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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Opinião - Propostas absurdas

O que chamamos de "mercado de trabalho para desenhistas, ilustradores, designer, quadrinistas e afins" (chamaremos só de "mercado" pra facilitar, mas já adianto que esse termo vai render uma outra coluna mais pra frente) é um tanto peculiar. Entre projetos incríveis, oportunidades imperdíveis e a infinidade da internet para mostrar e consumir, sempre existem as propostas absurdas, clientes mal-informados (e, às vezes, mal-intencionados mesmo) e armadilhas. É comum entre nós, nas conversas e aulas, compartilharmos essas histórias. Acho inclusive importante, não como combustível de mimimi entre gente rancorosa, mas sim como um tipo de alerta bem-humorado (o desabafo está implícito, sempre) que pode render conselhos e soluções interessantes dos colegas. E, mais importante, pode render aprendizado e autoconhecimento como profissional para saber lidar com essas situações ao longo do trajeto (porque, você sabe, elas vão continuar acontecendo).

Feita essa introdução meio longa, vamos ao fato que me levou a escrever mais esta coluna. Essa semana, minha amiga Mariana Guerra me marcou em um post da página "Vagas Arrombadas" do Facebook. Fui lá, curioso para ver, e encontrei a imagem abaixo:


A incrível proposta em pauta.

Hmm.

O nome de quem fez essa postagem foi apagado pela própria página, obviamente. Mas esse é um tipo de proposta que encontramos e encontraremos pelo nosso trajeto como artistas. Nesse caso, mais especificamente e foco do meu texto, quadrinistas (e aí vale todo mundo no processo criativo, desde o roteirista até o editor). Nada muito novo, mas como a coisa foi recente e eu compartilhei, gerando uma interação bacana com meus amigos e alimentando o post original, vale a reflexão.

A proposta já chega com uma sinopse pronta, e vou supor aqui, que o artista "contratado" não teria muito o que contribuir nessa etapa. O autor proponente parece já ter "tudo resolvido", e precisa de um artista mais como "mão-de-obra" pra produzir as páginas do que como coautor. Se fosse assim, com um pagamento acertado, justo e coerente, e o artista topasse, manda ver. Mas eu sou, sempre fui, muito a favor da coautoria. Isso é, criar junto, elaborar tudo do começo para que o projeto seja não só de uma pessoa, mas de uma equipe toda. Quanto mais definida estiver a ideia e o roteiro originais, e também quanto menos maleável for o projeto, menos espaço um artista tem para se colocar. A ideia da coautoria cai por terra, fazendo do artista "apenas" um tipo de "mão-de-obra contratada".

A proposta também deixa claro que o artista não será pago. Isso acontecerá quando - e se - o projeto gerar lucro. 50% para cada autor (considerando que seriam só roteirista e artista) não é tão absurdo assim, se formos pensar justamente, tanto na esfera financeira quanto artística - a autoria de fato. Agora, qual é a vantagem disso para qualquer artista? Sinceramente, já produzi muito quadrinho nos meus mais de 10 anos de carreira. Já fiz projetos solo, em parceria, como contratado. Em todas eu sempre tentei fazer junto, de forma horizontal. A ideia de mergulhar num projeto de outras pessoas envolve um comprometimento grande... E o que há em troca?

Quero dividir esse pensamento em duas frentes: o trabalho em si, e o pagamento por ele.

Primeiramente (fora Temer), a produção. Roteiro também é difícil, leva tempo e exige criativamente. A gente pode pensar que, para sentar e escrever um texto no Word ou num caderno, é coisa simples. E comparar com o desenho e todas suas etapas, material e tempo, faria parecer que ilustrar é muito mais trabalhoso - e portanto, merece mais pagamento - que o texto. Isso não é bem verdade, pois depende de diversos fatores. Não quero entrar no mérito de comparar essas duas etapas, e estou considerando que o artista nessa proposta fará o desenho, cores e balões. Durante a produção de Terapia, eu cuidei sozinho de toda a produção visual: lápis, nanquim, cores, balões; e também dos posts no site e a maioria dos textos de apoio nos posts. A partir do capítulo 8, eu comecei a ajudar mais ativamente no roteiro. Isso tudo leva um tempo considerável, ainda mais se pensarmos que produzir Terapia nunca rendeu nenhum ganho financeiro (exceto, obviamente, os livros que vendo nos eventos, mas isso fica pra outro texto).

Nunca devemos desmerecer o trabalho do roteirista pela parte mecânica da coisa (escrever de fato), pois há processos intelectuais imensos por trás de tudo isso. E considerar o tempo dedicado como fator de comparação de valor é injusto, visto que tem gente que, para produzir textos, leva dias e dias enquanto existem desenhistas que, em 2 horas, resolvem uma página inteira. Tudo é relativo, e, se no final das contas, os autores (veja, AUTORES e não AUTOR E DESENHISTA QUE TOPOU O ROLÊ) decidem que 50% dos ganhos para cada um é justo, então é justo para eles e ponto final. O que não podemos fazer é decidir de forma injusta para a equipe presumindo valores equivocados para as etapas de produção.

Além disso, pode-se refletir sobre as vantagens artísticas do projeto. Uma ideia de benefício mútuo, evolução artística e profissional, pode fazer com que uma equipe se amigos ou mesmo de desconhecidos se una para gerar um projeto bacana. A ideia é crescer juntos, criar juntos. Todas as etapas têm seu valor no projeto, artisticamente falando. Se o projeto não te parece tão interessante, se não te puxa pelo coração, não te instiga tecnicamente... Enfim, oque tem de realmente relevante para que você se envolva, dadas as circunstâncias (não só nessa proposta em pauta,quando em qualquer outra)?



Segundo, agora sobre pagamento. Tempo é dinheiro. Ponto final. Quem TRABALHA com arte em geral o faz por gostar disso, muito provavelmente, mas porque é um trabalho que gera dinheiro que é usado para pagar contas, como qualquer outro trabalho. A proposta sugere que não haverá pagamento nenhum pro artista. No texto original, consta a pérola: "Você, quadrinista, trabalhará de graça até que a obra seja publicada". E fecha com outra: "Terá que ter disponibilidade para fazer uma página por dia". Ai, ai. Olha, veja bem, eu já fiz MUITO quadrinho de graça. Em certos casos, eu até "paguei para fazer quadrinho", no sentido de que além de não ganhar dinheiro, eu ainda gastei dinheiro (com material, reuniões, contas da casa, compra de exemplares, etc.). Fazer um projeto de quadrinhos sem ser pago por isso é, na real, muito mais comum que o contrário, especialmente no Brasil. Não temos um mercado sólido e gigante que permita esse tipo de trabalho nos moldes dos mercados internacionais. Então, quem faz está realmente dedicando seu tempo e talento para produzir algo no que acredita de verdade. Não critico isso. A minha crítica maior nessa proposta é justamente COMO se propôs o trabalho. A construção da frase  "Você, quadrinista, trabalhará de graça até que a obra seja publicada" beira a arrogância. Não é assim que se busca um parceiro para um projeto autoral sem garantias. Talvez, se a frase fosse melhor construída, não gerasse tanto incômodo.

A ideia de produzir uma página por dia também é um pouco complicada. Isso depende de muitos fatores. Sei que existem roteiristas com exigências imensas em relação à arte, seja em questão de realismo ou estilização, de referências, de detalhezinhos. Quanto mais a produção da página for atender minuciosamente todos os desejos mirabolantes do roteirista (supondo que seja assim), mais tempo leva pra finalizar. E tempo, jovens, é dinheiro. Tempo é a única coisa que você nunca vai conseguir ganhar ou comprar de volta. E nem todo artista consegue, de fato, produzir uma página por dia: ou seu método é elaborado, ou desenha devagar, ou tem afazeres diversos (estudar, cuidar da casa, trabalhar em algo que realmente pague as contas, etc). A questão é de prioridades, também, pois nem todo artist pode ou vai dar prioridade para um projeto destes. Na balança, pesa sempre o que vai pagar contas ou é mais relevante pro artista.

Usando o exemplo de Terapia mais uma vez: no começo, publicávamos uma página por semana, toda quarta-feira. Essa página era feita na mesma semana e costumava levar um dia de trabalho (do layout à publicação, sem contar o roteiro que já estava pronto). Enquanto eu produzia semanalmente Terapia, eu também dava aulas, fazia freelas e produzia o Dom Casmurro. Terapia não dava dinheiro, mas eu tinha como me dar o luxo de focar um dia nesse projeto. Com o passar do tempo, não só eu como Rob e Marina passamos a ter muitos outros projetos, compromissos e problemas, o que fez com que Terapia virasse quinzenal. Houveram vários atrasos na publicação das páginas, o que me comia por dentro. Mas era o que dava para fazer: nunca paramos de produzir, mas desaceleramos. E n~]ao tinha como um exigir do outro mais foco se aquilo não era a prioridade financeira, e em certos momentos, nem artística. Hoje, estou desenhando o segundo volume de Monstruário, totalmente sem financiamento. Ou seja, faço porque quero, mas principalmente porque é um projeto meu (e do Lucas, claro) no qual acredito muito e pelo qual eu sou um dos responsáveis. Enfim, o nível de dedicação exigido não é compatível com a proposta de pagamento, mesmo considerando que possa gerar lucro com vendas mais pra frente.

No caso, o meu conselho é simples: fazer parceria em projetos de quadrinhos (visto que a maioria não envolve dinheiro garantido e/ou rápido), envolve afinidade, comprometimento e crescimento mútuo. Não é para não fazer. É para, se for fazer, entrar sabendo das condições e com pé no chão.

Esse nível de exigência da proposta pode até mostrar que o autor (e, provavelmente, o projeto inteiro), não são profissionais, e sim a coisa toda é um projeto de início de carreira, uma aposta, um sonho. E não dá pra exigir do parceiro de trabalho prioridade e dedicação total em troca "de nada - ou pouco". E é muito provável que os artistas que se interessem pela proposta tenham, de fato, tempo e vontade de se dedicar, mas é provável também que sejam artistas iniciantes, sem muita vivência (note que isso não tem a ver com a qualidade do trabalho). Veja só, pela proposta, eu imagino que o roteirista não aceitaria fácil um artista novato com trabalho ainda cru; e artistas, profissionais ou não, com um trabalho bem desenvolvido e vivência na área, dificilmente embarcariam num projeto com essa proposta. Temos aí, então, um problema.

Vamos comentar rapidamente o tipo de "venda" desse projeto, proposto pelo autor: Amazon, Social Comics e, quem sabe, editora tradicional". Talvez o autor que fez a proposta não conheça direito o mercado de quadrinhos brasileiro. Talvez conheça muito bem. Eu não faço ideia, não sei quem é a pessoa. Mas deduzo que não conheça bem, pela proposta. Enfim, vendas de e-books na Amazon são muito, muito pequenas. Ainda temos a cultura do impresso muito forte, e muitos leitores preferem pagar mais pelo liro do que menos pelo e-book. Sucessos de vendas em e-books são, invariavelmente, produções de muito apelo popular, e nem sabemos como isso seria no caso da proposta em pauta.

Social Comics é complicado, não sei dizer se tem sido lucrativo para os autores. Para mim, não é muito. Mas é bom ter seu material lá. Segue a mesma lógica da Amazon, misturada ao Netflix. Se for muito, muito lido, rende mais dinheiro. Para ser muito lido, precisa ser muito popular e/ou muito bom, e precisa de usuários na plataforma para ler. Uma vez que os usuários que se interessam pelo seu título já o leram, dificilmente vão ler de novo. Então, se não há qualidade suficiente e aumento constante de leitores na plataforma, não adianta que não vai render muito dinheiro.



E sobre editoras, a conversa é longa, mas resumindo: a editora precisa ter interesse na obra, porque vai produzir um produto que precisa ser vendido. Pra vender, tem que ser popular e muito bom,e quase sempre, feito por autores que já têm uma experiência e um nome mais ou menos formado. Nada garante que seu projeto vai ser interessante o suficiente para uma editora publicar, e se o fizer, vai lidar com tiragens provavelmente muito pequenas, que vendem a longo prazo, e que rendem aos autores cerca de 10% do preço de capa (para dividir entre eles, não para cada um). Ou seja, tem que vender muito, muito mesmo para gerar muito dinheiro. E o ciclo continua.

(Em tempo: eu não sou contra publicar por editoras, mas é preciso conhecer o mercado e como isso funciona para não criar ilusões de um mundo ideal, não compatível com nossa realidade. Gostei muito de trabalhar com a Balão e a Jupati, por exemplo).

Enfim, não quero que esse texto seja totalmente definitivo, e não estou dizendo que os quadrinistas não devem entrar em projetos (como este, principalmente, não deveriam, mas cada um sabe o que faz). O mais importante é não se envolver com armadilhas ou projetos que não te considerem como coautor, e vão usar o que você produz de forma injusta. No final das contas, o que você decidir deve ser bom para você. Na dúvida entre um projeto maluco, com cliente/parceiro exigente demais e sem possibilidade de criar junto, e um projeto pessoal, prefira sempre o segundo.

O post original, com muitos comentários (a maioria criticando a proposta, ainda bem), está no Facebook. Clique aqui pra ir direto lá.

Espero ter sido útil! Apesar disso ser totalmente old school, podem deixar comentários aqui, e agradeço demais se compartilharem esse conteúdo pelas redes com seus amigos, desde que, claro, coloquem os créditos do texto e o link pro post original. Abração procêis.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Terapia Vol. I - Novidades!

"Às vezes, uma obra pode ser um tipo de terapia para seus criadores. E, se tivermos sorte, ela pode trazer algo de útil aos seus leitores. Terapia é a história de uma pessoa que procura paz e equilíbrio na busca de suas paixões, E, nesse caminho, nos convida a abrir também as nossas próprias portas."

Oi, pessoal! Com esse trecho do texto de posfácio do quadrinista David Mack, vamos às novidades?

Após algumas semanas totalmente dedicadas à produção e pós-produção do primeiro volume impresso de Terapia, finalmente é hora de revelar algumas coisas bem legais sobre nosso projeto!

A primeira é a capa do nosso tão esperado livro! Em conversas internas, Mario fez alguns esboços, tentou algumas ilustrações já conhecidas, mas no final, acabamos optando por criar algo inédito, que fosse leve, mas ainda assim, mostrasse todo o peso do blues e a carga emotiva da nossa história...



A segunda novidade, já percebida pelos olhos atentos, é que Terapia Vol. I será publicado por uma editora! Fechamos uma parceria com a editora Novo Século, que nos trouxe uma proposta bem bacana.





O que muda, então? Bom, o livro não muda: terá a mesma capa dura e 144 páginas, com extras bem legais. O projeto gráfico/editorial é do quadrinista e co-autor de Terapia, Mario Cau e da designer Maria Paula Ferraz Dias. Mas com essa parceria, o projeto ganha um upgrade de grande porte, com uma tiragem bem maior do que havíamos previsto, e vai chegar a lojas e livrarias de todo o Brasil! Isso mesmo, você poderá encontrar e comprar Terapia Vol. I nas grandes livrarias e lojas online! Além, é claro, dos eventos de HQ onde estaremos presentes, como o FIQ.

Como já divulgamos na nossa fanpage, Terapia Vol. I traz textos de prefácio do músico e pesquisador de blues Paulo Gazela, da psicóloga e professora universitária Ana Pandini, e um texto de posfácio do extraordinário quadrinista David Mack! Ter esses três grandes nomes endossando nosso livro é uma honra!

Nossa parceria com a Novo Século não muda em nada nossa parceria com o Petisco. A segunda temporada de Terapia vai ser publicada online, assim como a primeira. Também não muda nossa relação com os apoiadores do Catarse, que com grande empenho e amizade tornaram nosso sonho possível. A editora distribui e ajuda a divulgar o livro, e abre a possibilidade de novas parcerias para futuros trabalhos.

Uma mudança, porém, será no envio dos livros aos apoiadores: ele será enviado pela editora em novembro. Mas infelizmente, o envio não vai poder ser feito antes do FIQ. E, por causa disso, os apoiadores que forem ao FIQ não terão como retirar seus livros lá, visto que todos os 700 e tantos exemplares de apoiadores serão enviados pela editora e não pelos autores.

Mas não se preocupem! Seus livros chegarão, bonitões, muito em breve! E as outras recompensas, como prometido, serão produzidas e enviadas a partir de dezembro, assim que passar o FIQ e voltarmos à programação normal.

O livro será lançado no Festival Internacional de Quadrinhos, o FIQ, em Belo Horizonte, entre 13 e 17 de novembro de 2013! Estamos planejando um evento de lançamento em São Paulo e em Campinas, mas é possível que lancemos em outras cidades e estados: basta que alguma loja ou livraria ou evento se interesse e entre em contato.

E, para finalizar, de brinde, que tal uma olhada na arte-final em preto e branco da capa?






sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Bread and Roses - Finalizada!

Caríssimos, é com grande prazer que finalmente oficializo que terminei a arte de Bread and Roses, HQ com texto do meu amigo Hector Lima, para a coletânea WORK!

Depois de duas semanas pintando na mesa de luz, estourando as costas e a vista, e depois arrumar tudo no photoshop, consegui deixar as páginas em ordem.

Estou MUITO satisfeito com o resultado. Várias pessoas falaram que esse é meu melhor trabalho até agora, e eu agradeço muito aos elogios, apoio e sugestões... Fiz meu melhor mesmo, ehehehe.


Bom, enquanto mando os arquivos pro editor letreirar, fiquem com algumas páginas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

´Cause What You Need Is In Your Soul

Caríssimos, volto pra mais uma rodada de novidades!

A primeira (que provavelmente vai ser a última a ser lida, visto que é a primeira a ser postada) é a triste. É, infelizmente, ao som aqui de "My Way", by Frank Sinatra, eu conto a vocês, poucos porém fiéis leitores, que By THe Southern GRace Of God não vai sair pela ShadowLine / Image.



É uma pena, enorme. O Elton mandou toda nossa proposta (absurdamente bem montada e digna, devo dizer) pros editores, Kris Wilson e Jim Valentino. eles declinaram. Segundo Elton, o Jim achou melhor não por ter medo de sofrer algum tipo de processo judicial, já que na HQ, falamos de Ronnie Van Zant, falecido voalsita da banda Lynyrs Skynyrd, inventando um fato de seu passado (a protagonista, Amy, acha que é filha dele) . Além, claro, de usarmos sua imagem (não tão nítida, mas ainda assim, querendo dizer que é ele - na capa também) e a da banda.

Então, por causa de um possível problema judicial, os planos mudaram. Sugeri pro Elton enviarmos a mesma proposta pra Dark Horse e ver o que acontece.
Já tentei também entrar emcontato com alguma RP ou acessoria da banda, mas o pessoal do fã-clube oficial não pôde me ajudar. Tentarei entrar em contato com a gravadora. Quero saber qual a possibilidade desse processo acontecer mesmo.



Se não, vamos de qualquer forma, mandar a HQ pro Joe Pruett publicar na próxima Negative Burn (A NB agora não é mais mensal com poucas páginas. Se tornou uma antologia periódica com muitas, tipo a Front), e acho que ela entra sim.

O lado bom é que, segundo Elton, os editores gostaram bastante do meu trabalho. Então, a possibilidade de algum outro projeto nosso vingar com eles é alta. Já falei pro Elton que estou aberto a propostas, até porque foi muito bom trabalhar com ele nessa HQ. (Tenho até vergonha de lembrar ocara que ele me falou sobre pagamento, lá no começo das negociações. O $ seria ótimo, mas como cobrar por um projeto pelo qual me apaixonei tanto...?)



E claro, como bandas de garagem que não se intimidam por negações de gravadoras, barezinhos e festivais (nem pela desaprovação dos pais, amigos e principalmente, vizinhos velhos e ranhetas), vamos continuar com esse projeto, até conseguirmos fazê-lo ser publicado, seja onde for. Eu tenho fé nessa história, fé no Elton, fé em mim. Sei que fiz um bom trabalho e sei que daqui pra frente, só temos que melhorar e continuar lutando. Evolução constante.

Baixar a cabeça e ficar deprimido não é uma opção. Sentar à prancheta e continuar trabalhando, é.


Logo vem mais posts sobre coisas que aconteceram e ainda vão acontecer. Aguardem!