Mostrando postagens com marcador notícia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador notícia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Reportagem

Saiu no portal da EPTV ontem uma matéria comigo, sobre o lançamento de Burocratia e a participação na Rio Comicon.

Leia aqui!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ocupado

Várias coisas acontecendo por aqui!

Uns trabalhos bacanas, umas reuniões importantes, até ensaios de banda.

Assim que der pra mostrar alguma coisa eu volto pra cá!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Esse é o começo do resto de nossas vidas

...Essa foi a frase que eu escrevi quando autografei a Pieces numa festa de reunião do pessoal que estudou comigo no Colégio Integrado, em Amparo. Algumas pessoas eu não via há uns 11 anos.

11 anos!!!

É tempo pra caramba. E foi muito divertido conversar com todo mundo (alguns idênticos, outros já bem mudados), e ver que todos têm seu caminho, carreiras, identidades. Antes éramos um bando de adolescentes uniformizados frequentando as mesmas aulas no mesmo lugar. Tínhamos os mesmo assuntos, as mesmas rotinas.

Hoje, somos adultos, profissionais, pais, noivos, chefes, advogados, médicos, engenheiros, artistas, e por aí vai.

A frase veio como uma inspiração divina, é clichê, mas é verdade. Me emocionei lá, e todos também.

E esse é, de fato o começo do resto de nossas vidas.

Estou ausente da internet há uma semana, por causa da mudança. Sim, estou de mudança. Ainda moro em Campinas, mas não mais divido apartamento com meu irmão. É hora de vôos mais longos e horizontes mais amplos. É hora de crescer e evoluir mais ainda.

E 2010 mal começou e eu já estou muito feliz. Tenho ótimas novidades, grandes planos, muito pra fazer. E estou muito feliz. Muito mesmo.

Assim que der, venho pra cá e atualizo. Abraço forte a todos que visitam o blog!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mais polêmicas, pra variar...

Fiquei um tempo sem saber se postava essas coisas ou não, mas acho que tem tudo a ver com meu trabalho, com minha ideologia e com o blog em si. Então segue aí uma batelada de coisas que geraram polêmicas nesses últimos dias...


1. Diploma de Jornalista: Ninguém precisa mais.
Calma, na verdade é assim: Segue notícia da UOL.
Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão desta quarta-feira (17) que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão.

Votaram contra a exigência do diploma o relator Gilmar Mendes e os ministros Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.

Para o relator, danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma. Mendes acrescentou que as notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional. Mendes lembrou que o decreto-lei 972/69, que regulamenta a profissão, foi instituído no regime militar e tinha clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.

Sobre a situação dos atuais cursos superiores, o relator afirmou que a não obrigatoriedade do diploma não significa automaticamente o fechamento dos cursos. Segundo Mendes, a formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão.

Mendes disse ainda que as próprias empresas de comunicação devem determinar os critérios de contratação. "Nada impede que elas peçam o diploma em curso superior de jornalismo", ressaltou. Leia aqui a íntegra do voto.

Seguindo voto do relator, o ministro Ricardo Lewandowski enfatizou o caráter de censura da regulamentação. Para ele, o diploma era um "resquício do regime de exceção", que tinha a intenção de controlar as informações veiculadas pelos meios de comunicação, afastando das redações os políticos e intelectuais contrários ao regime militar.

Veja a matéria toda aqui.

Olha, eu nunca gostei de Regime Militar, odeio censura, mas acho que Jornalismo é uma profissão séria demais pra não se exigir diploma. Claro que certas pessoas que trabalham no meio realmente não precisariam ser jornalistas formados para poder exercer suas funções. Mas o jornalista em si, esse precisa, claro.

Não é porque qualquer Domingas da Malhação pode ter um blog e bancar jornalista que essa pessoa É, de fato, um jornalista. Precisa de formação, de estudo, de muito mais.

Assim como um Artista Plástico sem curso superior é uma coisa, com curso é outra. Funciona assim em qualquer área.

=======

2. Comentário infeliz num jornal e repercussões...
Retirado do Blog dos Quadrinhos:

A SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil - emitiu hoje à tarde uma carta em resposta a uma nota curta publicada na coluna "Gente Boa", do caderno de cultura de "O Globo".

A nota, intitulada "Ilustradores, unidos", registra que os ilustradores pretendem dividir os direitos autorais de obras - entre elas as infantis - com os autores. Segue o texto:

As editoras de livros enfrentam um novo problema: os ilustradores, principalmente os de livros infantis, querem rachar o direito autoral com os escritores.

Não aceitam mais um xis pelo trabalho. Pedem um percentual nas vendas, de olho na força do setor e nos grandes lotes comprados pelo governo.

***

A SIB defende que não quer dividir os direitos autorais com o autor. Mas reivindica uma participação maior no pagamento feito pelas editoras, em particular nas vendas ao governo.

Leia a íntegra da carta de resposta da entidade:

Muito oportuna a nota "ilustradores, unidos”, publicada na edição de hoje. Gostaríamos de esclarecer que a questão dos direitos autorais dos ilustradores é antiga, e vem ganhando força nos últimos anos por conta de uma postura mais consciente dos profissionais, e do próprio amadurecimento do mercado.

A co-autoria de um ilustrador de livro infantil é inegável. Muito mais do que um mero suporte ao texto, as imagens exercem encantamento, definem a identidade do título e possuem enorme poder de decisão na hora da compra. E, como co-autores, nada mais justo que participar dos benefícios obtidos com as vendas.

E, importante salientar, nunca foi proposto rachar o direito autoral com os escritores, e sim com a editora. lustradores e escritores, ambos autores, têm sido parceiros produtivos à literatura infantil e juvenil brasileira.

Não se pretende aqui entrar na justa fatia que o escritor do livro recebe, mas sim em uma nova conta com as editoras – que, apesar de terem no governo brasileiro o maior comprador de livros do planeta, ainda insistem na imposição de contratos leoninos aos seus colaboradores, sejam ilustradores ou artistas gráficos.

A Sociedade dos Ilustradores do Brasil, com duas centenas de associados em todo o território nacional, trabalha pela excelência na prática profissional e entende que os ilustradores não são meros prestadores de serviços, mas parceiros da editora na produção de obras infantis.

Neste momento de mudanças no perfil do mercado é onde se pode concluir esta discussão com benefícios para todas as partes, principalmente para o leitor.

***

Assinam a carta nove integrantes do conselho gestor da entidade: Cecilia Esteves, Orlando Pedroso, Jinnie Pak, Chicão Monteiro, Marcelo Martinez, Daniel Bueno, Mauricio Negro, Rodrigo Rosa e Rogério Soud.

"Tem um novo mercado surgindo. A questão é discutir qual a participação do ilustrador nesse mercado", diz Orlando Pedroso, por telefone.

No entender dele e da SIB, é necessário abrir um canal de discussão com as editoras para definir como o desenhista pode se enquadrar, como autor, co-autor ou partícipe dos lucros.

Muitas obras infantis e de cunho didático têm sido incluídas em listas dos governos federal e estadual. Nos últimos anos, a presença de elementos visuais nessas obras tem aumentado significativamente.

***

A questão é atual e pertinente: ilustrador de um livro - em particular o de obras infantis - pode ser considerado co-autor?


Opinião do Montalvo, um dos maiores do país:

"Tá errado, tá tudo errado.
Será que os ilustradores ficaram loucos?
A gente não quer "rachar" nada com os escritores, eles não são nossos pagadores, e devem ganhar o mesmo que sempre ganharam.
O NOSSO direito autoral deve vir dos outros 90% do bolo, DIRETAMENTE DA EDITORA, e não do bolso de nossos parceiros, os escritores.
Mas as editoras, espertamente, querem nos tornar inimigos dos escritores, aplicando a velha máxima "dividir para conquistar".
Eu não quero dinheiro de um colega de trabalho como eu. Exijo receber estes valores da editora, a minha contratante."

Eu concordo com a SIB, ponto final. É minha profissão, e por mais que muita gente ache que não, ela é de suma importância para o funcionamento do mercado editorial e publicitário.

Não tem nada a ver com abocanhar grandes dinheiros, mas de ter o que é merecido, por direito autoral, por qualquer direito. O escritor tem tantos direitos por ser autor, o ilustrador tem os mesmos por ser oautor das ilustrações.

É um mercado estranho, sem sindicato, sem registro, sem essas coisas de "emprego de verdade", mas é um mervcado que existe e merecia ser melhor visto e entendido pelos governantes e editores.


Qualquer coisa, é sempre bom reler o Guia do Ilustrador e ficar por dentro de como tudo funciona.

=======

3. Mais uma grande obra de quadrinhos atacada por estar nas escolas...

Do Omelete:

A graphic novel Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço, de Will Eisner, é o motivo de mais uma rodada de críticas a bibliotecas e ao governo. Educadores de São Paulo e Paraná pediram que a obra, distribuída pelo Ministério da Educação a escolas públicas, fosse retirada das bibliotecas.

O motivo: Um Contrato com Deus mostra cenas de violência e sexo (sexo adúltero, como sublinham alguns), incluindo estupro e sugestão de pedofilia. Segundo os educadores, o livro está em escolas com alunos de quinta série, com média de idade de 11 anos - e o conteúdo seria impróprio para a faixa etária.


A polêmica chegou inclusive a blogs religiosos, que já tratam a obra como coisa do demônio. "Infelizmente, por ser PASSIVA (não confundir com pacífica), a sociedade brasileira tem deixado o Poder das Trevas colocar em execução tudo o que foi planejado nas profundezas do inferno e simplesmente, diante de tudo isto, tem dormitado em berços esplêndidos", diz o blog Holofote.

Vale lembrar que a polêmica vem na sequência do caso com a antologia Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol e repete quase perfeitamente casos já registrados nos EUA. Além disso, é um reflexo da maior entrada dos quadrinhos nas bibliotecas públicas, como política do Programa Nacional Biblioteca na Escola do Ministério da Educação.

Um Contrato com Deus é considerada um marco na história dos quadrinhos maduros e também na carreira de Eisner, que resolveu na época investir em quadrinhos para o público adulto. Lançada originalmente em 1978, foi uma das HQs que gerou o termo "graphic novel" ("romance gráfico") no mercado e na imprensa dos EUA para destacar o novo requinte das narrativas sequenciais.

Já existe versão do clássico até para iPhone.


Matéria original aqui.


No Universo HQ:

Nesta terça-feira, 2 de junho, o programa SP TV, da Rede Globo, apresentou uma matéria sobre o livro Um Contrato com Deus, de Will Eisner, publicado pela Devir.

De acordo com a matéria, o livro contém ilustrações de pedofilia, brigas familiares, violência, etc.

O foco foi informar que o álbum não é adequado para crianças, mesmo estando presente em diversas bibliotecas escolares, sendo necessário orientação para os leitores da obra conforme sua faixa etária.

A reportagem fez questão de deixar claro que Eisner é um dos nomes mais importantes dos quadrinhos, que o ponto em questão é que álbum não é para crianças e não deveria ter sido adotado pelo programa do governo para a faixa etária em questão - ou seja, uma mudança na abordagem em relação aos problemas ocorridos com 10 na área, um na banheira e ninguém no gol.

Enfim: a polêmica continua, mas, ao menos, o foco parece ser outro - méritos, quem sabe, da imprensa especializada em quadrinhos e de todos que conhecem o gênero e o defenderam frente aos acontecimentos recentes.

Original aqui.


Bom, eu posso falar que Um Contrto com Deus é uma das obras mais bonitas do Tio Eisner. O velho mestre geralmente acerta a mão, sua narrativa é linda, seu texto é tocante.
Obviamente, assim como o Dez Na Área, não é pra crianças.

Eisner foi o cara que começou com as Graphic Novels. Ele é o pai dos quadrinhos adultos. Suas obras, no geral, não são para crianças e ponto final.

======

Hmm bom, é isso!
MNuita coisa. Teria mais pra falar, mas vamos acompnhando por aí os desenrolares dos fatos. Não confiem em tudo de lêem. Procurem fontes que entendem do que falam!

Té mais!

terça-feira, 19 de maio de 2009

...e mais uma polêmica sobre HQs.

Então que a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo comprou um monte de livros para distribuir em Escolas públicas. E no meio desses livros, havia "Dez na área, um na banheira e ninguém no gol", da Editora Via Lettera (que publica a Front). E esse álbum é, na minha opinião, destinado a um público adulto. 18 anos pra mais, no mínimo 16 anos.

Aí que dei essa zica aqui ó:
Saiu no G1, saiu na SP-TV, acabei de ver na chamada do Jornal Regional aqui de Campinas e região. Claro que dá o que falar. Tem arma, bunda, palavrão, e por aí vai. Claro que não é indicado para o público de 9 anos, terceira série, que receberia (ou recebeu?) o livro.

Agora, com vocês, meus caríssimos amigos - e respeitadíssimos autores/estudiosos de HQ, Paulo Ramos e José Alberto Lovetro (conhecido como JAL). A opinião dos dois é para mim, mais válida que o dos veículos de comunicação de massa já mencionados, pois, nesse assunto, as autoridades são os já mencionados Paulo e Jal.

O Paulo escreveu em seu Blog dos Quadrinhos uma boa explicação sobre o assunto, que você pode ler aqui.

O JAL enviou uma carta e,m nome da ACB (Associação dos Cartunistas do Brasil), que eu reproduzo abaixo:
"

ASSOCIAÇÃO DOS CARTUNISTAS DO BRASIL – ACB

Rua Lourenço Rodrigues Souza, 174 – São paulo/SP – CEP 02760-050 – Tel 011 3851 5221

www.hqmix.com.brhqmix@hqmix.com.br


Sobre reportagens a respeito do livro “Dez na área, um na banheira e nenhum no gol” da Editora Via Lettera.

Hoje, dia 19 de maio, na mídia, houve a repercussão de uma matéria sobre o mau uso do livro de quadrinhos acima citado onde vários autores importantes da área desenharam sobre o tema futebol.

O livro, premiado e trazendo desenhistas também premiados, inclusive fora do Brasil, foi mostrado como material de linguagem chula e arte sexista imprópria para distribuição para crianças da rede pública de ensino como material paradidático.

A Associação dos Cartunistas do Brasil, que vem participando por anos da luta pelo reconhecimento do autor brasileiro na área dos quadrinhos e humor gráfico, não pode deixar de dizer que as informações colocadas, dessa forma na mídia, podem depor contra um trabalho sério nas escolas de utilização de publicações de quadrinhos como ferramenta de incentivo à leitura e cultura nacional.

Fica evidente que houve um descuido de quem escolheu esse título para distribuição para o ensino básico, mas não se pode dizer que os artistas estão deturpando algo como fica a impressão das matérias. Uma criança de 9 anos assiste ao futebol com o pai, que não deve economizar em seu linguajar diante da emoção que o esporte exerce sobre seus torcedores. As transmissões de futebol não conseguem evitar o som dos palavrões cantarolados pelas torcidas. Portanto não é criação dos desenhistas a linguagem chula, mas simplesmente estão colocando o que todos vêem num jogo de futebol pelas transmissões livres de censura.

Ao mesmo tempo, a forma como são colocadas as mulheres no futebol com as “Maria Chuteira” ou “travestis” que se relacionam com jogadores, nas reportagens, que não são também censuradas, só podem ter um reflexo nas histórias dos autores do livro.

O que vemos é uma crucificação de um trabalho sério de artistas e da editora, muito bem conceituados e que podem ser sim distribuídos em universidades para o estudo do mundo do futebol e sua influência na cultura popular.

A utilização dos quadrinhos na sala de aula é confirmada por educadores como fonte importante para agregar valor de conteúdo educacional para o interesse da criança em várias matérias do currículo escolar. Isso foi conquistado depois de muita luta contra o preconceito que antes havia e que caiu por terra ao vermos em cada lar uma criança de cinco anos já se interessar por leitura quando vê revistas infantis na sua frente.

Apenas houve um equívoco na escolha pela faixa etária a que se destinava os livros e não uma publicação censurável como pode ter passado para o grande público.

Pedimos aos meios de comunicação que, sempre que houver algo tão importante como esse tema, também coloquem a opinião de uma pessoa especializada na área, que tenha algum conhecimento da linguagem em discussão.


José Alberto Lovetro (JAL)

Associação dos Cartunistas do Brasil - ACB"


Bom, como esse assunto vai render muito, fecho por aqui. Deixo meus leitores com a coceira de pensar nisso, e ver o que acham dessa coisa toda. Comentem, reflitam, e se possíbvel, leiam a HQ, que é bem legal - mas não é MESMO indicada para Escola.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Novidades para 2009

Que beleza!! Começo minha manhã, de uma sexta-feira nublada, fria e com promessa de chuva, antes de ir pra reunião da agência, e sou surpreendido pelo Omelete dando essa notícia:

Companhia das Letras lança selo exclusivo para histórias em quadrinhos

Quadrinhos na Cia. vai ter trabalhos de autores de destaque no Brasil e nos EUA


Mas o melhor não foi saber disso (uma boa notícia, já que no começo da semana fiquei sabendo das mudanças tristes na Pixel Media...), mas foi saber QUAIS são esses autores...

Além de novo material de autores que a editora já publicava, como Will Eisner (O Complô), Art Spiegelman (Maus, À Sombra das Torres Ausentes), Marjane Satrapi (Persépolis) e o brasileiro Spacca (Santô e os Pais da Aviação, D. João Carioca), o selo vai trazer ao Brasil quatro dos nomes mais comentados nos últimos anos nos quadrinhos: Chris Ware, Craig Thompson, Gene Luen Yang e Dash Shaw.

O primeiro álbum da linha já vai ser uma grande surpresa: Cachalote, uma coleção de histórias escritas pelo romancista Daniel Galera e desenhadas por Rafael Coutinho, uma das grandes novas promessas do quadrinho nacional (e filho de Laerte Coutinho, um dos maiores quadrinistas do Brasil). Rafael inclusive já apresentou algumas páginas de preview em seu blog, que você confere na sua galeria.

Sem mais delongas, o resto da lista de lançamentos anunciada pela Quadrinhos na Cia. segue abaio. A editora ainda não confirmou a ordem dos lançamentos, mas adianta que as obras começam a sair em maio:

  • New York: Life in the Big City (título original): livro que reúne quatro graphic novels de Will Eisner – New York, O Edifício, City People Notebook e Pessoas Invisíveis. O volumão, com mais de 400 páginas, vem com introdução de Neil Gaiman.
  • Blankets (título original): a graphic novel autobiográfica de Craig Thompson é um dos quadrinhos mais comentados deste século nos EUA, premiada tanto lá quanto na França e já publicada em diversos outros países. Também é um volumão: Thompson ousou contar sua infância e adolescência, com destaque para seu primeiro amor e algumas polêmicas, em 600 páginas ricamente ilustradas.
  • American Born Chinese (título original): anunciada pela Companhia das Letras há quase dois anos, a HQ de Gene Luen Yang causou sensação ao ser indicada ao National Book Award, um dos prêmios literários mais importantes dos EUA. E a gente já falou dela aqui.
  • Jimmy Corrigan: The Smartest Kid on Earth (título original): simplesmente considerada a HQ que lançou o último movimento de reconhecimento dos quadrinhos como literatura séria e de respeito – ou, para alguns, "o Ulisses dos quadrinhos", em comparação ao importante livro de James Joyce. Chris Ware desconstrói a própria linguagem dos quadrinhos para contar a triste e surreal história de Jimmy Corrigan e sua família. Já avisamos agora: será o lançamento do ano no Brasil.
  • Bottomless Belly Button (título original): bastante comentada este ano nos EUA, estando inclusive nas listas de melhores de 2008, a graphic novel de Dash Shaw é ousada em explorar, também, a linguagem dos quadrinhos para apresentar o fim da família Loony. Veja nossa resenha na Lá Fora.
  • Jubiabá: Spacca começa a adaptar a obra de Jorge Amado para os quadrinhos com esse álbum, baseado no livro de 1935, com foco nas tradições culturais e religiosas da Bahia do período. O quadrinista brasileiro vai produzir outras adaptações dos livros de Amado.
  • Breakdowns: Portrait of the Artist as Young %@&*! (título original): livro de Art Spiegelman recém relançado nos EUA, que reúne material que o autor de Maus produziu no início de carreira – agora revisto pelo próprio quadrinista, e com uma nova introdução (cuja prévia já foi publicada no Brasil na revista Piauí).

Estou FELIZ.
Blankets é simplesmente a melhor novel que eu li em 2008 inteiro. É uma obra que me anima a fazer o meu trabalho, que me emociona e me faz querer desenhar o mundo e minha vida. Eu tenho a edição americana, mas com certeza vou comprar a edição brasileira. As outras são obras muito elogiadas, queeu com certeza quero ler.

Boa notícia. Um brinde de café!!!

Fonte: Omelete

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Morre o escritor Michael Crichton

Cara, to triste agora. Acabei de ler isso no Omelete, e em se tratando se um dos meus autores favoritos, se não O favorito, devo prestar uma homenagem aqui, e dizer que vou sentir muita falta dos grandes livros desse grande escritor.Vai com Deus, Michael.


Autor de Parque dos Dinossauros e criador de Plantão Médico tinha 66 anos

05/11/2008Ederli Fortunato

Michael Crichton, autor de Parque dos Dinossauros e criador de Plantão Médico (ER), morreu nesta terça-feira vítima de câncer. O autor, roteirista e produtor tinha 66 anos.

Crichton era um nome conhecido na lista de best-sellers com livros envolvendo tecnologia e uso da ciência, como O Homem Terminal. Em 1994, ele se tornou o único artista a estar no topo das listas de livro mais vendido, filme de melhor bilheteria e série de TV de maior audiência simultaneamente, e foi o escritor mais bem sucedido do mundo antes de Joanne Rowling surgir com Harry Potter. Médico por formação, Crichton já havia publicado uma dúzia de livros antes de encerrar o curso de medicina. Seus ganhos eram estimados em mais de 20 milhões de dólares anuais pela revista Forbes.

Nascido em Chicago em 1942, John Michael Crichton era filho de um jornalista e publicou seu primeiro texto no The New York Times aos 14 anos. Em 1960 ele entrou em Harvard com o objetivo de se tornar escritor, mas mudou para antropologia quando seu estilo foi criticado por um professor. Após completar os estudos em antropologia e passar um ano como conferencista em Cambridge, ele voltou aos Estados Unidos para estudar medicina em Harvard e escrever oito livros sob o pseudônimo de John Lange em apenas seis anos.

O autor também usou o pseudônimo de Jeffery Hudson e chegou a trabalhar como médico um ano no Salk Institute antes de se dedicar à carreira de escritor em tempo integral e publicar O Enigma de Andrômeda. Seu regime de trabalho exigia o isolamento por seis ou sete semanas, durante as quais ele criava o rascunho de um livro, trabalhando das duas da manhã às dez da noite. O escritor casou-se cinco vezes, uma delas com Anne-Marie Martin, com quem escreveu o roteiro de Twister.

Em 2004 ele entrou em choque com os ambientalistas por mostrar ceticismo diante da questão do aquecimento global. Longe de fugir da controvérsia, Crichton mergulhava em suas brigas. Quando foi acusado pelo jornalista Michael Crowley de ter se tornado um dos experts que desprezava em seus livros, Crichton criou um personagem chamado Mick Crowley em um de seus livros e fez dele um colunista pedófilo acusado de estuprar o próprio sobrinho.

Profundamente envolvido com Hollywood, Crichton apresentava o roteiro para cada livro que terminava e simplesmente abandonava o projeto quando os diretores pediam alterações em seus personagens. Como diretor, Crichton estreou em 1973 com Westworld, estrelado por Yul Brynner.

Um novo livro de Crichton estava previsto para ser lançado em dezembro. A editora HarperCollins, no entanto, informou que o lançamento havia sido adiado indefinidamente devido à doença do autor.



sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Muita coisa acontecendo ultimamente! Boas novidades que logo contarei.



A úncia coisa que to achando ruim é o tempo "perdido" durante trabalhos. Entre um e-mail e outro, muitas vezes não dá para continuar o projeto por falta de informação, ou não dá tempo hábil para dar pause naquele e começar outro paralelo.

De qualquer forma, hoje promete ser um dia corrido abusando da tablet e dos pincéis.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

24 Hour Comic Day

Retirado do Omelete:



24 Hour Comics Day já tem data marcada – inclusive no Brasil

Quadrinistas do mundo todo produzirão uma HQ de 24 páginas em 24 horas

02/09/2008Érico Assis

Se você gosta de desenhar quadrinhos, anote: 18 de outubro. É a data da maratona 2008 do 24 Hour Comics Day, dia em que quadrinistas do mundo inteiro criarão gibis de 24 páginas em até 24 horas.

A idéia é produzir uma HQ, desde o roteiro até a encadernação, em apenas um dia. A brincadeira foi inventada pelo autor de Desvendando os Quadrinhos, Scott McCloud, e instituída como desafio internacional a partir de 2004. A cada ano, o número de participantes só cresce. Em 2007, foram 1.200 desenhistas em 17 países - incluindo quatro cidades do Brasil.

Os organizadores do 24 Hour Comics Day pedem que todos grupos participantes se inscrevam no seu site, para terem um controle de quantas pessoas no mundo estão envolvidas na brincadeira. Já está cadastrado lá, para este ano, o Centro Universitário Belas Artes, de São Paulo (rua José Antônio Coelho, 879, Consolação), onde a brincadeira vai começar às 9 da manhã do dia 18.

Curiosidade deste ano: o evento ganhou o patrocinador oficial nos EUA, o energético Bawls, com base em... guaraná. Ou seja, o produto brasileiro vai manter vários quadrinistas norte-americanos acordados no 24 Hour Comics Day 2008.

Leia mais sobre o evento


(Matéria Original aqui)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Front Imigração na Abril

Calma, que não é sobre a Abril publicar a Front!!!

Na verdade, o meu grande xará, Mário (Que Mário??), postou na lista da Front uma matéria que saiu no site da Abril, sobre o Centenário da Imigraçao Japonesa, uma matéria sobre a Front.

Checa aí.