domingo, 27 de abril de 2008

O Crime do Teishouko Preto

Uma loja fantástica, com descontos vândalos. Um monte de material de desenho. Um PC e um Scanner, com uma boa impressora. Um cooler lotado de Red Bulls. Dois painéis enormes na calçada com muitas páginas dos mais variados artistas de HQ do Brasil.

Esse é o HQ Mix. Uma loja pequena no tamanho, mas grande no coração. Esse simpático refúgio nerd abrigou na Virada Cultural, de sexta a sábado, a HQ Jam Session, onde mais de 60 quadrinistas e ilustradores partifciparam fazendo uma página.

A história é entitulada "O Crime do Teishouko Preto", e cada um começa de onde o anterior parou, não seguindo um roteiro, mas sim, sua própria habilidade de nonsense, narrativa e estilo.


Esse é o Gualberto, dono da loja, e responsável e idealizador do Crime. Um cara muito, mas muito gente boa. Agradeço muito aele e a Dani, esposa dele, pelo evento, e por terem me convidado pra participar em meio a tantos caras muito bons, e muito já conhecidos no meio.

Esse projeto é uma puta sacada legal e ainda por cima incentiva a produção e a união dos desenhistas, que são ilhas por natureza.

Aqui, umdos painéis na frente da loja, na calçada, onde iam sendo coladas as páginas que eram feitas ali mesmo, na loja, na vitrine. As pessoas passavam, paravam, liam, riam, não entendiam, ficavam assistindo o bando de doidos que usava uma hora de seu tempo para, do nada, criar uma página de HQ.

Jozz e Mário (Que Mário?), estavam desenhando logo quando eu cheguei na loja, depois de me perder na Av. Ipiranga (desci do metrô e fui andando a pé em direção ao lado errado, depois voltei). O Mário foi embora logo depois, mas o Jozz encarou um barzão com a galera.

Gabriel Bá, uma das estrelas da noite.

Fábio, outra estrela. A gente sabe que os gêmeos são bem pop no meio, e disseram que enquanto eles desenhavam, muitas menininhas ficaram assistindo, ahahahah. Bom, de qqer forma, os dois mandam muito bem no que fazem. Achei que tiveram paginas mais interessantes que as deles, mas de qualquer forma, eles foram e participaram. O Laerte tbm, e aliás, as páginas dele e do filho dele, Rafa Coutinho, estão entre as melhores.

Eduardo Schaal, velho conhecido da IlustraGrupo, também apareceu e desenhou, mesmo sem estar na lista. O importante é contribuir pra Fumiko, protagonista de O Crime, viva coisas cada vez mais bizarras.
Os Gêmeos, Bá e Moon. Eu fiz um mês de aulas com cada um deles em 2006, e eles não me reconheceram lá. Eu também não fui ficar em cima, perguntando. Talvez eles tenham visto minha página e ficaram sem saber quem era, então ta ok.
Sidnei Akiyoshi e Daniel Esteves, parceiros da Front. Acho que era quase de manhã isso.

Laudo e Cadu, preparando mais páginas.

Em cima, a página do Tiago Moareas, grande amigo meu, colega da Unicamp, que foi a meuconvite e ainda entrou na dança fazendo uma página toda viajadona! Valeu ao Tiagão,valeu à Angela, namorada dele. Minha página foi a 71ª, a do Tiago a 72ª. Sei que, quando fui embora, estavam sendo produzidas as 86ª, 87ª. Além disso, ainda iam desenhar caras como o Grampá e o Luiz Gê, que terá a honra de fazer a última página.

Isso será lançado, tudo junto, num livro. Reunindo os caras do estado de SP. Aí, o Gual vai mandar a idéia pra Curitiba, Rio, e pro Brasil todo, pra que cada núcleo de quadrinistas do Brasil tenha sua participação, com isso, novamente, juntando mais esse seleto grupo de doidos que tem mania de viver enclausurado numa prancheta!


Agora, o boteco, sempre divertido, ainda mais quando você passa a madrugada toda acordado.

Will e Jozz (não falei que o Jozz encarou o boteco??)

Laudo e Daniel. Eu, Daniel, Laudo e Will, lá pelas quase 4 da manhã, saímos dar uma andada, rpa achar algum show (eles estão por toda parte!!!). Acabamos chegando perto da Galeria do Rock, onde rolava várias canjas e jam sessions. Vimos um show capitaneado pelo Champignon, ex-Charlie Brown Jr. e pelo ex-guitarra da Pitty. Tocaram Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Ramones, Nirvana, e QOTSA. O Laudo foi embora, o Will desencanou e voltou pra loja, eu e o Daniel ficamos pulando e rasgando a garganta, ehehehhe.


Desenhos do Gil Tokio no bar. Aliás, que desenhos!!! Fiquei com um deles, que batizei de Ocides.


Só pra provar que eu realmente estive lá, ahuahuahuahu



Logo de Manhã, os painéis lá fora...

Minha página!


E, chegando em casa, me deparo com um louve-a-deus maravilhoso no jardim do prédio. O Lucas teria surtado, mas achei bonito. Pena que eu estava TÃO quebrado (cheguei em casa 10 da manhã, sem dormir, desde as 7 da manhã do sábado).

Só pra fechar bonitinho. 8- D
Valeu cada segundo, apesar do cansaço monstro.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Mais da Virada Cultural e da Jam Session

Chupado descaradamente do UniversoHQ.

Nesta sexta, sábado e domingo, 25, 26 e 27 de abril, a HQMix Livraria (Praça Roosevelt, 142 - Centro - São Paulo/SP) apresenta uma Jam Session premiando o evento Virada Cultura.

Sessenta artistas, no período de 60 horas, farão uma única história em quadrinhos. Onde um termina, outro começa.

Durante este período também acontecerá o 1º Duty Free HQMix, uma "mega liquidação" de 25 mil quadrinhos importados.

Lançamento da CAfé Espacial #2!!

Revista CAFÉ ESPACIAL nº02 - Abril/2008


Entrevista com o escritor Daniel Galera, co-criador da Livros do Mal
"Arte revelada" (fotografias), por Paula Mello
Artigos "Mais uma dose", por Talita Prado, e "DiaboA4", por Lidia Basoli e Rafael Rodrigues.
"Cafeína pura!" (música): Entrevista com a banda The Dead Rocks, com seu surf music/rockabilly alucinante! E também resenhas de CDs.
Ilustrações de Lese Pierre;
"Café literário" (contos): A invenção do fim (por Filipe Teixeira), The girl has the taste of paçoca her lips (por Laudo Ferreira Junior) e Dificuldades no relacionamento (por Lean Basoli)
HQs: O muro de cada um (de Allan Ledo e Eder Saragiotto), Amore Lupus (de Laudo e Barbara Stracke), A desmemoriada (de Samanta Flôor), A chuva (de Mario Cau), e Dorothy (de Ebbios).
Capa autoria de Samanta Flôor.

Formato: 140x210mm - 60 páginas
Valor: R$5,00 (mais postagem)

Editor: Sergio Chaves
Jornalista responsável: Lidia Basoli

Contatos:
Caixa Postal 12 - Vera Cruz/SP - Cep:17560-970
E-mail: cafeespacial@gmail.com
Site: www.cafeespacial.com
Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33346587

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Virada Cultural em Sampa

Hoje o Gual e a Dani, da loja HQ Mix, mandaram a lista com todo mundo que vai trabalhar lá na Virada Cultural, esse fim de semana.
Como parte da Virada, a praça Roosevelt, onde a loja está situada, vai ter apresentações diversas varando toda a noite, de sexta a domingo.

Primeiro, sobre o projeto deles... Não vamos trabalhar na loja! Mas sim, participar de uma HQ Jam Session. “O CRIME DO TEISHOUKO PRETO”, é uma HQ criada a muitas mãos. Um projeto que visa reunir 100 artistas de HQ do começo do século 21, onde cada um desenha uma página para dar sequência à anterior, e com isso criar uma HQ que, ao meu ver, não tem obrigatoriamente uma linha séria ou coerente.

Quando a HQ estiver pronta, vai ser publicada em livro, e uma porcentagem dos direitor autorais vai para os artistas. Clçaro que essa parte é bem ínfima, mas fazer parte de um projeto desses é sempre legal.

Fiquei extremamente feliz quando eles me convidaram. Claro, convidaram muita gente, mas fazer parte desse seleto grupo de gente muito boa, me fez inflar um pouquinho o ego. É sempre bom ter seu trabalho reconhecido, ainda mais por gente que entende- e bem - do assunto.

Estarei lá, às 19h do sábado, munido com meus pincéis e nanquim, pra dar minha contribuição.
E depois, gastar horrores de $$ que eu não tenho na mega liquidação que vão fazer na loja.

Em segundo lugar, fazer parte disso é ótimo, pq além de me colocar no meio de gente fantástica, vai me proporcionar encontrar de verdade vários deles.
Muitos dos quais, presentes no meu rol de AMIGOS. Velhos conhecidos da Front, ex-professores, caras que curto pela net, todo mundo.
Vai ser muito fera ver por lá, ou pelo menos saber que estiveram por lá, grandes caras como Jozz, Fábio Moon, Gabriel Bá, Gustavo Duarte, Laerte, Rafael Coutinho, Orlando, Júlio Brilha, Bira, Rogério Vilela, Kitgawa, Sidnei Akiyoshi, Will, Daniel Esteves, Gil Tokio, etc...




Para quem não sabe, a Virada Cultural é um evento anual promovido desde 2005 pela Prefeitura de São Paulo com o intuito de promover na cidade 24 horas de maratona cultural. O evento foi inspirado na Nuit Blanche parisiense, que agita anualmente a capital francesa, com atrações que seguem madrugada adentro. Em São Paulo, o festival ganhou contornos superlativos. Para a quarta edição, de 2008, a expectativa de público é de 3 milhões de pessoas. São mais de oitocentas atrações com mais de cinco mil artistas. Gal Costa, Cesária Évora, Fernanda Takai, Jorge Ben Jor, Marcelo D2, Zé Ramalho, Jair Rodrigues, Luís Melodia e Orquestra Imperial são só alguns dos artistas que se apresentam. O Theatro Municipal terá apresentações 24 horas, assim como uma série de músicos se revezam no piano instalado no meio da Praça D. José Gaspar. Tudo de graça.

O grande trunfo da Virada tem sido levar atrações de primeira linha a cidadãos de todas as classes sociais, muitos dos quais nunca pisaram num teatro ou sala de concerto anteriormente. Também tem contribuido para o renascimento do Centro Velho de São Paulo, ao levar os paulistanos para a região, que habitualmente se esvazia durante a noite.



(Valeu, Wikipedia!!!)

domingo, 20 de abril de 2008

Out of focus

"I am just a dreamer...




...and you are just a dream."

O Mar

"O mar te trouxe...
....e o mar te levou.

O mar te trazia...
...e o mar me levava.

De alguma forma, o mar sempre te trazia.

O mar...
...o mar te levou.

O mar não mais te trazia.


Então, o mar me levou...
...pra junto de você."



Esse é o roteiro pra "O Mar", Pieces novo, feito num surto de inspiração para a Front 100 anos da imigração japonesa. Logo, no meu site.
8- D

terça-feira, 15 de abril de 2008

Novidades da Tupixel!






Valeu, Faoza!!

Hoje choveu.

Um desejo antigo realizado, umas lágrimas derramadas, um pouco de poesia no vento frio, e algo novo vindo aí.









Hoje choveu.






(Thank you, Craig Thompson.)

sábado, 12 de abril de 2008

Matéria da Gazeta do Cambuí

Mongamente postando isso um dia depois do fim da exposição.
E com cara de desconforto por causa da única citação minha ter sido extremamente mal-escolhida e monga 8- /





"Geralmente é o contrário"???
Cara, que isso quer dizer?

o.ò ?

Na verdade, explico.
Falei que pra fazer os trabalhos de branco sobre preto, vc pensa ao contrário, pq joga luz nas sombras e não sombras na luz. Papel branco é luz, papel preto é sombra.
Eu expliquei direitinho pro Tiago, pena que na matéria não fez sentido.


Mas valeu, Gazeta do Cambuí e Pandora, pela oportunidade!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Love Reign O'ver Me


Song by The Who.
Art by me.



Only love

Can make it rain

The way the beach

Is kissed by the sea

Only love

Can make it rain

Like the sweat of lovers

Layin' in the fields



Love

Reign o'er me



Love

Reign o'er me

Rain on me

Rain on me



Only love

Can bring the rain

That makes you yearn

To the sky

Only love

Can bring the rain

That falls like tears

From all high



Love

Reign o'er me

Rain on me

Rain on me



Love

Reign o'er me

Rain on me

Rain on me



On the dry and dusty road

The nights we spent apart alone

I need to get back home

To cool cool rain



I can't sleep and I lay and I think

The night is hot and black as ink

Woo Oh God I need a drink

Of cool cool rain



Love

Reign o'er me

Rain over me

Over me

Over me



Love

Reign o'er me

On me



Love...

There is no pressure over cappuccino

...or so it seems.





But you know what?
I feel no guilt.
I almost feel pleasure.
I like it.

There is no pressure over cappuccino.
No crying over spoiled milk.
No censorship in dreams.


Done.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Só mais uma coisinha...

...ainda dá tempo de falar mais uma coisa?
Não?
Ah... Não, dá?
Dá, né?
Ok.
8- D



Eu amo dias de sol e céu aberto, com poucas mas belas nuvens, com brisa leve geladinha e uma promessa de que tudo vai estar bem.
(insira Eddie Vedder cantando "it´s ok" aqui)
Só isso pra me tirar daquela cama preguiçosa e fazer esquecer os olhos borrados, a cabeça latejante e o corpo lento. Só isso pra desanuviar a mente um pouco, jogando névoa sobre o que me deixou incomodado ontem.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Confissão

Tenho uma compulsão confessa por shows de rock, onde a poesia se manifesta em barulho de guitarras distorcidas e clamores infalamados.

Tenho delírios incontroláveis e desejo de palco.

Tenho a música presa e fluindo dentro de mim e poucas são as chances de deixar ela explodir.









Pq ficar parado no palco é coisa de pedestal.

Berço de cacos de vidro

Às vezes eu simplesmente preciso sumir daqui. Sair dessa toca heterogênea, com dois climas tão distintos e tão imbecis.

Sim, imbecis.

Ninguém está certo, ninguém deven ada a ninguém e ao mesmo tempo, deve a vida toda. A estafa bizarra e a estagnação mental e física que me tranca em certos momentos é equivalente a coisas guardadas na gaveta, mais uma vez, que só vai ser limpa daqui um tempo. Papéis velhos e inúteis são jogados fora. O que tem importância fica.

Também é um convite não-verbal, a porta está sempre aberta, e é por ela que eu saio, para sentir um ar diferente, para não poluir a visão, para não torcer e distorcer a percepção e a possibilidade das coisas. Entre me mover numa pintura estática e burra, e perambular por espaços maiores e mais aprazíveis, eu fico com a segunda opção.

Então, coloca-se à disposição mecanismos de tortura leve, em série, acomodados sob luz fluorescente. Não há moptivos reais, só o mesmo que já foi explanado, e mesmo assim, é refúgio. Um refúgio que faz bem por permitir o "não": o não-pensar.

A dor em troca da liberdade.

A liberdade em troca de paz.

A desenvoltura antes cultivada na dança insana das frases parece perdida enquanto momentos se desfazem em areia por opção. Opções não feitas, mas acontecidas, pois há tempos não há muita ligação entre o pensar e o agir.

Aliás, o sangue flui como numa prisão, de barras elásticas e maleáveis. Há um quarto escuro no interior, lá é onde as coisas deveriam acontece,r mas não o visito com frequência. Talvez o clima seja culpado, ou talvez seja um idiota por culpar outras coisas.

Mas a verdade é que sente-se demais e sabe-se de menos.

Vente gelado me banha após o clima ruim passar. Sinto quase frio, mas é melhor isso do que o ar parado, imundo, idiota. Deixa o ar se mover, esfriar, cortas os lábios fechados de propósito. As palavras têm melhor destino. As palavras têm destino.

As palavras são cacos de vidro, com suas concavidades viradas para baixo, em volta do meu berço. E piso no arredondado sem corte com cuidado para não qubrar mais, ou para que ele nao vire e corte meus pés, que ainda parecem de infantes e teimam em querer desbravar mundos diferentes o tempo todo.


Quando deito, tenho medo de sair.
Quando saio, tenho medo de entrar.
Um ou outro corte sempre acontecem.

domingo, 6 de abril de 2008

Tudo é real no mundo dos sonhos...

Era de novo aquele lugar grande, aquela fazenda imensa. Algo ia acontecer, que era proibido, apesar da profusão de pessoas que estavam lá exatamente para isso. A diversão era tão iminente quanto o sentimento de alerta que permeava o ambiente. Até que, num momento de festa, "os inimigos" apareciam para acabar com tudo. E nós fugíamos, correndo, nos esgueirando por passagens e frestas, passando por um sótão pequenos com roda de capoeira, e um banheiro de cimento pintado de azul claro, onde pessoas se acumulavam feito refugiados, enquanto eu não entendia o porquê da fuga e o porquê da perseguição.

Numa grande tela, era preciso atenção para entender oque deveria ser feito depois. Falhar não era uma opção, nunca foi. Mas o que fazer quando a informação é falha? Com a cabeça em outro, lugar, talvez, incomodado pela bancada de self-service atrás do sofá de couro vermelho-escuro. Bancada essa, onde haviam uvas e uma pessoa importante, mas que por algum motivo já não tinha mais laços permanentes. E estava elal á, com as uvas. Mais alguém queria uvas, e para isso, usava a velha técnica nunca aprendida por alguns, a dança verbal do convencimento, que muitas vezes é só burocracia para o contato susequente. Algo me incomodava, e via que o rapaz beijava os lábios que estavam na placa das uvas. Voltei a tentar entender o DVD informativo, e a pessoa que era pessoa mas tbm eram uvas, voltou a ser pessoa e eu tentava não ceder à vontade de abraçá-la de volta. Não era algo que deveria acontecer.

Em meio à arquitetura antiga, típica que nasce e permeia os traços que marco em papéis, buscávamos algo que não era bem claro. Lembrei que tinha deixado instrumentos necessários em algum outro lugar, num misto de sentir-se imbecil pelo esquecimento e de fracasso em mais uma coisa (pequena, sim - mais ainda um fracasso). DE frente ao casarão que nos era o objetivo, via as janelas surradas e os vidros quebrados. Cortinas brancas e pesadas fluíam com o vento grosso e inexistente. Lá dentro, porém, em meio a conjuntos de instrumentos velho, quebrados e rasgados, havia um, enorme, novo, bonito, exagerado até. Inúmeros conjuntos de teclas se configuravam abaixo do palanque. Os três procuravam algo que ninguém parecia mais saber o que era, enquanto nos questionávamos o que era tudo aquilo, e como foi conseguido recurso pra montar tudo. A casa era enorme e eu acho que já estive lá antes, por onde passei por passagens secretas para chegar a outro lugar.


Anteriormente, nesse mesmo canal:

De repente, encontrava um túnel, meio quadrado. Como se fosse uma passagem mesmo, com paredes e tetos bem colocados. Como o túnel na chácara da avó, mas obviamente maior. Eu me arrastava, pra poder atravessar. E tinha algumas decorações nas paredes. O chão era de concreto meio arenoso. E diziam que eu precisava atravessar, e que o que eu encontraria seria muito bom, se eu não me desvirtuasse do caminho e confiasse na idéia de que o melhor estaria, invariavelmente, no final.

E num momento do túnel, no teto, tinha uma porta tipo alçapão, toda ornamentada com ouro e pedras preciosas. Pensei que se abrisse lá, poderia ter um tesouro maior do que o que me aguardava no final. Os ornamentos e promessas de riquezas e sucesso iludindo, com o caminho mais fácil. E, em se tratando de sonhos, nem sempre o que prometem é o que acontece (na vida real é assim também).

Ignorei a porta, segui em frente. Fui chegando numa esquina, de onde vinha uma luz meio amarelada, e dava pra ver algumas coisas cintilando. Assim que saí pela porta, entrei em um salão imenso, cheio de ouro, jóias, pedras, tesouros infindáveis. Era como a tumba de um faraó, enorme e cheia de riquezas. Virei para trás, para a porta de onde tinha vindo, e vi o senhor dos sonhos, o lorde moldador, Morpheus, em pé, acima do beiral da porta. Assim como nas ficções, ele era pálido, cabelos negros compridos, os olhos negros como a noite. Vestia roupas roxas e azuis escura, mas roupas civis. Camisa e calça. Talvez uma capa. Chamei o nome dele, sem conseguir saber como era, ou como foi possível proferi-lo, e ele pulou/flutuou pra baixo, falando comigo coisas que eu não lembro. Mas eu sei que ele apertou minha mão. E depois, sumiu.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Chega.

Acabou. Cansei.
Nunca mais.
Chega de HQ, chega de Arte, chega de Música, chega de blogs e flogs, de orkuts, chega de poesia, chega de toda essa merda.


De agora em diante, eu sou outro cara.


Estou me mudando de cidade, saindo do emprego, largando tudo isso pra trás.
Quero um recomeço sem nenhuma dessas porcarias que só me trazem sofrimento.


Obrigado a quem me acompanhou e desculpas pela desistência.





























































HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!

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aahauhuahuahuaahuahuahuaahhaahahauahahauahahahHAHAHAUAHhauahhaAHhahahHAHAHAHhaha ahHAUAH

TINGALACATINGA, TINGALACATINGA!!!!

AAAAAAAAAH!!!
AGORA EU TI PEGAY, BÁTIMA, AGORA EU PEGUEI OCÊ DIREITIIIIIIN!!!
VÔ ARRANCÁ TEU PINTO FORAAAAA!!!
ENGANEI O BOBO NA CASCA DO OVO, AH EU SOU O BOBO, O PLAHAÇO, O JÓKER, O BOBO!!!

AUHAUHAUHAU uhauahuahuhauhauhaoiahoahoahaohaoahoahuahuahauhauhaHAUHAUHAUHAUH AHAUHAOAHAOhauhahahahauhaoahoaIAHUHAUAHUAHUHUAH//


Olha a data do post, Jóker!