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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Evento - CCXP 2016 - Como foi?

Oi, pessoal! Chegou a hora de falar um pouco sobre a Comic Con Experience 2016! Pra começar, já posso dizer que minha sensação ao voltar do evento foi:



Como nas edições anteriores, a CCXP foi incrível. Sensacional. Foi, como o slogan muito bem acertado promete, ÉPICO. O evento em si dobrou de tamanho, está imenso. Ocupa o São Paulo Expo INTEIRO, e que já esteve lá sabe que isso é MUITA coisa. Estandes belíssimos, convidados bacanudos, atrações massa, tudo muito legal.

Mas eu, assim como meus colegas autores, não curto o evento do jeito que o público em geral curte. Eu e minha esposa (a Monica, essa pessoa maravilhosa que me ajuda tanto) ficamos na mesa do Artist Alley praticamente o dia inteiro, das 10h às 22h, com pequenas pausas pra comer, banheiro e dar uma voltinha rápida.



E isso tem um excelente motivo: o público, gigantesco (foram mais de 180.000 pessoas!!!), tem muito interesse pelo trabalho dos autores brasileiros e sua produção autoral. Isso, por si só, já deixaria o evento imperdível, assim como o FIQ e a Bienal de Curitiba. Nós, autores, estamos lá para mostrar nossas novidades, conectar com os leitores, criar networking e sempre conhecer mais pessoas. Dos praticamente 400 autores (talvez mais...?) presentes, é seguro dizer que todos tinham novidades, sejam HQs, graphic novels, prints...

O fato do público ter essa sede pelo material autoral mostra que, independente de tema, traço ou meio de produção, existem leitores no país inteiro, pra todo mundo. Como eu sempre digo, existem quadrinhos pra qualquer pessoa, é só procurar. E na CCXP, a galera vem direto e procura mesmo.

Sensacional reencontrar leitores, sejam eles velhos amigos dos primeiros eventos que fui ou novos amigos que conheci há pouco tempo. Também vale o pessoal que me conheceu lá, nesta edição da CCXP,sem nunca ter ouvido falar do meu trabalho... e confiou,se apaixonou, se intrigou.

Como não amar o feedback? Foi lindo ouvir os relatos do pessoal que já tinha lido meus trabalhos e do quanto ele reverberou dentro de cada um. Saber, por exemplo, que Terapia ajudou um leitor a se entender e a chegar à conclusão de que ele também iria procurar um psicólogo, e que isso o ajudou demais e ficar bem, em paz e pleno... Cara! A gente se arrepiou todo. Isso é lindo. É mais do que contar histórias, entreter... É tocar os corações, gerar questionamento, gerar conversas. É sentir e fazer sentir.



Muita alegria também com o aniversário da Monica (foi no dia 3, sábado), com tantos amigos,autores, editores, leitores indo dar os parabéns pra ela. Como ela ama fazer aniversário, posso te garantir que ela adorou!

Um salve especial pros meus alunos que apareceram por lá, seguindo suas paixões pelas HQs. Em especial ao João Gabriel, que levou sua HQ "Definhar", um drama pesadão e sufocante; a Aline Zouvi, que levou sua HQ "Cordas", um slices-of-life lindo sobre voz e identidade (cuja 4a capa tive o prazer de assinar); e o Edegar Agostinho, com seu divertidíssimos "Mãe, eu quero um apocalipse zumbi!", uma aventura de zumbis e nerds (cujo prefácio tive o prazer de assinar).

Aline Zouvi com o "Cordas"


Sou muito grato a todos que foram à mesa E04 conversar comigo, com a Monica, conheceu e levou meu trabalho, meus prints, encomendou comissions... Mais ainda a todos que voltaram, seja depois de um ano ou um dia, e disseram que leram, se emocionaram, que perguntaram sobre as histórias, as ideias, os recursos gráficos. Vocês são incríveis, e fazem a CCXP ser essa coisa maravilhosa que a gente espera um ano inteiro pra curtir. Sou grato a quem chorou lendo minhas HQs, porque isso significa que se emocionaram de verdade, sentiram algo lá dentro, o que sempre foi meu objetivo como autor.




Meu novo livro, lançado lá, vendeu muito bem! Imagina minha alegria ao pegá-lo na mão pela primeira vez? Eu não tinha visto ainda, ao vivo, até que meu editor, o Lucio, me entregou a caixa no primeiro dia do evento. Foi uma surpresa tão bonita... O livro ficou lindo, muito mais bonito do que eu esperava. Estou muito satisfeito e realizado como autor, e agradeço à Marsupial/Jupati Books pelo esforço e energia empregados pra tornar meu livro uma realidade num prazo tão apertado! (prometo que o próximo vai ser mais tranquilo, hehehe)



Abração especial também pros meus colegas, amigos, irmãos. Os autores, especialmente do Petisco, pela parceria de uma vida, uma carreira inteira de bons momentos e apoio e amor às HQs.

Saíamos todos os dias exaustos, mas felizes. Dormimos pouco, mas a energia nunca diminuía. Vendemos, conversamos, abraçamos, curtimos... Voltando pra casa, naquele domingo à noite, eu sentia uma paz, uma sensação de completude e uma alegria digna de season finale. Foi épico, sim. E dormi um coma delicioso. E, no dia seguinte, enquanto organizava o estúdio (contava estoque, guardava caixas e carrinhos de carga, fazia a contabilidade...), já começava a fazer os planos pra 2017.

Vocês não perdem por esperar. Vai ser épico, mais uma vez.

E, do fundo do meu coração, OBRIGADO a todos que fizeram dessa CCXP quatro dias tão especiais!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Evento - A épica CCXP

CCXP - Comic Con Experience 2015 foi sensacional!

Fechando com chave de ouro a turnê de eventos de 2015, a CCXP, em São Paulo, se consolidou como o maior evento geek do país. Milhares de pessoas estiveram lá, e eu gostaria de poder agradecer a cada uma que passou pelo Artist Alley e pela Mesa 142 pra falar comigo, com a Monica e levar meus trabalhos pra casa.

Fiquei muito impressionado com a receptividade do livro novo, "Quando a noite fecha os olhos", que tem roteiro do André Diniz. Nós ficamos muito gratos pelos leitores terem gostado tanto! Foi um sucesso de vendas! Agradeço também ao Sidney Gusman, que indicou nosso livro, muitos leitores vieram procurá-lo.

Terapia também teve uma alta procura, e o carinho dos leitores, misturado com a vontade de um Vol. II, só me fazem ter mais vontade de continuar. Espero que esta e minhas outras histórias possa tocar os corações e despertar um pensamento mais sensível em todos.

Como não tem como agradecer todo mundo, fica o meu MUITO OBRIGADO a todos vocês, pelo carinho, pelo apoio, pela confiança e pelos elogios que recebemos. Estou muito feliz, muito realizado e muito empolgado em produzir mais e mais!


Um abraço imenso a todos meus amigos que estavam comigo no Artist Alley, esse espacinho tão maravilhoso da CCXP. Vocês são herois, guerreiros e admiro todos vocês. Sabemos que o evento é cansativo, a produção tem que ser feita na paixão, a dedicação é imensa. E lá estávamos nós. Mesmo aos que eu não consegui ver por causa da correria, fica o meu abraço apertado.

E essas fotos nem tem todo mundo!


Agradeço também ao Ivan Freitas, por ter me proporcionado um dos momentos mais inesquecíveis da minha carreira: mediar um painel sobre Webcomics com autores que admiro (Cadu Simões, Bianca Pinheiro e Pedro Cobiaco), entre eles o Scott McCloud. Foi sensacional, e uma pena que tenha durado tão pouco. Uma vida seria pouco pra absorver todo o conteúdo e carisma do McCloud e torço muito para que eu possa encontrá-lo mais vezes...

Foto: http://www.clubedoquadrinho.com.br/


Fica um agradecimento enorme aqui, também, à Monica, que esteve ao meu lado no evento inteiro, me ajudando mais do que ela pode imaginar.


Queridões, foi épico. Claro que foi, e ano que vem tem mais.
Um grande abraço a todos e até 2016!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Como foi - CCXP 2014

A hashtag mais usada para antecipar a Comic Con Experience era #VAIserEPICO!

Hoje, podemos com toda certeza usar a hashtag #foiEPICO sem o menor medo.

Entre os dias 4 e 7 de dezembro, o São Paulo Expo foi palco do maior e mais importante evento de cultura pop do ano. A CCXP reuniu mais de 80 mil pessoas, mais de 240 autores, estúdios, editoras e lojas, em uma catarse sem precedentes no Brasil.



O objetivo do evento era proporcionar experiencias, como a experiência de estar numa Comic Con americana, e eles conseguiram isso perfeitamente. Eu já tive a oportunidade de visitar duas Comic Cons: a de San Diego (2008) e a de Nova York (2012), e oque vimos em São Paulo nesse último fim de semana não deixou a desejar. Foi um pouco menor, claro, pois é um evento novo e não temos a tradição de produção de cultura pop que os EUA têm, mas já começamos muito bem.



Ver estandes da Marvel/Disney/LucasFilm, Panini, de várias marcas de estatuetas e bonecos, da Devir, minha editora em Dom Casmurro, e tantos outros... Eu torço para que, nas próximas edições, a CCXP faça ainda mais parte da agenda dos eventos internacionais, reservando para nós surpresas e exclusividades como acontece lá fora; e como aconteceu aqui, este ano, com, por exemplo, a estreia mundial do trailer de Exterminador do Futuro: Genesys, Big Hero Six e do último filme do Hobbit. Todos os eventos contando com atores e atrizes, produtores, e etc.

O pavilhão estava tomado por pessoas, fãs, leitores, geeks, nerds, curiosos. Chame do que quiser. Estávamos lá para celebrar uma grande conquista para nosso mercado: um evento que provasse, de uma vez por todas, que é possível viver, curtir e trabalhar com arte. Especialmente, quadrinhos. Autores nacionais e internacionais ocuparam o que foi o maior Artist Alley de todos os tempos (pelo que consta). Eu não pude conversar direito com todos meus amigos e colegas, pois foi um evento intenso, com muito público e muitas vendas, mas estou muito feliz pelo sucesso de todos eles.





Estar no Artist Alley para mim era mais que óbvio. É como o FIQ, você simplesmente TEM que ir se é um autor, e se quiser estar no mercado de HQs nacionais. E foi espetacular. Ao mesmo tempo em que tenho a oportunidade e privilégio de aconselhar novos autores e pessoas com vontade de produzir, vejo meus amigos curtindo o evento e aumentando seu público. Além disso, a sensação de estar próximo de meus ídolos, heróis de infância, como Luke Ross e Roger Cruz, e saber que hoje sou um autor como eles, é boa demais.

As vendas superaram todas as expectativas, e imagino que isso seja a opinião de todos os artista que estavam lá. Esgotei tudo que levei de Terapia, Artbook e Morphine! O último exemplar de Morphine, aliás, foi levado por ninguém menos que Fernando Caruso, ator, humorista e colunista do Abacaxi Voador - um apaixonado por quadrinhos!



Acho que nem público, nem autores, nem as empresas e estúdios presentes, nem a organização esperavam algo tão especial.

A CCXP mal terminou e já mudou muito do cenário nacional de HQs. Muita gente do grande público agora conhece a vasta porém pouco conhecida produção autoral e independente. Os outros eventos podem começar a se organizar para estabelecer cronogramas e agendas funcionais, ao invés de tentar desbancar uns aos outros (não que eles façam isso de fato...). Os autores, dos mais amadores aos mais conceituados, viram que sua produção têm sim público interessado, e que é possível esgotar tiragens independentes em pouco tempo, ganhando muito mais do que com editoras e tendo muito mais controle editorial e criativo no processo. As empresas, estúdios e editoras podem perceber que estarem eventos é essencial para aumentar público, para vender e para firmar parcerias e conhecer autores promissores, e, por que não, trazer novidades programadas especificamente para esse evento.



Tudo mudou, eu espero, a partir de agora. Foi épico, vai continuar sendo, e eu estarei lá pra ver tudo de novo.

Fica o meu agradecimento caloroso (vários abraços foram dados por lá, e mando mais ainda por aqui) à organização do evento, Omelete e Chiaroscuro, e especialmente, ao Ivan Freitas da Costa, cuja paixão, dedicação e profissionalismo estavam transbordando não só dele, mas por todo o evento. E um agradecimento especial, ainda, aos leitores e fãs que vieram à Mesa 108 conversar, comprar meus trabalhos e viver a HQ nacional comigo. O carinho de todos vocês faz essa jornada ser muito especial.

Até o próximo ano!