Essa semana tem vídeo novo! Dando continuidade à série que revisita meu início de carreira como autor de Quadrinhos, hoje falamos um pouco sobre o nascimento da minha série Pieces.
De onde veio a inspiração para contar esse tipo de história e quais foram as principais influências naquele momento?
Conheça, também, a primeira HQ que fiz dessa série (que nunca fui publicada), e como ela deu o pontapé inicial para uma produção apaixonada e constante na minha formação como autor.
Assista abaixo, ou clique AQUI para ver no YouTube (e não se esqueça de se inscrever no canal e deixar o seu like e comentário!)
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REVISITANDO PIECES:
Minha série de HQs autorais, Pieces, comemora 15 anos de criação e 10 anos de publicação em 2019. E para comemorar, esta série vai revisitar minha trajetória como autor independente de quadrinhos, como a série foi criada, minhas influências e planos para o futuro.
Parte 1 - Trajetórias e Aniversários: https://youtu.be/ItLB8-23GTY
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quinta-feira, 18 de julho de 2019
YouTube - REVISITANDO PIECES - Parte 2
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terça-feira, 2 de julho de 2019
YouTube - Revisitando PIECES – Parte 1: Trajetórias e Aniversários
Esse ano tem dois aniversários muito importantes para
minha carreira!
Minha série de HQs autorais, Pieces, comemora 15 anos de
criação e 10 anos de publicação em 2019. E para comemorar, esta série vai
revisitar minha trajetória como autor independente de quadrinhos, como a série
foi criada, minhas influências e planos para o futuro.
Espero que curtam o vídeo! Assinem o canal, deem um like e compartilhem, aquele lance de sempre. E se tiverem alguma pergunta, é só deixar aí nos comentários e eu respondo assim que puder!
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Exposição - Brasil Autoral e Daytripper
A Pandora Escola de Arte sedia em fevereiro a exposição "Brasil Autoral", que reúne vários artistas homenageando apenas obras de autores brasileiros.
Participo dessa exposição com uma ilustração baseada no Daytripper, dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. Para essa exposição, decidi homenagear os gêmeos por toda sua influência no meu trabalho, desde que conheci suas HQs em 2005. Os dois são exemplos de quadrinistas obstinados e que pensam fora da caixa, tendo crescido como autores que buscam contar suas próprias histórias com seu próprio traço e características.
Os 10 Pãezinhos influenciaram muito o começo da minha série Pieces e devo parte do meu "despertar" para as HQs independentes, autorais e poéticas ao álbum Crítica, que eles lançaram pela Devir em 2004.
Em 2006, fiz um curso de arte-final com pincel com o Fábio e logo depois, um curso de composição em preto e branco com o Bá. As duas experiências foram grandes investimentos e aprendizados, e por causa desses cursos, conheci o Júlio Brilha e por causa dele entrei na Front, o que lançou oficialmente minha carreira como quadrinista.
Tive a oportunidade de encontrar os gêmeos na ComicCon de San Diego em 2008, ano em que eles ganharam um Eisner pela antologia "5". E uns anos depois, conquistaram mais um pelo Daytripper, HQ que escolhi para homenagear.
Sem mais delongas, aqui está o meu "obrigado" ao Fábio e ao Bá pela inspiração de todos esses anos:
Essa ilustração foi toda feita com guache, ecoline e lápis de cor, com um toque de caneta nanquim. Nada de digital dessa vez :)
A entrada é franca, e a Pandora está aberta diariamente das 9h às 21h e aos sábados das 8h30 às13h. Não deixe de conferir a exposição "Muitos Maurícios", que está na biblioteca Municipal de Campinas, com entrada franca.
Participo dessa exposição com uma ilustração baseada no Daytripper, dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. Para essa exposição, decidi homenagear os gêmeos por toda sua influência no meu trabalho, desde que conheci suas HQs em 2005. Os dois são exemplos de quadrinistas obstinados e que pensam fora da caixa, tendo crescido como autores que buscam contar suas próprias histórias com seu próprio traço e características.
Os 10 Pãezinhos influenciaram muito o começo da minha série Pieces e devo parte do meu "despertar" para as HQs independentes, autorais e poéticas ao álbum Crítica, que eles lançaram pela Devir em 2004.
Em 2006, fiz um curso de arte-final com pincel com o Fábio e logo depois, um curso de composição em preto e branco com o Bá. As duas experiências foram grandes investimentos e aprendizados, e por causa desses cursos, conheci o Júlio Brilha e por causa dele entrei na Front, o que lançou oficialmente minha carreira como quadrinista.
Tive a oportunidade de encontrar os gêmeos na ComicCon de San Diego em 2008, ano em que eles ganharam um Eisner pela antologia "5". E uns anos depois, conquistaram mais um pelo Daytripper, HQ que escolhi para homenagear.
Sem mais delongas, aqui está o meu "obrigado" ao Fábio e ao Bá pela inspiração de todos esses anos:
Essa ilustração foi toda feita com guache, ecoline e lápis de cor, com um toque de caneta nanquim. Nada de digital dessa vez :)
A entrada é franca, e a Pandora está aberta diariamente das 9h às 21h e aos sábados das 8h30 às13h. Não deixe de conferir a exposição "Muitos Maurícios", que está na biblioteca Municipal de Campinas, com entrada franca.
PS: Os gêmeos estão oferecendo um supercurso de narrativa para quadrinhos para autores que já estão produzindo e publicando. Estou tentado a ir, e você pode conhecer mais sobre a proposta AQUI e AQUI.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Eventos - Dia do Quadrinho Nacional
Muita coisa boa aconteceu por causa desse 30 de janeiro!
30 de janeiro é o Dia do Quadrinho Nacional. A data foi escolhida para comemorar a publicação original do personagem Nhô Quim, do Ângelo Agostini, ainda no século XIX (mais precisamente, em 30 de janeiro de 1869). Agostini foi o precursor das HQs no Brasil e um dos pioneiros no mundo.
Em comemoração a essa data, duas exposições acontecem em Campinas: "Muitos Maurícios & Brasil Autoral".
A primeira é uma homenagem aos 80 anos de vida do mestre Maurício de Sousa, e está aberta ao público com entrada franca na Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, perto da prefeitura de Campinas.
E na Pandora Escola de Arte acontece a exposição "Brasil Autoral", que reúne vários artistas homenageando apenas obras de autores brasileiros. Participo dessa exposição com uma ilustração baseada no Daytripper, dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. A entrada também é franca, e a Pandora está aberta diariamente das 9h às 21h e aos sábados das 8h30 às13h.
E dia 30 também foi a cerimônia de entrega do Troféu Angelo Agostini, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Meus parabéns aos vencedores dessa edição!
30 de janeiro é o Dia do Quadrinho Nacional. A data foi escolhida para comemorar a publicação original do personagem Nhô Quim, do Ângelo Agostini, ainda no século XIX (mais precisamente, em 30 de janeiro de 1869). Agostini foi o precursor das HQs no Brasil e um dos pioneiros no mundo.
Página de Nhô Quim, de Angelo Agostini
Em comemoração a essa data, duas exposições acontecem em Campinas: "Muitos Maurícios & Brasil Autoral".
A primeira é uma homenagem aos 80 anos de vida do mestre Maurício de Sousa, e está aberta ao público com entrada franca na Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, perto da prefeitura de Campinas.
E na Pandora Escola de Arte acontece a exposição "Brasil Autoral", que reúne vários artistas homenageando apenas obras de autores brasileiros. Participo dessa exposição com uma ilustração baseada no Daytripper, dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. A entrada também é franca, e a Pandora está aberta diariamente das 9h às 21h e aos sábados das 8h30 às13h.
E dia 30 também foi a cerimônia de entrega do Troféu Angelo Agostini, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Meus parabéns aos vencedores dessa edição!
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
É lunedí!
Acabou ontem a fantástica Comic Con International, em San Diego. Estava vendo as fotos no Omelete, e no Flickr dos gêmeos, e me deu uma saudade...
A viagem do ano passado, minha primeira pra lá, foi inesquecível. Ano que vem eu vou de novo, levando muito mais coisas novas, muito mais experiência, e, espero, causando uma impressão melhor. Todos os contatos que fiz lá, seja com profissionais, amadores, fãs, amigos, continuam sendo especiais demais.
Isso aí, San Diego. Se prepare pro ano que vem!
A contagem regressiva começa hoje.
Na mesma onda, o site Comic Book Resources publicou uma matéria sobre o panel do Fábio Moon, que você pode ler, em inglês, aqui.
Os meus sinceros e animados parabéns aos dois, pelo sucesso merecido. E, claro, pela ispiração.
Agora, após um domingo tranquilo e preguiçoso, almoço gigante, casa da Vó, e finalizando com pizza e cervejas, é hora de voltar a pegar pesado no trabalho.
Muito em breve vou poder divulgar mais algumas coisas que estão sendo finalizadas. UM leve desabafo, na verdade, é que eu tenho coisas muito legais por aqui, mas que não foram oficializadas, ou ainda aguardam sua chance de brilhar ao sol. E eu não quero, ou não posso, ficar falando sobre tudo. Parte da graça é a espera. Mas essa mesma espera chega a me desanimar um pouco. Outro dia me toquei de que eu tenho pelo menos duas HQs inéditas, bem legais, mas que ainda não foram lidas... Foram vistas em alguns momentos, mas nunca lidas.
Espero que até a SDCC de 2010, essas duas e mais o grande projeto do ano já estejam por aí.
May, eu sei que a promessa era sempre um desenho novo, sorry. Juro que ainda hoje posto um desenho inédito!
Ah... e só pra criar um alvorocinho:
Essa semana eu vou revelar uma arte inédita da Pieces 2.
Fiquem de olho.
A viagem do ano passado, minha primeira pra lá, foi inesquecível. Ano que vem eu vou de novo, levando muito mais coisas novas, muito mais experiência, e, espero, causando uma impressão melhor. Todos os contatos que fiz lá, seja com profissionais, amadores, fãs, amigos, continuam sendo especiais demais.
Isso aí, San Diego. Se prepare pro ano que vem!
A contagem regressiva começa hoje.
Na mesma onda, o site Comic Book Resources publicou uma matéria sobre o panel do Fábio Moon, que você pode ler, em inglês, aqui.
Os meus sinceros e animados parabéns aos dois, pelo sucesso merecido. E, claro, pela ispiração.
Agora, após um domingo tranquilo e preguiçoso, almoço gigante, casa da Vó, e finalizando com pizza e cervejas, é hora de voltar a pegar pesado no trabalho.
Muito em breve vou poder divulgar mais algumas coisas que estão sendo finalizadas. UM leve desabafo, na verdade, é que eu tenho coisas muito legais por aqui, mas que não foram oficializadas, ou ainda aguardam sua chance de brilhar ao sol. E eu não quero, ou não posso, ficar falando sobre tudo. Parte da graça é a espera. Mas essa mesma espera chega a me desanimar um pouco. Outro dia me toquei de que eu tenho pelo menos duas HQs inéditas, bem legais, mas que ainda não foram lidas... Foram vistas em alguns momentos, mas nunca lidas.
Espero que até a SDCC de 2010, essas duas e mais o grande projeto do ano já estejam por aí.
May, eu sei que a promessa era sempre um desenho novo, sorry. Juro que ainda hoje posto um desenho inédito!
Ah... e só pra criar um alvorocinho:
Essa semana eu vou revelar uma arte inédita da Pieces 2.
Fiquem de olho.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Sangue Nosso
Recebi um e-mail do Ricardo Antunes sobre um post do grande Grampá. Saiu na Wizard americana uma lista de artistas que devemos ficar de olho. Nada menos que 5 deles são brasileiros!!!
Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Albuquerque, Eddy Barrows e o próprio Rafael Grampá!

Meus mais sinceros parabéns a todos eles, todos merecedores!
Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Albuquerque, Eddy Barrows e o próprio Rafael Grampá!

Meus mais sinceros parabéns a todos eles, todos merecedores!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Almanaque
Entrevista que o Bá e o Moon deram para o programa Almanaque da Globo News. Passou domingo dia 21/09!
De novo, parabéns aos dois, e à Becky, ao Vasilis e ao Grampá, e não esquecendo do Gerard e do Joss, pelos Eisners muito merecidos!
De novo, parabéns aos dois, e à Becky, ao Vasilis e ao Grampá, e não esquecendo do Gerard e do Joss, pelos Eisners muito merecidos!
domingo, 27 de abril de 2008
O Crime do Teishouko Preto
Uma loja fantástica, com descontos vândalos. Um monte de material de desenho. Um PC e um Scanner, com uma boa impressora. Um cooler lotado de Red Bulls. Dois painéis enormes na calçada com muitas páginas dos mais variados artistas de HQ do Brasil.
Esse é o HQ Mix. Uma loja pequena no tamanho, mas grande no coração. Esse simpático refúgio nerd abrigou na Virada Cultural, de sexta a sábado, a HQ Jam Session, onde mais de 60 quadrinistas e ilustradores partifciparam fazendo uma página.
A história é entitulada "O Crime do Teishouko Preto", e cada um começa de onde o anterior parou, não seguindo um roteiro, mas sim, sua própria habilidade de nonsense, narrativa e estilo.
Esse é o Gualberto, dono da loja, e responsável e idealizador do Crime. Um cara muito, mas muito gente boa. Agradeço muito aele e a Dani, esposa dele, pelo evento, e por terem me convidado pra participar em meio a tantos caras muito bons, e muito já conhecidos no meio.
Esse projeto é uma puta sacada legal e ainda por cima incentiva a produção e a união dos desenhistas, que são ilhas por natureza.
Aqui, umdos painéis na frente da loja, na calçada, onde iam sendo coladas as páginas que eram feitas ali mesmo, na loja, na vitrine. As pessoas passavam, paravam, liam, riam, não entendiam, ficavam assistindo o bando de doidos que usava uma hora de seu tempo para, do nada, criar uma página de HQ.
Jozz e Mário (Que Mário?), estavam desenhando logo quando eu cheguei na loja, depois de me perder na Av. Ipiranga (desci do metrô e fui andando a pé em direção ao lado errado, depois voltei). O Mário foi embora logo depois, mas o Jozz encarou um barzão com a galera.
Gabriel Bá, uma das estrelas da noite.
Fábio, outra estrela. A gente sabe que os gêmeos são bem pop no meio, e disseram que enquanto eles desenhavam, muitas menininhas ficaram assistindo, ahahahah. Bom, de qqer forma, os dois mandam muito bem no que fazem. Achei que tiveram paginas mais interessantes que as deles, mas de qualquer forma, eles foram e participaram. O Laerte tbm, e aliás, as páginas dele e do filho dele, Rafa Coutinho, estão entre as melhores.
Eduardo Schaal, velho conhecido da IlustraGrupo, também apareceu e desenhou, mesmo sem estar na lista. O importante é contribuir pra Fumiko, protagonista de O Crime, viva coisas cada vez mais bizarras.
Os Gêmeos, Bá e Moon. Eu fiz um mês de aulas com cada um deles em 2006, e eles não me reconheceram lá. Eu também não fui ficar em cima, perguntando. Talvez eles tenham visto minha página e ficaram sem saber quem era, então ta ok.
Sidnei Akiyoshi e Daniel Esteves, parceiros da Front. Acho que era quase de manhã isso.
Laudo e Cadu, preparando mais páginas.
Em cima, a página do Tiago Moareas, grande amigo meu, colega da Unicamp, que foi a meuconvite e ainda entrou na dança fazendo uma página toda viajadona! Valeu ao Tiagão,valeu à Angela, namorada dele. Minha página foi a 71ª, a do Tiago a 72ª. Sei que, quando fui embora, estavam sendo produzidas as 86ª, 87ª. Além disso, ainda iam desenhar caras como o Grampá e o Luiz Gê, que terá a honra de fazer a última página.
Isso será lançado, tudo junto, num livro. Reunindo os caras do estado de SP. Aí, o Gual vai mandar a idéia pra Curitiba, Rio, e pro Brasil todo, pra que cada núcleo de quadrinistas do Brasil tenha sua participação, com isso, novamente, juntando mais esse seleto grupo de doidos que tem mania de viver enclausurado numa prancheta!
Agora, o boteco, sempre divertido, ainda mais quando você passa a madrugada toda acordado.
Will e Jozz (não falei que o Jozz encarou o boteco??)
Laudo e Daniel. Eu, Daniel, Laudo e Will, lá pelas quase 4 da manhã, saímos dar uma andada, rpa achar algum show (eles estão por toda parte!!!). Acabamos chegando perto da Galeria do Rock, onde rolava várias canjas e jam sessions. Vimos um show capitaneado pelo Champignon, ex-Charlie Brown Jr. e pelo ex-guitarra da Pitty. Tocaram Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Ramones, Nirvana, e QOTSA. O Laudo foi embora, o Will desencanou e voltou pra loja, eu e o Daniel ficamos pulando e rasgando a garganta, ehehehhe.
Desenhos do Gil Tokio no bar. Aliás, que desenhos!!! Fiquei com um deles, que batizei de Ocides.
Só pra provar que eu realmente estive lá, ahuahuahuahu

Logo de Manhã, os painéis lá fora...
Minha página!
E, chegando em casa, me deparo com um louve-a-deus maravilhoso no jardim do prédio. O Lucas teria surtado, mas achei bonito. Pena que eu estava TÃO quebrado (cheguei em casa 10 da manhã, sem dormir, desde as 7 da manhã do sábado).
Só pra fechar bonitinho. 8- D
Valeu cada segundo, apesar do cansaço monstro.
A história é entitulada "O Crime do Teishouko Preto", e cada um começa de onde o anterior parou, não seguindo um roteiro, mas sim, sua própria habilidade de nonsense, narrativa e estilo.
Esse projeto é uma puta sacada legal e ainda por cima incentiva a produção e a união dos desenhistas, que são ilhas por natureza.
Isso será lançado, tudo junto, num livro. Reunindo os caras do estado de SP. Aí, o Gual vai mandar a idéia pra Curitiba, Rio, e pro Brasil todo, pra que cada núcleo de quadrinistas do Brasil tenha sua participação, com isso, novamente, juntando mais esse seleto grupo de doidos que tem mania de viver enclausurado numa prancheta!
Agora, o boteco, sempre divertido, ainda mais quando você passa a madrugada toda acordado.
Só pra fechar bonitinho. 8- D
Valeu cada segundo, apesar do cansaço monstro.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
O.O
Quando a gente fica reclamando sobre aprofissão de ilustrador, tem gente que não entende e acha que a gente reclama de barriga cheia.
"Pô, mas você fica em casa o dia inteiro desenhando!"
Não é bem assim.
Uma das coisas que mais pega pra gente, e que eu, infelizmente, ainda não consegui fazer decentemente, é proteger meus direitos autorais. Segundo o grande Montalvo, e o magnífico Guia do Ilustrador, o ilustrador não vende a imagem, e sim, o direito de uso dela por um tempo determinado. O que acontece é o seguinte: suponha que você está escrevendo um livro ou apostila, e me contrata pra ilustrar. Farei todo o trabalho, do jeito que é pra ser, e assinaremos um contrato. Nesse contrato, está estipulado que você tem o direito de uso das ilustrações durante 5 anos, e que, a cada publicação, o ilustrador deve receber 10% do valor total, e depois que esse prazo terminar, se o autor quiser voltar a usar as imagens, tem que assinar outro contrato - e pagar de novo o valor total.
Entendeu? Não vendo minhas imagens. Eu autorizo que as usem.
Porém, o que acontece por aqui é que é cada vez mais difícil conseguir alguém que assine o SEU contrato. Geralmente eles têm um contrato próprio, e o ilustrador costuma sempre sair prejudicado,m pois a cessão de direitos é total, e não parcial. Ou seja, pagam mal, quando pagam, e ainda querem ficar com a imagem pra sempre.
Digamos que eu faça uma ilustração pra uma revista, cobre R$ 1.200,00. Com certeza vão ralhar com o preço, terei que abaixar. Aí, no contrato - se é que vai rolar contrato, pois muita gente nem se dispõe a isso - a cessão é total. Se eu fosse cobrar a venda da imagem, o preço iria pra R$3.500,00, por exemplo. Claro, afinal, você não está comprando o direito de uso de uma i9lustração, está comprando uma obra intelectual, um desenho, ou pretenciosamente dizendo, uma obra de arte.
Eu sempre proponho meu contrato com cessão parcial de direitos. Mas poucas vezes consegui isso.
O que me fez pensar nisso agora foi que eu estava à toa, escaneando ilustrações pras apostilasdo Perry, e enquanto isso, fuçava meu orkut. Achei o perfil do Daniel Vardi, dono da editora Vardi, que não tem muita projeção, pelo que eu saiba, mas pelo menos está na luta. Entrei no site dele pra relembrar umas coisas.
Lembrei do personagem dele, Amanhecer, um tipo de Superman/Caçador de Marte/Colossus brasileiro. Conceito interessante, mas nunca vi nada de verdade com ele. Que seja.
Lembrei da minha época de 3° colegial e 1° ano da faculdade, quando eu mal sabia o que era ilustração... A Vardi fez um tipo de concurso, desses bem mequetrefes, de você mandar seu desenho e ganhar alguma coisa. Eu decidi entrar. Era pra fazer o Amanhecer e o Raio Negro (não o fodão da Marvel, mas o tipo-Lanterna-Verde brasileiro das antigas), e eu fiz. Hoje, vejo que foi um bom trabalho, mas tem todas as limitações que eu tinha anos atrás.
Mandei, não ganhei nada, fiquei ao Deus-dará, nem lembro de ter saído resultado, e se saiu, com certeza quem venceu não merecia tanto. Não que eu merecia mais, mas eu sei que eu fiz um bom trabalho.
4 anos depois, venho eu visitar o site da Vardi, e entro na Galeria deles... Vou rolando a tela, vendo uns desenhos muito ruins, outros aceitáveis, e me deparei com duas surpresas.
Meu desenho está lá.
Sem meu nome.
Sem minha permissão.
Eu não lembro se tinha um regulamento que dizia que eu perdia os direitos da imagem, ou se eu automaticamente autorizava eles a usam meu desenho pra divulgação e etc, mas está lá, e eu nem sabia. O pior é estar lá sem meu nome.
Achei tão estranho. Depois de tantos anos, ainda estar lá.
Por isso comecei a pensar sobre direitos autorais de novo. Por mim, tudo bem, nem é um trabalho do qual me orgulho muito. Fiz pra essa promoção mesmo, sabendo dos riscos (ou não), e hoje em dia, pouco me importa. Mas eu mandarei um email pro Daniel Vardi reclamando dele não colocar meu nome lá, e ainda por cima, não avisar que o desenho estava exposto. Espero não comprar briga, até porque hoje em dia eu tenho muito mais informação e respaldo de grandes nomes (e amigos também) do ramo da ilustração.
Quer tirar a prova? Olha lá.
Aproveite quando estiver olhando, e preste atenção nos nomes dos caras que mandaram desenhos. Você vai achar um do Gabriel Bá.
Gabriel Bá?
Mas não é o cara dos 10 Pãezinhos, do Casanova, do Umbrella Academy?? É ele sim!!
Impressionante!!
Será que ele mandou mesmo naquela época? Pra mesma promoção que eu?
Engraçado porque a 4 anos atrás, o Bá já desenhava muito bem, já fazia os 10 Pãezinhos, se bobear já tinha até publicado os álbuns pela Devir. E olhei lá, aquele desenho... toscão... ruim mesmo!
Tudo bem, o estilo do Bá é bem característico, mas aquele bicho lá não me lembra ele. Nem a execução lembra ele. Não pelos esboços que eu já vi dele...
Bom, eu sei que o Bá não lê meu blog, mas peço desculpas pela esculhambação mesmo assim. O desenho tá muito estranho. Mais estranho foi saber que o Bá tá lá naquela lista, comigo, e com outros zés-manés...
O Bá hoje, não é mais um zé-mané.
Nem eu sou.
Espero que muitos daquela lista tenham evoluído muito e encontrado seus caminhos e estilos...
E usei que eu e o Bá encontramos (ele mais que eu, estou começando a expandir meu horizonte)
Olha, pra quem se interessar, vejam msmo os links do Montalvo e do Guia do Ilustrador. Vale a pena.
Abraços!
PS> Não sei se é coincidência, mas se você buscar Raio Negro no Google Imagens, o primeiro resultado é... o meu desenho.
Viva a internet!
"Pô, mas você fica em casa o dia inteiro desenhando!"
Não é bem assim.
Uma das coisas que mais pega pra gente, e que eu, infelizmente, ainda não consegui fazer decentemente, é proteger meus direitos autorais. Segundo o grande Montalvo, e o magnífico Guia do Ilustrador, o ilustrador não vende a imagem, e sim, o direito de uso dela por um tempo determinado. O que acontece é o seguinte: suponha que você está escrevendo um livro ou apostila, e me contrata pra ilustrar. Farei todo o trabalho, do jeito que é pra ser, e assinaremos um contrato. Nesse contrato, está estipulado que você tem o direito de uso das ilustrações durante 5 anos, e que, a cada publicação, o ilustrador deve receber 10% do valor total, e depois que esse prazo terminar, se o autor quiser voltar a usar as imagens, tem que assinar outro contrato - e pagar de novo o valor total.
Entendeu? Não vendo minhas imagens. Eu autorizo que as usem.
Porém, o que acontece por aqui é que é cada vez mais difícil conseguir alguém que assine o SEU contrato. Geralmente eles têm um contrato próprio, e o ilustrador costuma sempre sair prejudicado,m pois a cessão de direitos é total, e não parcial. Ou seja, pagam mal, quando pagam, e ainda querem ficar com a imagem pra sempre.
Digamos que eu faça uma ilustração pra uma revista, cobre R$ 1.200,00. Com certeza vão ralhar com o preço, terei que abaixar. Aí, no contrato - se é que vai rolar contrato, pois muita gente nem se dispõe a isso - a cessão é total. Se eu fosse cobrar a venda da imagem, o preço iria pra R$3.500,00, por exemplo. Claro, afinal, você não está comprando o direito de uso de uma i9lustração, está comprando uma obra intelectual, um desenho, ou pretenciosamente dizendo, uma obra de arte.
Eu sempre proponho meu contrato com cessão parcial de direitos. Mas poucas vezes consegui isso.
O que me fez pensar nisso agora foi que eu estava à toa, escaneando ilustrações pras apostilasdo Perry, e enquanto isso, fuçava meu orkut. Achei o perfil do Daniel Vardi, dono da editora Vardi, que não tem muita projeção, pelo que eu saiba, mas pelo menos está na luta. Entrei no site dele pra relembrar umas coisas.
Lembrei do personagem dele, Amanhecer, um tipo de Superman/Caçador de Marte/Colossus brasileiro. Conceito interessante, mas nunca vi nada de verdade com ele. Que seja.
Lembrei da minha época de 3° colegial e 1° ano da faculdade, quando eu mal sabia o que era ilustração... A Vardi fez um tipo de concurso, desses bem mequetrefes, de você mandar seu desenho e ganhar alguma coisa. Eu decidi entrar. Era pra fazer o Amanhecer e o Raio Negro (não o fodão da Marvel, mas o tipo-Lanterna-Verde brasileiro das antigas), e eu fiz. Hoje, vejo que foi um bom trabalho, mas tem todas as limitações que eu tinha anos atrás.
Mandei, não ganhei nada, fiquei ao Deus-dará, nem lembro de ter saído resultado, e se saiu, com certeza quem venceu não merecia tanto. Não que eu merecia mais, mas eu sei que eu fiz um bom trabalho.
4 anos depois, venho eu visitar o site da Vardi, e entro na Galeria deles... Vou rolando a tela, vendo uns desenhos muito ruins, outros aceitáveis, e me deparei com duas surpresas.
Sem meu nome.
Sem minha permissão.
Eu não lembro se tinha um regulamento que dizia que eu perdia os direitos da imagem, ou se eu automaticamente autorizava eles a usam meu desenho pra divulgação e etc, mas está lá, e eu nem sabia. O pior é estar lá sem meu nome.
Achei tão estranho. Depois de tantos anos, ainda estar lá.
Por isso comecei a pensar sobre direitos autorais de novo. Por mim, tudo bem, nem é um trabalho do qual me orgulho muito. Fiz pra essa promoção mesmo, sabendo dos riscos (ou não), e hoje em dia, pouco me importa. Mas eu mandarei um email pro Daniel Vardi reclamando dele não colocar meu nome lá, e ainda por cima, não avisar que o desenho estava exposto. Espero não comprar briga, até porque hoje em dia eu tenho muito mais informação e respaldo de grandes nomes (e amigos também) do ramo da ilustração.
Quer tirar a prova? Olha lá.
Aproveite quando estiver olhando, e preste atenção nos nomes dos caras que mandaram desenhos. Você vai achar um do Gabriel Bá.
Gabriel Bá?
Mas não é o cara dos 10 Pãezinhos, do Casanova, do Umbrella Academy?? É ele sim!!
Impressionante!!
Engraçado porque a 4 anos atrás, o Bá já desenhava muito bem, já fazia os 10 Pãezinhos, se bobear já tinha até publicado os álbuns pela Devir. E olhei lá, aquele desenho... toscão... ruim mesmo!
Tudo bem, o estilo do Bá é bem característico, mas aquele bicho lá não me lembra ele. Nem a execução lembra ele. Não pelos esboços que eu já vi dele...
Bom, eu sei que o Bá não lê meu blog, mas peço desculpas pela esculhambação mesmo assim. O desenho tá muito estranho. Mais estranho foi saber que o Bá tá lá naquela lista, comigo, e com outros zés-manés...
O Bá hoje, não é mais um zé-mané.
Nem eu sou.
Espero que muitos daquela lista tenham evoluído muito e encontrado seus caminhos e estilos...
E usei que eu e o Bá encontramos (ele mais que eu, estou começando a expandir meu horizonte)
Olha, pra quem se interessar, vejam msmo os links do Montalvo e do Guia do Ilustrador. Vale a pena.
Abraços!
PS> Não sei se é coincidência, mas se você buscar Raio Negro no Google Imagens, o primeiro resultado é... o meu desenho.
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