terça-feira, 20 de março de 2012
Águas de Março
domingo, 8 de agosto de 2010
Quanta polêmica!
Você pode ler o post no blog da Quanta sobre isso, nesse link. Texto do próprio Marcelo.
E abaixo, deixo minha opinião sobre o assunto, direto do comentário feito lá no mesmo blog.
(desculpem os erros de digitação)
O que voui escrever aqui é o ponto de vista de um quadrinista brasileiro que atua no mercado nacional.
Eu sinto falta de um veículo, não-virtual, que sirva de vitrine e laboratório para novos (e por que não, experientes) quadrinistas, ilustradores e etc.
Particiei da Front por uns 4 anos, sendo inclusive do Conselho Editorial e tendo trabalhos em 3 livros. Sempre achei a Front um grande laboratório e cenário de troca de idéias e experiencias para quadrinistas. Se não fosse a Front, devo dizer, eu não teria publicado HQs, não teria conhecido um numero enorme de amigos/artistas, e nem teria conhecido o Quarto Mundo.
Hopje a Front não existe mais, e sinto falta mesmo de um lugar onde o pessoal novo, nosso amigos e/ou alunos, possam ter a experiencia de lidar com prazos, temas propostos, discussão de idéias, a produção inteira mesmo. Os autores faziam a Front inteira.
Temos a Zupi, que é uma polêmica à parte, mas não vem ao caso.
O que o Marcelo faz, pelo que entendi, é produzir material, sem a promessa de rios de grana, mas sim, possibilitando contato com editoras, para que esses almbuns possam ser publicados.
E, uma vez publicados, aí sim os autores recebem os royalts. Como todo e qualquer autor no mercado brasileiro.
Raramente você acha autores que recebem para produzir, que são bancados pela editora enquanto desenvolvem seu projeto.
Então é natural que o Marcelo não pague os alunos, nem prometa que eles vão viver disso enqto produzem.
SE o aluno/autor, quem quer que seja, decida largar emprego, faculdade, religão, o que quer que seja, para "ganhar $" fazendo o projeto, azar, o Marcelo não pode controlar isso. O cara fez porque quis e sem ter sido prometido nada.
Admiro o Marvcelo e a Quanta. Queria poder fazer o mesmo pelos meus alunos, mas me limnito ao incentivo e À facilitação0 de networking, com contatos no Quarto Mundo e etc.
Publicar HQ no Brasil é difícil e o mercado independente é mito interessante, pra não dizer, lucrativo (outra polemica à parte). Quem quiser, pode publicar sua HQ como e quando quiser, basta ter uma grana e muita força de vontade. Isso nem todo mundo quer, ter a responsa de produzir sozinho seu trabalho... é mais fácil qdop alguem paga, e vc fica desenhando, e depois alguem cuida de tudo...
Bom, o que uqero dizer é que o Marcelo Campos e a Quanta são incentivadores de novos talentos, e essa idéia de proporcionar a chance deles TRABALHAREM nessa área, e quem sabe, serem publicados, pra mim, é louvável.
Entendam como quiserem. Eu quero ver gente nova aparecendo, gente boa, e que SABE trabalhar, correr atrás, que sabe como funciona o mercado e o processo todo.
Abraços!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Carta Aberta em Defesa dos Quadrinhos nas Escolas
Você pode ler nesse link, e aproveitar para assinar a carta também, nos comentários da postagem. Eu já assinei. Muitos outros já assinaram, entre elesl eitores, fãz, artistas, escritores, arquitetos, técnicos e por aí vai.
É um jeito inteligente, liderado por um cara que sabe do que fala, de mostrar nossa opinião sobre esse assunto.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Patre Primordium liberado em scan!

A minha amiga e roteirista, parceirona de Quarto Mundo, Ana Recalde, junto com o artista Fred Hildebrand lançaram o primeiro número de Patre Primordium.
O mais interessante, e que promete gerar algumas polêmicas, é que ela foi lançada em scan!
Eu não devo ter falado muito em scans aqui, mas vários blogs e sites disponibilizam HQs inteiras, inclusive coisas que nunca foram publicadas no Brasil, totalmente traduzidos e letreiradas. É um tipode pirataria, pois o autor não recebe nada, nem a editora, nem ninguém.
Mas disponibiliza HQ para muita gente.
E a Ana e o Fred, liberando uma HQ independente em scan, jogam uma nova carta no jogo. E aí, será que a onda pega?
Desejo toda a sorte pros dois, e quero muito tirar um tempo praler a HQ!!!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Mais polêmicas, pra variar...
1. Diploma de Jornalista: Ninguém precisa mais.
Calma, na verdade é assim: Segue notícia da UOL.
Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão desta quarta-feira (17) que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão.
Votaram contra a exigência do diploma o relator Gilmar Mendes e os ministros Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.
Para o relator, danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma. Mendes acrescentou que as notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional. Mendes lembrou que o decreto-lei 972/69, que regulamenta a profissão, foi instituído no regime militar e tinha clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.
Sobre a situação dos atuais cursos superiores, o relator afirmou que a não obrigatoriedade do diploma não significa automaticamente o fechamento dos cursos. Segundo Mendes, a formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão.
Mendes disse ainda que as próprias empresas de comunicação devem determinar os critérios de contratação. "Nada impede que elas peçam o diploma em curso superior de jornalismo", ressaltou. Leia aqui a íntegra do voto.
Seguindo voto do relator, o ministro Ricardo Lewandowski enfatizou o caráter de censura da regulamentação. Para ele, o diploma era um "resquício do regime de exceção", que tinha a intenção de controlar as informações veiculadas pelos meios de comunicação, afastando das redações os políticos e intelectuais contrários ao regime militar.
Veja a matéria toda aqui.
Olha, eu nunca gostei de Regime Militar, odeio censura, mas acho que Jornalismo é uma profissão séria demais pra não se exigir diploma. Claro que certas pessoas que trabalham no meio realmente não precisariam ser jornalistas formados para poder exercer suas funções. Mas o jornalista em si, esse precisa, claro.
Não é porque qualquer Domingas da Malhação pode ter um blog e bancar jornalista que essa pessoa É, de fato, um jornalista. Precisa de formação, de estudo, de muito mais.
Assim como um Artista Plástico sem curso superior é uma coisa, com curso é outra. Funciona assim em qualquer área.
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2. Comentário infeliz num jornal e repercussões...
Retirado do Blog dos Quadrinhos:
A SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil - emitiu hoje à tarde uma carta em resposta a uma nota curta publicada na coluna "Gente Boa", do caderno de cultura de "O Globo".
A nota, intitulada "Ilustradores, unidos", registra que os ilustradores pretendem dividir os direitos autorais de obras - entre elas as infantis - com os autores. Segue o texto:
As editoras de livros enfrentam um novo problema: os ilustradores, principalmente os de livros infantis, querem rachar o direito autoral com os escritores.
Não aceitam mais um xis pelo trabalho. Pedem um percentual nas vendas, de olho na força do setor e nos grandes lotes comprados pelo governo.
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A SIB defende que não quer dividir os direitos autorais com o autor. Mas reivindica uma participação maior no pagamento feito pelas editoras, em particular nas vendas ao governo.
Leia a íntegra da carta de resposta da entidade:
Muito oportuna a nota "ilustradores, unidos”, publicada na edição de hoje. Gostaríamos de esclarecer que a questão dos direitos autorais dos ilustradores é antiga, e vem ganhando força nos últimos anos por conta de uma postura mais consciente dos profissionais, e do próprio amadurecimento do mercado.
A co-autoria de um ilustrador de livro infantil é inegável. Muito mais do que um mero suporte ao texto, as imagens exercem encantamento, definem a identidade do título e possuem enorme poder de decisão na hora da compra. E, como co-autores, nada mais justo que participar dos benefícios obtidos com as vendas.
E, importante salientar, nunca foi proposto rachar o direito autoral com os escritores, e sim com a editora. lustradores e escritores, ambos autores, têm sido parceiros produtivos à literatura infantil e juvenil brasileira.
Não se pretende aqui entrar na justa fatia que o escritor do livro recebe, mas sim em uma nova conta com as editoras – que, apesar de terem no governo brasileiro o maior comprador de livros do planeta, ainda insistem na imposição de contratos leoninos aos seus colaboradores, sejam ilustradores ou artistas gráficos.
A Sociedade dos Ilustradores do Brasil, com duas centenas de associados em todo o território nacional, trabalha pela excelência na prática profissional e entende que os ilustradores não são meros prestadores de serviços, mas parceiros da editora na produção de obras infantis.
Neste momento de mudanças no perfil do mercado é onde se pode concluir esta discussão com benefícios para todas as partes, principalmente para o leitor.
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Assinam a carta nove integrantes do conselho gestor da entidade: Cecilia Esteves, Orlando Pedroso, Jinnie Pak, Chicão Monteiro, Marcelo Martinez, Daniel Bueno, Mauricio Negro, Rodrigo Rosa e Rogério Soud.
"Tem um novo mercado surgindo. A questão é discutir qual a participação do ilustrador nesse mercado", diz Orlando Pedroso, por telefone.
No entender dele e da SIB, é necessário abrir um canal de discussão com as editoras para definir como o desenhista pode se enquadrar, como autor, co-autor ou partícipe dos lucros.
Muitas obras infantis e de cunho didático têm sido incluídas em listas dos governos federal e estadual. Nos últimos anos, a presença de elementos visuais nessas obras tem aumentado significativamente.
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A questão é atual e pertinente: ilustrador de um livro - em particular o de obras infantis - pode ser considerado co-autor?
Opinião do Montalvo, um dos maiores do país:
Eu concordo com a SIB, ponto final. É minha profissão, e por mais que muita gente ache que não, ela é de suma importância para o funcionamento do mercado editorial e publicitário.
Não tem nada a ver com abocanhar grandes dinheiros, mas de ter o que é merecido, por direito autoral, por qualquer direito. O escritor tem tantos direitos por ser autor, o ilustrador tem os mesmos por ser oautor das ilustrações.
É um mercado estranho, sem sindicato, sem registro, sem essas coisas de "emprego de verdade", mas é um mervcado que existe e merecia ser melhor visto e entendido pelos governantes e editores.
Qualquer coisa, é sempre bom reler o Guia do Ilustrador e ficar por dentro de como tudo funciona.
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3. Mais uma grande obra de quadrinhos atacada por estar nas escolas...Do Omelete:
A graphic novel Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço, de Will Eisner, é o motivo de mais uma rodada de críticas a bibliotecas e ao governo. Educadores de São Paulo e Paraná pediram que a obra, distribuída pelo Ministério da Educação a escolas públicas, fosse retirada das bibliotecas.
O motivo: Um Contrato com Deus mostra cenas de violência e sexo (sexo adúltero, como sublinham alguns), incluindo estupro e sugestão de pedofilia. Segundo os educadores, o livro está em escolas com alunos de quinta série, com média de idade de 11 anos - e o conteúdo seria impróprio para a faixa etária.
A polêmica chegou inclusive a blogs religiosos, que já tratam a obra como coisa do demônio. "Infelizmente, por ser PASSIVA (não confundir com pacífica), a sociedade brasileira tem deixado o Poder das Trevas colocar em execução tudo o que foi planejado nas profundezas do inferno e simplesmente, diante de tudo isto, tem dormitado em berços esplêndidos", diz o blog Holofote. Vale lembrar que a polêmica vem na sequência do caso com a antologia Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol e repete quase perfeitamente casos já registrados nos EUA. Além disso, é um reflexo da maior entrada dos quadrinhos nas bibliotecas públicas, como política do Programa Nacional Biblioteca na Escola do Ministério da Educação. Um Contrato com Deus é considerada um marco na história dos quadrinhos maduros e também na carreira de Eisner, que resolveu na época investir em quadrinhos para o público adulto. Lançada originalmente em 1978, foi uma das HQs que gerou o termo "graphic novel" ("romance gráfico") no mercado e na imprensa dos EUA para destacar o novo requinte das narrativas sequenciais. Já existe versão do clássico até para iPhone. No Universo HQ:
A reportagem fez questão de deixar claro que Eisner é um dos nomes mais importantes dos quadrinhos, que o ponto em questão é que álbum não é para crianças e não deveria ter sido adotado pelo programa do governo para a faixa etária em questão - ou seja, uma mudança na abordagem em relação aos problemas ocorridos com 10 na área, um na banheira e ninguém no gol.
Enfim: a polêmica continua, mas, ao menos, o foco parece ser outro - méritos, quem sabe, da imprensa especializada em quadrinhos e de todos que conhecem o gênero e o defenderam frente aos acontecimentos recentes.
Original aqui.
Bom, eu posso falar que Um Contrto com Deus é uma das obras mais bonitas do Tio Eisner. O velho mestre geralmente acerta a mão, sua narrativa é linda, seu texto é tocante.
Obviamente, assim como o Dez Na Área, não é pra crianças.
Eisner foi o cara que começou com as Graphic Novels. Ele é o pai dos quadrinhos adultos. Suas obras, no geral, não são para crianças e ponto final.
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Hmm bom, é isso!
MNuita coisa. Teria mais pra falar, mas vamos acompnhando por aí os desenrolares dos fatos. Não confiem em tudo de lêem. Procurem fontes que entendem do que falam!
Té mais!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Quadrinhos na Mídia
Retirei esse texto do blog da Pandora, postado originalmente pelo meu amigo Caio Yo. Vale a pena ler e pensar...
Quadrinhos na Mídia
8 de Junho de 2009 @ 15:53 por Caio YoTudo que é polêmico e escandaloso é reprisado e reprisado e reprisado mais uma vez. Não podia ser diferente, no atual problema enfrentado por artistas dos quadrinhos e pela editora Via Lettera no caso de “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”. O livro foi comprado pelo Governo do Estado de São Paulo e distribuído a estudantes da terceira série. O governador José Serra assumiu a culpa, num primeiro momento. Ao vivo, no telejornal da Rede Globo, o “SPTV”, o disse que tudo na obra era “de muito mau gosto, um horror”. governador José Serra classificou a obra de muito mau gosto, um horror. Os apresentadores do jornal botaram ainda mais lenha na fogueira, se mostrando chocados com o fato.
O problema é o que a mídia insistiu em fazer, depois do acontecido: ao invés de culpar o governo do Estado pela péssima idéia de distribuir um quadrinho feito para o público adulto para crianças do ensino fundamental, insistiram em pôr em dúvida a qualidade dos desenhos e do conteúdo. O livro “Dez na Área” conta com a participação de ícones talentosos do quadrinho nacional, e não foi criado visando o público infanto-juvenil. A má distribuição deveria ser o único problema em questão.
Ainda que, depois de baixada a poeira, algo de interessante possa ser retirado da situação - como a volta dos quadrinhos para o foco da mídia e o considerável aumento das vendas do livro da editora Via Lettera -, nem tudo é positivo…
A matéria acima pertence também ao “SPTV”, o mesmo telejornal culpado pela condenação brutal do conteúdo do “Dez na Área” resolveu colocar em pauta o mesmíssimo problema - mas agora o foco era uma obra de ninguém menos do que o mestre Will Eisner. Ainda que tenham, no final da matéria, uma pequena nota dizendo que o problema em questão não era a qualidade da obra e sim o público que deveria lê-la, o mal já estava feito. Como disse Paulo Ramos - autor de “A Literatura dos Quadrinhos” - em seu blog - de onde esse post foi inspirado -, ‘valia a matéria’?
Disse Paulo Ramos, no seu blog:
“É de uma obviedade absurda dizer que uma obra direcionada a adolescentes e adultos esteja numa biblioteca. Mesmo sendo um espaço frequentado por crianças.
O óbvio é que isso ocorre em qualquer biblioteca escolar. Há livros para diferentes públicos. Inclusive o infantil. Cabe a uma bibliotecária controlar o acervo e o empréstimo. O alarde da diretora evidencia um claro despreparo dela. Essa, talvez, seria a matéria.
Mais um fato poria a pauta à prova: o ministério da Educação está correto. A obra foi selecionada para o ensino médio, de modo a compor bibliotecas escolares. A lista do PNBE inclui para o mesmo público outras duas obras de Eisner - “O Sonhador” e “A Força da Vida” - e duas nacionais - “Domínio Público - Literatura em Quadrinhos” e “O Alienista”, vencedora de um Prêmio Jabuti em 2008.”
terça-feira, 19 de maio de 2009
...e mais uma polêmica sobre HQs.
Aí que dei essa zica aqui ó:
Saiu no G1, saiu na SP-TV, acabei de ver na chamada do Jornal Regional aqui de Campinas e região. Claro que dá o que falar. Tem arma, bunda, palavrão, e por aí vai. Claro que não é indicado para o público de 9 anos, terceira série, que receberia (ou recebeu?) o livro.
Agora, com vocês, meus caríssimos amigos - e respeitadíssimos autores/estudiosos de HQ, Paulo Ramos e José Alberto Lovetro (conhecido como JAL). A opinião dos dois é para mim, mais válida que o dos veículos de comunicação de massa já mencionados, pois, nesse assunto, as autoridades são os já mencionados Paulo e Jal.
O Paulo escreveu em seu Blog dos Quadrinhos uma boa explicação sobre o assunto, que você pode ler aqui.
O JAL enviou uma carta e,m nome da ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), que eu reproduzo abaixo:
"
ASSOCIAÇÃO DOS CARTUNISTAS DO BRASIL – ACB
Rua Lourenço Rodrigues Souza, 174 – São paulo/SP – CEP 02760-050 – Tel 011 3851 5221
www.hqmix.com.br – hqmix@hqmix.com.br
Sobre reportagens a respeito do livro “Dez na área, um na banheira e nenhum no gol” da Editora Via Lettera.
Hoje, dia 19 de maio, na mídia, houve a repercussão de uma matéria sobre o mau uso do livro de quadrinhos acima citado onde vários autores importantes da área desenharam sobre o tema futebol.
O livro, premiado e trazendo desenhistas também premiados, inclusive fora do Brasil, foi mostrado como material de linguagem chula e arte sexista imprópria para distribuição para crianças da rede pública de ensino como material paradidático.
A Associação dos Cartunistas do Brasil, que vem participando por anos da luta pelo reconhecimento do autor brasileiro na área dos quadrinhos e humor gráfico, não pode deixar de dizer que as informações colocadas, dessa forma na mídia, podem depor contra um trabalho sério nas escolas de utilização de publicações de quadrinhos como ferramenta de incentivo à leitura e cultura nacional.
Fica evidente que houve um descuido de quem escolheu esse título para distribuição para o ensino básico, mas não se pode dizer que os artistas estão deturpando algo como fica a impressão das matérias. Uma criança de 9 anos assiste ao futebol com o pai, que não deve economizar em seu linguajar diante da emoção que o esporte exerce sobre seus torcedores. As transmissões de futebol não conseguem evitar o som dos palavrões cantarolados pelas torcidas. Portanto não é criação dos desenhistas a linguagem chula, mas simplesmente estão colocando o que todos vêem num jogo de futebol pelas transmissões livres de censura.
Ao mesmo tempo, a forma como são colocadas as mulheres no futebol com as “Maria Chuteira” ou “travestis” que se relacionam com jogadores, nas reportagens, que não são também censuradas, só podem ter um reflexo nas histórias dos autores do livro.
O que vemos é uma crucificação de um trabalho sério de artistas e da editora, muito bem conceituados e que podem ser sim distribuídos em universidades para o estudo do mundo do futebol e sua influência na cultura popular.
A utilização dos quadrinhos na sala de aula é confirmada por educadores como fonte importante para agregar valor de conteúdo educacional para o interesse da criança em várias matérias do currículo escolar. Isso foi conquistado depois de muita luta contra o preconceito que antes havia e que caiu por terra ao vermos em cada lar uma criança de cinco anos já se interessar por leitura quando vê revistas infantis na sua frente.
Apenas houve um equívoco na escolha pela faixa etária a que se destinava os livros e não uma publicação censurável como pode ter passado para o grande público.
Pedimos aos meios de comunicação que, sempre que houver algo tão importante como esse tema, também coloquem a opinião de uma pessoa especializada na área, que tenha algum conhecimento da linguagem em discussão.
José Alberto Lovetro (JAL)
Associação dos Cartunistas do Brasil - ACB"
Bom, como esse assunto vai render muito, fecho por aqui. Deixo meus leitores com a coceira de pensar nisso, e ver o que acham dessa coisa toda. Comentem, reflitam, e se possíbvel, leiam a HQ, que é bem legal - mas não é MESMO indicada para Escola.
