sexta-feira, 3 de julho de 2020

Acolhida de Aula - Semana de 2 de julho de 2020

Boa tarde, pessoal! Tudo bem por aí?
E esse friozinho? A mão fica gelada pra desenhar!
Hoje, pra começar nossa conversa, queria lembrar de algo que comentei na semana passada com alguns alunos: a ZONA DE CONFORTO.

Fala-se muito sobre a ZdC ser algo ruim, não desejável. Um espaço onde vc terai conforto demais para arriscar coisas novas, dominado pela inércia e receios. "Bom, eu estou bem aqui, por que eu deveria sair?" Esse tipo de pensamento faz sentido, mas é preciso entender que, pensando em desenho, temos dois tipos de zona de conforto.

O primeiro é esse ruim mesmo. É você ficar preso de forma negativa a algo que não te faz necessariamente bem, não te impulsiona à frente. Se a ZdC for regida pelo medo, preguiça, inércia ou falta de conhecimento... Bom, é preciso romper isso e evoluir.

Esse tipo de pensamento, que tá sempre permeado nos discursos de coaches motivacionais, é um pouco complicado quando começa a se mesclar com questões de ansiedade, estagnação não deliberada e o tão popular FOMO. A gente fica pilhado achando que tem que ser sempre diferente,que não pode sossegar nunca, que a vida é para correr atrás, senão você fica defasado... Que sucesso é estar sempre em movimento buscando mais. É uma lógica capitalista de insatisfação eterna, e nós nunca estaremos satisfeitos enquanto não "chegarmos lá"...

Mas fiquei pensando nesses dias sobre a existência de uma Zona de Conforto BOA. Um espaço mental, físico e emocional que te permite realizar tudo que você se propõe a fazer de forma saudável e com qualidade. Essa ZdC acontece, por exemplo, quando você atinge um grau de proficiência no que se propõe a fazer. Garantindo, assim, os resultados com qualidade e profissionalismo (se estivermos falando de trabalho, claro, mas isso se aplicaria a questões emocionais e afetivas, relacionamentos e por aí vai). Quando você atinge esse tipo de "conforto", consegue produzir com certa tranquilidade. O que você oferece como resultado é o que você tem certeza que consegue lidar. E não tem motivo nenhum para você se sentir angustiado e ansioso para sair dessa ZdC quando ela te dá a paz que você precisa para viver tranquilo. Não é porque "ficou fácil fazer" que você precisa ir em busca de algo diferente, mais difícil, mais elaborado.

A questão, então, é sempre o equilíbrio: para um artista, a obra está pronta quando você determina ela pronta, e nosso aprendizado só para quando decidirmos que não queremos mais aprender nada. Eu não gosto muito da ideia de que o artista precisa estar sempre se reinventando. Vocês já devem ter lido, ouvido ou visto artistas (a maioria muito bons!) falando o quanto ainda precisam evoluir, como se fosse um jogo, como se fosse um treino de Dragon Ball pra derrotar um vilão cada vez mais forte... Isso vai acontecer quando você estiver pronto pra que isso aconteça, e é resultado natural de estar imerso noque ama fazer. A busca incessante por ser cada vez melhor não tem um fim definitivo, pois sempre há algo mais pra aprender. Uma questão é que você não precisa aprender tudo sobre tudo. Você tem que ser muito bom naquilo que se propõe a fazer. E se isso te deixar confortável para trabalhar e produzir sem se sentir pressionado o tempo todo pelo medo de não dar conta nem pela sensação de ansiedade e do querer sempre ser melhor, então tá tudo bem.

Notem que nenhuma dessas questões está validando a estagnação. Ficar parado, nunca! Seja pela busca incessante por mais ou a manutenção de algo muito bem resolvido, ambas situações envolvem movimento, continuidade, busca, foco e paixão.

A continuidade da nossa evolução não precisa ser pública, na real: é importante continuar melhorando, claro, mas você só deveria oferecer como possibilidade de resultado aquilo que já domina bem e que garante que faça bem. Essa é a Zona de Conforte que importa. Em paralelo, você pode continuar estudando e evoluindo, mas só ofereça essas novas habilidades quando não tiver dúvidas sobre elas. Nosso estilo, nossa skillset, nosso currículo e portfolio... Tudo é resultado do nosso caminho, esforço, processos. Nada vem pronto e nada vem tão fácil. O que você divulga e mostra é o que você sabe que dá conta.

Imagine que é como como colocar os idiomas que você fala no seu currículo: Colocar que você tem italiano fluente,quando na verdade você mal começou um curso, é dar um tiro no pé. Vai ser ruim pra você. Quando o seu italiano estiver num nível bom, você o divulga. Até lá, continue com o que você sabe fazer bem, enquanto paralelamente, se move para atingir aquele objetivo: aí, sim, você oferece mais algo que sabe fazer.

Reflitam sobre como isso pode funcionar nas coisas que você ama fazer, e as coisas com as quais gostaria de trabalhar.

Espero que não tenha ficado confuso, nem que vocês se sintam validados para inventar uma zona de conforto. Podemos falar disso mais pra frente, mas a questão de se assumir artista e com um estilo resolvido pode ser feito assim, num estalo de dedos: é só dizer que é, só clamar estar pronto. A arte é imensa, cabe tudo. Mas existe uma diferença entre a honestidade e a claridade de estar vivendo o que de fato tem no coração e na mente, e a picaretagem de uma identidade mal consolidada baseada em discurso.

Vamos em frente, como sempre. Com fé, com café e com foco,e mais uma blusinha porque hoje tá tenso.
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@canal MAS GENTE, já acabou? Mas hoje passou rápido demais.Segue uma dica muito boa pra quem pensa em trabalhar de alguma forma como ilustrador. O GUIA DO ILUSTRADOR é  uma das publicações mais importantes da área, é gratuita e em pdf. Você encontra no site da Revista Ilustrar (que eu já indiquei, e também é muito bacana e gratuita): https://www.ilustrarmagazine..com/
É o tipo de leitura que não tem motivo pra não fazer. Vai por mim. :piscando_olho:
Outra dica de conteúdo bom é o canal do nosso professor Murilo Braga: https://www.youtube.com/channel/UCVXjPtmB679zQ3nxS7eX_wg
Lá tem discussões muito importantes sobre arte, e recentemente eleconcluiu ma reflexão sobre os elementos da criatividade.


Pra quem ainda quer mais sobre criatividade, sugiro esse vídeo clássico do Jake Parker, sobre a Creative Bank Account. A forma como ele elabora uma metáfora para a criatividade como um banco é muito bacana.

Segue: https://www.youtube.com/watch?v=46OCXFVqRg4
E depois: https://www.youtube.com/watch?v=Y41apH6pGsQ


E já que estamos na onde de Youtube, o canal The Art Assignment traz um conteúdo muito bom sobre Arte em geral: https://www.youtube.com/user/theartassignment


Espero que os dias sejam bacanas por aí e tragam bons momentos e bons desenhos.
Qualquer coisa, já sabem: É só mandar aqui pro Slack que eu respondo ASAP.


Abraços! Se cuidem!

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Acolhida de Aula - Semana de 18 de junho

Continuando a série que republica, aqui no Blog'n'Roll, os textos de acolhida e encerramento de minhas aulas virtuais da Pandora Escola de Arte.

Estes textos são do dia 18 de junho. 

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Oi, pessoal! Bom dia pra vocês!

Como estão as coisas por aí? Espero que esteja tudo bem de saúde, de relacionamentos, de paz interior. A quarentena não TÁ SENO FÁCIO pra ninguém, especialmente quando as coisas em torno estão turbulentas. E o caos de fora pode afetar muito a paz de dentro, e por consequência afetar o processo criativo. Existem formas e formas de equalizar a balança, e a própria ideia de equilíbrio já é um alento. Por mais que o Universo - dizem - tende à entropia (e nós somos nosso próprio universo), a gente acaba buscando o equilíbrio e estabilidade.

Usem o que está acontecendo a seu favor. É parte da vida do brasileiro, especialmente, saber reciclar coisa ruim em coisa boa, haha. A gente meio que nase com uma predisposição a saber dar um jeitinho nas coisas. Só não rola corromper os sistemas (e hey, não digo de política e tal, mas dos nossos próprios sistemas, relações, processos).
Deixa eu comentar com vocês que ontem saí de casa pra ir no correio postar encomendas e levar um liquidificador no conserto, e senti que o mundo (pelo menos o do meu bairro) não tá muito preocupado com o covid-19. Sim, tem muita gente de máscara (algumas usando no queixo, claro), quase todo mundo, mas ainda assim, o movimento é de um dia comum sem pandemia. Vem aquela sensação estranha de medo e frustração. Fiquei pensando nisso.  O importante, eu acho, é fazer o que é certo e ter a certeza de que estamos evitando ao máximo pegar e também transmitir esse treco. Tem que ser suficiente, mesmo que pareça que o mundo não concorde.

Como isso afeta a produção artística? Olha, eu ando trabalhando bastante. Muito mesmo. Ideias não param de surgir, projetos, planos, desejos. Equilibro os dias entre cuidar das coisas de casa com a Mo e trabalhar. Lazer tem sido importante: estou lendo muito, estudando um pouco, vendo filmes e séries e isso faz muito bem. Quanto ao trabalho, eu acho que poderia estar fazendo mais e melhor. Pois é, eu tenho dessas, é muito comum achar que "deveria ter feito mais", mas é preciso entender os limites das coisas e como a gente funciona para não passar deles.

As aulas tão indo bem, dentro do possível, e sinto que continuo oferecendo tudo que posso pros alunos em matéria de acompanhamento, referências, novas técnicas e feedback sobre os trabalhos apresentados, tudo isso em sintonia com o que os alunos (vocês!) também fazem.

Quanto aos quadrinhos, parei de produzir. A arte-final de Saruê, a HQ nova de  Monstruário, parou na primeira página (aquela mesma que eu fiz live mostrando o processo). Era pra ter, sei lá, terminado? Talvez. Mas eu não consegui voltar meu foco para isso ainda e nem sei se tive tempo de entender o motivo.

Quanto às ilustrações, tenho feito umas coisas legais. Pegando ideias antigas que ficaram perdidas em cadernos e pastas do PC e retrabalhando pra finalizar. Vão para portfolios, vão para sites que geram produtos (tipo Colab55, RedBublle, etc.) e quem sabe (espero), gerem renda passiva, que é um caminho bem legal pra difundir nossos trabalhos autorais.

Ando fazendo commissions (artes originais por encomenda), e todas que fiz foram tão interessantes! Em vez de personagens conhecidos de HQs e games, fiz retratos de famílias, personagens de literatura clássica e até minha concepção de Deus.

Quanto ao meu canal, tenho alguns vídeos na fila pra serem publicados. Ontem fiz uma conversa muito legal com o roteirista Cadu Simões. Tenho muitas, muitas ideias pra conteúdo em vídeo, mas isso leva mais tempo e precisa de mais preparo e pós-produção do que simplesmente desenhar uma ilustração, então acabei ficando uns dias sem fazer vídeos. Pretendo - preciso - voltar sem falta essa semana, pelo menos gravar alguma coisa pra poder editar semana que vem...

Enfim a lista de coias "pra fazer" é tão grande... Não sei se eu me perco em planos e mais planos demais, mas o que sei é que quando eu travo e não consigo fazer nada, é por ansiedade ou indecisão. Ansiedade por antecipar as coisas que quero fazr, que me travam antes de começar e indecisão de escolher o que, dentre as coisas que eu poderia fazer ou queria fazer, será feito de fato nesse momento.

Às vezes,quando eu fico travado, eu paro tudo e vou ler um livro, ouvir música, lavar louça. Eu me permito sair do looping que não me leva a lugar nenhum. Tudo bem deixa pra depois quando é esse tipo de momento. O problema é deixar pra depois por preguiça ou medo.

Às vezes tem desânimo, claro. Somos humanos e o BRAZIU NÃO TÁ SENO FÁCIO, etc. E é por isso que,tentando fechar esse grande círculo, é preciso de equilíbrio e autoconhecimento. O que você tiver consciência que ajuda a organizar as coisas (seja música calma, correr, escrever listas, organizar os potes na prateleira, olhar pra parede), faça. Não faça o que você sabe que piora a situação (no meu caso, ficar perdido em rede social especialmente pra saber se assuntos que me deixam pra baixo ou que me ativem o FOMO).

Desejo a vocês ótimos dias e ideias bonitas. Desenhos legais de pensar, fazer e curtir. Novas experiência que não quebrem a quarentena. Paz mesmo.

E vamos em frente.

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Mais uma aula chega ao final, meus queridos! Passa bem rápido. Espero que as dicas tenham sido boas e que vocês se sintam motivados e encorajados a desenhar mais, independente de ser estudo pra aula ou ideias próprias. Apenas desenhem!

Dicas de hoje: A conversa que tive essa semana com o Cadu Simões foi muito cheia de conteúdo interessante. Ficou longa, mas dá pra curtir como podcast, sem assistir o vídeo. Se quiserem ver como ficou, segue o link: https://youtu.be/HjA38wpmuao

Desta conversa, lembro vocês da existência do PETISCO, site com várias séries de HQ online e gratuitas: www.petisco.org, dentre as quais está a minha, TERAPIA: www.petisco.org/terapia Agora, se quiserem acompanhar Terapia pelo TAPAS, o link é: www.tapas.io/series/terapia

Outra boa dica é o catálogo quase infinito de dicas de desenho dos Etherington Brothers. Neste Blog, ou no DeviantArt, vocês encontram grandes sacadas pra PENSAR o desenho:
http://theetheringtonbrothers.blogspot.co.uk/
https://www.deviantart.com/etheringtonbrothers

Ah,sim! HOJE tem exibição de BACURAU gratuitamente no YouTube! Se vc já viu e quer ver de novo ou não viu ainda, essa é a chance. Começa 20h. https://youtu.be/pqpI5FNYAjY

Extra: Eu não sou mto bom em dar puxões de orelha :alegre:
Mas aí hoje vi esse vídeo do Thiago Spyked e achei mto legal. Ele fala sobre os sinais de ser um DESENHISTA CARIMBADOR: https://youtu.be/g2lI1Jb4qjs

Deem uma olhada aí. Não vale pra todos, claro. Mas às vzs a carapuça serve, sei lá. :careta:
Não é algo que vc precise resolver agora, especialmente se vc desenha / estuda desenho há pouco tempo. A gente se torna um desenhista que não é carimbador, que controla tudo, que tem domínio de técnicas e recursos, com tempo, estudo e prática. :homem_encolhendo_ombros::tom-de-pele-2:

É isso! Até breve, heróis da resistência! Avante!

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Acolhida de Aula - Quinta, 25 de junho de 2020

Bom dia, pessoal! 
Ontem postei um textão aqui no Blog. Se vocÊ não leu, é só pegar a postagem imediatamente anterior a esta. Vai lá, eu espero. 
Foi? Ok.
Continuando: Eu não queria que esse textão tivesse como resultado apenas a verbalização das coisas que me incomodam (e eu fui econômico nas informações), mas sim que pudesse ser um motivador pra que pelo menos alguma coisa fossa resolvida. Aqui está o link: http://mariocau.blogspot.com/2020/06/diarios-de-quarentena.html)
Quero dizer que ainda ontem, eu consegui quebrar essa inércia estranha e desenrolar algumas coisas. Pouco, na minha opinião de workaholic e sedento por resultados, mas ainda assim, algo foi feito. 
E nesse movimento, eu encontrei coisas muito interessantes. 
Decidi falar sobre elas no meu texto de acolhida para as aulas virtuais da Pandora Escola de Arte. Toda semana, eu escrevo um texto para os alunos no começo da aula. Fiquei pensando que esses textos podem ser interessantes não só como registros mas como reflexões sobre um monte de coisa. Podem ser interessantes para vocês, também.
Então, decidi publicar todas as minhas acolhidas - ou pelo menos as mais interessantes - aqui no Blog também. Serão posts retroativos, fora da ordem cronológica, mas com a data original de escrita e publicação na sala de aula virtual como título do post. Assim como fiz com esse post aqui.
Sem mais, fiquem com a acolhida do dia 25 de junho de 2020:
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@canal Bom dia, tarde, noite ou madrugada, pessoal! Como estão por aí? Como anda a "vida real"? Será que estamos na Matrix? :thinking_face:

Começo a aula de hoje com um pouco de reflexão. Ontem, tirei uns minutos para escrever um textão pro meu Blog, tentando organizar os meus projetos e ideias e relatando brevemente como está cada fatia da minha vida que é afetada pela quarentena. É importante que possamos falar sobre o que nos aflige, pois comunicar é organizar e organizar é bom pra jogar fora o que não serve, enxugar as coisas a uma forma mais coerente e compreensível. Na terapia, no diário, no twitter, blogs ou no papo com amigos, amantes ou família (saudades, mesas de bar e cafés): qualquer lugar que te proporcione organizar as ideias, mesmo que seu interlocutor seja uma folha de papel, é extremamente válido. Reflexão e autoconhecimento são coisas poderosas e só nos fortalecem, mesmo quando nos fazem ver nossas fraquezas e falhas: é ao identificar essas questões que podemos partir para reparos e reformulações. 

Esse texto no Blog, enfim, onde eu confesso estar travado no desenvolvimento de todos os projetos de quadrinhos, me fez tentar romper tal bloqueio por simplesmente passar a limpo no computador as anotações para um roteiro. Nas anotações do sketchbook, encontrei uma breve menção a "uma técnica japonesa de consertar cerâmicas quebradas com ouro", e fui buscar o nome correto disso: é Kintsugi (金継ぎ). É lindo, caso queiram saber mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Kintsugi

Do Kintsugi, acabei relembrando do Wabi-Sabi (侘寂) (https://pt.wikipedia.org/wiki/Wabi-sabi), outro "conceito" muito interessante. Coloquei conceito entre aspas porque é muito imensamente simples. Basicamente é uma forma de estética japonesa que valoriza as imperfeições e a casualidade, a simplicidade nas coisas. Refleti um tanto sobre essas questões, indo de TED Talks a Blogs de decoração (a galera do design de ambientes adora Wabi-Sabi) a filosofia zen. Tudo me encantou.
E fiquei pensando: por um lado, pra nós, ocidentais acidentais, acostumados a consumo e excesso, a designs diversos e uma vida quase tomada por poluição visual (quase??) pode ser difícil de compreender e até mesmo de aplicar o Wabi-sabi. No desenho, na arte, como fica isso?

Eu cheguei à conclusão, sem querer parecer O ILUMINADO, que desde um tempo atrás, lá pela época da faculdade, eu já pensava nisso e já vinha entendendo certas questões do Wbi-Sabi, em relação à arte. 

Nós temos uma busca incessante pela perfeição. Associamos a falta absoluta de falhas como sucesso, algo desejável. Queremos, com nossos resultados, impressionar pelo excesso de detalhes e informação, pela precisão impecável nos traços e cores, pela verossimilhança com a realidade... Queremos que nossa arte seja perfeita, mesmo quando fazemos um desenho no sketchbook (que, convenhamos, é um caderno de RASCUNHO). 

Uma coisa a se pensar é que existe muita beleza nas imperfeições, na simplicidade. Muitas vezes, três ou quatro traços colocados no papel trazem muito mais energia,vida e emoção do que um desenho hiper-realista que levou semana pra ficar pronto. 

Qual é a satisfação que você busca com seu desenho? Se o seu lance, onde vc se regojiza, é em visualizar o resultado de um trabalhoso processo como uma manifestação de ápice técnico, acho que tudo bem, claro. Ninguém poderá te dizer que você não desenha corretamente ou que seu estilo não é válido, mas acho importante refletir pra entendermos se oque queremos gerar em artes é o que NÓS queremos de coração, ou se é o que o mundo acha que deveria ser. Se for a segunda opção, repense.
Se você busca na arte uma forma de se expressar, comunicar, entreter, impressionar, incomodar... Seja o que for, é válido, desde que seja honesto. A tal da "busca por um estilo" que a gente tanto fala em aula, não deve ser uma busca por satisfazer a expectativa dos outros ou de uma visão de um mercado ou fandom. Deve ser uma busca pela NOSSA PRÓPRIA forma de nos expressar, e isso é construído ao longo de muito estudo, prática, imersão, reflexão e consumo constante de referências que fazem sentido para você. 

Lembrem do Van Gogh, que teve uma revelação quando conheceu gravuras japonesas, e o quanto isso influenciou sua obra. Movimentos artísticos à parte (até porque eles só vão ser rotulados, embalados e simplificados posteriormente), cada um de nós é, ao mesmo tempo, produto do nosso tempo, ambiente e referências, e também fruto do que construímos internamente a partir do que faz sentido para nós.

O Wabi-sabi, então, para voltar ao assunto, pode ser uma forma de entender que mesmo um desenho tortinho tem valor. Mesmo seus 20 rascunhos de estudo de um tema são bons (e necessários!). Aquele desenho que você faz pra testar uma coisa diferente, um material ou uma estética, tudo isso é válido. É parte do seu caminho. E muitas coisas interessantes e bleas vão surgir se você se permitir desenhar, sem lastro e sem expectativas imensas. Tenha os seus objetivos, eles são importantes. Mas não se frustras hoje porque ainda não atingiu esse objetivo é gastar uma energia desnecessária. Você vai chegar lá. Mas pra chegar lá, tem caminhos a trilhar. E, em arte, só se trilha caminhos fazendo, testando, arriscando, entendendo, refletindo e valorizando mesmo os resultados que, à vista do modo de pensar ocidental e exigente, parece "errado, imperfeito ou inutilizável". 

Bons desenhos e boas energias para nós. 
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Links legais: 
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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Diários de Quarentena

E aí, pessoal? Todo bem? Espero que sim.

Estou escrevendo aqui no Blog porque me parece que o Twitter, por mais que eu gosta de proposta, não comporta tão bem esses textos mais longos, e o Facebook, Deusmelivreguarde, não tenho nenhuma vontade de usar. Enfim, mesmo sabendo que o Blog é pouco lido e gera pouco engajamento, ainda é um lugar "fixo" onde todos podem encontram informações sobre meus trabalhos de uma forma cronológica e "garantida", coisa que uma rede social dificulta. E também é menos expositivo que um vídeo pro canal. Quem me segue no Telegram vai receber o link pra esse texto, mas não sei precisar quantos vão clicar pra ler o texto todo. Se você veio do Telegram, obrigado pela migração!

Enfim, deu conta de de escrever, e acho que isso serve mais pra que eu me organize e tranquilize do que informe os outros. Mas aí tem essa questão de ser público, no Blog, e isso gera uma sensação de que ao escrever serei lido e sendo lido isso fica registrado. Só escrever no Blog sem ninguém ler não vale tanto como registro, e nesse caso talvez seria melhor escrever num caderno ou em arquivos de texto no PC ou celular. Aí ninguém lê mesmo. 

Nos últimos dois dias eu me senti meio perdido em meio às coisas todas. Quarentena continua, pelo menos aqui na casa dos pinguins. Saímos muito pouco: só para buscar as compras no mercado, que fazemos online e retiramos no drive-thru pra evitar entrar no mercado. Ou vamos à quitanda ou padaria (são aqui do lado de casa). Vem frustração quando a gente sai, especialmente para alguma coisa mais "duradoura" como ir ao correio ou levar o liquidificador no conserto (não deu pra consertar, no final das contas): ruas cheias, pessoas andando por aí, muitas sem máscara. Pessoas passando dificuldades diversas. Sem escolha. Pessoas aqui do prédio que descem com os filhos pra brincar no tímido e limitado "playground", ambos sem máscara, ouvindo em alto e bom som áudios de Zape com asneiras garantidas fazem contraponto a todos que estão aí fora, sem máscara, sem proteção, sem garantia de nada, sem escolha. 

Ver pessoas da própria família "meio que se protegendo",mas ainda assim, se arriscando mais do que deviam. E não sei se entendem totalmente a nossa escolha de ficar isolados o máximo possível. Mas tentam respeitar, pelo menos. Claro que eu sinto saudades, queria poder não ter limitação alguma pra viver a vida. Mas não é isso que o nosso infeliz país proporciona pra nós hoje. Sem entrar em política, mas alguém aí achava, de verdade, que algo minimamente bom ia sair desse desgoverno? Foi só desgraça e maldade, incompetência e vergonha. Não votei e jamais votaria ou votarei. eles que caiam e queimem. às vezes, a raiva sobe mais do que a racionalização e a compreensão. Não tem empatia em mais gente do que deveria: eles são poucos, de verdade, nunca foram maioria, mas são barulhentos e ignorantes, e infelizmente, o governo os representa. 

Respira.

Em relação a trabalho, tem muita coisa acontecendo, mas a sensação é quase sempre de que muito acontece e eu não consigo dar conta de tudo em equilíbrio, ficando sempre as obrigações mais demarcadas com mais foco e atenção, porque obviamente é oque eu devo fazer. Minhas aulas, todas elas, estão acontecendo online. Algumas pelo Slack (na Pandora), que não é o ideal mas pé o que temos pra usar. É oque dá pra fazer sem ampliar o escopo do que é cabível fazer. Não dá para tornar cada aula de cada aluno uma aula particular ao vivo. Não tem muito como dar uma aula semi-individual ao vivo, mas estou achando que o que faço (pelo menos, a minha escolha de como conduzir as aulas, já que outros professores optam por diferentes fórmulas - e tudo bem) tem dado certo, mas é perceptível que o ânimo dos alunos oscila muito, e pelo menos metade deles não conseguem produzir tanto quanto seria ideal (n~]ao só pra aula, mas pro próprio desenvolvimento e bem-estar deles). às vezes nem eu estou produtivo e empolgado, mas é meu papel na aula, além de levar o conteúdo, apresentar, corrigir e orientar, tentar levantar os ânimos e apontar possibilidades que possam deixar o isolamento mais leve e tolerável. Outras aulas, por vídeo, funcionem bem, eu acredito, mas é um formato que funciona para um, dois alunos, que estejam vendo o mesmo conteúdo. Essas aulas são bem legais, e me fazem refletir (quando consigo ter tempo) sobre o futuro do ensino, o ensino de arte, os milhões de cursos online que estão pipocando por aí (tenho grandes questões sobre eles, mas não pra esse texto). Vejo minha esposa e os colegas da escola na sua jornada diária de serem professores nesse momento estranho, com alunos que, em sua maioria, não são tão versados nas coisas de tecnologia ou que sequer têm acesso À internet em casa...

Eu tenho desenhado menos do que gostaria. Uma coisa que andei fazendo umas semanas atrás é revisitar ideias perdidas em sketchbooks antigos ou pastas do computador, e finalizando ilustrações. Essas artes vão pro portfolio do meu site, do ArtStation, vão para sites de produtos como Urban Arts e RedBubble (ainda não estão em todos os sites, mas vamos com calma). São ilustrações que eu gosto, surgidas aleatoriamente de associações livres e doideiras de caderno de rascunho e que por algum motivo acho válidas de serem oferecidas como estampas pra produtos. Se algumas delas agradam o público, pode gerar uma renda passiva que é sempre bem-vinda para artistas visuais. Eu tenho uma ilustração do Cartola, por exemplo,que vende até que bem no UrbanArts, mas tenho outras 10, 15 que não vendem. Mas estão lá, e quem sabe algum dia alguém goste e queira. A ideia é justamente essa: ter esse material disponível caso alguém esteja procurando algo parecido. Vender é consequência de ter o produto disponível.

Em contrapartida, os famosos freelas não existem. Se nos últimos 4 anos eu sentia uma diminuição gradual dos freelances em publicidade e editorial, esse ano foi praticamente nulo. A quarentena, a crise, tudo incerto, claro, tudo isso afeta o mundo. Fiz uma ou outra ilustração para clientes particulares e elas são sempre mais legais de fazer do que projetos pra clientes grandes intermediados por agências, mas enfim, é trabalho e eu gosto de fazê-lo (às vezes eu não gosto, mas é trabalho). Considero que está tudo bem, que muitos dos meus colegas autores deixaram de atender os freelas de publicidade quando o editorial e/ou os quadrinhos e commissions apareciam em quantidade financeiramente relevante. Ou aulas. Eu hoje prefiro dar aulas do que fazer ilustrações sem autoria, com prazo apertado e com orçamento confuso e limitado.Acho que o que tenho a oferecer como professor é mais relevante. 

Quanto aos quadrinhos, meu amor, eu ando distante. Semanas atrás, fiz lives no meu canal do YouTube com a arte-final da primeira página do novo quadrinho de Monstruário, falei bastante dessa HQ, mas ela parou lá. Com 95% das páginas a lápis prontas e diagramadas, e apenas aquela primeira arte-finalizada. Eu não sei pra onde ir, na verdade. Sei que a série Monstruário tem muito potencial e muita gente espera por novidades, mas com a situação de todos os eventos cancelados e a incerteza em tudo, como planejar uma publicação de HQ independente? Como garantir que ela se pagará, ou como garantir que um financiamento coletivo tenha sucesso? Talvez eu esteja me enganando e deveria mesmo tocar o barco e fazer a HQ, apresentar ao mundo sabendo que vai dar tudo certo... Mas me sinto inseguro.

O mesmo vale para Terapia Volume 2, que está travado, andando a passos minúsculos. Não quero entrar em detalhes aqui. Ump asso muito importante já foi dado e conquistamos os direitos do Volume 1 de volta. A editora que o publicou não tem mais nenhum direito ou ligação com os autores e o material de Terapia. Agora, estamos por nossa conta, e eu prefiro assim, apesar de ser obviamente mais complicado. Publicar por editora tem se mostrado cada vez menos interessante, e eu entendo todo o lado deles (menos as questões de competência e planejamento, isso eles têm que saber fazer e fazem bem feito). Faremos independente, e estamos prometendo há mais tempo do que minha vergonha na cara admite, mas é isso, andamos conforme é possível. Talvez saia esse ano... eu espero que saia.

Pra terminar, tem a edição especial de comemoração dos 15 anos / 10 anos de Pieces  (tem uma série no meu canal e posts aqui no Blog, também, sobre isso). Estou travado em um roteiro. Um único roteiro, para uma HQ inédita e que fecha o volume. Eu tenho o argumento, a mensagem, tudo está sentido e entendido, mas não consigo pegar essas ideias todas e trabalhar um roteiro para poder desenhar. Será uma autossabotagem velada? Será que eu não quero terminar isso? Não acho que a proposta de Pieces vai se encerrar com esse livro, mas ele certamente é um fechamento de ciclo, e esse último roteiro é o ponto final. E, apesar de ter "tudo", enquanto não tiver o roteiro e desenhar as páginas, eu tenho "nada". Ideias e vontade de fazer não são suficientes. É preciso produzir, construir, fazer, gerar. E teralgo para mostrar que seja bom o suficiente.

Mas sabe, eu me conheço. É muito provável que um belo dia eu sente na minha mesa e a coisa simplesmente aconteça, num processo tranquilo e satisfatório. Seria um momento de "release", como se todo esse tempo eu estivesse esticando o elástico do estilingue. Quando finalmente soltar, a coisa vai. Só não pode afrouxar o elástico, porque aí a coisa sai sem potência. E não adianta esticar com muita força se você só tem um grãozinho pra projetar. Eu e as metáforas.

Algo que tem me trazido uma satisfação mais garantida é editar os vídeos pro canal. Eu tenho mais ideias e planos e roteiros do que meios de produzir os vídeos todos. Em meio aos vídeos pro canal, que são gratuitos e pra todo mundo, eu quero montar cursos fechados e bem legais para venda. Coisas importantes pra autores e que eu sei que faço bem e que posso ensinar com uma didática legal. É que tudo isso leva muito tempo e dedicação. Para ter esse tempo de foco e dedicação, outras coisas precisam ficar de lado por um tempo. Não dá pra fazer tudo. Eu não curto fazer um tiquinho por vez de um monte de coisa, eu prefiro fazer bem feito e com foco uma coisa de cada vez. 

Mas, voltando aos vídeos do canal. Ontem eu fiquei à tarde meio perdido sem saber direito oque fazer, onde focar. Tentei trabalhar no roteiro da Pieces, nada rolou. Aí fui editar um vídeo que já estava gravado, e nos primeiros conca minutos de ver os resultados aparecendo, eu já estava empolgado e acelerando. Geralmente esses processos mais mecânicos (entre os quais estão tarefas domésticas) me trazem uma satisfação mais garantida e mais rápida de alcançar. O resultado está lá, se formando em frente aos olhos. Em cerca de 1 hora ou pouco mais, eu tinha um vídeo de 20 minutos editado e pronto para ser exportado (nem todos são tão fáceis assim,claro). Agora, eu não preciso de um vídeo pronto pra hoje. Eu já soltei um vídeo essa semana, e tenho pelo menos mais 3 prontos, já subidos no YT, prontos pra publicar. Eu poderia ficar umas 2 semanas sem pensar em vídeos ou produzi-los, mas lá fui eu pra essa coisa mais garantida na satisfação. Que bom que rolou. 

Em muitos casos, quando eu fico refletindo e/ou reclamando das coisas que não rolam, não andam, não acontecem, eu estou reclamando de barriga quase cheia. Muito é feito, meus dias são geralmente cheios aqui, mesmo - ou especialmente - com a quarentena. Mas ainda assim, algo me trava criativamente. Tem sido a lombada mais difícil de passar no meu trabalho e projetos pessoais. Chegar na parte mais mecânica, como disse, passa pela criatividade. Mas quando eu chego lá - editar, arte-final, cores, diagramação, organização, faxina, cozinhar, recolher roupa - a coisa vai, romper a inércia é menos complicado, e eu sei que vou ver um resultado digno. Criar tem sido difícil. Criar em meio a incertezas. Pra onde vão as coisas? As aulas, o mercado, o independente? 

Eu deveria fazer um financiamento recorrente, um Apoia-se pra mim? Talvez um pro Monstruário? Deveria fazer logo o Catarse de Terapia mesmo não tendo 100% do livro resolvido? Devo tomar as rédeas de coisas que são feitas em equipe correndo o risco de gerar incômodo nos outros? Sinto que eu teria paz pra fazer as coisas sozinho quando as coisas conjuntas fossem resolvidas, por que se não, seria mais um compromisso em meio a todos os outros pra fazer e correria o risco de deixar a desejar em alguns ou até em todos. Quando eu assumo sozinho as coisas, eu tenho só a mim mesmo para cobrar. Mas aí, a insegurança traz uma falta de certezas mínimas que me travam. 

Estou o tempo todo querendo fazer as coisas, resolver as coisas, mas tem sido difícil criar, difícil entender se eu tenho falhas em coisas que queria fazer, difícil saber como e onde e se investir em projetos. Eu não sei se faço as coisas do jeito certo, confio noque conheço e sinto, mas parece hoje em dia que estou defasado em tudo que amo fazer e não sei como alcançar a marcha. Acho que estou cansado. 

Bom, eu escrevi. Acho que foi tudo. No que diz respeito aos assuntos que eu não falei, está tudo bem. Escrever ajuda a organizar, e talvez por ter tirado um tantinho disso daqui de dentro, eu consiga espaço pra reorganizar algumas coisas. 

Vida que segue, jovens. Vamos em frente, fazer o que é certo e torcer pelo melhor. Em relação ao Corona, as coisas vão melhorar, eu só queria que não fosse difícil demais. Porque não precisaria ser difícil demais. Em relação ao mercado, ao trabalho, à arte, e tudo mais, vai saber. Eu queria saber que fazer o meu com toda a dedicação e carinho seria suficiente, mas não tem como saber agora. 

Um passo de cada vez, mas nunca desistir.




quinta-feira, 11 de junho de 2020

O retorno da Revista ILUSTRAR!

Bom dia, pessoal! Começando a semana com uma dica pra todo mundo: a REVISTA ILUSTRAR!

Ilustrar Magazine

 A Ilustrar é uma publicação GRATUITA em PDF (ou seja, vc só baixa e lê, sem custo algum) que reúne um monte de informação sobre ilustração! Editada pelo Ricardo Antunes,  apresenta entrevistas, processos criativos, novidades e etc. De 2009 a 2014, a revista teve uma frequência grande, depois parou e agora está de volta com uma edição especial cheia de passo-a-passos de artistas incríveis. 

Vocês podem baixar TODAS as edições da Ilustrar e se deleitar e inspirar pelo link: https://www.ilustrarmagazine.com/portuguecircs.html

Além disso, deixo o link para o GUIA DO ILUSTRADOR, um manual indispensável para quem quer seguir carreira como desenhista profissional: https://hqmix.com.br/guia-do-ilustrador.pdf

Boa semana para todos!

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Resenha - MONSTRUÁRIO

Oi, pessoal! Saiu na última semana no Formiga Elétrica uma resenha muito bacana sobre MONSTRUÁRIO Volumes 1 e 2! 


Agradeço de coração ao pessoal do site Formiga elétrica pela força e apoio. Confiram o trabalho deles e acompanhem também pelo Facebook e Youtube.

Você pode adquirir os volumes de Monstruário, além dos meus outros títulos e artes originais, na minha loja, com desconto imperdível durante a pandemia. É só clicar AQUI. 



sexta-feira, 5 de junho de 2020

Novo capítulo de Terapia começa hoje

Oi, pessoal! Se você curte Terapia e está acompanhando a publicação da HQ no TAPAS, fique ligado: hoje estreia mais um capítulo!



O Capítulo 4 - Azuis começa com uma metáfora envolvendo cores e uma revelação do Garoto. Eu gosto muito desse capítulo. Ele mexe muito com os valores e certezas do nosso amigo.

Você pode ler o Capítulo 4 e acompanhar a publicação de Terapia no Tapas por este link.

Espero que curtam!

terça-feira, 2 de junho de 2020

Super promoção de Quadrinhos!

Oi, pessoal!
Pra quem está em busca de leituras pra quarentena, ou ainda não completou a coleção dos trabalhos, ou pensa em dar de presente pra alguém querido, essa é a hora! :D
Meu catálogo de HQs está com super desconto na minha loja virtual! E tem também a opção de encomendar uma arte original (commission), com brindes e frete grátis. ;)
Agradeço a força e os compartilhamentos!

Desenhando a Sailor Moon

Mais um desafio de desenho aceito e concluído!

Já faz umas semanas que o desafio #SailorMoonDraw ou #SailorMoonRedraw está tomando as rees (especialmente o Instagram), com releituras das mais diversas de uma imagem específica da animação Sailor Moon.

Eu não sei exatamente de onde o desafio surgiu, ou o motivo da escolha dessa imagem de referência, mas eu achei a ideia muito boa e fiz a minha versão. Veja abaixo o proceso:





Você também pode participar desse desafio! Usa a imagem original abaixo como referência, e dê a sua visão para a releitura. Se quiser se inspirar, siga as hashtags no Instagram pra se deleitar com os estilos mais diversos. Na hora de postar, use as hashtags também, para ser encontrado pelos outros.