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terça-feira, 27 de setembro de 2022

Troféu HQMIX - Os finalistas!

      Troféu HQMIX      

Meio sem aviso, mas uma ótima surpresa, foi divulgada ontem a lista dos finalistas do Troféu HQMIX! A edição desse ano contempla tudo que foi publicado no ano de 2021.



O Troféu HQMIX é, sem dúvida, o mais importante prêmio da cena de quadrinhos no Brasil. Super tradicional, foi criado pelos cartunistas Jal e Gualberto Costa e conta com uma equipe de peso e um corpo de jurados muito gabaritado, que avalia as inscrições e define uma lista com os mencionados finalistas. 

E estou muito feliz porque eu e meus trabalhos foram indicados em várias categorias! São elas:
- Desenhista (!!!)
- Arte-finalista (!!!)
- Publicação Independente Seriada (Arquivos Secretos do Monstruário - Saruê
- Adaptação para Quadrinhos (Anne de Green Gables)

Além disso, ainda foram indicados:
- Roteirista Novo Talento (Lucas Oda, Arquivos Secretos do Monstruário - Saruê)
- Roteirista Novo Talento (Larissa Palmieri, por Anne de Green Gables)
- Colorista (Dan Freitas, por Arquivos Secretos do Monstruário - Saruê)
- Colorista (Fabi Marques, por Anne de Green Gables)



E mais: a Universo Guará concorre como Editora do Ano, e o Almanaque Guará, do qual participei em duas edições como arte-finalista de DUODEC, concorre nas categorias Publicação Mix e Publicação Juvenil!




E tem mais: outros dois projetos do qual participei estão entre os finalistas: 

De Onde Viemos? concorre nas categorias Publicação Independente de Grupo, Colorista (Wes Samp) e Arte-Finalista (Daniel HDR). Já Noite de Spoiler é finalista nas categorias Publicação de Humor e Colorista (Débora Santos). 

Estou muito feliz com as indicações, tanto as minhas quanto dos meus parceiros de trabalho. Todos foram excelentes nos projetos e merecem demais a indicação!

Quanto a mim, é uma honra enorme estar entre os finalistas justamente nas categorias de Desenhista e Arte-finalista, onde eu sei que faço o meu melhor. Estar entre tantos nomes incríveis é muito gratificante! 

Por outro lado, fico um pouco chateado porque Parte de Mim não recebeu nenhuma indicação. Eu entendo que é um livro meio heterogêneo, com histórias velhas e novas e que isso deixa o julgamento quanto ao roteiro e arte meio complicados, mas ainda assim é um projeto editorial muito bacana e um projeto muito especial para mim. Mas é isso, são tantos projetos e artistas incríveis que alguma coisa sempre fica pra fora. O mais importante, como sempre me lembra a Monica, é que os leitores que conhecem meu trabalho com a série Pieces gostam muito, em um nível muito especial e isso me deixa sempre com o coração quentinho. 



Esse ano o troféu homenageia a personagem Kabelluda, da Pagú, pegando carona no centenário da Semana de Arte Moderna.



Aqui está a lista com todas as categorias!

A votação para o Troféu HQMIX é virtual e ainda não começou, mas só pode votar quem se inscreveu e é da área de quadrinhos, sema autor, jornalista, editor, influenciador, etc. Se você se encaixa nessa galera e ainda não se inscreveu, dê uma olhada no site oficial do prêmio e veja se ainda dá tempo

A todos os finalistas, meus parabéns! Viva o quadrinho brasileiro!

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Dia Mundial do Desenhista


O Dia Mundial do Desenhista foi criado em homenagem ao aniversário de um dos mais importantes desenhistas de todos os tempos: Leonardo da Vinci, que nasceu dia 15 de abril de 1452, na cidade de Vinci, na Itália. A data foi instituída pela primeira vez como comemorativa em 2011, através de uma iniciativa da Associação Internacional de Artes (IAA), considerada a maior organização não-governamental de artes visuais, criada em 1954 pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Desenho vem da palavra Disegno (que também originou Design), que vem de DESÍGNIO. A etimologia da palavra é o Latim DESIGNARE, “marcar, apontar, traçar”, formado por DE-, “fora”, mais SIGNARE, “marcar, apontar”, de SIGNUM, “sinal, marca”. Desenhar, então, tem sua raiz atrelada ao ato de criar informação visual para comunicar.

E o Desenho é o meu (e espero, o seu) desígnio (será que essa palavra também tem sua raiz atrelada ao desenho?). Não me vejo fazendo outra coisa, não sem ter o desenhar como fator determinante.

Desenhar é uma atividade apaixonante. Eu já falo disso há anos, claro, e todo meu trabalho com quadrinhos, ilustração, aulas e palestras (além do Youtube!) deriva desse amor imenso que tenho pelo desenho. Pra mim, é maior que apenas criar imagens. É tão grande que nem sei como descrever, e sou muito grato e feliz a todas as etapas do meu caminho nesse mundo que me levaram, e ainda levam, a criar coisas especiais a partir de "apenas linhas, pontos, manchas".  Com isso nós comunicamos, expressamos, simplificamos, confundimos, emocionamos, criticamos, narramos, criamos signos, símbolos, ícones, mentiras e verdades, contamos histórias e deixamos, de alguma forma, uma marca no mundo.

Nesse 15 de abril, dei aulas o dia inteiro! Ilustração, quadrinhos, cartum, criação de personagem, projeto pessoal de HQ... Foi um dia cheio, como todas as quintas-feiras, e deixo aqui um abraço aos meus alunos da Pandora Escola de Artes e das mentorias particulares, agradecendo à confiança e parceria!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

YouTube - Dois vídeos novos!

E aí,, pessoal!
Você já viu meus novos vídeos no YouTube? Não? Então veja só o que eu preparei para você:

A Teoria da INSATISFAÇÃO - Você gosta do seu desenho? (Ser Autor #004)



Você está satisfeito com seus resultados no desenho, ilustração, roteiro, etc? Gosta do que faz ou detesta tudo que sai no papel? Tenho uma aulinha bacana pra te ajudar a achar um equilíbrio! Como professor e autor, tenho várias teorias que conduzem meu entendimento sobre o que eu faço. Elas me ajudam a ensinar e também a produzir, e, por que não, a entender o trabalho dos outros. Neste vídeo, apresento a vocês uma faz minhas teorias sobre o aprendizado e a vivência da Arte: a TEORIA DA INSATISFAÇÃO! Vamos entender o equilíbrio entre o gostar e o não gostar dos seus resultados?

SKETCHBOOK Walk-Through (Sketchbook Tour #001)



Primeiro vídeo de uma nova série, onde vou mostrar para vocês todas as páginas dos meus Sketchbooks, ou seja, meus cadernos de desenho. Este é o mais recente (até, claro, a gravação deste vídeo). Logo vou postar mais cadernos.


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É isso aí! Espero que curtam! Não se esqueçam de se inscreverem no meu canal e ativar o sininho pra ficar ligado nas novidades. Dê o seu like e comente (tanto aqui quanto lá).

Abração procêis!

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Por que QUADRINHOS? - #SerAutor

Oi, pessoal! No post de hoje, apresente uma novíssima e inédita  HQ curta de Pieces, feita especialmente para meu painel na exposição "DESENHO?".

Nessa exposição, que foca no desenho em diversas formas e propostas, eu e a Didi Mamushka fomos convidados para representar o eixo de Quadrinhos. Além dos nosso trabalhos, foi pedido um depoimento sobre o papel do desenho em nossas vidas, e eu fiz o meu em forma de uma HQ curta de Pieces. E gostaria de compartilhá-la com vocês por aqui também!

Então... Por que desenho? Por que Quadrinhos?



É isso. Direto ao ponto, totalmente sincero. Espero que gostem.



Para maiores informações sobre a exposição, que está em cartaz no Instituto Pavão Cultural até dia 5 de outubro, e a agenda completa do Pavão, é só segui-los nas redes sociais: Facebook e Instagram.

Se você não puder visitar a exposição, aproveite um vídeo que fiz sobre a abertura e algumas entrevistas com os artistas e curadoria

quarta-feira, 10 de julho de 2019

YouTube - DESENHANDO O HOMEM-ARANHA

E aí, você tem curiosidade de saber mais sobre o processo criativo dos artistas?

Bom, eu também. Adoro ver meus amigos, colegas e ídolos produzindo e comentando seus processos, seja em vídeo ou ao vivo. Por isso, decidi começar uma nova série no meu canal, onde vou desenhar e comentar os meus truques, sugerir materiais e filosofar sobre o desenho e o mercado.



E na estreia, vou desenhar um Homem-Aranha para vocês! Durante o vídeo, deixo alguns comentários sobre os materiais que usei, as escolhas feitas e algumas dicas para você tentar aplicar nas suas ilustrações. Todos os materiais têm links para você comprar (mas só na descrição do vídeo no YT).
A velocidade do vídeo durante o processo foi acelerada em 200%, ou seja, enquanto não tem narração, a velocidade é o dobro do que eu faço de verdade. Eu costumo desenhar bem rápido em alguns casos, e o processo todo de desenhar esse Aranha, que levou cera de uma hora ao todo, virou um vídeo com 25 minutos. Dá pra ver bem o processo, mas sempre aceito sugestões.





Ah! Quer esse Aranha para você? O original produzido neste vídeo está à venda na minha loja. Aproveite, é peça única e vai pra quem comprar primeiro. Só clicar AQUI!



Qual personagem você quer que eu desenhe no próximo vídeo? Que tipo de dicas de desenho, finalização ou qualquer outra etapa dos processos criativos você quer? De que materiais você gostaria que eu desse dicas ou demonstrasse? Deixem seus comentários, aqui e no canal.

Espero que curtam!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Youtube - QUALIDADE, CUSTO OU PRAZO – O que você prioriza?

Tem vídeo novo no meu canal! Dessa vez, em mais uma coluna #SerAutor, vamos debater a relação entre três aspectos do nosso trabalho como ilustradores (artistas, desenhistas, quadrinistas, designers, etc., e também vale para qualquer área de prestação de serviços!) e como essa relação afeta nosso clientes.


Clique na imagem para assistir ao vídeo

O que você prioriza no seu trabalho? E o que prioriza como cliente? Três âmbitos do nosso trabalho funcionam em conjunto, mas não devemos sempre oferecer a melhor situação das três ao mesmo tempo. Hoje vamos conversar sobre as consequências resultantes de quando optamos por alguma configuração onde um desses âmbitos sai prejudicado. Para isso, vamos usar o Diagrama de Venn e o Triângulo das Restrições! Novamente a proposta é refletir sobre qual é a postura mais ideal, como profissional, para atender seus clientes. A ideia é te convidar a pensar sobre o assunto e alertar para que nós todos paremos de cair em armadilhas onde a configuração de um trabalho nos deixa prejudicado de alguma forma. Concorda? Discorda? Deixe seu comentário abaixo (ou na página do vídeo)! Espero que curtam o vídeo! Assinem o canal, deem um like e compartilhem, aquele lance de sempre. E se tiverem alguma pergunta, é só deixar aí nos comentários e eu respondo assim que puder!

terça-feira, 23 de abril de 2019

YouTube - Materiais Fantásticos, parte 1

Oi, pessoal! Tudo bem?

Este post é para anunciar que o segundo vídeo do meu canal (o quê? Você não sabia que eu tenho um canal no YT? Mas clique já aqui e corra assistir!) já está no ar!

Intitulado "Materiais Fantástico e onde encontrá-los", é a primeira parte de uma pequena série sobre minha viagem ao Japão, em março de 2019. Neste vídeo, vou apresentar e comentar três lojas bacanas e ainda explicar um pouco sobre como é comprar com Tax Free no Japão, assim como dar umas dicas da viagem, caso você vá pra lá.

Como o objetivo do canal - e deste vídeo- não é ser um guia de viagem, foquei apenas nas dicas das lojas. Mas se vocês quiserem mais dicas de viagem, posso considerar fazer um vídeo só sobre isso.

Espero que curtam! Assinem o canal, curtam e compartilhem, aquele lance de sempre. E se tiverem alguma pergunta, é só deixar aí nos comentários e eu respondo assim que puder!

Para assistir, é só clicar na imagem logo abaixo!








quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Evento - Troféu Angelo Agostini

A AQC divulgou o resultado do Troféu Angelo Agostini que premia os melhores de 2017, e estou muito feliz e honrado por ter ganho o troféu na categoria Melhor Desenhista!

É a segunda vez que ganho o Angelo Agostini (a primeira foi em 2015, pelo meu trabalho em 2014, veja aqui) e devo dizer que é muito gratificante, uma validação importante em meio a um mercado tão pequeno e ainda jovem quanto o nosso. A iniciativa (que já dura 34 anos!) da AQC em manter o Agostini é louvável. O premio, assim como os outros poucos que temos ao longo do ano, é uma celebração do quadrinho nacional, e, com seu recorte curatorial, abre o voto pro público. 

Claro, isso já gerou (como aconteceu esse ano) muito debate e questionamentos, e acho o debate saudável. O que não acho necessário é tirar a legitimidade de um trabalho feito deforma tão apaixonada e voluntária, sem ganhar nada em troca. 

Deixo meu agradecimento de coração à organização do evento e do prêmio, e a todos que confiaram no meu trabalho e me deram seu voto. Isso é fortalecedor e sempre me energiza para criar mais e melhor!

(veja no post original no blog da AQC)


O texto original do blog da AQC:
A AQC-ESP - Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo divulga os vencedores do 34° Troféu Angelo Agostini, escolhidos por meio de votação popular. O prêmio homenageia os destaques do mercado nacional de quadrinhos em 2017.

A entrega dos troféus acontecerá no dia 03 de fevereiro, sábado, das 13 as 18 horas, no Auditório da Biblioteca Latino-Americana do Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda), em São Paulo/SP. A entrada franca.

O evento contará ainda com a presença do desenhista uruguaio, Diego Jourdan, no debate principal, exposição “Historietas Uruguaias no Memorial”, vendas de HQs, caricaturas ao vivo e lançamentos de livros da editora Criativo.


Ao todo, foram 12 premiados em nove categorias. Confira abaixo:

Melhor desenhista
Mario Cau (Monstruário)
Melhor roteirista
Marcelo Marchi (Bilhetes)
Melhor cartunista
Guilherme Bandeira (Razão e Emoção)
Melhor lançamento
Labirinto (Thiago Souto)
Melhor lançamento independente
Bilhetes (Paulo Borges)
Melhor Web Quadrinho
Na mira da Lena (Luciano Freitas)
Melhor Fanzine sobre Quadrinhos
Tchê (Denilson Rosa Reis)
Prêmio Jayme Cortez
Fabio Tatsubô (Gibiteca de Santos)
Mestres
Jal, José Menezes, Floreal, Marcelo Cassaro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Evento - CCXP 2016 - Como foi?

Oi, pessoal! Chegou a hora de falar um pouco sobre a Comic Con Experience 2016! Pra começar, já posso dizer que minha sensação ao voltar do evento foi:



Como nas edições anteriores, a CCXP foi incrível. Sensacional. Foi, como o slogan muito bem acertado promete, ÉPICO. O evento em si dobrou de tamanho, está imenso. Ocupa o São Paulo Expo INTEIRO, e que já esteve lá sabe que isso é MUITA coisa. Estandes belíssimos, convidados bacanudos, atrações massa, tudo muito legal.

Mas eu, assim como meus colegas autores, não curto o evento do jeito que o público em geral curte. Eu e minha esposa (a Monica, essa pessoa maravilhosa que me ajuda tanto) ficamos na mesa do Artist Alley praticamente o dia inteiro, das 10h às 22h, com pequenas pausas pra comer, banheiro e dar uma voltinha rápida.



E isso tem um excelente motivo: o público, gigantesco (foram mais de 180.000 pessoas!!!), tem muito interesse pelo trabalho dos autores brasileiros e sua produção autoral. Isso, por si só, já deixaria o evento imperdível, assim como o FIQ e a Bienal de Curitiba. Nós, autores, estamos lá para mostrar nossas novidades, conectar com os leitores, criar networking e sempre conhecer mais pessoas. Dos praticamente 400 autores (talvez mais...?) presentes, é seguro dizer que todos tinham novidades, sejam HQs, graphic novels, prints...

O fato do público ter essa sede pelo material autoral mostra que, independente de tema, traço ou meio de produção, existem leitores no país inteiro, pra todo mundo. Como eu sempre digo, existem quadrinhos pra qualquer pessoa, é só procurar. E na CCXP, a galera vem direto e procura mesmo.

Sensacional reencontrar leitores, sejam eles velhos amigos dos primeiros eventos que fui ou novos amigos que conheci há pouco tempo. Também vale o pessoal que me conheceu lá, nesta edição da CCXP,sem nunca ter ouvido falar do meu trabalho... e confiou,se apaixonou, se intrigou.

Como não amar o feedback? Foi lindo ouvir os relatos do pessoal que já tinha lido meus trabalhos e do quanto ele reverberou dentro de cada um. Saber, por exemplo, que Terapia ajudou um leitor a se entender e a chegar à conclusão de que ele também iria procurar um psicólogo, e que isso o ajudou demais e ficar bem, em paz e pleno... Cara! A gente se arrepiou todo. Isso é lindo. É mais do que contar histórias, entreter... É tocar os corações, gerar questionamento, gerar conversas. É sentir e fazer sentir.



Muita alegria também com o aniversário da Monica (foi no dia 3, sábado), com tantos amigos,autores, editores, leitores indo dar os parabéns pra ela. Como ela ama fazer aniversário, posso te garantir que ela adorou!

Um salve especial pros meus alunos que apareceram por lá, seguindo suas paixões pelas HQs. Em especial ao João Gabriel, que levou sua HQ "Definhar", um drama pesadão e sufocante; a Aline Zouvi, que levou sua HQ "Cordas", um slices-of-life lindo sobre voz e identidade (cuja 4a capa tive o prazer de assinar); e o Edegar Agostinho, com seu divertidíssimos "Mãe, eu quero um apocalipse zumbi!", uma aventura de zumbis e nerds (cujo prefácio tive o prazer de assinar).

Aline Zouvi com o "Cordas"


Sou muito grato a todos que foram à mesa E04 conversar comigo, com a Monica, conheceu e levou meu trabalho, meus prints, encomendou comissions... Mais ainda a todos que voltaram, seja depois de um ano ou um dia, e disseram que leram, se emocionaram, que perguntaram sobre as histórias, as ideias, os recursos gráficos. Vocês são incríveis, e fazem a CCXP ser essa coisa maravilhosa que a gente espera um ano inteiro pra curtir. Sou grato a quem chorou lendo minhas HQs, porque isso significa que se emocionaram de verdade, sentiram algo lá dentro, o que sempre foi meu objetivo como autor.




Meu novo livro, lançado lá, vendeu muito bem! Imagina minha alegria ao pegá-lo na mão pela primeira vez? Eu não tinha visto ainda, ao vivo, até que meu editor, o Lucio, me entregou a caixa no primeiro dia do evento. Foi uma surpresa tão bonita... O livro ficou lindo, muito mais bonito do que eu esperava. Estou muito satisfeito e realizado como autor, e agradeço à Marsupial/Jupati Books pelo esforço e energia empregados pra tornar meu livro uma realidade num prazo tão apertado! (prometo que o próximo vai ser mais tranquilo, hehehe)



Abração especial também pros meus colegas, amigos, irmãos. Os autores, especialmente do Petisco, pela parceria de uma vida, uma carreira inteira de bons momentos e apoio e amor às HQs.

Saíamos todos os dias exaustos, mas felizes. Dormimos pouco, mas a energia nunca diminuía. Vendemos, conversamos, abraçamos, curtimos... Voltando pra casa, naquele domingo à noite, eu sentia uma paz, uma sensação de completude e uma alegria digna de season finale. Foi épico, sim. E dormi um coma delicioso. E, no dia seguinte, enquanto organizava o estúdio (contava estoque, guardava caixas e carrinhos de carga, fazia a contabilidade...), já começava a fazer os planos pra 2017.

Vocês não perdem por esperar. Vai ser épico, mais uma vez.

E, do fundo do meu coração, OBRIGADO a todos que fizeram dessa CCXP quatro dias tão especiais!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Projeto 21 Dias - Finalizando e reflexões

Oi, pessoal! Acabei de me dar conta, em meio a tantas outras coisas que estou fazendo, que não postei nada sobre as artes finais do Desafio 21 Dias! Bom, vamos corrigir isso, e ainda fazer algumas considerações sobre a experiência toda.

A 20ª arte do desafio foi uma releitura de uma das pinturas do monstro Norman Rockwell, "O fugitivo". 
Mestre pintor e ilustrador norte-americano, sua arte mostra uma doçura verdadeira da vida do americano... É uma visão quase ingÊnua, poética de pessoas comuns nas pequenas cidades dos EUA, nos anos 40, 50... É bem mágico, na verdade. O nível de realismo que ele empregava misturado a um tipo sutil de estilização e caricatura fazem tudo ser muito acessível. . É muito realista e sempre me deixa impressionado. Mas o que mais gosto é da atuação das figuras. Expressões faciais e corporais no seu melhor. E sempre tem algo interessante no cenário e nos detalhes que ajudam as imagens a serem sempre muito ricas, seja na narrativa ou na técnica.



A 21ª arte foi uma homenagem à Mônica, do Mauricio de Sousa. Porque né, quem nunca leu Turma da Mônica? A grande maioria dos quadrinistas brasileiros (bom, de todo mundo) tem no trabalho e legado do Mauricio uma inspiração e um incentivo. Es é minha singela homenagem a tudo que o Mauricio representou e representa para mim e para todos os quadrinistas e artistas brasileiros.



E aproveito a deixa para postar também este desenho do meu queridão Homem-Aranha. Fiz este para comemorar os 2.000 seguidores no Instagram. A série dos 21 Dias foi importante para chegar a esse número, e sou muito grato por todo mundo que me segue e gosta do meu trabalho.


Agora, algumas reflexões sobre o desafio como um todo...

Me perdi entre os dias por causa de aulas, eventos, projetos paralelos e claro, a vida pessoal), e não consegui honrar a regrinha de desenhar TODOS os dias. O desafio tem como meta uma sequência de 21 dias direto com desenhos. e é muito importante tentar ao máximo manter a disciplina.

Achei que o tema escolhido (releituras de obras que me influenciam) seria bom por ser bem amplo, mas é interessante que, mesmo amplo, ainda te limita. Eu não queria desenhar certas coisas que são. sim, influências do meu trabalho. Talvez por já ter desenhado algo similar há pouco tempo, como no caso do trabalho do Bá e do Moon... Talvez por achar que, naquele momento, não ia conseguir fazer um bom trabalho (como na ideia de desenhar algo da Capela Sistina)...

Limitei um pouco a técnica usada, mas gostaria de ter tido mais tempo e organização para testar coisas diferentes.

Em 21 dias, teoricamente, você consegue se aprofundar bastante no assunto escolhido. Isso é verdade, pois eu precisei revisitar muita coisa e reconsiderar outras. Muita gente que eu não lembrava direito foi relida, muita gente que eu curto demais não foi usada. E é sempre bom buscar novas referências e influências. Quem fica muito focado só nos mesmos poucos estilos se limita.

O feedback do pessoal, especialmente no Instagram e no Facebook foi crucial. Ter esse retorno ajuda a manter o foco, dá vontade de sempre se superar. É uma cobrança, sim, uma pressão, mas é uma boa coisa. Agradeço a todos que curtiram e acompanharam esse desafio... E quem sabe em breve eu faço outro!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Projeto 21 Dias - 3ª e 4ª Semanas

A esta altura, não funciona mais catalogar os trabalhos do Desafio em semanas... Tanta coisa aconteceu nesse meio tempo que me fez desviar o foco. Claro,como eu sempre digo, a vida acontece. A gente não tem como frear a vida, muito menos impedi-la de acabar... Bom, o importante é que, mesmo com os buracos na estrada, a gente continua em frente. Mesmo com os desvios de foco, eu farei 21 desenhos dentro deste desafio.

Entre os compromissos que me tomaram as semanas anteriores está o Fest Comix, evento bacanudo em São Paulo. Não foi possível desenhar o Desafio enquanto estava lá, infelizmente, mas o evento foi gratificante de qualquer forma. Também palestrei na Pandora, tive a quinta-feira cheia de aulas e por aí vai. A princípio, eu poderia usar meu próprio argumento de que você simplesmente tem que arranjar um tempo, disciplinar a produção e fazer acontecer. Eu sei, eu sei. Casa de ferreiro...

Vamos ver como ficaram os mais recentes?

Disparado o maior sucesso dentre os desenhos do Desafio, a minha releitura de Calvin e Haroldo gerou mais likes do que eu jamais tinha tido no Instagram. No Facebook, foi sucesso também. Fiquei feliz de ver grandes fãs do Calvin se manifestando. Parte desse sucesso se deve, acredito, ao bom uso das hashtages. Lembrem disso quando forem divulgar seus trabalhos. As hashtags são bem interessantes.

Enfim, Calvin e Haroldo são meus personagens favoritos de tira. Fazia tempo que eu queria dar minha visão destes personagens, e o desenho simplesmente fluiu. Gostei demais do resultado. Admiro o Watterson pela obra toda, pelo senso de humor, pela maturidade, pelo traço... Traço esse que é espetacular, coisa linda. Umas linhas expressivas, pesadas e leves. Perceba como ele desenha cenários, dinossauros, planetas, aliens... Tudo é feito com maestria.




Fiz uma versão colorida que virou print limitado no Fest Comix. Pode ser que ele reapareça em eventos futuros.

Depois veio a Enriqueta e o Fellini, personagens do Liniers, da tira Macanudo. Sei que a proposta do Desafio era reler autores que me influenciam, e com certeza o traço do Liniers não é aparente no meu trabalho, mas posso dizer que o senso de humor é muito influente para mim. Existe uma doçura, uma sensibilidade... E uma coisa de nonsense que sempre me agradam. Liniers tem um jeito só dele de fazer humor. Deveria ter colorido este, mas não rolou no dia e acabei deixando quieto. Este foi um dos desenhos que gostei de fazer por ser uma releitura de um estilo totalmente diferente, mas algo no processo não casou direito, e achoque não gostei tanto do resultado. Acho que foi algo parecido com o desenho dos X-Men, algo não clicou.





Entrando numa vibe mais soturna e melancólica, desenhei a capa de "Sleepwalk", graphic novel de Adrian Tomine. Seu estilo é sóbrio sem grandes frescuras ou experimentações, mas as histórias são pesadas, tristes, intensas. Me dá um incômodo, quase a vontade de entrar na HQ e ajudar os personagens, conversar com eles. Tomine também foi uma baita influência do meu trabalho na fase Pieces. Eu nunca lembro de citá-lo como influência, mas aí está, enfim, minha homenagem ao cara.






Então veio o dia de desenhar Van Gogh. Escolhi essa pintura, "At eternity's gate (sorrowing man)" porque ela destoa da produção do Van Gogh um pouco. Geralmente as obras dele são coloridas e cheias de vida, mas esta é uma ode ao sofrimento. Eu costumava ter o desenho dela (a gravura que deu origem à pintura) colada na parede na frente da minha prancheta lá em 2006, 2007. Era um tipo de incentivador, uma forma de mostrar que existe beleza na tristeza. Era isso que alimentou meu trabalho por um tempo, especialmente nas HQs da Pieces. Gosto das linhas vigorosas, mas especialmente gosto da expressão corporal do velho. Me corta o coração toda vez.





E então vieram os dias mais complicados, e fiquei sem desenhar um tempo. Parece coincidência que o desenho do Van Gogh foi feito na noite anterior à notícia de um falecimento na nossa família. Parecia um prenúncio. E o desenho seguinte, feito alguns dias depois, parece a ressaca disso.

Na retomada do Desafio, escolhi uma pintura de Edward Hopper para reler. Gosto muito das cores fortes, quase chapadas. Fico com vontade de desenhar tudo em preto e branco, evidenciando as fortes luzes com fortes sombras, mas optei por colorir o desenho com marcadores, dar mais ênfase à luz com cores do que com preto.

Essa pintura se chama "Sol da Manhã". Durante a produção me lembrei de um desenho que fiz numa aula de pintura da faculdade, em 2007, que tinha uma garota sentada no parapeito de uma janela grande, vendo uma cidade imensa de cima. A sensação de solidão, do espaço interno sendo enorme, mas ainda assim, ínfimo perto do espaço externo eram o que conduziam a minha ideia, e acabei redescobrindo isso no Hopper. Ele traz uma melancolia e uma solidão imensas ao pintar o cotidiano. Isso nos anos 50. Imagina como seria sua visão de mundo hoje?




Por fim, veio o Tintim. Heroi da minha juventude, o desenho animado era meu programa favorito das tardes na TV Cultura. Assisti todos inúmeras vezes, tenho tudo em DVD. Não completei a coleção das graphic novels ainda (olha aí, dica de presente!), mas um dia eu chego lá. O traço super limpo e preciso do Hergé e seu estúdio sempre me impressionaram. Fica a minha homenagem a eles.




Ok, agora faltam apenas dois desenhos. Essa semana já está terminando e não sei se consigo fazê-los. Hoje e amanhã nos preparamos para eventos (minha esposa em São Paulo, eu em Sorocaba), mas se conseguir, postarei como sempre primeiro no Instagram, com repost automático no Facebook, Twitter e Tumblr.






segunda-feira, 20 de junho de 2016

Vídeo - Fest Comix

No último final de semana estive em São Paulo para mais uma edição do Fest Comix, evento organizado pela loja Comix Book Shop, que chegou a sua 22ª edição em 2016.



Frequento o evento desde 2004, se não me engano, quando ia apenas para comprar quadrinhos. E lembro bem do dia em que conheci o pessoal do zine O Contínuo, que abriu minha cabeça para a possibilidade de produzir quadrinhos independentes de qualidade. Depois daquele encontro, na fila do evento, comprando uma de suas edições, me aprofundei no assunto. Em pouco tempo, já estava por dentro de muita coisa e começaria a publicar brevemente.



Tenho um carinho grande pelo Fest Comix. Fui como membro do Quarto Mundo, como membro do Petisco, como artista solo, como leitor, como professor, como fã.

Na última edição, dividi a mesa com os grandes Caio Yo e Vencys Lao, e foi divertidíssimo. Senti o evento mais fraco, em todos os aspectos, e acredito que a impressão dos artistas foi a mesa, especialmente em relação às vendas. Mas são muitos fatores interligados e isso não vem ao caso agora.

Na sexta, quando cheguei, já fui correndo falar com a SPTV para uma breve entrevista sobre meu trabalho com Dom Casmurro. Vejam o resultado clicando neste link!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Projeto 21 Dias - 1ª Semana

Oi, pessoal! Este é um relato sobre a primeira semana do projeto do Desafio dos 21 Dias. Este projeto consiste, basicamente, em estabelecer uma rotina de estudos diários com um motivo específico. Todo dia, durante pelo menos uma hora, você precisa focar nesse estudo, e, de preferência, postar os resultados.

Decidi entrar no desafio por causa do Rafael Vasconcellos, o Abel, um grande artista que admiro demais (tenho, inclusive, três originais dele em casa, hehe), e também um amigo querido dos eventos de Quadrinhos desde 2009. A ideia do Desafio veio do Noah Bradley (veja aqui como ele elabora o desafio, entenda as regras básicas e faça também!).

Então, qual é meu objetivo nesse Desafio dos 21 Dias? Estabeleci uma meta de estudo um pouco complicada, mas funcional. A coisa precisa ser interessante o suficiente para você QUERER FAZER. Eu sei o quanto a PREGUIÇA, a DISTRAÇÃO e a INÉRCIA são fatores poderosos quando falamos de estudar arte (e prometo um texto sobre isso para breve). Então, meu tema/meta/objetivo teria que ser algo que me fisgasse e me fizesse sair da zona de conforto.

Escolhi o (modesto) tema: releituras de obras de artistas que me influenciaram, não necessariamente com a mesma técnica.

Comecei na segunda, dia 30 de maio, com uma releitura de um desenho do Mike Mignola (Hellboy), o qual tenho estampado numa camiseta. A ideia é respeitar a composição, o gesto do personagem, ângulos, e neste caso, paleta de cores. Usei caneta pincel e marcadores, no meu traço. O mais interessante, ao meu ver, é o quanto a obrado Mignola funciona pela síntese. Tudo é angular, esteticamente sucinto mas ainda assim, com uma pegada pesada, gótica. Eu amo a síntese que ele atinge, mas sei bem que meu estilo tradicional não é assim. Adaptar à minha linguagem fez com que o personagem perdesse muito do seu charme... E me fez evidenciar quão ímpar é o estilo do Mignola (não que eu já não soubesse...)




Na terça, dia 31 de maio, fiz uma releitura de uma pintura do Henri de Toulouse-Lautrec, chamado "A Lavadeira". É uma pintura linda, bem melancólica. Eu gosto de diversos trabalhos dele, mas esse me fisgou mais naquele dia. Usei apenas caneta, 0.3, 0.5 e 0.8. Foi bem interessante fazer uma releiturade um trabalho esteticamente diferente do meu, mas tematicamente alinhado. Optei pelas hachuras para conseguir lidar melhor com as sombras do cenário. A ideia era usar marcadores pra moça, mas achei melhor nivelar o acabamento.



Quarta tive um pouco menos de tempo, mas usei isso a meu favor, estabelecendo um desafio um pouco maior... ou menor. Escolhi uma foto do Henri Cartier-Bresson para adaptar. Goste demais da temática e da proposta dele, ao registrar momentos cotidianos que só são visíveis ao olhar dos atentos e pacientes. E a beleza desses momentos só aparece, também, para quem consegue poetizar, interpretar e dar significado às coisas. Nunca é só o que você vê (mesmo que isso, por si só, já seria bem legal). Sempre pode ter algo a mais, alguma coisa que se sente a partir da imagem. O desafio neste caso foi fazer a arte menor. Enquanto nas anteriores tive um espaço um pouco maior que o A4 para trabalhar, desta vez escolhi um formato bem menor: fiz uma moldura de cerca de 10x16cm e optei por usar marcadores, sem contornos. Isso ajudou a perder uma pouco da definição das formas, ganhar mais na mancha e na sugestão do que no detalhamento.



Quinta-feira é o dia em que mais dou aulas. Das 9h às 21h30 estou comprometido com a Pandora, e não consegui usar nenhum intervalo para o desafio. Cheguei em casa cansadão e decidi não desenhar.

Na sexta-feira, dia 3 de maio, fiz uma releitura da capa de uma edição americana de Retalhos, do Craig Thompson. Uma das minhas graphic novels favorita de todos os tempos, conversa muito com o meu trabalho de começo de carreira, a série Pieces e o momento em que comecei a usar e entender melhor o pincel e nanquim. Quando li Retalhos já vinha produzindo as HQs iniciais da Pieces, e o contato com a poética sublime do cotidiano pelos olhos do Craig me deu uma inspiração maior ainda. Até hoje revisito essa obra e admiro seu trabalho. Como nossos traços têm semelhanças, parece que fui mais pro lado de emular o estilo dele... mas na verdade, desenhei como eu desenho. Tive o prazer de conhecer o Craig no meu primeiro FIQ, em 2009, ano do lançamento de Retalhos no Brasil.



Sábado foi a vez de desenhar uma releitura de Bone, do Jeff Smith. Bone é uma das HQs mais bacanas que já li, e é uma pena imensa que não seja publicado decentemente no Brasil. Duas editoras já tentaram. A atual está ainda no começo, mas como não aproveitou a vinda do Jeff pro Brasil (ano passado, no FIQ) para lançar o volume 2, e até hoje não o fez, pode ser que leve um booom tempo pra vermos Bone completo. Que pena. Usei caneta pincel e canetas de nanquim descartável. A imagem que escolhi foi a capa do Volume 2 da Via Lettera. Não gosto das cores, mas o desenho é bacana e cabia dentro da minha janela de tempo. Desenhar o Bone é divertido pois ele é um bonequinho sem muitos detalhes, mas como no caso do Mignola, o desafio é adequar o personagem ao seu próprio traço e fazê-lo ainda funcionar sem perder a essência do design original.



Domingo, após um dia merecido de descanso, passeio, boa comida e excelente companhia, tomei um chá e decidi tirar definitivamente o atraso da produção que aconteceu na quinta. Estava dando uma estudada na obra de Egon Schiele. Não o considero uma influência tão grande nos anos anteriores, mas desde que comecei a prestar atenção nele (valeu, Flávia!) fico encantado com os desenhos e a síntese do traço fluido, que simplesmente dança e passeia no papel sem medo de distorcer as formas. Ele não e importa com a anatomia correta, e sim com algum tipo de expressividade e registro de outras sensações... Gosto muito da simplicidade e do estranhamento causado pelo Mímico e sua pele branca e mãos grotescas. Essa foi a primeira releitura de Schiele. Usei caneta nanquim e marcadores da Tombow.



Depois, relendo o mesmo artista, fiz a Mulher com Joelho Dobrado. Essa já é uma pintura, e pensei em fazê-la no meu estilo mesmo, arte-final com caneta pincel e tudo mais. Talvez colorir com marcadores. Mas enquanto rascunhava com o lápis e ia percebendo como ele também rascunhava, comecei a gostar cada vez mais das linhas fluidas no papel. Peguei um lápis mais escuro pra começar a reforçar algumas formas, e como a coisa foi ficando cada vez mais interessante, decidi finalizar com um lápis integral 6B. Achei o resultado bem legal e desisti do nanquim.



Bom, pessoal, é isso. Esse é o resultado da primeira semana do Desafio dos 21 Dias para se tornar um artista melhor. Vocês fizeram o desafio Estão fazendo? Deixem links pros resultados nos comentários! Agradeço demais pelos likes, comentários e carinho tanto no Facebook quanto no Instagram, onde estou postando tudo isso primeiro. Esse feedback de vocês é muito importante!

Abraços e ótima semana a todos!