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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Corrupiola versus Pitié

Hoje acordei mega-cedo, sem despertador. Pra não ficar lesmando na cama, bora tornar o dia útil. E logo cedo já encontro esse e-mail do amigão Ricardo Antunes. Vale muito dar uma lida:

"Oi pessoal,

O site Dois Espressos colocou uma matéria muito interessante e inteligente no dia 14 de outubro sobre um problema recorrente: a cópia ou plágio de trabalho intelectual... ou em português claro, pirataria.

O caso citado é sobre os cadernos feitos à mão pela empresa Corrupiola, e copiados descaradamente pela empresa Pitilé. O texto apresentado pelo Dois Espressos é excelente e equilibrado, e qualquer um que ler chegará às próprias conclusões.

Só isso já seria mais do que suficiente, mas o interessante acabou rolando nos comentários deixados, onde algumas pessoas apoiavam a pirataria e não achavam nada de mais tudo aquilo. Pronto, foi suficiente para pegar fogo.

Lá no final dos comentários tem opiniões do Alarcão, do Montalvo e minha, e quem quiser pode dar o seu parecer, a coisa ainda está rolando:

http://doisespressos.wordpress.com/2009/10/14/curiosas-semelhancas-pitiles-e-corrupios
"

Pois é, meninões, tirem suas prórpias conclusões.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mais uma do Michael...

Então, queria só deixar um recado aqui.
A ilustração que fiz para a exposição "As Fas(c)es de Michael" (ver post abaixo) é aquela do Keep Moonwalking. Já soube de vários lugares onde essa ilustra apareceu, algumas vezes creditada, algumas não.

Queria deixar registrado aqui que eu sou sim o autor dessa ilustração, e gostaria que quem a usasse, pelo menos creditasse a autoria a mim e linkasse para meu site ou blog mesmo. Agradeço muito ao pessoal que gostou dela a ponto de colocar no album do orkut, em blog, em avatares, em fóruns, fico lisonjeado!

Mas, de novo, creditem. Essa internet é coisa de louco, daqui a pouco todo o mundo vai usar a ilustração e ninguém vai acreditar que eu sou o autor! eheheh

Um bom começo de semana a todos!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Google Chrome passa a ter direitos sobre todo e qualquer conteúdo que você postar na Web [ATUALIZADO]

Fiquemos espertos. Peguei o texto do blog Passo Adiante.



Enquanto todos os blogs nacionais estão neste momento se replicando uns aos outros por conta do lançamento do Chrome e chovendo no molhado quanto às possíveis - e prováveis - consequências e mudanças que ele trará à Internet, ninguém percebeu a verdadeira bomba trazida pela novidade: ao utilisar o Chrome, você está concordando que todo e qualquer conteúdo que você poste na web via o novo browser possa ser futuramente utilizado, adaptado, traduzido, distribuido ou até mesmo modificado pelo Google. Ah, esqueci de dizer: o Google também passa a ter o direito de « disponibilizar » estes conteúdos - postados por você - para outras empresas. Tá tudo explicadinho, no contrato de utilização do software, pro qual todo mundo clica « concordo » sem ler. Aliás, já repararam que o logo do Chrome é um olho? Copiei as partes, digamos assim, mais picantes aqui no Passo Adiante. Leiam com atenção:

“11. Content license from you

11.1 You retain copyright and any other rights you already hold in Content which you submit, post or display on or through, the Services. By submitting, posting or displaying the content you give Google a perpetual, irrevocable, worldwide, royalty-free, and non-exclusive license to reproduce, adapt, modify, translate, publish, publicly perform, publicly display and distribute any Content which you submit, post or display on or through, the Services. This license is for the sole purpose of enabling Google to display, distribute and promote the Services and may be revoked for certain Services as defined in the Additional Terms of those Services.

11.2 You agree that this license includes a right for Google to make such Content available to other companies, organizations or individuals with whom Google has relationships for the provision of syndicated services, and to use such Content in connection with the provision of those services.

11.3 You understand that Google, in performing the required technical steps to provide the Services to our users, may (a) transmit or distribute your Content over various public networks and in various media; and (b) make such changes to your Content as are necessary to conform and adapt that Content to the technical requirements of connecting networks, devices, services or media. You agree that this license shall permit Google to take these actions.

11.4 You confirm and warrant to Google that you have all the rights, power and authority necessary to grant the above license.”


Matéria original aqui.


[ATUALIZADO]=

Um tempo depois apareceu esse artigo noutro Blog, o GoogleDiscovery.

Acho que a coisa deu tanto bafafá, que resolveram esclarecer. E o resultado é bom pra gente.


Essa história começou num blog americano e se espalhou como fumaça para todos os lados: o Google, através dos termos de uso do Chrome, poderia vir a "assumir os direitos de tudo o que fosse realizado utilizando o browser da empresa".

Claro, isso borbulhou na mente de diversos usuários que a empresa Google poderia requisitar seus blogs, perfis, contas, senhas e tudo mais. Para desmentir o fato, o "porta-voz" do Google, Matt Cutts explicou em seu blog que esse termo de uso está quase sempre presente em todos os produtos do Google, mesmo em alguns específicos onde não se aplica.

Em resposta, Rebecca Ward, do Conselho Senior de Produto para o Google Chrome, disse que está trabalhando para remover o mais breve possível a citação do termo de serviço. Segundo a Googler, as mudanças serão retroativas para todos os usuários que já baixaram o produto.



Matéria original aqui.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Direito Autoral

Postada pelo grande JAL na lista IlustraGrupo:

Direito autoral obtém vitória no Congresso Nacional
10/09/2007 Da Redação

É retirado de pauta Projeto de Lei que ia contra o preceito constitucional de que ao autor pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras.

De acordo com o PL 221/04, de autoria do Senador Sérgio Zambiasi, a autorização para qualquer uso de obra musical ou execução pública sem fins lucrativos não precisaria mais ser concedida pelo autor.

O pedido para retirada do PL foi feito por Roberto Correa Mello, presidente da ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Artes), diretamente ao deputado, por considerar tal projeto uma afronta ao autor e à lei constitucional. Segundo Roberto, “o artigo 5º da Constituição Federal, que defende os direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros, guarnece o direito autoral em caráter incondicional, ou seja, geral, sem fazer qualquer referência se haverá ou não fim lucrativo quando da sua reprodução ou transmissão”.

A lei, se fosse aprovada, além de ser uma ofensa à liberdade do autor de optar por aprovar ou não o uso de sua obra para determinados fins, é vista pelo presidente da ABRAMUS como motivo de significante diminuição da já dizimada renda da classe dos artistas, principalmente musicais, “que já dispõem de renda não condizente com a realidade de seu esforço profissional, em virtude da deliberada reprodução não autorizada de suas obras (pirataria) ter atingido as proporções atuais”. Ainda, ficaria praticamente impossível a fiscalização quanto à finalidade lucrativa ou não da execução pública de uma obra intelectual.

“E é importante ressaltar que o próprio artista pode, sim, autorizar a utilização da obra sem que, no entanto, cobre por isso; mesmo assim, a autorização é imprescindível e não há motivos para que deixe de ser”, completa Roberto Mello

É uma vitória para nós, non?

Ilustração que fiz para aASPE, capa da Sem Crise de inverno!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O.O

Quando a gente fica reclamando sobre aprofissão de ilustrador, tem gente que não entende e acha que a gente reclama de barriga cheia.
"Pô, mas você fica em casa o dia inteiro desenhando!"
Não é bem assim.

Uma das coisas que mais pega pra gente, e que eu, infelizmente, ainda não consegui fazer decentemente, é proteger meus direitos autorais. Segundo o grande Montalvo, e o magnífico Guia do Ilustrador, o ilustrador não vende a imagem, e sim, o direito de uso dela por um tempo determinado. O que acontece é o seguinte: suponha que você está escrevendo um livro ou apostila, e me contrata pra ilustrar. Farei todo o trabalho, do jeito que é pra ser, e assinaremos um contrato. Nesse contrato, está estipulado que você tem o direito de uso das ilustrações durante 5 anos, e que, a cada publicação, o ilustrador deve receber 10% do valor total, e depois que esse prazo terminar, se o autor quiser voltar a usar as imagens, tem que assinar outro contrato - e pagar de novo o valor total.

Entendeu? Não vendo minhas imagens. Eu autorizo que as usem.

Porém, o que acontece por aqui é que é cada vez mais difícil conseguir alguém que assine o SEU contrato. Geralmente eles têm um contrato próprio, e o ilustrador costuma sempre sair prejudicado,m pois a cessão de direitos é total, e não parcial. Ou seja, pagam mal, quando pagam, e ainda querem ficar com a imagem pra sempre.
Digamos que eu faça uma ilustração pra uma revista, cobre R$ 1.200,00. Com certeza vão ralhar com o preço, terei que abaixar. Aí, no contrato - se é que vai rolar contrato, pois muita gente nem se dispõe a isso - a cessão é total. Se eu fosse cobrar a venda da imagem, o preço iria pra R$3.500,00, por exemplo. Claro, afinal, você não está comprando o direito de uso de uma i9lustração, está comprando uma obra intelectual, um desenho, ou pretenciosamente dizendo, uma obra de arte.

Eu sempre proponho meu contrato com cessão parcial de direitos. Mas poucas vezes consegui isso.

O que me fez pensar nisso agora foi que eu estava à toa, escaneando ilustrações pras apostilasdo Perry, e enquanto isso, fuçava meu orkut. Achei o perfil do Daniel Vardi, dono da editora Vardi, que não tem muita projeção, pelo que eu saiba, mas pelo menos está na luta. Entrei no site dele pra relembrar umas coisas.

Lembrei do personagem dele, Amanhecer, um tipo de Superman/Caçador de Marte/Colossus brasileiro. Conceito interessante, mas nunca vi nada de verdade com ele. Que seja.
Lembrei da minha época de 3° colegial e 1° ano da faculdade, quando eu mal sabia o que era ilustração... A Vardi fez um tipo de concurso, desses bem mequetrefes, de você mandar seu desenho e ganhar alguma coisa. Eu decidi entrar. Era pra fazer o Amanhecer e o Raio Negro (não o fodão da Marvel, mas o tipo-Lanterna-Verde brasileiro das antigas), e eu fiz. Hoje, vejo que foi um bom trabalho, mas tem todas as limitações que eu tinha anos atrás.

Mandei, não ganhei nada, fiquei ao Deus-dará, nem lembro de ter saído resultado, e se saiu, com certeza quem venceu não merecia tanto. Não que eu merecia mais, mas eu sei que eu fiz um bom trabalho.

4 anos depois, venho eu visitar o site da Vardi, e entro na Galeria deles... Vou rolando a tela, vendo uns desenhos muito ruins, outros aceitáveis, e me deparei com duas surpresas.

Meu desenho está lá.
Sem meu nome.
Sem minha permissão.

Eu não lembro se tinha um regulamento que dizia que eu perdia os direitos da imagem, ou se eu automaticamente autorizava eles a usam meu desenho pra divulgação e etc, mas está lá, e eu nem sabia. O pior é estar lá sem meu nome.
Achei tão estranho. Depois de tantos anos, ainda estar lá.

Por isso comecei a pensar sobre direitos autorais de novo. Por mim, tudo bem, nem é um trabalho do qual me orgulho muito. Fiz pra essa promoção mesmo, sabendo dos riscos (ou não), e hoje em dia, pouco me importa. Mas eu mandarei um email pro Daniel Vardi reclamando dele não colocar meu nome lá, e ainda por cima, não avisar que o desenho estava exposto. Espero não comprar briga, até porque hoje em dia eu tenho muito mais informação e respaldo de grandes nomes (e amigos também) do ramo da ilustração.

Quer tirar a prova? Olha lá.


Aproveite quando estiver olhando, e preste atenção nos nomes dos caras que mandaram desenhos. Você vai achar um do Gabriel Bá.
Gabriel Bá?
Mas não é o cara dos 10 Pãezinhos, do Casanova, do Umbrella Academy?? É ele sim!!
Impressionante!!
Será que ele mandou mesmo naquela época? Pra mesma promoção que eu?
Engraçado porque a 4 anos atrás, o Bá já desenhava muito bem, já fazia os 10 Pãezinhos, se bobear já tinha até publicado os álbuns pela Devir. E olhei lá, aquele desenho... toscão... ruim mesmo!
Tudo bem, o estilo do Bá é bem característico, mas aquele bicho lá não me lembra ele. Nem a execução lembra ele. Não pelos esboços que eu já vi dele...
Bom, eu sei que o Bá não lê meu blog, mas peço desculpas pela esculhambação mesmo assim. O desenho tá muito estranho. Mais estranho foi saber que o Bá tá lá naquela lista, comigo, e com outros zés-manés...



O Bá hoje, não é mais um zé-mané.
Nem eu sou.
Espero que muitos daquela lista tenham evoluído muito e encontrado seus caminhos e estilos...
E usei que eu e o Bá encontramos (ele mais que eu, estou começando a expandir meu horizonte)

Olha, pra quem se interessar, vejam msmo os links do Montalvo e do Guia do Ilustrador. Vale a pena.

Abraços!

PS> Não sei se é coincidência, mas se você buscar Raio Negro no Google Imagens, o primeiro resultado é... o meu desenho.
Viva a internet!