por ai vai. O meu, por exemplo é sobre a descoberta da arte: é uma pintura rupestre feita com os dedos, usando uma tinta caseira”, completa. A exposição terá abertura só para convidados às 20 horas do dia 26 de junho, na Estação Guanabara, com um pocket show musical e uma palestra sobre astronomia. A abertura para o público será às 10 horas, no dia 27 de junho à 5 de julho.
A Pandora promove há 11 anos no mínimo duas exposições anuais em Campinas, com trabalhos de alunos, professores e convidados. “Elas vêm ganhando notoriedade ano a ano, com público fiel e crescente e grande cobertura da mídia regional, então podemos afirmar que já fazem parte da programação cultural dos campineiros”, orgulha-se Quintana.
Exposição Grandes Descobertas
Inicio: 27 de junho
horário: das 10:00 as 20:00
Local: Estação Guanabara - Rua Mario Siqueira, s/n - Jardim Guanabar (19) 3233-7801
Término: 5 de Julho
Gratuita e aberta a toda a Comunidade.
Para maiores informações, liguem (19) 3305 4731.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
NANQUIM DESCARTÁVEL no Site do Quarto Mundo
"A primeira edição da revista Nanquim Descartável começou a ser
disponibilizada online no site do Quarto Mundo no último dia 11 de junho.
A cada dia uma nova página da revista é publicada - a começar pela capa –
num total de 27 páginas.
O link do dia 11 de junho, que contêm a capa é o seguinte:
http://4mundo.com/2009/06/
A partir daí é só ler até o dia atual. Depois basta entrar todos os dias
pra acompanhar página a página: www.4mundo.com
Nanquim Descartável # 01 foi criada e roteirizada por mim, com desenhos
dos parceiros: Wanderson de Souza, Wagner de Souza, Alex Rodrigues, Júlio
Brilha, Mário Mancuso e Carlos Eduardo. Além de uma pin-up de Bira Dantas.
A revista foi publicada em 2007 e indicada ao HQMIX ano passado em
categoria de revista independente, além de ter me valido indicação para o prêmio
de melhor roteirista, também ano passado. Atualmente tem sua segunda edição
impressa e a terceira em produção.
Confiram!
Grande abraço,
daniel esteves"
Eu participei da Nanquim Descartável #2 em 2008, e agora preparo um capítulo da Nanquim #3, a ser lançada ainda em 2009! Fiquem de olho!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Toscomics!

sábado, 13 de junho de 2009
Lançamento EntreQuadros

Repassando o convite para o lançamento de EntreQuadros, primeiro trabalho independente do meu amigão e xará, Mário César, no dia 19 de junho, na Livraria HQ Mix (Praça Roosevelt, 142, Centro, São Paulo-SP). Compareçam!
Para conhecer maiso trabalho do Mário, visite o site!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Quadrinhos na Mídia
Retirei esse texto do blog da Pandora, postado originalmente pelo meu amigo Caio Yo. Vale a pena ler e pensar...
Quadrinhos na Mídia
8 de Junho de 2009 @ 15:53 por Caio YoTudo que é polêmico e escandaloso é reprisado e reprisado e reprisado mais uma vez. Não podia ser diferente, no atual problema enfrentado por artistas dos quadrinhos e pela editora Via Lettera no caso de “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”. O livro foi comprado pelo Governo do Estado de São Paulo e distribuído a estudantes da terceira série. O governador José Serra assumiu a culpa, num primeiro momento. Ao vivo, no telejornal da Rede Globo, o “SPTV”, o disse que tudo na obra era “de muito mau gosto, um horror”. governador José Serra classificou a obra de muito mau gosto, um horror. Os apresentadores do jornal botaram ainda mais lenha na fogueira, se mostrando chocados com o fato.
O problema é o que a mídia insistiu em fazer, depois do acontecido: ao invés de culpar o governo do Estado pela péssima idéia de distribuir um quadrinho feito para o público adulto para crianças do ensino fundamental, insistiram em pôr em dúvida a qualidade dos desenhos e do conteúdo. O livro “Dez na Área” conta com a participação de ícones talentosos do quadrinho nacional, e não foi criado visando o público infanto-juvenil. A má distribuição deveria ser o único problema em questão.
Ainda que, depois de baixada a poeira, algo de interessante possa ser retirado da situação - como a volta dos quadrinhos para o foco da mídia e o considerável aumento das vendas do livro da editora Via Lettera -, nem tudo é positivo…
A matéria acima pertence também ao “SPTV”, o mesmo telejornal culpado pela condenação brutal do conteúdo do “Dez na Área” resolveu colocar em pauta o mesmíssimo problema - mas agora o foco era uma obra de ninguém menos do que o mestre Will Eisner. Ainda que tenham, no final da matéria, uma pequena nota dizendo que o problema em questão não era a qualidade da obra e sim o público que deveria lê-la, o mal já estava feito. Como disse Paulo Ramos - autor de “A Literatura dos Quadrinhos” - em seu blog - de onde esse post foi inspirado -, ‘valia a matéria’?
Disse Paulo Ramos, no seu blog:
“É de uma obviedade absurda dizer que uma obra direcionada a adolescentes e adultos esteja numa biblioteca. Mesmo sendo um espaço frequentado por crianças.
O óbvio é que isso ocorre em qualquer biblioteca escolar. Há livros para diferentes públicos. Inclusive o infantil. Cabe a uma bibliotecária controlar o acervo e o empréstimo. O alarde da diretora evidencia um claro despreparo dela. Essa, talvez, seria a matéria.
Mais um fato poria a pauta à prova: o ministério da Educação está correto. A obra foi selecionada para o ensino médio, de modo a compor bibliotecas escolares. A lista do PNBE inclui para o mesmo público outras duas obras de Eisner - “O Sonhador” e “A Força da Vida” - e duas nacionais - “Domínio Público - Literatura em Quadrinhos” e “O Alienista”, vencedora de um Prêmio Jabuti em 2008.”
terça-feira, 9 de junho de 2009
Ilhado
Durante essa semana estarei meio fora da internet e com mobilidade reduzida.
Estou arrumando o computador, meu carro foi quase roubado e está na oficina, e talvez quinta eu vá viajar, então, não se preocupem se eu não responder scraps, comentários ou e-mails!
E vou guardar a reclamação referente a esses fatos pra depois também, juntando com vários outros temas que merecem ser abordados...
Stay sharp!
Marko Ajdaric vai dominar o mundo!
Marko Ajdarić"

segunda-feira, 8 de junho de 2009
Quase9 na TV Orkut!
AMIGOS!!!!!
Estamos convidando todos a assitir e participar conosco do programa 8ª. ARTE, exibido pela TVORKUT nesta segunda-feira dia 8 às 22horas.
É só acessar www.tvorkut.com.br e embarcar com a gente nessa entrevista!
Durante o programa, o internauta pode entrar em contato direto com os apresentadores através de telefone ou e-mail, interagindo assim com os convidados e participando “virtualmente” do programa 8ª. ARTE.
Esperamos todos!!!!!!
Até lá!!!!!
QUASE9 TEATRO
Para quem não lembra, trabalhamos juntos na peça "Lilá - ou o Jogo de Deus":
quarta-feira, 3 de junho de 2009
5ª Feira de Quadrinho e Arte
Estarei lá no domingo, dia 7 de Junho, com uma oficina de Desenho de HQ (bem simples, até porque não dá tempo de ensinar tudo...) e autografando Pieces, Café Espacial, Nanquim Descartável, Front e o que mais tiver por lá! 8- D

Segue a programação!
A Loja NONA ARTE convida todos a participarem da programação da 5ª Feira de Quadrinho e Arte, que segue abaixo:
- · Sábado (06/06 a partir das 12h) - Oficina de Roteiros com Daniel Esteves (Nanquim Descartável) e Bate Papo sobre o Coletivo de Quadrinhistas independentes da Editora 4° MUNDO com Alex Mir (Tempestade cerebral) e Will (Sideralman);
- · Domingo (07/06 a partir das 12h) – Encerramento da Exposição Quadrinhos em Quadrões, Visita do grande desenhista Marcelo Campos (Liga da Justiça, Talvez isso, Quebra Queixo etc..), Weberson Santiago (Liah e o Relógio), Oficina de desenhos com Mário Cau (Pieces) e Oficina de Zines com Marcos Venceslau
Essa semana, a loja funcionará das 10h ate a saída do ultimo cliente!!!
Para participar das Oficinas e Palestras, é necessário chegar com antecedência no local!
Nossa loja fica na Rua Dr. Corrêa, n° 691, Centro de Mogi das Cruzes.
A entrada é franca!
Para maiores informações, acesse nosso site:
ou ligue para o Tel: 2988-9236
E-Blogue
Explicação, pelos próprios:
O E-Blogue.com é um zine virtual que pretende reunir, dos mais remotos e distantes cantos da internet, escritores, inventores, desenhistas, músicos, fotógrafos e artistas dos mais diferentes gêneros, para semanalmente publicá-los em uma nova edição, divulgando seus trabalhos e reunindo, em um único site, aquilo que de melhor é produzido na art-web.
Todo o material que vocês vão encontrar aqui será livremente coletado de páginas pessoais e blogues, mediante autorização e publicação do site do autor – o que, evidentemente, não impede a participação espontânea de qualquer internauta, que poderá enviar seu trabalho pra gente sempre que quiser.
Aqui você pode promover o seu trabalho, seu som, suas opiniões, suas fotos, textos e o que bem entender, como também se tornar um de nossos E-spiões, ajudando o E-Blogue.com a encontrar tudo o que merece ser encontrado na web; mas ainda não foi.
E recebi um convite para participar de uma das edições do E-Blogue, e agora também faço parte do grupo de contribuidores do mesmo! Vira e mexe, alguma coisa minha vai aparecer por lá. Começando, a última edição do Zine virtual saiu com uma seleção de trabalhos meus!
Um grande abraço ao pessoal do E-Blogue!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
SketchBooking
Calopsytas surtadas dos meus pais - Caneta BIC
Bailarina (ouvindo The Masterplan, do Oasis) - Caneta-pincel e lápis de cor
Andréia, da Pandora, na aula externa no Bosque de Campinas (e a cotia onipresente) - Caneta pincel Prismacolor
Frase dita por 10 entre 10 pais de crianças pequenas ao ver essa cena: "Olha, filho(a), o Moto-Moto!" 8- D - Pentel Brush-Pen
Tipos variados, desenho de memória. - Caneta nanquim e hidrocores
