quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Sonhos
Essa noite tive mais um desses sonhos e achei legal escrever aqui, já que comentei na minha aula de desenho de hoje, com os alunos, e porque meu caderno mais recente está terminando e eu não sei se vou começar um novo.
O sonho se passava num tipo de shopping center gigantesco, mas não tinham lojas. Era mais como um alojamento gigante. Lá viviam muitas pessoas, e todas usavam roupas brancas. Um tipo de macacão genérico. As pessoas que vivam lá eram sobreviventes de algum fim do mundo (não falei que era recorrente? o.o'), e ninguém saía de lá.
Havia um tipo de religiosidade excessiva, e todo mundo era feliz e se dava bem, mas de um forma conformista, um paz suave mas de mentes aparentemente vazias. Eu era um tipo de free-minded, que não gostava desse tipo de devoção bizarra. A população de lá aguardava, se preparava para o eventual dia em que o Senhor iria vir recolher suas almas.
Eu andava por lá, com amigos... conversava com uma moça, que não lembro nome (não sei se as pessoas tinham nome, ou se rolava um lance tipo "todos somos iguais" e bla-bla-bla...), e via pessoas sendo colocadas para morrer.
E nesse lugar, quando iam "morrer", as pessoas iam para esteiras, tipo aquelas de academia, e auxiliadas por outra pessoa (escolhida por ela, de confiança), deitava na esteira, com alguns objetos, que não sei se eram pertences ou coisas ritualísticas, necessárias apra a "passagem", e a esteria era ligada. A pessoa deitada (que ia morrer), percorria a pequena extensão da esteira, e se sua alma não tivesse saído do corpo, a ajudante tinha que ajudá-la a voltar pro começo da esteira, pra que ela tentasse de novo. E isso era feito até que a alma saísse do corpo...
Agora imagina várias esteiras, todas juntas,com muita gente "morrendo".
Depois de ver aquilo, várias pessoas tentando e nenhuma "morrendo", acho que as pessoas começaram a se tocar de quer aquele evento para o qual todos vivam se preparando há tempos simplesmente não existia (ninguém "morreu" ou foi levado, e a vivência nesse lugar era dedicada a se preparar pra esse dia), todosp asssaram a comemorar (acho que os open-minded), a perceber sua liberdade de uma doutrina forte, sei lá.
E eu saía andando e chegava a um saguão grande, e parecia um momento de festa. No andar superior, num balcão, eu via outras pessoas felizes, cantando uma música do Balão Mágico:
- Sou feliiiz, por isso estou aaaaquiiii..."
...e um amigo meu, que era fortão, me levantava, e eu subia, leve, como se tivesse flutuando, e fazia mãozinha de heavy-metal \m/ pras pessoas lá embaixo, e cantava Balão Mágico (afinal, eu estava "certo" em não me dedicar cegamente à preparação pra morte), tirava mó sarro das pessoas (tá, foi maldade, mas whatever, o mundo já parecia ter acabado mesmo).
Conforme fui descendo, vi uma maquete, daquelas dentro de uma caixa de vidro, enorme, que, pelo pouco queeu entendi, representava nossa realidade lá: tinha muita areia em volta, como um deserto, e no meio, o grande shopping em que a gente vivia. Disso, eu deduzi que o mundo lá fora era um grande deserto, um mundo acabado e destruído, e que a gente tinha sobrevivido lá dentro.
Eu acordei antes de aterrisar, mas osonho ficoubem nítido pra mim. Eu costumo lembrar muito dos sonhos, e eles sempre temcenas inusitadas ou bizarras mesmo. Anotar os sonhos faz com que você reflita sobre eles, sobre os porquês deles, sobre você mesmo.
...
Aliás, estava pensando em fim do mundo e em todas aquelas coisas sobre profetas, teses, cálculos... Nostradamus, astecas, bíblias, big-bangs recriados num tubo imenso debaizo da Europa e etc. Todos prevendo o fim do mundo pra esses anos, agora, nossa época. E muita gente esperou um fim do mundo instantâneo, um PUF! que faria tudo sumir.
E agora, euvejo muitas tragédias... Ando vendo essa chuva infinita destruindo o sul do país, queimadas que não terminam na Califórnia, gelo derretendo, e tudo mais... E fiquei pensando aqui comigo... Que o fim do mundo não vai ser o mundo explodindo, ou Deus apertando o RESET. Vai ser gradual, vai ser constante e vai deixar um planeta meio morto, em escombros, e que vai levar eras pra se reestruturar. E pode ser que essas recentes tragédias sejam etapas desse fim.
Não acho legal pensar niso, e eu quero viver intensamente (!) até que o mundo acabe, se é que vai acabar. Mas imaginar isso cria imagens interessantes. Qualquer dia eu posto mais sonhos desses, ou quem sabe faça uma graphic novel (HA! Quem dera... do jeito que as coisas andam, vai demorar)...
Abraços a todos!
E atenção:
Falta meia hora pra SEXTA-FEIRA!!!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Fabulosas Fábulas - A Exposição

Apareçam, vai ser muito legal!
Entre os trabalhos (muito bons, por sinal) da exposição, minha visão meio cyber-punk do Mágico de Oz!
SketchCrawl Brasil!
No dia 10 de Janeiro de 2009, desenhistas do mundo inteiro tem um compromisso marcado: Sair às ruas com seus cadernos, canetas, aquarelas, etc, para desenhar tudo que aparecer na frente dos olhos e da mente.

O Sketchcrawl é um evento criado por Enrico Casarosa, que depois de tomar proporções continentais nos EUA e Canadá, espalhou-se pelo mundo, e já aconteceu no Brasil em edições anteriores, no estado do Paraná.
Desta vez São Paulo vai organizar o encontro na Vila Madalena, na data prevista para o evento mundial, começando ao meio-dia e esticando pela tarde afora nas ruas do bairro, até terminar em algum outro bar, ainda não definido, no começo da noite.
Participar do evento em outras cidades e estados é gratuito, e tão simples quanto querer e fazer.
Para centralizar as idéias e motivar as pessoas a integrar a maratona mundial de desenho, foi criada uma lista no YahooGrupos. Basta enviar um e-mail em branco para Sketchcrawl_Brasil para se inscrever.
Aí é só juntar a galera no dia do evento e enviar as fotos e imagens para um endereço do Flickr, a ser divulgado neste novo grupo.
Os eventos de diversas partes do mundo ficam disponíveis em posts, como o da edição passada, no Forum Oficial do evento, e a minha mensagem já está lá, na companhia da resposta do Leo Gibran. O pessoal de Curitiba também se inscreveu oficialmente.
Para saber pouco mais sobre o evento, confira este outro post, mostrando a o mapa de participação mundial, como tudo começou, etc.
Nos vemos com caderninhos em punho na Vila Madá!
=======Matéria original aqui!
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E aí, quem vai?
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Lilá
Quem acompanha o blog lembra quando fiz o cartaz pra "Esa Peça Não!", minha primeira incursão no teatro, e que rendeu uma arte muito legal. A peça, nem preciso dizer, foi genial.
Agora, o grupo Quase 9 apresenta uma nova peça, de conclusão do curso, dirigida pelo grande Elias Cohen.
Fui novamente convidado pelo pessoal para fazer o cartaz, meio de última hora e com prazo apertado. Fui ver um ensaio deles, e as idéias fluíram como a atuação deles, e logo chegamos a um consenso, entre umas três boas idéias, escolhemos a seguinte, que já é o poster finalizado.

Então, aproveito a divulgação do cartaz para informar os horários e local da peça, que está linda e intrigante!
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Rascunhos

O cara pendurado por cabos não tem nada a ver com o niverso do Potter (eu acho)
Temos aí, de cima pra baixo, o Voldemort, Snape (firmezaço), Harry e sua coruja, e em baixo, Rony e Hermione.
Agora eu preciso ler a Câmara Secreta e assistir o resto da Ordem da Fênix antes que o filem novo estréie.
Saiu o livro do Edra!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Lançamento da Café Espacial 3!

No próximo sábado, dia 22, lançaremos a 3ª edição da Café Espacial em São Paulo, na HQ Mix Livraria.
O evento começará às 19h30, e contará com a presença dos nossos colaboradores:
Mario Cau, Mariana Guerra, Sissy Eiko, Gus Morais, Sueli Mendes, Lídia Basoli, Laura Gattaz e Ebbios.
O QUÊ
Lançamento da revistas CAFÉ ESPACIAL#03
ONDE?
HQ MIX LIVRARIA
Praça Franklin Roosevelt, 142 - Centro - São Paulo/SP
(Dá pra chegar lá pelo Metrô República)
QUANDO?
Dia 22, sábado, a partir das 19:30h
QUANTO?
Entrada franca.
Claudio Seto
Fiquei sabendo do falecimento dele através do Caio Yo, depois de saber pelo Bira que ele estava hospitalizado. Hoje li um e-mail da colega de IlustraGrupo Princesa Valente, e resolvi postar aqui como homenagem.
"O artista plástico, ilustrador e desenhista de quadrinhos Claudio Seto morreu neste sábado(15) em Curitiba. Ele teve um acidente vascular cerebral. Seto tinha um quadro de pressão alta e diabetes, doenças que aumentam os riscos de AVC. Estava com 64 anos.
Claudio Seto é tido como o pioneiro na produção de mangás no Brasil. Ele criou no fim da década de 1960 o personagem "Samurai", produzido no estilo japonês. As histórias foram publicadas pela extinta editora Edrel e lembravam o traço do mangá "Lobo Solitário", já lançado no Brasil pela editora Panini. Essas histórias, consideradas raríssimas, foram compiladas num álbum que será publicado pela editora Devir, possivelmente neste ano ainda.
Pela mesma editora, lançou neste ano o livro "Lendas Trazidas pelos Imigrantes do Japão".
O vínculo de Claudio Seto com as raízes do quadrinho japonês no Brasil renderam a ele diferentes homenagens neste ano por conta do centenário da imigração japonesa. Um dos reconhecimentos ocorreu em julho na entrega do Troféu HQMix, a principal premiação da área de quadrinhos do país. O desenhista foi um dos homenageados. A estatueta da premiação, dada a cada um dos vencedores, usou a forma do Samurai criado por ele.
A cerimônia de entrega dos troféus também exibiu o documentário "O Samurai de Curitiba", dirigido por Rober Machado e José Padilha. Seto é um dos entrevistados. A produção abordou os bastidores das editoras Edrel e Grafipar, que publicou eróticos entre o fim da década de 1970 e o início da seguinte.
Seto trabalhou em jornais em Curitiba, entre eles o Correio de Notícias e a Tribuna do Paraná. Liderança importante da comunidade nipo-brasileira, era um dos assessores do secretário municipal Rui Hara. "
(Matéria retirada de Jornale Curitiba)
Claudio Seto vai ficar imortalizado, juntamente com outros mestres das HQS brasileiras falecidos em 2008, Eugenio Colonnese e Gedeone Malagola, todos grandes pioneiros.
O Bira fez uma HQ muito legal contando a história de Claudio Seto na Front Imigração. Vale a pena procurar pra ler!!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Café no Gibizada!
Retirada do blog Gibizada, do site O Globo!
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"Terceiro café
Acaba de sair a terceira edição da simpática revista independente "Café Espacial", editada por Sergio Chaves. Como é independente, vale destacar o nome do editor, geralmente o herói do título, e não o personagem.
Além da bela capa do carioca Fábio Lyra, que você vê acima, a nova "Café Espacial" (60 pgs., R$ 5, pb) traz as HQs "História de amor", do curitibano DW Ribatski; "Amor de cinema", do editor da revista em parceria com Fernanda Chiella; "Folhas secas", escrita por Mariana Guerra e ilustrada pelo ótimo Mario Cau; e "Nada será como antes", de Sueli Mendes. Há também textos de ficção e reportagens, como um perfil do cineasta Woody Allen feito pela jornalita Lídia Basoli.
Em São Paulo, dá para encontrar a "Café Espacial" na Livraria HQ Mix (Pça. Roosevelt 142), e no Rio, na Dona Laura (Av. Vieira Souto 176)."
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Matéria original aqui.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Stay Hungry. Stay Foolish.
http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3827595897016378253&hl
Genial.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Chegou a Short Stack!

Depois de dois dias inteiros correndo atrás de um monte de coisas, indo e vindo, levando e trazendo, finalmente chego em casa pra descansar, e o porteiro me chama pra pegar uma encomenda.
E olha só, o Shawn me mandou três cópias de Short Stack 3, onde tem a HQ "Home Latr", que eu desenhei. A Short STack é uma revista de horror/humor(?) com 13 histórias de 2 páginas cada, todas escritas pelo Shawn.

A minha HQ abre a edição, e modéstia à parte, ta bem melhor que a maior parte das outras... Não quero desmerecer o trabalho de ninguém, longe de mim também querer parecer estrela. Só um pensamento que passou pela minha cabeça (mais ou menos o mesmo que na Layer Zero)

Mas hey, olha só, mais um trabalho publicado!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
American Elf 10th Anniversary Tribute

James, if you ever find this one, thanks for visiting my blog! I tried to reach you but I couldn't find an email address at your site. Best wishes!
Cheers!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Bread and Roses de novo
Enquanto hoje eu me preparo para começar a pintar a história, deixo mais umas páginas de prévia pra vocês.
Isso aí, semana começando! Bora trabalhar!
Revista Ilustrar
Já está disponível a nova edição da Revista Ilustrar!

A Revista Ilustrar é editada pelo grande Ricardo Antunes, colega ilustrador e half-luso. Grande Ricardo, valeu por essa grande inicitaiva!!
Quanto custaa Ilustrar? NADA!!! É só baixar a edição no site.
Color Chart
Olha só:
Na verdade o maior motivco que me levou a fazer isso foi que a tabela vai facilitar muito pra pintar minha ilustração do Mágico de Oz, jáque eu dificilmente vou precisar ficar testando cores em outro papel antes de pintar, e demorar pora achar os tons que eu quero., Em cada quadradinho tem, por exemplo, o código do marcador que tem aquela exata cor.
Fora que fica bem legal, ahahahaha. (Ai, minhas costas)
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ESte´e mais um post inútil trazido para vocês por Lack Of Caffeine Inc.
domingo, 9 de novembro de 2008
Café Espacial 3

O terceiro número da Café Espacial traz as HQs: História de amor (de DW), Amor de cinema (de Sergio Chaves e Fernanda Chiella), Folhas secas (de Mariana Guerra e Mario Cau), e Nada será como antes (de Sueli Mendes). A seção Café Literário traz os contos As asas de uma bailarina (de Ebbios) e A coadjuvante (de Leonardo Siviotti).
A edição traz também: a estréia da seção Além do cinema, retratando a obra do cineasta Woddy Allen (por Lídia Basoli); ilustrações de Gus Morais; a seção Mais uma dose (por Talita Prado); a seção Arte revelada, com fotografias de Sissy Eiko; entrevista com a trupe de O Teatro Mágico (por Lídia Basoli e Paula Mello), e na seção Cafeína pura! resenhas dos álbuns de Poderoso Chefão e Baranga (por André Chaves). Capa: Fábio Lyra.
Descrição: 60 páginas, formato 14×21cm, capa colorida e miolo em preto e branco.
Valor: R$ 5,00 + R$ 1,00 para despesas postais.
Como ou onde comprar? Clique aqui.
Deseja conferir nossas edições anteriores? Clique aqui.
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Retirada do site da Café Espacial!
Aguaredem o lançamento!!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Bread and Roses

Consegui!! Finalmente terminei, hoje cedo, a arte-final da HQ Bread and Roses, escrita pelo meu amigo Hector Lima.
Deu trabalho, foram páginas cheias de referências, de cuidado, de impacto e carga dramática. Eu adorei esse trabalho, ficou muito bom, no geral.

Agora preciso começar a me preocupar com as cores.
Ah, as fotos, apesar de serem de arte-final, são to Mágico de OZ, que estou preparando pra exposição da Pandora. Logo logo mostro mais deles.
Morre o escritor Michael Crichton
Autor de Parque dos Dinossauros e criador de Plantão Médico tinha 66 anos
05/11/2008Ederli Fortunato
Michael Crichton, autor de Parque dos Dinossauros e criador de Plantão Médico (ER), morreu nesta terça-feira vítima de câncer. O autor, roteirista e produtor tinha 66 anos.
Crichton era um nome conhecido na lista de best-sellers com livros envolvendo tecnologia e uso da ciência, como O Homem Terminal. Em 1994, ele se tornou o único artista a estar no topo das listas de livro mais vendido, filme de melhor bilheteria e série de TV de maior audiência simultaneamente, e foi o escritor mais bem sucedido do mundo antes de Joanne Rowling surgir com Harry Potter. Médico por formação, Crichton já havia publicado uma dúzia de livros antes de encerrar o curso de medicina. Seus ganhos eram estimados em mais de 20 milhões de dólares anuais pela revista Forbes.
Nascido em Chicago em 1942, John Michael Crichton era filho de um jornalista e publicou seu primeiro texto no The New York Times aos 14 anos. Em 1960 ele entrou em Harvard com o objetivo de se tornar escritor, mas mudou para antropologia quando seu estilo foi criticado por um professor. Após completar os estudos em antropologia e passar um ano como conferencista em Cambridge, ele voltou aos Estados Unidos para estudar medicina em Harvard e escrever oito livros sob o pseudônimo de John Lange em apenas seis anos.
O autor também usou o pseudônimo de Jeffery Hudson e chegou a trabalhar como médico um ano no Salk Institute antes de se dedicar à carreira de escritor em tempo integral e publicar O Enigma de Andrômeda. Seu regime de trabalho exigia o isolamento por seis ou sete semanas, durante as quais ele criava o rascunho de um livro, trabalhando das duas da manhã às dez da noite. O escritor casou-se cinco vezes, uma delas com Anne-Marie Martin, com quem escreveu o roteiro de Twister.
Em 2004 ele entrou em choque com os ambientalistas por mostrar ceticismo diante da questão do aquecimento global. Longe de fugir da controvérsia, Crichton mergulhava em suas brigas. Quando foi acusado pelo jornalista Michael Crowley de ter se tornado um dos experts que desprezava em seus livros, Crichton criou um personagem chamado Mick Crowley em um de seus livros e fez dele um colunista pedófilo acusado de estuprar o próprio sobrinho.
Profundamente envolvido com Hollywood, Crichton apresentava o roteiro para cada livro que terminava e simplesmente abandonava o projeto quando os diretores pediam alterações em seus personagens. Como diretor, Crichton estreou em 1973 com Westworld, estrelado por Yul Brynner.
Um novo livro de Crichton estava previsto para ser lançado em dezembro. A editora HarperCollins, no entanto, informou que o lançamento havia sido adiado indefinidamente devido à doença do autor.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
God of Thunder!
Vários artistas têm o hábito de fazer uns desenhos antes de começar o trabalho de verdade. Caras como o Mike Wieringo (que foi, se vocês se lembram, o maior motivo de eu começar esse blog), simplesmente fazia um desenho por dia SÓ PARA O BLOG. Mais outros tantos de warm-up e suas páginas de trabalho.
Então, eu também ás vezes me disciplino para desenhar alguma coisa antes de partir para as páginas. Hoje saíram uns estudos do Thor. Eu vivo dizendo que não sou lá mais um cara de super-heróis (apesar de hoje ganhar um $$ com eles), mas adoro ler essas coisas. Principalmente a linha Ultimate, que pra falar a verdade é a única coisa mensal que eu compro. Adoro Authority, Planetary, Batman, Aranha, X-Men, mas nem sempre tem coisas BOAS para ler. Ultimate está perdendo a força mas ainda me mantenho fiel.
E a versão do Thor (tá, dos Vingadores todos, e do Aranha) na linha Ultimate é simplesmente muito legal. Conheci o Bryan Hitch lá em San Diego mas o cara estava com pressa para um sessão de autógrafos e não pôde fazer um sketch pra mim, mas de qualquer forma, ele é genial. (Num estlo que eu não quero nem em arriscar a fazer, mas é).

Aí, bom hoje eu fiz esse. Caneta pincel da Pentel e marcador pincel da TomBow.
Pages a Thousand Years Wide
Estou com 4 páginas de 7 finalizadas. Só faltam alguns retoques. Depois vem a parte da pintura, que como eu comentei com o Hector, pode ser do jeito fácil ou do jeito difícil. Eu prefiro o difícil, obviamente. Mas vamos ver. Tudo depende do prazo, na verdade...
Muito pincel, muita caneta-pincel, muito nanquim.... Incluindo aquele todo que eu derramei outro dia. Mas ta valendo a pena!!
No outro lado, eu ainda acho que preciso de um local mais legal pra trabalhar tudo isso. Ou são conflitos mentais, ou são conflitos espaciais, mas o lance é que às vezes simplesmente não dá.
It's evolution, baby.
Sobre estilos e os Formandos Renovatus
Bom, voltemos ao foco. Nem sempre você vai ser chamado para fazer um trabalho seguindo seu prórpio estilo. Eu já fiz muita ilustração tendo que usar estilos que não eram os mais queridos. De um lado você tem a versatilidade: Você sabe desenhar e desenvolve várias linguagens para seu trabalho. Pode ser que você goste de desenhar manchas com nanquim, ma coisamais expressionista, mas para ganhar um diñero você usa estilos que vão do cartum ao realista. Bom, comigo é mais assim. Ou você foca em um estilo e o desenvolve até que todoso reconheçam por ele, e quem o procurar só vai fazê-lo em busca do SEU estilo. Ou, também, por que não, uma mescla dos dois.
Acho que atualmente eu tenho colecionado trabalhos muito legais em HQ e em ilustração que prezam muito mais o estilo que eu escolhi, o que eu amo fazer, do que coisas que alteram meu estilo.
Um dica? Seja versátil. De verdade. Aprender técnicas, linguagens, estilos. Mas tenho um que seja só seu, sua poética. Você pode também, como já falei muito para os alunos, UM estilo, que atacva em várias técnicas. Por exemplo, o Orlando, que apesar de trabalhar com diversas técnicas, da pintura em A2 com gize acrílica, ao desenho de caneta com cores digitais, mas todos eles têm o visual Orlando, a cara dele, que só ele tem.
E também, todo mundo no começo tem que engolir sapos. Todo mundo já engoliu. Eu também. No final das contas, é portfolio, experiência, dinheiro... Mas tenha em mente que você precisa ir impondo seu traço e estilo. Num belo dia, vão te chamar para trabalhar pelo seu estilo, e não querendo que você imite alguém.
Devo dizer que, talvez contrariando isso, meus trabalhos atuais, que me levam um pouco fora do que eu me proponho a fazer, estão sendo bem legais. To adorando tanto o trabalho com a Portal quanto com o Billy. Em breve, tudo estará fechado e eu mostrarei novidades.
Sobre os Formandos!! Primeiro de tudo, parabéns, galerona!! Adorei conhecer todos vocês esse ano e espero que ainda mantenhamos contato, seja eu profesor ou não.
Por essa galera, mudei bem meu estilo. Eu adoro fazer camisetas de formandos. Ainda mais porque quando eu estou no processo, elimino qualquer chance de aparecerem com um Taz ou qualquer coisa dessas clichês (só deixo se for o Calvin!).
Dessa vez, fiz um grande retratão da galera do 9° A, abusando da minha Cintia, e percebi o quanto eu conheci de cada um só por ter me focado nesse trabalho por uns dias. Conheci-os mais pelo desenho do que pelas aulas. Por isso os retratistas passavam um tempo com seus retratados. Por isso atores fazem laboratórios para seus personagens. Quando mais você conhece as pessoas, melhor pode representá-las.

Para a turma do 9° B, decidimos fazer todos os professores no estilo dos Simpsons. Achei bem divertido também, mesmo sendo um estilo diferente do meu. Eu adoro Simpsons, amo o Homer (herói!!), mas não escolheria desenvolver um trabalho próprio com esse visual. Até porque o Matt Groening me processaria gostoso. Bom, o mais legal desse trabalho foi constatar que, como no exemplo do Nono A, eu desenhei melhor os professores com quem tenho mais contato. Eu, obviamente, foi o mais fácil. Alguns professores estão toda sexta lá comigo. Esses foram bem fáceis. Algune, eu conheço a personalidade, o jeitão, e isso facilita demais. Alguns, que eu nunca cheguei a conversar, infelizmente, não foram tão fáceis. Os alunos me deram fotos, e por elas, eu tive um desafio. Como transformar aquela pessoa num Simpson? E mantendo as características? Em desenho muitas vezes a gente se pega nesse dilema, não só num estilo cartum, mas mesmo num realista. O que fazer, o que não fazer? Como? Achei o resultado bem legal, e com isso, acho, acabei conhecendo mais os professores também.
















