domingo, 30 de março de 2008
Joguinho
REGRAS:
1. Coloque seu Ipod, mp3, Cd player, Windows Media Player, o que for, no SHUFFLE.
2. Para cada pergunta, avance para a próxim a música.
3. VOCÊ TEM QUE ESCREVER O NOME DA MÚSICA COMO RESPOSTA, NÃO IMPORTA QUÃO MONGO SEJA.
4. Coloque comentários entre parênteses, se quiser, depois do nome da música..
5. Poste!!!.
(Deixei em ingles pq to com preguiça de traduzir)
1.If someone says, "Is this okay?" You say?
Alive and Kicking - Simple Minds
(Oh yeah, baby! I´m always wanting to get things ok, even if I´m not such in a good mood, I´ll make jokes and try to have fun)
2.How would you describe yourself?
Fool for your loving - Whitesnake
(True, I love lovestories, love being in one, love being in love. But sometimes I get too cerried away with that...)
3.What do you like in a girl?
Layla - Eric Clapton
(No, I don't date any Layla. But what Clapton says about her in this song, well, "get me on my knees"! Gotta be a killer passion.)
4.How do you feel today?
Wake Me Up Before You Go-Go - Wham
(it´s a cool, happy, full of life song. I donpt feel like that exactly today, but I always like to be active and have fun)
5.What is your life's purpose?
Pain Lies On The Riverside - Live
(You got to learn to live, until no end)
6.What is your motto?
Standing Outside the Fire - Garth BRooks
(That´s true, man. It´s not ebnough to stand outside the fire. Like the great Neil Young sang, it´s better to burn out than to fade away.)
7.What do your friends think of you?
Southern Central Rain - REM
(Now that´s poetic. Maybe they see me as a guy who want to do good, and takes some stuff too seriously)
8.What do you think of your parents?
Always Somewhere - Scorpions
(I love you, Mom and Dad. I know you are always here)
9.What do you think about very often?
Blue Sky Mining - Midnight Oil
(I always think about the work and the compensation to that. It´s not always fair. Not only my work, but that of many other people, who struggle much more and don´t get the payment or recognition they deserve)
10.What is 2 + 2?
Rebel Yell - Billy Idol
(Fuck it up!)
11.What do you think of your best friend?
Schools Out - Alice Cooper
(WE need to have a little rebellion in ourselves.)
12.What do you think of the person you love?
I can´t stand it - Eric Clapton
(Yeah, I canpt, sometimes it hurts too much. And maybe I´m not talking about what you think)
13.What is your life story?
Can´t Get Enough Of Your Love - Bad Company
(Can´t indeed. )
14.What do you want to be when you grow up?
You´ll be a woman soon - Neil Diamond
(LOL AHAHAHAHAHAHAHAH, no I donpt wanna be a woman. But if we switch the gender, yeah, I´ll be a man soon. )
15.What do you think of when you see the person you love?
Just Like Honey - The Jesus and Mary Chain
8- D
16.What will you dance to at your wedding?
Juicebox - The Strokes
(I´ll dance it, scream it, rock it. "We got a city to love")
17.What will they play at your funeral?
Fool for your loving - Whitesnake
(´Cause I am - or was)
18.What is your hobby/interest?
Kayleigh - Marillion
(Have you notice how romantic I can get? lol My life is a soap opera!!)
19.What is your biggest fear?
Take on me - A-ha
((I don´t like fights)
20.What is your biggest secret?
Bring on the dancing horses - Echo and the Bunnymen
(I broke too many hearts, and I don´t like doing it. But as mine was broken too many times, that´s ok)
21.What do you think of your friends?
Wicked Game - Chris Isaak
(Whoa)
22.What will you post this as?
What do you want from me? - Monaco
(hahahaha Makes sense)
sexta-feira, 28 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
"Sad"
Geralmente era uma música escolhida pra acompanhar uma imagem/foto já pronta. Dessa vez foi uma imagem feita pra acompanhar a música. E PJ tem essa capacidade, de ilustrar algo extremamente profundo, como esse momento, esse suspiro longo e vazio, com uma música, com versos. Eles conseguem, pelo menos pra mim, ilustraro que uma alma pode sentir. Eles conseguem com sons, mostrar o silêncio. Com acordes e notas, fazer com que você sinta o gosto da amargura e do abismo desolado que uma pessoa pode sentir. Conseguem também, fazer brotar em você a energia que eles querem que você tenha, fazê-lo pular, dar socos no ar, em nome de um manifesto não-escrito, muitas vezes não-verbal, de manter-se fiel a quem você é, a quem você ama, ao que te faz sentir bem. E eu faço isso.
(Escrever enquanto escaneia dá nisso)
(Mas eu gosto disso, pq me remete a outras coisas, e o exercício das palavras é extremamente bom pra mim)
Enfim, the song.
SAD
Pearl Jam
and colors turned to gray
He stayed... in his room with memories for days
He faced... an undertow of futures laid to waste
Embraced... by the loss of what he could not replace
There is no reason that she passed
And there is no god with a plan
It's sad... and his loneliness is proof
It's sad... he could only love you
It's sad
The door swings to a passing fable
A fate we may delay
We say... holding on...delivered in our own brace
He let em as he laid in bed
hoping that dreams would bring her back
It's sad... and his loneliness is proof
It's sad... he could only love you
It's sad
Holding his last breath
Believing... he'll make his way
But she's not forgotten
He's haunted...he's searching for escape
If just one wish could bring her back
It's sad... and his lonliness is proof
It's sad... he will always love you
It's sad

Poucas bandas tem o que eles têm. (Bate no peito pra demonstrar lealdade) hehehe
E para quem não conhece, faça o favor:
sábado, 22 de março de 2008
Mais música
Aí caiu em Heartbreaker, do Led.
Eu me impressiono com o quanto me inspiro e animo ouvindo Led Zeppelin.
Quer saber pq?
Olha aí:
Eles simplesmente tinham o melhor line-up da história dop Rock.Incluído aí o MELHOR BATERSITA.
Não que eu ache os músicos do Led os MELHORES sem discussão. Considero outros vocalistas, guitarristas, baixistas e bateristas tão bons ou até melores que os do Led, mas o line-up deles era o melhor. É o essencial, com muita técnica aliada a muito feeling, uma musicalidade diversa, fantpastica, energética, poderosa demais pra ser contifda.
Ter visto e ouvido eles ao vivo deve ter sido uma experiência indescritível, ou como diz o Sergião, inenarrável! Digo o mesmo do Pink Floyd.
Nós, pobres mortais de gerações seguintes, só podemos imaginar, e celebrar como eles foram magistrais.
Música pra quem quer ouvir
Nunca achei que fosse cunhar um termo desses (não sei se eu que cunhei), mas pra mim, o som da banda do Danny Elfman é "80´s pop progressivo".
Ótima voz, ótimos backing vocals (ouça o começo da Weird Science pra ver), ótimo instrumental, ótimas letras, ótimo clima (ouça Insanity), ótima interação, presença de palco, tudo é muito bom.
Weird Science:
Just Another Day (favorita!):
Stay:
Insanity (maravilhosa):
Aí depois de um tempo com a banda, começaram a chamar o Danny Elfman pra fazer trilha sonora de filmes. Entre eles, obras-primas como Edward Mãos-deTesoura. Tmbém compôs a música-tema dos Simpsons; Ele e o Tim Burton fizeram parcerias fenomenais em vários filmes. Outros temas muito feras são o do primeiro Batman (1989), e mais recentemente, o muito fera "A Fantástica Fábrica de Chocolate", e "Sweeney Todd".
Nego foda é outra coisa. 8- D
terça-feira, 18 de março de 2008
Perdendo palavras
Perdi várias hoje.
...
Demorar mais de duas horas pra conseguir comprar material artístico é sacanagem.
Era ou ir pra lá, ou pegar pela net.
Belo dia, indeed. Visualmente lindo, intenramente imbecil.
Cara...
Igreja Católica, pare de ser tão imutável. Vc sabe muito bem o quanto já mudou e tudo que já fez pra se manter no topo e pra atrair (e prender) fiéis.
Se Jesus foi crucificado assim ou assado, foda-se. É o HOMEM q ue importa. São seus ENSINAMENTOS, suas ATITUDES. Não a pose que ele tava.
Mas deixemos isso de lado.
Agora que eu não tenho mais meu caderno, é aqui que eu vou soltar umas farpas.
Por enquanto.
Aliás, pros que se interessam, eu tinha batizado o meu último caderno de "The 17th Hour", ou "A Décima-Sétima Hora"
O subtítulo era "E a busca por equilíbrio".
E eu quero uma CERVEJA VERDE e encher a cara em homenagem a São Patrício.(Sunday bloody sundaaaay)
Recompensa...?
Quando ficamos grandes, o tempo é pequeno."
Ouvi isso no comercial do Bradesco logo depois de terminar de ler o penúltimo volume de Sandman, "Entes Queridos".
Pensei no Sandman, nos meus entes queridos, no tempo.
Pensei nos sonhos e bem...
...não cheguei a grandes conclusões.
...e aí no Jornal da Globo, passou a notícia de um flanelinha que encontrou no chão uma carteira com R$ 7.000,00. SETE MIL REAIS
.
E devolveu pro tiozão que tinha perdido.
E o tiozão disse que todo mundo tem preconceito e desconfiança desse pessoal, mas que naquele dia o preconceito dele caiu totalmente.
E o flanelinha disse que o que importa pra ele é o dinheiro ganho com seu trabalho e seu suor. Em outras palavras, o que importa é ser honesto e correto.
E o tiozão deu R$ 150,00 de gratificação. CENTO E CINQUENTA REAIS.
Não consigo deixar de sentir um sabor amargo e irônico.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Reclamações Gratuitas
Eu to cansado.
Tanto fisicamente quanto mentalmente. E com todo respeito aos meus alunos e aos meus colegas da Pandora, ainda bem que hj não teve aula, senão eu não sei como eu ia ficar.
Sabe... To cansado de fazer um monte pelos outros. To cansado de ter minha opinião vaiada e ridicularizada por gente que nem tem opinião tão boa assim. Cansado de abaixar a cabeça por falta de apoio. Cansado de gente que pensa que manda nas coisas sem ter um mínimo de noção do que é liderança. To cansado de longas conversas com pessoas falando alto sobre assuntos que não necessitam tamanha atenção. Cansado de ter meu trabalho menosprezado ou tomado como algo fácil e descompromissado (até pq, como foi falado no texto dos oradores, são poucos os que realmente entendem o que é ser o que eu sou). To cansado de fazer favores e não ter reconhecimento. To cansado de me chatear pq outras pessoas não sabem ser gente. To cansado de sempre me esforçar pra fazer td certo e direito e no final algo acontecer só pra provar que não vale a pena fazer isso. Cansado de me desdobrar e não valer a pena.
Falta reconhecimento. Falta que certas pessoas entendem o que eu faço e que retribuam pra poder haver um equilíbrio. Pq enche o saco quando vc vê que só uma ponta da corda cede.
E aqui eu deixo um "não se preocupe" pra poucas pessoas especiais, pq isso não é com vocês.
As pessoas pra quem eu "falo" isso provavelmente nem sabem que eu tenho o blog, então relaxem.
To cansado mesmo. Enjoado. De saco cheio de carregar dois colchonetes amarrados, um portfolio e um guarda-chuva, de me molhar, de ter que pegar ônibus, de levar broinquinha por coisa que não é culpa minha, de gastar $$ q não tenho pagando coisas que não preciso. E coisas que já não tenho mais, pois foram arrancadas de mim. Cansado de ser tratado como um bocó. Cansado de criticarem meu jeito de pensar sem ao menos entender como ele funciona.
Hoje, eu iria na academia. Hj eu iria fazer relatórios. Ia estudar, ia ler Sandman, ia preparar coisas pra apostila da Pandora (tudo de novo, pq roubaram isso tbm). Ia preparar as coisas pra exposição.
Mas não vou mais.
Ta frio pra cacete, eu tomei chuva, e não pude ir ao cinema por causa de problemas de terceiros a resolver. Meu chuveiro aqui em casa ta quebrado, ou seja, se quiser banho, é banho gelado. Provavelmente se eu quiser comer, terei que cozinhar tudo, como sempre venho fazendo nos últimso tempos, sem receber ajuda nem pra lavar louça, na maioria dos dias. E, se optar por iogurte e frutas, talvez até ouça reclamações por não ter feito janta. Como se fosse obrigação minha. Como se eu fosse um servente.
Cansei de ter meu espaço ocupado, de dividir, de ser legal.
Se eu pudesse virar um bostão egoísta e insensível, hj eu viraria.
Mesmo sabendo que é passar por tudo isso que me torna quem sou, e, dizem por aí, sou um cara bacana.
Mesmo quando não me sinto como um.
Apesar de tudo.
Agora, com frio, enjoado, cansado e sem mojo, eu pretendo me recolher à minha cama (que pelo menos eu mantenho arrumada) e ficar por lá mesmo atpe cochilar ou até que o ânimo me ataque.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Baque surdo e seco, improved.
Too bad que seja por algo ruim.
Sem enrolação, sem digressões, vamos ao fato nu e cru, que é o que importa.
Ontem à noite eu estava em Barão Geraldo com amigos comendo lanche. Quando voltei pro meu carro, ele não ligava. Percebi que tinham arrancado o rádio. Vi também que tinham levado minha mochila e meu portfolio, além do MP3 player.
O cabo da bateria tinha sido cortado, pro alarme não disparar... arrombaram o carro quebrando o vidro pequeno da porta traseira, abrindo assim a porta e entrando.
Levaram tudo. Só não levaram o carro, imagino, por causa da trava da chave.
O carro não tinha completado 7 dias nas minhas mãos. Completa hoje, uma semana, coitado, no pátio sendo vistoriado pela perícia do seguro, encaminhando-se depois pra consertar o que foi quebrado.
O rádio,que eu nem comecei a pagar ainda, foi levado e é claro, não vamos achar. Seguirão-se 10 meses pagando por algo que eu já não tenho mais.
Na minha mnochila, coisas de valor monetário ínfimo, mas de valor afetivo infinito. Levaram minha agenda, meu caderno (o 17°, quase terminando), meu caderno de esboços novo, dois estojos forrados com material fera, um DVD do Lost (que nem meu era), uma pasta cheia de documentação de cidadania italiana, meu passaporte brasileiro, as páginas originais de "Homenagem", o último Pieces, além de uns papéis com roteiros e rascunhos. Levaram a minha pasta portfolio, com vários blocos de papel bom, mais todas as páginasoriginais da "By The Souther Grace of God", minha primeira HQ em parceria com um autor estrangeiro, mais alguns rascunhos, e um desenho que a Poli fez pra mim.
Tudo isso foi levado, em sei lá, poucos minutos, por cara(s) que sabiam o que tavam fazendo e fizeram mesmo.
Claro, sorte minha, graças a Deus, não estava por perto, não fizeram nada comigo. Não levaram o carro, também, que de todas as coisas possíveis de serem levadas, só não valia mais do que minha vida em si.
Mas a sensação de invasão, de impotência, de violação... De ter coisas extremamentes queridas e importantes levadas embora por pessoas que com certeza não têm a manor noção do quanto valem, tanto monetariamente quanto sentimentalmente.
Sorte minha também, que tive ajuda de amigos queridos, mas muito queridos mesmo. Fran, Marcão, Vitor, Saul e meu irmão Lucas ficaram comigo até os policiais demorados aparecerem, até o guincho louco do Stevie fazer o balão e sumir, e até o guincho certo do tio firmeza chegar.
Depois, isso lá pelas 3 e tantas da manhã, num puta frio, fui com o Lucas fazer o BO no Taquaral, e lá pelas quase 5, chegamos em casa.
Quero deixar um obrigado extremamente carregado de carinho pra eles. Valeu pelo apoio.
Na hora eu nem sabia o que fazer. Nem pensava direito, só queria sentar e olhar pro nada. Não que isso tenha sido pelos bens materiais, pois como já disse, o sentimento que eu tinha depositado em tudo que tava lá era muito grande. Eu faço isso com as coisas, com as minhas coisas e principalmente meus objetos de trabalho. Afinal, eu sou artista, e qual artista não carrega seu trabalho de sentimento...?
Dormi, sonhei coisas nada a ver e fiquei hoje o dia todo como um zumbi idiota.
Mas tem boas notícias também.
Acaharam minha agenda, intacta, num ponto de ônibus da minha rua. Isso, bem na minha rua. Os viadinhos devem ter visto meu endereço lá e jogaram aqui. E teve alguém legal suficiente pra trazer.
Mais tarde, o porteiro do prédio ao lado me ligou falando que tinha achado a pasta com os documentos e o passaporte na rua, só que mais perto da esquina e tinha guardado pra mim. Intacta também.
Agradeço aos caras legais que acharam e me retornaram isso. Claro que os ladrões viram que não iam conseguir nada de valor com aquilo e descartaram, e isso acendeu uma esperança de talvez achar meu caderno, meu portfolio, meu estojo... Procurei pela rua mas não achei,. Colei cartazes falando o que eu tinha faltando ainda. Quem sabe alguém acha...
Pq, bom, insisto, nnenhum papel novo vai ter AQUELKES desenhos ou AQUELAS palavras, com TODO AQUELE sentimento. Lápis e guache novo dá pra comprar (vai sair caro repor, mas dá) agora desenhar tudo aquilo de novo, aí é outra história.
Ainda bem que eu tenho tudo escaneado, mas de qalquer forma, o ROUBO foi tanto material como psicológico.
E eu que não ia divagar demais...
(o céu muda de cores rapidamente, entre um suspiro vazio e outro. Teclo palavras que não fazem tanto jus ao nada presente. Azul, rosa, laranja, e logo, escuro de novo. Foi um dia que custou a passar, frio, com muito vento, do tipo que eu adoro, não fosse a experiência de ontem.)
Bom, sei lá, só precisava por isso pra fora. Não tenho mais caderno pra isso... Dá uma sensação estranha, e eu to sentindo tanto como uma chance pra recomeço como um baque seco e surdo. Um baque pra lembrar a gente de certas coisas.
Mas estou/ficarei bem, apesar disso.
Aí eu poderia me alongar e falar das sensações estranhas que eu andei tento, coisas do tipo estar traindo a mim mesmo.
Mas sabe... É estranho.
Parece que no final das contas, a gente não pode... melhorar... Certas evoluções são fáceis, e talvez por isso, não sejam evoluções. Eu acho que evoluí muito fpacil, e as pessoas sabem disso. Eu falei que era fácil. Mas tudo bem. A hora que eu abracei isso e decidi cair na dança... aí vem essas coisas.
Tava conversando com meu amigo Gui hoje, sobre iso. Falei, sem modéstia. oucom, sei lá, que as pessoas que mais se esforçam para serem boas, honestas, justas, direitas, são as que se ferram mais. Ele disse que, sim, é assim, porque senão, essas pessoas não seriam boas.
E faz sentido. Esse tipo de coisa, esse tipo de sofrimento como um formador de caráter.
Mas e as pessoas que mereceriam isso? Aquelas que fazem isso, será que eles tem também seus altos e baixos? Será que eles se importam com alguma coisa além deles mesmos e de sua sobrevivência idiota com contrabandos e drogas?
Eu lembro de dois casos, um com o próprio Marcão, outro com minha profesora, em que um grupo de caras bem vestidos, falando corretamente, educados, cultos, invadiram as casas deles e roubaram TUDO, de roupas a carros. Quem são esses meninos de classe média-alta, que se vestem bem e que vão assaltar casas alheias? Já não basta o que têm? Pra que roubar?
Não me venham falar que é um problema cultural ou social, pq a partir do momento em que boyzinhos estão limpando a casa de pessoas aleatórias, temos um grande problema.
A questão de se essas pessoas mereceriam sofriemtno ou não parece muito perturbadora pra mim. Pq eu não quero desejar o mal de ninfguém. Tem o Karma, que faria isso voltar. Mas e o que ele faz quando vc faz coisas boas? Nem sempre vem um retorno à altura.
Acho que meuita gente simplesmente perde o ânimo com isso. Tentar ser bom e tudo mais, e ver que não vale a pena, que não há recompensas, e simplesmente desistir e ser um lixo humando, pq aí pelo menos se sai ganhando um pouco...
Bom, como disse o sábio Vitão, "isso é história pra contar".
E é sim, só que eu imagino que vou contar com um pouco de amargura, que nem daquela vez do carro na casa da Juju.Às vezes a gente esquece que a vida é em ciclos, e que isso pode acontecer por um motivo maior que não se revelou ainda. Eu gosto de pensar assim, mas vivenciar a coisa, a parte ruim, é um saco. Semela a gente não seria nada. Mas viver ela é um saco.
Um brinde ao fracasso da humanidade, como já diria um dos meus personagens... Um brinde que eu não faço a muito tempo, pq acreditei não ser mais pertinente. Hoje, ele é.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Discurso dos oradores - Formatura
Discurso do orador – Mario Cau e Mariana Soares
Intro:
- Boa noite. Meu nome é Mario
- E o meu, Mariana. Nasci no dia 11 de outubro de 1984.
- Eu também. Fiz minha prova de aptidão para o curso de Artes Plásticas em dezembro de 2003.
- E eu, no mesmo dia, numa mesa próxima à janela.
- Que por sinal era a mesma mesa em que eu me encontrava.
- Estamos aqui, agora, juntos novamente com todas essas coincidências para fechar mais um ciclo: o de nossa graduação.
- Creio que discurso algum estaria à altura do que realmente sentimos e queríamos expor aqui hoje. Expressamos-nos melhor visualmente, mas vamos dar uma chance às palavras...
Antes mesmo de entrarmos numa Universidade nós nos deparamos com uma ficha de inscrição para o vestibular, marcamos a arte como opção, sem mesmo saber o que estaria por vir, uma escolha determinante. Creio muitas pessoas ficaram intrigadas com nossa escolha.
Para muitos passar no vestibular não foi nada fácil, para outros, apenas uma conseqüência ou acaso, mas é inegável que viver uma vida universitária é uma experiência única, aprendemos a buscar coisas que alimentem não apenas nossos corpos, mas também nosso espírito. Compreendemos que o pensamento é essencial.
A maioria entra muito novo na universidade, não sabe lavar, cozinhar, cuidar da casa e nem dele mesmo, mas por outro lado é alguém quer compreender as coisas, desfraldar. A vida universitária é se colocar num espaço em movimento, transformação. Isso inclui: encontrar pessoas, conviver com a diferença, aprender a temperar a comida, tirar a sujeira do ralo, lavar a louça que o outro deixou, perceber no outro algo nunca visto, olhar para o próprio trabalho e se encontrar, a maioria dos jovens saem de suas casas e ficam dias ou meses longe dos familiares, muitos descobrem o que é passar mal de tanto beber e quem é o amigo de verdade, pois tem a paciência de te levar até o hospital, encontramos afinidades nos outros e por isso montamos grupos de estudos e escrevemos projetos, alguns assumiram gerar uma vida, outros encontraram um amor, enfim muitos outros momentos que eu não poderia descrever, já que cada um viveu sua história. Não seria exagero nenhum dizer que, embora haja divergências, e cada um tenha trilhado seu caminho, todos estamos unidos por um fato, nosso convívio através do curso.
Alguns de nós não tinham idéia do que é ser artista. E ser artista não é só uma profissão ou um rótulo. É explorar linguagens, estilos e técnicas. É um jeito peculiar de ser. É uma maldição e uma bênção. Poucos entendem ou conseguem explicar a solidão melancólica, a poesia e a experiência fantástica que é ser artista – e se tornar um artista.
Aprendemos o conceito de caminho como o próprio desenvolver do artista, sua evolução e seu aprendizado. Alguns chegaram aqui com focos bem definidos. Outros chegaram totalmente perdidos, sem saber o que aconteceria. É verdade que todos viemos com grandes expectativas. Não encontramos tudo que esperávamos, mas o que vivemos foi muito melhor.
Nesse caminho que trilhamos aqui, sempre andamos juntos, apesar de seguirmos trilhas distintas. Somos um conjunto de solitários, e a vivência do curso nos rendeu aprendizados inesquecíveis.
Aprendemos que o educador sempre deve problematizar e que na área da educação tudo tem um ranço. Ensinar o que aprendemos é tão importante quanto desenvolvermos aquilo que um dia alguém nos ensinou.
Ser artista é um jeito de ver o mundo, mas nem sempre foi assim, quando nascemos não estávamos preparados para luz, nossa visão era embaçada e demorou um tempo para enxergarmos os objetos de maneira focada. Levamos tempo para encontrar e conquistar nossos objetivos. Temos que aceitar que certas coisas são questão de tempo e não de desejo. Desenvolvemos nosso olhar ao longo do curso e mesmo assim é difícil saber se estamos completamente formados, se chegamos ao fim.
Somos um conjunto de solitários, e a vivência do curso nos rendeu aprendizados inesquecíveis.
Aprendemos o valor do silêncio, da reflexão. Aprendemos a pensar em nós, sobre nós, e a nos entendermos. Aprendemos a experimentar, a poesia do gesto, a carga emocional e criativa contida num traço ou numa pincelada. Aprendemos a valorizar e entender uns aos outros e a seus trabalhos, e mais importante, aprendemos a respeitá-los, mesmo com tanta diversidade. Somos ímpares, mas aprendemos nesse tempo a sermos amigos. Em certos casos, irmãos.
Agora temos um diploma em nossas mãos e o que fazer? Pendurá-lo na parede? Botar na gaveta? Procurar um emprego?
Recebemos uma formação humana e temos plena consciência de que escolhemos uma área de trabalho pouco reconhecida, pois a arte muitas vezes não é vista como uma necessidade pelo fato de não ter uma utilidade prática. Mas se imaginarmos supostamente que um dia todo e qualquer tipo de arte fosse banida da terra, mesmo assim em algum momento ou circunstância ela tornaria a surgir, em algum momento o ser humano sentiria necessidade de se expressar da maneira mais livre possível, por isso eu creio que a arte está no campo do inevitável, enquanto a humanidade existir haverá alguém produzindo arte.
O que fomos, o que somos e o que seremos está, a partir de hoje, indissociável do que passamos, juntos, nesses anos de convívio e aprendizado no IA. E não trocaria isso por nada. Creio que minha resposta seja compartilhada pelos meus colegas formandos, e espero, pelos nossos mestres.
Sou grato por ter conhecido todos vocês. Vocês fizeram parte do meu caminho, e, por conseguinte, parte de quem eu sou. Como já diria Keith Richards, numa música dos Rolling Stones, “esse lugar é vazio sem vocês”. Ou melhor dizendo, sem suas cores, tudo isso teria sido uma grande tela em branco.
O caminho, meus amigos e agora colegas de profissão, continua. Existe uma trilha a ser seguida, e por mais que às vezes paremos e sentemos à beira da estrada, em algum momento teremos que levantar e continuar andando.
Faço um apelo a seus espíritos criativos: não fiquem parados. Ficar parado não é uma opção. Que todos nós continuemos a caminhar, a aprender, a ensinar, sem nunca perder essa energia, essa força poderosa que nos move. Que nunca paremos de viver.

