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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Newsletter 121 - Estrelas Cadentes

 Este post é pra te avisar que saiu mais uma edição da minha newsletter, a Quebra-Cabeça! Clique AQUI ou na imagem abaixo para conhecer e assinar e fique por dentro de todos os meus projetos!




PITTSBURGH - Dinossauros, Pop Art e Quadrinhos

Estivemos em Pittsburgh, Pensilvânia, neste último fim de semana. A Monica teve uma jornada de formação dos leitores Guimarães Rosa e participamos do 20º Brazil Day, organizado pelo clube Brazil Nuts, da University of Pittsburgh. Enquanto a Monica estava lá, eu fui bater perna e conhecer a cidade.

Como sempre, busco lojas especializadas em quadrinhos que pareçam interessadas em material como o meu. Dessa vez, eu tive o privilégio de...


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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Semana do Museu com a Pandora

A Pandora Escola de Arte está com uma programação virtual muito bacana durante a quarentena, e essa semana tem uma novidade! Comemorando o Dia do Museu, e estendendo pra uma semana inteira, os professores e alunos foram convidados a fazer releituras de obras de arte de diversas origens. Eu participei com uma releitura mais modernosa de "Dia de Verão", da pintora impressionista Georgina de Albuquerque. Vocês podem conhecer mais sobre ela e a obra em questão AQUI.
 
E a seguir, a arte original e a minha releitura:


Foi muito bacana fazer essa arte! E ainda mais, adaptá-la a algo muito mais atual. Essa arte original está à venda e pode até virar print! Se interessou? Entre em contato!

Siga a Pandora Escola de Arte no Instagram!

Segue o release:

"Durante essa semana estamos comemorando o Dia Internacional do Museu (18/05) com á #pandoranasemanadomuseu, com um desafio artístico!

Já que estamos em tempos de isolamento social, vamos aproveitar pra visitar virtualmente os museus do mundo todo? O Google Arts & Culture oferece visitas com a tecnologia do Street View, em que é possível visualizar as mais de 32.000 obras em alta resolução. Demais, né?
Explorem à vontade!

Museus pelo mundo 🌎
https://artsandculture.google.com/partner

Museus pelo Brasil 🇧🇷
https://artsandculture.google.com/entity/m015fr?hl=pt-br

Fizemos uma seleção especial com 20 obras de grandes artistas, as quais fazem parte do acervo de alguns dos museus mais relevantes do Brasil.
E pra saber mais informações sobre as obras e apreciá-las numa qualidade maior, acompanhe a relação de links para visitá-las no museu virtual, seguindo a numeração nas legendas."

terça-feira, 30 de julho de 2019

EXPOSIÇÃO - Desenho?

Que tal ficar frente a frente com páginas originais de Terapia, e de vários outros artistas?

A partir de 10 de agosto, você poderá visitar a exposição "Desenho?", no Instituto Pavão Cultural, e ter contato com a obra de diversos artistas que têm no desenho sua maior forma de expressão. Vai ter um pouco de tudo, desde paisagem a nu, ilustração e quadrinhos.

No meu caso, vocês vão poder ver vários originais de Terapia, de páginas do começo ao final da webcomic e em diversos estilos, e alguns sketchbooks bem legais na íntegra. Não obstante, a galeria também terá meus livros e prints à venda.

Além de mim, também participa da exposição, no eixo Quadrinhos, a Didi Mamushka. Querida amiga e autora de "Alice falava outra língua", "A princesa passarinho", "Enxerto" e tantos outros. Nós vamos participar com originais de nossos trabalhos.

Anotem na agenda e se programem pra ir visitar! A exposição fica em cartaz do dia 10 de agosto a 5 de outubro, e no meio disso várias atividades serão oferecidas ao público.A galeria é muito bacana, tem uma programação excelente ao longo do ano todo, com música ao vivo, oficinas, palestras e mais. Existem planos para sessões de modelo vivo dirante a exposição "Desenho?", então fiquem ligados. 

Eu e a Didi vamos fazer uma roda de conversa sobre nossa trajetória como autores de Quadrinhos e falaremos também sobre a cena e as possibilidades narrativas. Pra quem curte quadrinhos de qualquer estilo ou temática, como autor ou leitor, será bem proveitoso! Eu também farei uma palestra sobre a criação de uma HQ, processos criativos e editoriais, poéticas e possibilidades narrativas. Vai ser bem legal, também. Assim que definirmos as datas, eu aviso aqui e nas minhas redes sociais.

Release logo abaixo.


Endereço: Rua Maria Tereza Dias da Silva, 708 
Barão Geraldo, Campinas - SP, 13083-820Telefone: (19) 3397-0040

Release:
DESENHO ?
O desenho como representação pode ser considerado uma das primeiras
manifestações humanas: imaginar, planejar e registrar uma idéia. O desenho
como registro gráfico, é a expressão de algo que nos impressionou, seja esse
algo realidade ou imaginação, o desejo de comunicar essa impressão para além
do próprio gesto ou da comunicação oral.
A evolução do desenho acompanha a evolução humana, de simples registro a
desejo e projeto, a mão humana foi capaz de registrar nossa história ao longo
dos anos, desenhando ferramentas e utensílios que nos trouxeram ao digital.
Mas ainda é no desenho à mão que a expressão é mais autêntica.
Desenho de observação, memórias, registros de viagens, desejos futuros,
projetos! Poucos traços, muitos detalhes, com cor, sem cor. Às vezes por
encomenda, outras, por puro deleite. Lápis, caneta, pincel, cada detalhe
funciona como um diálogo entre a mão e a mente. Cada um desenvolve seu
caminho, seu traço, sua técnica e seu gosto pessoal.
A curadoria procurou abranger diversos temas e técnicas embora sabendo que o
assunto é muito vasto para caber num único espaço. A ideia central é
desmistificar a questão de “saber desenhar”, abrindo perspectivas de
conhecimento e prática através das visitas educativas, vivências e oficinas entre
público, educadores e artistas.
O desenho, por sua simplicidade, faz a aproximação do público com o fazer
artístico, transformando a galeria num espaço essecialmente democrático.
Desenhos originais e reproduções em diversos formatos e suportes estarão à
venda durante a mostra.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Programação da Feira HQ em Campinas!

FEIRA HQ no MIS


Lista das Oficinas


QUINTA-FEIRA


Mangá

Com: Douglas

Horário: 15h

Local: MIS

Conteúdo: Fundamentos do desenho de Mangá


Roteiro de HQ

Com: Daniel Esteves

Horário: 17h

Local: MIS

Conteúdo: Processo criativo do roteiro para HQs


Desenho de Humor

Com: Ricardo Quintana, Mario Cau e Caio Yo

Horário: 19h

Local: Fnac Shopping Dom Pedro

Conteúdo: A evolução do desenho de humor, quadrinhos e mangá no século XX



SEXTA


Nanquim Descartável

Com: Daniel Esteves e Mario Cau

Horário: 10h

Local: PANDORA

Conteúdo: Da idéia à banca, o processo de produção da revista Nanquim Descartável; Quadrinhos independentes.


Quadrinhos e adaptações literárias

Com: Bira Dantas

Horário: 10h

Local: MIS

Conteúdo: Autor das adaptações de Dom Quixote e Memórias de um Sargento de Milícias comenta seu trabalho e também a atual produção de O Ateneu.


Como fazer seu Fanzine

Com: Marcos Venceslau e Fabiano Carriero

Horário: 14h

Local: MIS

Conteúdo: Autores de fanzines ensinam como produzir sua própria revista independente.


Dom Casmurro, pincéis e nanquim

Com: Mario Cau

Horário: 16h

Local: MIS

Conteúdo: Desenhista da adaptação de Dom Casmurro comenta o processo da sua arte-final, enquanto finaliza desenhos ao vivo.



SÁBADO


Estilização e Cartum

Com: J. Igor Vencys_Lao

Horário: 10h30

Local: MIS

Conteúdo: Como estilizar seu desenho, dinâmicas do cartum.


Fractal

Com: Eduardo Ferigato

Horário: 11h30

Local: MIS

Conteúdo: Desenhista da graphic novel Fractal conta o processo de produção e como é trabalhar para o mercado americano.


Mangá – uma linguagem

Com: Caio Yo

Horário: 15h

Local: MIS

Conteúdo: O Mangá como uma linguagem, comunicação, expressão e produção.


Quadrinhos na Argentina

Com: Delfin, Paulo Ramos e Claudio Martins

Horário: 13h

Local: MIS

Conteúdo: Jornalistas e editor da Zarabatana conversam sobre o novo livro de Paulo Ramos, “Bienvenido”, um estudo sobre as Hqs na Argentina.





quarta-feira, 9 de julho de 2008

O MASP em pedaços...

O grande Ricardo Antunes, da lista IlustraGrupo e idealizadordo Guia do Ilustrador e da Revista Ilustrar, mandou esse link com a matéria sobre a decadência do MASP.
É uma pena mesmo ver que o maior e melhor museu da América Latina está nesse estado.

Um museu aos pedaços

Devassa nas contas do Masp flagra uma das
maiores instituições culturais do país em
situação de "falência administrativa e financeira"

Numa reunião a portas fechadas, realizada na quarta-feira passada, a promotora Mariza Tucunduva, do Ministério Público paulista, apresentou o resultado de uma investigação de seis meses sobre o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Que as coisas não vão bem na instituição é algo que já havia ficado patente em episódios como um corte de luz por falta de pagamento, em 2006, e o furto de duas pinturas do acervo, no fim do ano passado (obras felizmente recuperadas pela polícia pouco depois). Mas só agora, com a abertura da caixa-preta de sua administração, pode-se ter uma noção exata do tamanho da calamidade. VEJA teve acesso aos documentos. O Ministério Público empreendeu uma análise minuciosa das finanças e práticas de gestão do Masp, que se estendeu dos balanços contábeis ao funcionamento de sua lojinha de suvenires. A conclusão é que o museu está hoje em estado de "falência administrativo-financeira". O relatório adverte: "O Masp encontra-se no limiar da descontinuidade de suas atividades, com graves problemas financeiros, de controle e, por conseqüência, de gestão". A investigação, frise-se, não levanta indícios de má-fé ou falcatruas no museu, presidido há catorze anos pelo arquiteto Julio Neves. Mas oferece fartas evidências de que a gestão não está à altura de uma instituição do porte do Masp, dono da coleção de arte mais importante de todo o Hemisfério Sul.


O relatório do Ministério Público mostra que a partir de 1997 – três anos depois de Neves assumir a direção – o Masp mergulhou numa espiral de dívidas. Os débitos já batem na casa dos 20,7 milhões de reais e devem chegar a 32 milhões de reais em 2010 se não houver uma correção de rota drástica. Foram detectados problemas nas prestações de contas. Em seu balanço de 2007, o Masp contabilizou recursos que se destinavam a projetos específicos como se fossem receitas de uso corrente. Com isso, operou-se o milagre da transformação de um rombo de 750 000 reais num pequeno superávit. "O museu incorreu em práticas contábeis condenáveis", acusa o Ministério Público. A investigação apontou ainda um quadro assustador no que se refere ao controle do acervo. Desde 1981, as doações de obras de arte não são anotadas em livros contábeis, ao contrário do que ocorre nos grandes museus mundiais. A entrada ou saída de peças para reparação ou empréstimo é registrada a mão em fichas de papel. Os gastos com restauro de arte são ridículos: 70 reais por mês, para um acervo composto de 7 675 peças. "Há evidências de total descontrole patrimonial – o que pode a curtíssimo prazo comprometer o acervo", diz o Ministério Público.

Está-se diante, em suma, de uma obra-prima de amadorismo. O detalhe espantoso é que a direção do Masp não estava nem um pouco desinformada sobre esse estado de coisas. O diagnóstico do Ministério Público amparou-se, em boa parte, num estudo da consultoria Deloitte, de 2006, e em duas auditorias da empresa PriceWaterhouseCoopers, desse mesmo ano e de 2007, todos encomendados pelo próprio museu e nunca divulgados. Um ano antes do furto das obras de Picasso e Portinari, a Deloitte já esmiuçava não só as tragédias financeiras e organizacionais do Masp como apontava para a debilidade de seu sistema de segurança – evidenciada pela carência de guardas no período noturno e pela falta de sensores de proteção como os existentes nos maiores museus no mundo. Os gestores simplesmente ignoraram os alertas.


O Masp é uma associação privada sem fins lucrativos, com um número reduzido de sócios (hoje são cerca de setenta). O poder, na verdade, é ainda mais concentrado. Está nas mãos de um presidente forte, amparado por um conselho deliberativo. Aos 75 anos e em seu sétimo mandato, Neves detém o controle absoluto dessa estrutura. Aos poucos, seu grupo alijou toda e qualquer oposição – últimas vozes que se levantaram contra sua gestão, o embaixador Rubens Barbosa e o economista Andrea Calabi se retiraram há dois anos. Em meio à balbúrdia causada pelo furto do fim de 2007, um dos conselheiros, o publicitário Nizan Guanaes, chegou a sinalizar que se apresentaria como candidato alternativo à presidência do museu nas próximas eleições, entre outubro e novembro. Mas logo baixou o tom. É inegável que Julio Neves trouxe conquistas para o Masp. Nos primeiros tempos de sua gestão, desdobrou-se para conseguir recursos para uma série de reformas inadiáveis, além da construção de uma reserva técnica climatizada que não fica a dever à dos museus do Primeiro Mundo. Mas isso é apenas uma fração do que precisaria ser feito.


Criado pelo empresário Assis Chateaubriand, no fim dos anos 40, o Masp se viabilizou graças às doações e à dedicação da elite brasileira. Naquele momento, a idéia de um grupo restrito de sócios deu frutos e foi funcional. Como apurou o MP, Julio Neves tem feito empréstimos pessoais ao Masp sem a obrigatória documentação formal, mas isso é um arremedo do antigo mecenato. Ações desse tipo já não respondem às necessidades de um museu moderno, que (como observa a Deloitte) precisa de quadros especializados e de práticas de administração afeitas aos princípios da chamada "governança corporativa". "A fórmula institucional arcaica isola o Masp das forças da sociedade brasileira que seriam capazes de lhe infundir energia", diz Luiz Marques, curador-chefe do museu entre 1995 e 1997. Vêm hoje de todos os lados esforços para romper com uma estrutura que Ronaldo Bianchi, secretário adjunto de cultura do estado de São Paulo, qualifica de "medieval".


Na reunião da quarta-feira, Julio Neves se negou a aceitar os termos de um acordo apresentado pelo Ministério Público. Pela proposta, uma assembléia seria convocada para debater mudanças de estatuto que tornassem possível a entrada de novos membros no conselho do Masp – a prefeitura paulistana, o governo do estado e o governo federal reivindicam um assento como precondição para investir recursos na instituição. A direção do museu pediu trinta dias para analisar a questão, o que não foi aceito pelo Ministério Público. Não é o primeiro revés nas tentativas de equacionar os problemas do Masp. Recentemente, também houve conversas com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que se propôs a reunir um grupo de empresas dispostas a pagar as contas do museu. A contrapartida seria a mesma – participação no conselho. Mais uma vez, as negociações não avançaram.


Como não houve acordo na semana passada, o Ministério Público deverá propor uma ação contra o Masp. E outro tumulto se avizinha no horizonte: em novembro, depois de quarenta anos, vencerá o período de cessão do prédio projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi na Avenida Paulista. A prefeitura paulistana é dona do edifício – e deverá pressionar a diretoria do museu antes de renovar o contrato. É melancólico que uma instituição que nasceu da iniciativa privada esteja quase sem saída para prover suas necessidades mais primárias e prestes a sofrer a intervenção do poder público. Mas que assim seja, se a alternativa for deixar à míngua o seu acervo extraordinário.



Link do original.