Oi, pessoal! O Rapha Pinheiro, que além de autor de quadrinhos e professor, também tem um canal bem bacana no YouTube, publicou uma resenha de "Quando a noite fecha os olhos", quadrinho escrito pelo Andé Diniz e ilustrador por mim. Gosto muito desse livro! Foi uma experiência muito especial trabalhar com o André Diniz, roteirista gigante e ser humano maravilhoso.
Assista abaixo, mas não deixe de dar seu like e assinar o canal do Rapha.
Eu, o Rapha e o Thiago Spyked gravamos uma série de três vídeos falando sobre nossas experiências como professores de artes e quadrinhos. Você confere a primeira parte aqui:
Falando em canal, você sabe que eu tenho um canal no YouTube? Siga aqui no link para conferir minha produção.
"Quando a noite..." foi lançado em 2015 e ainda está disponível na minha loja virtual! Acesse pelo link para garantir um exemplar autografado!
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
QUANDO A NOITE... - Resenha por Rapha Pinheiro
Marcadores:
André Diniz,
Brasil,
crítica,
gibi,
graphic novel,
história em quadrinhos,
hq,
hq br,
mario cau,
noite,
quadrinhos,
quando a noite fecha os olhos,
rapha pinheiro,
resenha
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Resenha - MONSTRUÁRIO Vol.1 no Action Nerds
Saiu uma resenha bem legal do primeiro volume de Monstruário no Action Nerds!
Agradecemos de coração ao Leo FLuz pelo carinho e pelos elogios.
Para ler a resenha completa, é só clicar aqui.
Para comprar Monstruário Vol.1 com brindes e autógrafos, clique aqui!
Agradecemos de coração ao Leo FLuz pelo carinho e pelos elogios.
Para ler a resenha completa, é só clicar aqui.
Para comprar Monstruário Vol.1 com brindes e autógrafos, clique aqui!
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Resenha - Terapia pelo Pinguim Tagarela
Oi, pessoal!
Receber resenhas, críticas e opiniões de um trabalho é sempre muito importante para o autor. Seja um trabalho em andamento, já publicado ou mesmo já finalizado, é muito bom saber como a obra foi recebida e interpretada pelos leitores.
Terapia, webcomic premiada que eu, Rob e Marina produzimos por 7 anos, e concluída em 2018, é uma das minhas obras que mais gerou esse tipo de retorno. Seja na opinião sincera dos leitores, na resenha de especialistas, jornalistas ou de outros autores que recebíamos ao longo dos 7 anos, e mesmo agora, com a HQ finalizada, sempre ficamos muito gratos pelo carinho e atenção.
Para os autores, ter esse tipo de retorno é essencial pois nos ajuda a entender o que funcionou e o que não funcionou; como as ideias foram interpretadas a partir do que entregamos e o que poderíamos considerar para o caminho que está à frente.
Essa semana recebemos mais uma resenha de Terapia, dessa vez assinada pela Diovana Cougo de Vargas, do site Pinguim Tagarela! Ficamos muito gratos e gostaríamos de compartilhar com vocês. Então é só clicar no link a seguir para ler. Não deixem de conhecer o trabalho do Pinguim Tagarela, também.
Para ler a resenha do Pinguim Tagarela, clique aqui!
Para ler (ou reler!) Terapia, completa e gratuitamente, clique aqui!
Para comprar o livro Terapia Vol. 1, por enquanto só em lojas virtuais e algumas físicas (eu não tenho mais comigo),então fiz essa busca aqui para vocês.
Receber resenhas, críticas e opiniões de um trabalho é sempre muito importante para o autor. Seja um trabalho em andamento, já publicado ou mesmo já finalizado, é muito bom saber como a obra foi recebida e interpretada pelos leitores.
Terapia, webcomic premiada que eu, Rob e Marina produzimos por 7 anos, e concluída em 2018, é uma das minhas obras que mais gerou esse tipo de retorno. Seja na opinião sincera dos leitores, na resenha de especialistas, jornalistas ou de outros autores que recebíamos ao longo dos 7 anos, e mesmo agora, com a HQ finalizada, sempre ficamos muito gratos pelo carinho e atenção.
Para os autores, ter esse tipo de retorno é essencial pois nos ajuda a entender o que funcionou e o que não funcionou; como as ideias foram interpretadas a partir do que entregamos e o que poderíamos considerar para o caminho que está à frente.
Essa semana recebemos mais uma resenha de Terapia, dessa vez assinada pela Diovana Cougo de Vargas, do site Pinguim Tagarela! Ficamos muito gratos e gostaríamos de compartilhar com vocês. Então é só clicar no link a seguir para ler. Não deixem de conhecer o trabalho do Pinguim Tagarela, também.
Para ler a resenha do Pinguim Tagarela, clique aqui!
Para ler (ou reler!) Terapia, completa e gratuitamente, clique aqui!
Para comprar o livro Terapia Vol. 1, por enquanto só em lojas virtuais e algumas físicas (eu não tenho mais comigo),então fiz essa busca aqui para vocês.
sexta-feira, 20 de julho de 2018
Resenha - Monstruário no Tapioca Mecânica
Saiu uma resenha do primeiro volume do Monstruário, assinada pelo querido Presto Gaudio. Obrigado, meu brother!
Está lá no Tapioca Mecânica, clique aqui para ler e conheça o site todo.
Está lá no Tapioca Mecânica, clique aqui para ler e conheça o site todo.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Opinião - Propostas absurdas
O que chamamos de "mercado de trabalho para desenhistas, ilustradores, designer, quadrinistas e afins" (chamaremos só de "mercado" pra facilitar, mas já adianto que esse termo vai render uma outra coluna mais pra frente) é um tanto peculiar. Entre projetos incríveis, oportunidades imperdíveis e a infinidade da internet para mostrar e consumir, sempre existem as propostas absurdas, clientes mal-informados (e, às vezes, mal-intencionados mesmo) e armadilhas. É comum entre nós, nas conversas e aulas, compartilharmos essas histórias. Acho inclusive importante, não como combustível de mimimi entre gente rancorosa, mas sim como um tipo de alerta bem-humorado (o desabafo está implícito, sempre) que pode render conselhos e soluções interessantes dos colegas. E, mais importante, pode render aprendizado e autoconhecimento como profissional para saber lidar com essas situações ao longo do trajeto (porque, você sabe, elas vão continuar acontecendo).
Feita essa introdução meio longa, vamos ao fato que me levou a escrever mais esta coluna. Essa semana, minha amiga Mariana Guerra me marcou em um post da página "Vagas Arrombadas" do Facebook. Fui lá, curioso para ver, e encontrei a imagem abaixo:
O nome de quem fez essa postagem foi apagado pela própria página, obviamente. Mas esse é um tipo de proposta que encontramos e encontraremos pelo nosso trajeto como artistas. Nesse caso, mais especificamente e foco do meu texto, quadrinistas (e aí vale todo mundo no processo criativo, desde o roteirista até o editor). Nada muito novo, mas como a coisa foi recente e eu compartilhei, gerando uma interação bacana com meus amigos e alimentando o post original, vale a reflexão.
A proposta já chega com uma sinopse pronta, e vou supor aqui, que o artista "contratado" não teria muito o que contribuir nessa etapa. O autor proponente parece já ter "tudo resolvido", e precisa de um artista mais como "mão-de-obra" pra produzir as páginas do que como coautor. Se fosse assim, com um pagamento acertado, justo e coerente, e o artista topasse, manda ver. Mas eu sou, sempre fui, muito a favor da coautoria. Isso é, criar junto, elaborar tudo do começo para que o projeto seja não só de uma pessoa, mas de uma equipe toda. Quanto mais definida estiver a ideia e o roteiro originais, e também quanto menos maleável for o projeto, menos espaço um artista tem para se colocar. A ideia da coautoria cai por terra, fazendo do artista "apenas" um tipo de "mão-de-obra contratada".
A proposta também deixa claro que o artista não será pago. Isso acontecerá quando - e se - o projeto gerar lucro. 50% para cada autor (considerando que seriam só roteirista e artista) não é tão absurdo assim, se formos pensar justamente, tanto na esfera financeira quanto artística - a autoria de fato. Agora, qual é a vantagem disso para qualquer artista? Sinceramente, já produzi muito quadrinho nos meus mais de 10 anos de carreira. Já fiz projetos solo, em parceria, como contratado. Em todas eu sempre tentei fazer junto, de forma horizontal. A ideia de mergulhar num projeto de outras pessoas envolve um comprometimento grande... E o que há em troca?
Quero dividir esse pensamento em duas frentes: o trabalho em si, e o pagamento por ele.
Primeiramente (fora Temer), a produção. Roteiro também é difícil, leva tempo e exige criativamente. A gente pode pensar que, para sentar e escrever um texto no Word ou num caderno, é coisa simples. E comparar com o desenho e todas suas etapas, material e tempo, faria parecer que ilustrar é muito mais trabalhoso - e portanto, merece mais pagamento - que o texto. Isso não é bem verdade, pois depende de diversos fatores. Não quero entrar no mérito de comparar essas duas etapas, e estou considerando que o artista nessa proposta fará o desenho, cores e balões. Durante a produção de Terapia, eu cuidei sozinho de toda a produção visual: lápis, nanquim, cores, balões; e também dos posts no site e a maioria dos textos de apoio nos posts. A partir do capítulo 8, eu comecei a ajudar mais ativamente no roteiro. Isso tudo leva um tempo considerável, ainda mais se pensarmos que produzir Terapia nunca rendeu nenhum ganho financeiro (exceto, obviamente, os livros que vendo nos eventos, mas isso fica pra outro texto).
Nunca devemos desmerecer o trabalho do roteirista pela parte mecânica da coisa (escrever de fato), pois há processos intelectuais imensos por trás de tudo isso. E considerar o tempo dedicado como fator de comparação de valor é injusto, visto que tem gente que, para produzir textos, leva dias e dias enquanto existem desenhistas que, em 2 horas, resolvem uma página inteira. Tudo é relativo, e, se no final das contas, os autores (veja, AUTORES e não AUTOR E DESENHISTA QUE TOPOU O ROLÊ) decidem que 50% dos ganhos para cada um é justo, então é justo para eles e ponto final. O que não podemos fazer é decidir de forma injusta para a equipe presumindo valores equivocados para as etapas de produção.
Além disso, pode-se refletir sobre as vantagens artísticas do projeto. Uma ideia de benefício mútuo, evolução artística e profissional, pode fazer com que uma equipe se amigos ou mesmo de desconhecidos se una para gerar um projeto bacana. A ideia é crescer juntos, criar juntos. Todas as etapas têm seu valor no projeto, artisticamente falando. Se o projeto não te parece tão interessante, se não te puxa pelo coração, não te instiga tecnicamente... Enfim, oque tem de realmente relevante para que você se envolva, dadas as circunstâncias (não só nessa proposta em pauta,quando em qualquer outra)?
Segundo, agora sobre pagamento. Tempo é dinheiro. Ponto final. Quem TRABALHA com arte em geral o faz por gostar disso, muito provavelmente, mas porque é um trabalho que gera dinheiro que é usado para pagar contas, como qualquer outro trabalho. A proposta sugere que não haverá pagamento nenhum pro artista. No texto original, consta a pérola: "Você, quadrinista, trabalhará de graça até que a obra seja publicada". E fecha com outra: "Terá que ter disponibilidade para fazer uma página por dia". Ai, ai. Olha, veja bem, eu já fiz MUITO quadrinho de graça. Em certos casos, eu até "paguei para fazer quadrinho", no sentido de que além de não ganhar dinheiro, eu ainda gastei dinheiro (com material, reuniões, contas da casa, compra de exemplares, etc.). Fazer um projeto de quadrinhos sem ser pago por isso é, na real, muito mais comum que o contrário, especialmente no Brasil. Não temos um mercado sólido e gigante que permita esse tipo de trabalho nos moldes dos mercados internacionais. Então, quem faz está realmente dedicando seu tempo e talento para produzir algo no que acredita de verdade. Não critico isso. A minha crítica maior nessa proposta é justamente COMO se propôs o trabalho. A construção da frase "Você, quadrinista, trabalhará de graça até que a obra seja publicada" beira a arrogância. Não é assim que se busca um parceiro para um projeto autoral sem garantias. Talvez, se a frase fosse melhor construída, não gerasse tanto incômodo.
A ideia de produzir uma página por dia também é um pouco complicada. Isso depende de muitos fatores. Sei que existem roteiristas com exigências imensas em relação à arte, seja em questão de realismo ou estilização, de referências, de detalhezinhos. Quanto mais a produção da página for atender minuciosamente todos os desejos mirabolantes do roteirista (supondo que seja assim), mais tempo leva pra finalizar. E tempo, jovens, é dinheiro. Tempo é a única coisa que você nunca vai conseguir ganhar ou comprar de volta. E nem todo artista consegue, de fato, produzir uma página por dia: ou seu método é elaborado, ou desenha devagar, ou tem afazeres diversos (estudar, cuidar da casa, trabalhar em algo que realmente pague as contas, etc). A questão é de prioridades, também, pois nem todo artist pode ou vai dar prioridade para um projeto destes. Na balança, pesa sempre o que vai pagar contas ou é mais relevante pro artista.
Usando o exemplo de Terapia mais uma vez: no começo, publicávamos uma página por semana, toda quarta-feira. Essa página era feita na mesma semana e costumava levar um dia de trabalho (do layout à publicação, sem contar o roteiro que já estava pronto). Enquanto eu produzia semanalmente Terapia, eu também dava aulas, fazia freelas e produzia o Dom Casmurro. Terapia não dava dinheiro, mas eu tinha como me dar o luxo de focar um dia nesse projeto. Com o passar do tempo, não só eu como Rob e Marina passamos a ter muitos outros projetos, compromissos e problemas, o que fez com que Terapia virasse quinzenal. Houveram vários atrasos na publicação das páginas, o que me comia por dentro. Mas era o que dava para fazer: nunca paramos de produzir, mas desaceleramos. E n~]ao tinha como um exigir do outro mais foco se aquilo não era a prioridade financeira, e em certos momentos, nem artística. Hoje, estou desenhando o segundo volume de Monstruário, totalmente sem financiamento. Ou seja, faço porque quero, mas principalmente porque é um projeto meu (e do Lucas, claro) no qual acredito muito e pelo qual eu sou um dos responsáveis. Enfim, o nível de dedicação exigido não é compatível com a proposta de pagamento, mesmo considerando que possa gerar lucro com vendas mais pra frente.
No caso, o meu conselho é simples: fazer parceria em projetos de quadrinhos (visto que a maioria não envolve dinheiro garantido e/ou rápido), envolve afinidade, comprometimento e crescimento mútuo. Não é para não fazer. É para, se for fazer, entrar sabendo das condições e com pé no chão.
Esse nível de exigência da proposta pode até mostrar que o autor (e, provavelmente, o projeto inteiro), não são profissionais, e sim a coisa toda é um projeto de início de carreira, uma aposta, um sonho. E não dá pra exigir do parceiro de trabalho prioridade e dedicação total em troca "de nada - ou pouco". E é muito provável que os artistas que se interessem pela proposta tenham, de fato, tempo e vontade de se dedicar, mas é provável também que sejam artistas iniciantes, sem muita vivência (note que isso não tem a ver com a qualidade do trabalho). Veja só, pela proposta, eu imagino que o roteirista não aceitaria fácil um artista novato com trabalho ainda cru; e artistas, profissionais ou não, com um trabalho bem desenvolvido e vivência na área, dificilmente embarcariam num projeto com essa proposta. Temos aí, então, um problema.
Vamos comentar rapidamente o tipo de "venda" desse projeto, proposto pelo autor: Amazon, Social Comics e, quem sabe, editora tradicional". Talvez o autor que fez a proposta não conheça direito o mercado de quadrinhos brasileiro. Talvez conheça muito bem. Eu não faço ideia, não sei quem é a pessoa. Mas deduzo que não conheça bem, pela proposta. Enfim, vendas de e-books na Amazon são muito, muito pequenas. Ainda temos a cultura do impresso muito forte, e muitos leitores preferem pagar mais pelo liro do que menos pelo e-book. Sucessos de vendas em e-books são, invariavelmente, produções de muito apelo popular, e nem sabemos como isso seria no caso da proposta em pauta.
Social Comics é complicado, não sei dizer se tem sido lucrativo para os autores. Para mim, não é muito. Mas é bom ter seu material lá. Segue a mesma lógica da Amazon, misturada ao Netflix. Se for muito, muito lido, rende mais dinheiro. Para ser muito lido, precisa ser muito popular e/ou muito bom, e precisa de usuários na plataforma para ler. Uma vez que os usuários que se interessam pelo seu título já o leram, dificilmente vão ler de novo. Então, se não há qualidade suficiente e aumento constante de leitores na plataforma, não adianta que não vai render muito dinheiro.
E sobre editoras, a conversa é longa, mas resumindo: a editora precisa ter interesse na obra, porque vai produzir um produto que precisa ser vendido. Pra vender, tem que ser popular e muito bom,e quase sempre, feito por autores que já têm uma experiência e um nome mais ou menos formado. Nada garante que seu projeto vai ser interessante o suficiente para uma editora publicar, e se o fizer, vai lidar com tiragens provavelmente muito pequenas, que vendem a longo prazo, e que rendem aos autores cerca de 10% do preço de capa (para dividir entre eles, não para cada um). Ou seja, tem que vender muito, muito mesmo para gerar muito dinheiro. E o ciclo continua.
(Em tempo: eu não sou contra publicar por editoras, mas é preciso conhecer o mercado e como isso funciona para não criar ilusões de um mundo ideal, não compatível com nossa realidade. Gostei muito de trabalhar com a Balão e a Jupati, por exemplo).
Enfim, não quero que esse texto seja totalmente definitivo, e não estou dizendo que os quadrinistas não devem entrar em projetos (como este, principalmente, não deveriam, mas cada um sabe o que faz). O mais importante é não se envolver com armadilhas ou projetos que não te considerem como coautor, e vão usar o que você produz de forma injusta. No final das contas, o que você decidir deve ser bom para você. Na dúvida entre um projeto maluco, com cliente/parceiro exigente demais e sem possibilidade de criar junto, e um projeto pessoal, prefira sempre o segundo.
O post original, com muitos comentários (a maioria criticando a proposta, ainda bem), está no Facebook. Clique aqui pra ir direto lá.
Espero ter sido útil! Apesar disso ser totalmente old school, podem deixar comentários aqui, e agradeço demais se compartilharem esse conteúdo pelas redes com seus amigos, desde que, claro, coloquem os créditos do texto e o link pro post original. Abração procêis.
Feita essa introdução meio longa, vamos ao fato que me levou a escrever mais esta coluna. Essa semana, minha amiga Mariana Guerra me marcou em um post da página "Vagas Arrombadas" do Facebook. Fui lá, curioso para ver, e encontrei a imagem abaixo:
A incrível proposta em pauta.
Hmm.
A proposta já chega com uma sinopse pronta, e vou supor aqui, que o artista "contratado" não teria muito o que contribuir nessa etapa. O autor proponente parece já ter "tudo resolvido", e precisa de um artista mais como "mão-de-obra" pra produzir as páginas do que como coautor. Se fosse assim, com um pagamento acertado, justo e coerente, e o artista topasse, manda ver. Mas eu sou, sempre fui, muito a favor da coautoria. Isso é, criar junto, elaborar tudo do começo para que o projeto seja não só de uma pessoa, mas de uma equipe toda. Quanto mais definida estiver a ideia e o roteiro originais, e também quanto menos maleável for o projeto, menos espaço um artista tem para se colocar. A ideia da coautoria cai por terra, fazendo do artista "apenas" um tipo de "mão-de-obra contratada".
A proposta também deixa claro que o artista não será pago. Isso acontecerá quando - e se - o projeto gerar lucro. 50% para cada autor (considerando que seriam só roteirista e artista) não é tão absurdo assim, se formos pensar justamente, tanto na esfera financeira quanto artística - a autoria de fato. Agora, qual é a vantagem disso para qualquer artista? Sinceramente, já produzi muito quadrinho nos meus mais de 10 anos de carreira. Já fiz projetos solo, em parceria, como contratado. Em todas eu sempre tentei fazer junto, de forma horizontal. A ideia de mergulhar num projeto de outras pessoas envolve um comprometimento grande... E o que há em troca?
Quero dividir esse pensamento em duas frentes: o trabalho em si, e o pagamento por ele.
Primeiramente (fora Temer), a produção. Roteiro também é difícil, leva tempo e exige criativamente. A gente pode pensar que, para sentar e escrever um texto no Word ou num caderno, é coisa simples. E comparar com o desenho e todas suas etapas, material e tempo, faria parecer que ilustrar é muito mais trabalhoso - e portanto, merece mais pagamento - que o texto. Isso não é bem verdade, pois depende de diversos fatores. Não quero entrar no mérito de comparar essas duas etapas, e estou considerando que o artista nessa proposta fará o desenho, cores e balões. Durante a produção de Terapia, eu cuidei sozinho de toda a produção visual: lápis, nanquim, cores, balões; e também dos posts no site e a maioria dos textos de apoio nos posts. A partir do capítulo 8, eu comecei a ajudar mais ativamente no roteiro. Isso tudo leva um tempo considerável, ainda mais se pensarmos que produzir Terapia nunca rendeu nenhum ganho financeiro (exceto, obviamente, os livros que vendo nos eventos, mas isso fica pra outro texto).
Nunca devemos desmerecer o trabalho do roteirista pela parte mecânica da coisa (escrever de fato), pois há processos intelectuais imensos por trás de tudo isso. E considerar o tempo dedicado como fator de comparação de valor é injusto, visto que tem gente que, para produzir textos, leva dias e dias enquanto existem desenhistas que, em 2 horas, resolvem uma página inteira. Tudo é relativo, e, se no final das contas, os autores (veja, AUTORES e não AUTOR E DESENHISTA QUE TOPOU O ROLÊ) decidem que 50% dos ganhos para cada um é justo, então é justo para eles e ponto final. O que não podemos fazer é decidir de forma injusta para a equipe presumindo valores equivocados para as etapas de produção.
Além disso, pode-se refletir sobre as vantagens artísticas do projeto. Uma ideia de benefício mútuo, evolução artística e profissional, pode fazer com que uma equipe se amigos ou mesmo de desconhecidos se una para gerar um projeto bacana. A ideia é crescer juntos, criar juntos. Todas as etapas têm seu valor no projeto, artisticamente falando. Se o projeto não te parece tão interessante, se não te puxa pelo coração, não te instiga tecnicamente... Enfim, oque tem de realmente relevante para que você se envolva, dadas as circunstâncias (não só nessa proposta em pauta,quando em qualquer outra)?
Segundo, agora sobre pagamento. Tempo é dinheiro. Ponto final. Quem TRABALHA com arte em geral o faz por gostar disso, muito provavelmente, mas porque é um trabalho que gera dinheiro que é usado para pagar contas, como qualquer outro trabalho. A proposta sugere que não haverá pagamento nenhum pro artista. No texto original, consta a pérola: "Você, quadrinista, trabalhará de graça até que a obra seja publicada". E fecha com outra: "Terá que ter disponibilidade para fazer uma página por dia". Ai, ai. Olha, veja bem, eu já fiz MUITO quadrinho de graça. Em certos casos, eu até "paguei para fazer quadrinho", no sentido de que além de não ganhar dinheiro, eu ainda gastei dinheiro (com material, reuniões, contas da casa, compra de exemplares, etc.). Fazer um projeto de quadrinhos sem ser pago por isso é, na real, muito mais comum que o contrário, especialmente no Brasil. Não temos um mercado sólido e gigante que permita esse tipo de trabalho nos moldes dos mercados internacionais. Então, quem faz está realmente dedicando seu tempo e talento para produzir algo no que acredita de verdade. Não critico isso. A minha crítica maior nessa proposta é justamente COMO se propôs o trabalho. A construção da frase "Você, quadrinista, trabalhará de graça até que a obra seja publicada" beira a arrogância. Não é assim que se busca um parceiro para um projeto autoral sem garantias. Talvez, se a frase fosse melhor construída, não gerasse tanto incômodo.
A ideia de produzir uma página por dia também é um pouco complicada. Isso depende de muitos fatores. Sei que existem roteiristas com exigências imensas em relação à arte, seja em questão de realismo ou estilização, de referências, de detalhezinhos. Quanto mais a produção da página for atender minuciosamente todos os desejos mirabolantes do roteirista (supondo que seja assim), mais tempo leva pra finalizar. E tempo, jovens, é dinheiro. Tempo é a única coisa que você nunca vai conseguir ganhar ou comprar de volta. E nem todo artista consegue, de fato, produzir uma página por dia: ou seu método é elaborado, ou desenha devagar, ou tem afazeres diversos (estudar, cuidar da casa, trabalhar em algo que realmente pague as contas, etc). A questão é de prioridades, também, pois nem todo artist pode ou vai dar prioridade para um projeto destes. Na balança, pesa sempre o que vai pagar contas ou é mais relevante pro artista.
Usando o exemplo de Terapia mais uma vez: no começo, publicávamos uma página por semana, toda quarta-feira. Essa página era feita na mesma semana e costumava levar um dia de trabalho (do layout à publicação, sem contar o roteiro que já estava pronto). Enquanto eu produzia semanalmente Terapia, eu também dava aulas, fazia freelas e produzia o Dom Casmurro. Terapia não dava dinheiro, mas eu tinha como me dar o luxo de focar um dia nesse projeto. Com o passar do tempo, não só eu como Rob e Marina passamos a ter muitos outros projetos, compromissos e problemas, o que fez com que Terapia virasse quinzenal. Houveram vários atrasos na publicação das páginas, o que me comia por dentro. Mas era o que dava para fazer: nunca paramos de produzir, mas desaceleramos. E n~]ao tinha como um exigir do outro mais foco se aquilo não era a prioridade financeira, e em certos momentos, nem artística. Hoje, estou desenhando o segundo volume de Monstruário, totalmente sem financiamento. Ou seja, faço porque quero, mas principalmente porque é um projeto meu (e do Lucas, claro) no qual acredito muito e pelo qual eu sou um dos responsáveis. Enfim, o nível de dedicação exigido não é compatível com a proposta de pagamento, mesmo considerando que possa gerar lucro com vendas mais pra frente.
No caso, o meu conselho é simples: fazer parceria em projetos de quadrinhos (visto que a maioria não envolve dinheiro garantido e/ou rápido), envolve afinidade, comprometimento e crescimento mútuo. Não é para não fazer. É para, se for fazer, entrar sabendo das condições e com pé no chão.
Esse nível de exigência da proposta pode até mostrar que o autor (e, provavelmente, o projeto inteiro), não são profissionais, e sim a coisa toda é um projeto de início de carreira, uma aposta, um sonho. E não dá pra exigir do parceiro de trabalho prioridade e dedicação total em troca "de nada - ou pouco". E é muito provável que os artistas que se interessem pela proposta tenham, de fato, tempo e vontade de se dedicar, mas é provável também que sejam artistas iniciantes, sem muita vivência (note que isso não tem a ver com a qualidade do trabalho). Veja só, pela proposta, eu imagino que o roteirista não aceitaria fácil um artista novato com trabalho ainda cru; e artistas, profissionais ou não, com um trabalho bem desenvolvido e vivência na área, dificilmente embarcariam num projeto com essa proposta. Temos aí, então, um problema.
Vamos comentar rapidamente o tipo de "venda" desse projeto, proposto pelo autor: Amazon, Social Comics e, quem sabe, editora tradicional". Talvez o autor que fez a proposta não conheça direito o mercado de quadrinhos brasileiro. Talvez conheça muito bem. Eu não faço ideia, não sei quem é a pessoa. Mas deduzo que não conheça bem, pela proposta. Enfim, vendas de e-books na Amazon são muito, muito pequenas. Ainda temos a cultura do impresso muito forte, e muitos leitores preferem pagar mais pelo liro do que menos pelo e-book. Sucessos de vendas em e-books são, invariavelmente, produções de muito apelo popular, e nem sabemos como isso seria no caso da proposta em pauta.
Social Comics é complicado, não sei dizer se tem sido lucrativo para os autores. Para mim, não é muito. Mas é bom ter seu material lá. Segue a mesma lógica da Amazon, misturada ao Netflix. Se for muito, muito lido, rende mais dinheiro. Para ser muito lido, precisa ser muito popular e/ou muito bom, e precisa de usuários na plataforma para ler. Uma vez que os usuários que se interessam pelo seu título já o leram, dificilmente vão ler de novo. Então, se não há qualidade suficiente e aumento constante de leitores na plataforma, não adianta que não vai render muito dinheiro.
E sobre editoras, a conversa é longa, mas resumindo: a editora precisa ter interesse na obra, porque vai produzir um produto que precisa ser vendido. Pra vender, tem que ser popular e muito bom,e quase sempre, feito por autores que já têm uma experiência e um nome mais ou menos formado. Nada garante que seu projeto vai ser interessante o suficiente para uma editora publicar, e se o fizer, vai lidar com tiragens provavelmente muito pequenas, que vendem a longo prazo, e que rendem aos autores cerca de 10% do preço de capa (para dividir entre eles, não para cada um). Ou seja, tem que vender muito, muito mesmo para gerar muito dinheiro. E o ciclo continua.
(Em tempo: eu não sou contra publicar por editoras, mas é preciso conhecer o mercado e como isso funciona para não criar ilusões de um mundo ideal, não compatível com nossa realidade. Gostei muito de trabalhar com a Balão e a Jupati, por exemplo).
Enfim, não quero que esse texto seja totalmente definitivo, e não estou dizendo que os quadrinistas não devem entrar em projetos (como este, principalmente, não deveriam, mas cada um sabe o que faz). O mais importante é não se envolver com armadilhas ou projetos que não te considerem como coautor, e vão usar o que você produz de forma injusta. No final das contas, o que você decidir deve ser bom para você. Na dúvida entre um projeto maluco, com cliente/parceiro exigente demais e sem possibilidade de criar junto, e um projeto pessoal, prefira sempre o segundo.
O post original, com muitos comentários (a maioria criticando a proposta, ainda bem), está no Facebook. Clique aqui pra ir direto lá.
Espero ter sido útil! Apesar disso ser totalmente old school, podem deixar comentários aqui, e agradeço demais se compartilharem esse conteúdo pelas redes com seus amigos, desde que, claro, coloquem os créditos do texto e o link pro post original. Abração procêis.
Marcadores:
amazon,
crítica,
crônicas da vida de ilustrador,
desabafos,
editora,
mercado,
mercado de quadrinhos,
opinião,
projeto,
proposta,
quadrinhos,
social comics,
textos,
vida de artista,
vida de quadrinista
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Resenha - Pieces - Partes do Todo no Papo Zine
E aí, pessoal!
Tudo bem?
Continuando com a série de posts com resenhas recentes de trabalhos meus, tenho uma grande honra de trazer a resenha do Carlos Netto, do Papo Zine, do meu mais novo livro.
Fiquei muito feliz que ele dedicou um vídeo inteiro pro meu livro, e mais ainda, que tenha gostado tanto. Valeu, cara!
Para ver o que ele achou de Partes do Todo, confira o vídeo abaixo:
Ah! Não deixe de conhecer o canal Papo Zine. Tem resenhas muito boas e o Carlos é muito simpático. Estou acompanhando o canal, também, e descobrindo muita coisa bacana que ainda não pude ler.
E para comprar Pieces - Partes do Todo? Ora ora, você pode comprar comigo em eventos de HQ e também pelas livrarias e lojas virtuais, em espacial a loja da Marsupial e na Amazon.
Continuando com a série de posts com resenhas recentes de trabalhos meus, tenho uma grande honra de trazer a resenha do Carlos Netto, do Papo Zine, do meu mais novo livro.
Fiquei muito feliz que ele dedicou um vídeo inteiro pro meu livro, e mais ainda, que tenha gostado tanto. Valeu, cara!
Para ver o que ele achou de Partes do Todo, confira o vídeo abaixo:
Ah! Não deixe de conhecer o canal Papo Zine. Tem resenhas muito boas e o Carlos é muito simpático. Estou acompanhando o canal, também, e descobrindo muita coisa bacana que ainda não pude ler.
E para comprar Pieces - Partes do Todo? Ora ora, você pode comprar comigo em eventos de HQ e também pelas livrarias e lojas virtuais, em espacial a loja da Marsupial e na Amazon.
Marcadores:
cotidiano,
crítica,
história em quadrinhos,
hq,
jupati,
lançamento,
marsupial,
partes do todo,
pieces,
poética,
quadrinho nacional,
resenha
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Resenha - Pieces - Partes do Todo no Miojo Geek
Recebi mais uma resenha da nova edição de Pieces!
Dessa vez, o Orlando do Miojo Geek deu sua opinião sobre meu novo livro. Ele apontou, inclusive, nos vídeos do Instagram, alguns erros de revisão que acabaram saindo no livro. De fato, esses erros estão lá, mas não atrapalham a leitura de forma alguma.
Na próxima edição do livro vamos corrigir isso com toda certeza. Agradeço ao Orlando por ser tão observador e por ter apontado isso. Acredito que a crítica de HQs precisa desse tipo de precisão e cuidado.
Leia a resenha dele neste link.
Mesmo com esses "probleminhas", ele deu nota 10 e isso me deixou muito feliz e grato. Valeu, cara!
Acompanhem as resenham do Miojo Geek pelo Instagram.
Compre sua Pieces - Partes do Todo!
Dessa vez, o Orlando do Miojo Geek deu sua opinião sobre meu novo livro. Ele apontou, inclusive, nos vídeos do Instagram, alguns erros de revisão que acabaram saindo no livro. De fato, esses erros estão lá, mas não atrapalham a leitura de forma alguma.
Na próxima edição do livro vamos corrigir isso com toda certeza. Agradeço ao Orlando por ser tão observador e por ter apontado isso. Acredito que a crítica de HQs precisa desse tipo de precisão e cuidado.
Leia a resenha dele neste link.
Mesmo com esses "probleminhas", ele deu nota 10 e isso me deixou muito feliz e grato. Valeu, cara!
Acompanhem as resenham do Miojo Geek pelo Instagram.
Compre sua Pieces - Partes do Todo!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Resenha - Pieces - Partes do Todo no Woo Magazine
Queridos, recebi mais uma resenha super bacana de Pieces - Parte do Todo!
Confira também um depoimento sobre o livro que dei pra ele na CCXP 2016:
Ah, e aproveite também para conhecer a página toda, onde o Tom escreve sobre cultura pop, e também suas ilustrações e quadrinhos.
Valeu, Tom!
Marcadores:
autoral,
ccxp,
cotidiano,
crítica,
drama,
história em quadrinhos,
hq,
jupati,
lançamento,
marsupial,
partes do todo,
pieces,
quadrinhos,
resenha
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Resenha - Morphine no Conexão Literatura
Morphine, minha graphic novel lançada em 2014, ganhou mais uma resenha!
Desta vez, o Raphael Albuquerque do site Conexão Literária deu sua opinião sobre a HQ. Agradeço de coração ao Rapha pelo carinho e incentivo. Gosto muito de Morphine e é sempre bacana saber que nossas histórias ainda reverberam por aí!
Confira meste link, e aproveite para conhecer o site todo!
Para adquirir seu exemplar de Morphine, visite minha Loja Virtual.
Desta vez, o Raphael Albuquerque do site Conexão Literária deu sua opinião sobre a HQ. Agradeço de coração ao Rapha pelo carinho e incentivo. Gosto muito de Morphine e é sempre bacana saber que nossas histórias ainda reverberam por aí!
Confira meste link, e aproveite para conhecer o site todo!
Para adquirir seu exemplar de Morphine, visite minha Loja Virtual.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Resenha - Quando a noite fecha os olhos, no Blog Utopia Literária
Começamos essa segundona com nova resenha no blog Utopia Literária, da Guynacíria. Desta vez, ela leu e comentou meu último livro, Quando a noite fecha os olhos, feito em parceria com o grande André Diniz.
Confira no link o que ela achou, e conheça o blog e as outras resenhas que ela faz.
Bom começo de semana a todos!
Confira no link o que ela achou, e conheça o blog e as outras resenhas que ela faz.
Bom começo de semana a todos!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Resenha - Quando a noite fecha os olhos
Ganhamos uma resenha muito bacana do novo livro, pelo site Gay Nerd Brasil! Eu e o André ficamos muitos felizes em saber que nossa história emociona e levanta assuntos importantes para serem debatidos, e mais ainda por ela colaborar com a representatividade nos quadrinhos brasileiros.
Marcadores:
André Diniz,
cotidiano,
crítica,
drama,
gay,
história em quadrinhos,
hq,
lgbt,
mario cau,
noite,
quadrinhos,
quando a noite fecha os olhos,
representatividade,
resenhas
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Morphine entre as 25 melhores HQs de 2014
Morphine, minha mais recente graphic novel, foi eleita pela Revista O Grito! como uma das 25 melhores HQs nacionais de 2014! Veja a lista completa neste link.
Estou muito feliz! Obrigado a toda a equipe pela honra, ainda mais dividindo a lista com grandes autores e grandes HQs. Morphine é um trabalho do qual me orgulho muito e espero que possa chegar a muitos novos leitores em 2015.
Confira uma crítica de Morphine pelo Jota Silvestre, do Papo de Quadrinho.
Você pode adquirir seu exemplar de Morphine na Lodjinha: www.lojamais.com.br/mariocau
Estou muito feliz! Obrigado a toda a equipe pela honra, ainda mais dividindo a lista com grandes autores e grandes HQs. Morphine é um trabalho do qual me orgulho muito e espero que possa chegar a muitos novos leitores em 2015.
Confira uma crítica de Morphine pelo Jota Silvestre, do Papo de Quadrinho.
Você pode adquirir seu exemplar de Morphine na Lodjinha: www.lojamais.com.br/mariocau
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Dom Casmurro - Entrevista para o "Just Carol" - parte 2
"Quando não estou ilustrando, eu estou ilustrando."
Saiu essa semana, no blog Just Carol, a segunda parte da entrevista que concedi à Carol Barboza, sobre a adaptação de clássicos da literatura para quadrinhos e minha experiência com o Dom Casmurro e HQ em geral.
Foto por Carol Barboza
Como já tinha dito antes, adorei a entrevista, e fico muito agradecido pelo carinho e divulgação que o Just Carol faz do Dom Casmurro. :)
Leia mais da Carol:
Resenha de Dom Casmurro: http://www.just-carol.com/2014/03/resenha-livro-dom-casmurro-em-quadrinhos.html)
Primeira parte da entrevista, neste link: http://www.just-carol.com/2014/04/entrevista-com-mario-cau-sobre-capitu.html
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Resenha de Terapia por Zé Oliboni
O grande Zé Oliboni, colunista do UniversoQ, postou essa semana no seu blog uma resenha de Terapia.
Veja nesse link!
Eu, Rob e Marina agradecemos pela resenha, e ficamos felizes de saber que nossa HQ consegue seu objetivo. 8- )
Veja nesse link!
Eu, Rob e Marina agradecemos pela resenha, e ficamos felizes de saber que nossa HQ consegue seu objetivo. 8- )
quinta-feira, 26 de março de 2009
WATCHMEN - O Filme
A estréia já foi há umas duas semanas, e todo mundo já comentou o filme, de sites especializados a leigos nos bares, e agora achei pertinente dar a minha opinião!
Eu ADOREI o filme. De verdade.
Eu sou fã de Watchmen. A versão original, de Alan Moore e Dave Gibbons é uma das maiores - se não A maior - obra de Arte Sequencial de todos tempos. Ela tem uma profundidade ímpar. Uma seriedade aplicada a um tema que antes era considerado tão mundano e infantil, os super-heróis. Dá uma olhada nesse universo, onde os seres humanos dividem espaço com gente fantasiada que arrisca a vida em nome de justiça, e no caso, com um ser semi-deus que a cada dia se importa menos com a humanidade.
O enredo, que não vou entregar pros poucos que não leram ou viram o filme, é genial. O final mais ainda. O final é perfeito, de sua forma absurda.
Mas, sobre o filme...
EU adorei. Não quer dizer que seja um puta filme ou uma adaptação impecável. Ah, ela peca. Peca mesmo! Eu aplaudo de pé o Zack Snyder, diretor do filme, por ter tido a CORAGEM de fazê-lo. Disse ele que o estúdio lhe ofereceu Watchmen, e ele prontamente negou dizendo que era algo impossível de ser adaptado (o cara adora HQ, vale lembrar, e SABE o peso da linguagem de Watchmen - e não a linguagem verbal, e sim a sequencial). Então o estúdio disse que ia dar pra quem quisesse. Isso fez Snyder repensar. Melhor fazer ele mesmo, que pode fazer algo meia-boca mas com todo o esforço possível, do que qualquer zé-mané fazer umcompleto desastre.
Eu não sou purista do Alan Moore, já aviso de antemão. Eu gostei de V de Vingança nos cinemas. (odiei a Liga Extraordinária, mas isso todo mundo também fez...) Acho que ADAPTAÇÃO requer certas mudanças. Os filmes de HQ mais mainstream, como X-Men, Homem-Aranha e Batman, por exemplo, tiverem bruscas mudanças das HQs pro cinema, e eu as entendo. É uma necessidade da indústria do cinema, mas não me alongarei nisso.
Fato é que eu SABIA que haveriam mudanças em Watchmen. Melhor que foram poucas, e as que houveram, sinceramente, não mataram o espírito da coisa. Não para mim.
Os uniformes mudaram. Óbvio! Claro que eu adoraria ver todo mundo de colante, como seria num mundo real. Aquela roupa do Coruja, a armadura emorrachada do Ozymandias, creio eu, não eram possíveis nos anos 70. Mas tudo bem, pq existia o Dr. Manhatan naquele mundo, e pra ele tudo pode. Até a máscara do Roschach não seria possível, e só é por causa do bom Dr. Aliás, isso não é explicado no filme, mas o tecido da máscara do Rosrchach foi criado pelo Dr. Manhatan, ninguém curtiu e o cara roubou um pedaço e fez a máscara.
Bom, ok, voltando. Uniformes, tudo bem. Eu acredito neles. Acredito nos caras quebrando ladrões e esturpadores vestindo aquilo. E são bem mais intimidantes que os originais. Gostei, como gostei dos visuais do novo Batman e dos X-Men. Algo pra um mundo "real". Falando nisso, achei o Dr. Manhatan um quase-erro. Digo isso pois o CG usado nele às vezes beira o FALSO. Perceba a boca dele. Perceba as mãos. As mãos, para mim, são o mais gritante. São muito falsas. Toda a anatomia é impecável, dos sutis movimentos faciais ao bilau de fora, tudo parece muito bem colocado. Menos as mãos. Tudo bem que é um personagem IRREAL. A prórpia origem dele mostra que nem humano ele é mais, entãoi, não precisa parecer tanto com um. Acho que eles poderiam ter mostrado um processo de eterização (existe isso?), com o corpo dele perdendo foco e forma conforme ele se distancia da humanidade.
Agora, bom mesmo no filme é um carinha chamado JACKIE EARLE HALEY. O ator que interpreta Rorschach. O melhor personagem da trama e do filme. O cara simplesmente MOEU atuando como o Rorschach. Aquela voz grave, raspada, cansada, paranóica. Ele é baixinho, mas forte. Ele só não precisava ser tão rápido. Mas ele é um cara das ruas, um coitado sem máscara, um monstro com ela. Todas as cenas em que ele aparece são ocupadas pela sua presença. Mesmo de máscara. A sequência na prisão é a melhor de todas, e arrisco dizer que a frase que ele solta depois da briga na cantina da prisão é a MELHOR DO FILME.
"Você não entenderam ainda. Não sou eu que estou preso aqui com vocês. VOCÊS ESTÃO PRESOS AQUI COMIGO."

Arrepia até o dedo do pé.
Essa frase é mostrada em recordatário na HQ, mas no filme ganha o impacto que deveria ter.
Segundo lugar fica pro meu querido Coruja. Patrick Wislon o interpreta de forma sublime. Eu me identifiquei muito com o personagem quando li a HQ há um tempo atrás. Aquela postura de "it's ok, it's ok", pra esconder uma saudade imensa, uma força contida, um puta potencial que não é mais aproveitado. A aceitação da derrota e da aposentadoria. Simplesmente animal quando se liberta de novo. Claro que na HQ as cenas de luta são beeem menores, mas dá uma empolgação imensa ver ele moendo bandidos na porrada. E é um cara normal. Como nós.
Um ponto fraco no filme foi a atuação de Mathew Goode como Ozymandias. Claro que Veidt tem toda aquela aura, mas ele a escancara sempre que aparece. Gostei da variação de sotaques
. Ele usa um sotaque norte-americano quando está com pessoas, mas quando fala a sós, com seus antigos parceiros heróis, ele manda um sotaque meio europeu, meio alemão, que dá um ar de superioridade. Chega a ser desnecessário, mas não prejudica.
Por outro lado, o Comediante, que é um personagem que eu não ligava muito na HQ, ficou fantástico e uma das melhores coisas do filme também. Falar muito sobre ele estraga algumas coisas, basta dizer que ele é o cara.
O final. O final é diferente da HQ. E eu aprovo. Prefiro até... É mais fácil de acreditar nisso, inclusive por dar um "motivo" pro exílio do Manhatan. Quem não conhece a HQ pode se surpreender. Minha namorada disse não ter gostado por doi motivos (Spiler: quer saber? grifa aí: O vilão é Ozymandias, que no final vence com um plano que traz paz entre os EUA e a URSS, mas matando uns milhões de pessoas pra conseguir isso, e joga a culpa no Manhatan, que, já nem aí pra humanidade, se exila pra outra galáxia, não sem antes matar Rorschach, o único que não aceitava ficar quieto sobre a verdade pra manter a paz. Pronto. Agora vai ver o filme!!!)
Diferenças à parte, eu adorei o filme. Estou preparando uma série de ilustrações à lá Marvel Blur (o que, não sabe que série é essa? Vê aqui, no ComicSpace) dos personagens do filme. Já o vi três vezes, e quero ver mais uma pelo menos, antes de sair do cinema. DVD, obviamente, em pré-venda já é meu. Assim como a edição do diretor, que vai ter mais ou menos uma hora a mais de filme, com o que eu acho que sejam cenas legais que ajudam na trama, mas que infelizmente pro público geral, não iam fazer grande diferença (porra, o filme já tem 2h40!!!)
Minha nota é 9,5; só não dou 10 porque sou tonto.

Tá bom, 10.
Eu ADOREI o filme. De verdade.
Eu sou fã de Watchmen. A versão original, de Alan Moore e Dave Gibbons é uma das maiores - se não A maior - obra de Arte Sequencial de todos tempos. Ela tem uma profundidade ímpar. Uma seriedade aplicada a um tema que antes era considerado tão mundano e infantil, os super-heróis. Dá uma olhada nesse universo, onde os seres humanos dividem espaço com gente fantasiada que arrisca a vida em nome de justiça, e no caso, com um ser semi-deus que a cada dia se importa menos com a humanidade.
O enredo, que não vou entregar pros poucos que não leram ou viram o filme, é genial. O final mais ainda. O final é perfeito, de sua forma absurda.
Mas, sobre o filme...
EU adorei. Não quer dizer que seja um puta filme ou uma adaptação impecável. Ah, ela peca. Peca mesmo! Eu aplaudo de pé o Zack Snyder, diretor do filme, por ter tido a CORAGEM de fazê-lo. Disse ele que o estúdio lhe ofereceu Watchmen, e ele prontamente negou dizendo que era algo impossível de ser adaptado (o cara adora HQ, vale lembrar, e SABE o peso da linguagem de Watchmen - e não a linguagem verbal, e sim a sequencial). Então o estúdio disse que ia dar pra quem quisesse. Isso fez Snyder repensar. Melhor fazer ele mesmo, que pode fazer algo meia-boca mas com todo o esforço possível, do que qualquer zé-mané fazer umcompleto desastre.
Eu não sou purista do Alan Moore, já aviso de antemão. Eu gostei de V de Vingança nos cinemas. (odiei a Liga Extraordinária, mas isso todo mundo também fez...) Acho que ADAPTAÇÃO requer certas mudanças. Os filmes de HQ mais mainstream, como X-Men, Homem-Aranha e Batman, por exemplo, tiverem bruscas mudanças das HQs pro cinema, e eu as entendo. É uma necessidade da indústria do cinema, mas não me alongarei nisso.
Fato é que eu SABIA que haveriam mudanças em Watchmen. Melhor que foram poucas, e as que houveram, sinceramente, não mataram o espírito da coisa. Não para mim.
Os uniformes mudaram. Óbvio! Claro que eu adoraria ver todo mundo de colante, como seria num mundo real. Aquela roupa do Coruja, a armadura emorrachada do Ozymandias, creio eu, não eram possíveis nos anos 70. Mas tudo bem, pq existia o Dr. Manhatan naquele mundo, e pra ele tudo pode. Até a máscara do Roschach não seria possível, e só é por causa do bom Dr. Aliás, isso não é explicado no filme, mas o tecido da máscara do Rosrchach foi criado pelo Dr. Manhatan, ninguém curtiu e o cara roubou um pedaço e fez a máscara.
Bom, ok, voltando. Uniformes, tudo bem. Eu acredito neles. Acredito nos caras quebrando ladrões e esturpadores vestindo aquilo. E são bem mais intimidantes que os originais. Gostei, como gostei dos visuais do novo Batman e dos X-Men. Algo pra um mundo "real". Falando nisso, achei o Dr. Manhatan um quase-erro. Digo isso pois o CG usado nele às vezes beira o FALSO. Perceba a boca dele. Perceba as mãos. As mãos, para mim, são o mais gritante. São muito falsas. Toda a anatomia é impecável, dos sutis movimentos faciais ao bilau de fora, tudo parece muito bem colocado. Menos as mãos. Tudo bem que é um personagem IRREAL. A prórpia origem dele mostra que nem humano ele é mais, entãoi, não precisa parecer tanto com um. Acho que eles poderiam ter mostrado um processo de eterização (existe isso?), com o corpo dele perdendo foco e forma conforme ele se distancia da humanidade.
Agora, bom mesmo no filme é um carinha chamado JACKIE EARLE HALEY. O ator que interpreta Rorschach. O melhor personagem da trama e do filme. O cara simplesmente MOEU atuando como o Rorschach. Aquela voz grave, raspada, cansada, paranóica. Ele é baixinho, mas forte. Ele só não precisava ser tão rápido. Mas ele é um cara das ruas, um coitado sem máscara, um monstro com ela. Todas as cenas em que ele aparece são ocupadas pela sua presença. Mesmo de máscara. A sequência na prisão é a melhor de todas, e arrisco dizer que a frase que ele solta depois da briga na cantina da prisão é a MELHOR DO FILME.
"Você não entenderam ainda. Não sou eu que estou preso aqui com vocês. VOCÊS ESTÃO PRESOS AQUI COMIGO."

Arrepia até o dedo do pé.
Essa frase é mostrada em recordatário na HQ, mas no filme ganha o impacto que deveria ter.
Segundo lugar fica pro meu querido Coruja. Patrick Wislon o interpreta de forma sublime. Eu me identifiquei muito com o personagem quando li a HQ há um tempo atrás. Aquela postura de "it's ok, it's ok", pra esconder uma saudade imensa, uma força contida, um puta potencial que não é mais aproveitado. A aceitação da derrota e da aposentadoria. Simplesmente animal quando se liberta de novo. Claro que na HQ as cenas de luta são beeem menores, mas dá uma empolgação imensa ver ele moendo bandidos na porrada. E é um cara normal. Como nós.
Um ponto fraco no filme foi a atuação de Mathew Goode como Ozymandias. Claro que Veidt tem toda aquela aura, mas ele a escancara sempre que aparece. Gostei da variação de sotaques
. Ele usa um sotaque norte-americano quando está com pessoas, mas quando fala a sós, com seus antigos parceiros heróis, ele manda um sotaque meio europeu, meio alemão, que dá um ar de superioridade. Chega a ser desnecessário, mas não prejudica.
Por outro lado, o Comediante, que é um personagem que eu não ligava muito na HQ, ficou fantástico e uma das melhores coisas do filme também. Falar muito sobre ele estraga algumas coisas, basta dizer que ele é o cara.
O final. O final é diferente da HQ. E eu aprovo. Prefiro até... É mais fácil de acreditar nisso, inclusive por dar um "motivo" pro exílio do Manhatan. Quem não conhece a HQ pode se surpreender. Minha namorada disse não ter gostado por doi motivos (Spiler: quer saber? grifa aí: O vilão é Ozymandias, que no final vence com um plano que traz paz entre os EUA e a URSS, mas matando uns milhões de pessoas pra conseguir isso, e joga a culpa no Manhatan, que, já nem aí pra humanidade, se exila pra outra galáxia, não sem antes matar Rorschach, o único que não aceitava ficar quieto sobre a verdade pra manter a paz. Pronto. Agora vai ver o filme!!!)
Diferenças à parte, eu adorei o filme. Estou preparando uma série de ilustrações à lá Marvel Blur (o que, não sabe que série é essa? Vê aqui, no ComicSpace) dos personagens do filme. Já o vi três vezes, e quero ver mais uma pelo menos, antes de sair do cinema. DVD, obviamente, em pré-venda já é meu. Assim como a edição do diretor, que vai ter mais ou menos uma hora a mais de filme, com o que eu acho que sejam cenas legais que ajudam na trama, mas que infelizmente pro público geral, não iam fazer grande diferença (porra, o filme já tem 2h40!!!)
Minha nota é 9,5; só não dou 10 porque sou tonto.

Tá bom, 10.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Layer Zero recebe nota 8 de 10!
Acabei de achar isso aqui... Fiquei muito feliz e vocês vão ver por que!
Estava procurando informações sobre as revistas nas quais tive trabalhos publicados e mandando e-mails pros editores me mandarem logo meus exemplares (até hoje, pra você ter noção, não recebi nenhum exemplar da Negative Burn 15, que foi lançada em 12/2007)
Aí no site da Insomnia, achei um post sobre uma crítica que a coletânea das duas primeiras edições da Layer Zero teve do site Comics Village, que eu traduzi abaixo:
================
Layer Zero apresenta muitos criadores ainda desconhecidos, mas também mostra alguns que foram para coisas melhores, mais notadamente Cy Dethlan.
As várias histórias na antologia são geralmente de alta qualidade. Alguns roteiros são estranhos mas com esses temoas, é óbvio que vocêvaiver um pouco de loucura.
A arte varia do amadorismo e um pouco fraco para o incrivelmente brilhante (nas histórias "Undone" e "Dry Leaves") (O.O)
Por Glen Carter
=======================
Matéria original aqui.
=======================
CARAMBA!
Claro, fico feliz pela coletânea ter recebido nota 8 (como ele mesmo disse, sempre tem umas porcarias no meio...), afinal eu e Mariana fomos parte dessa nota.
Agora, ser citado particularmente junto a só mais um exemplo, de arte "incrivelmente brilhante" (o termo usado por ele foi "dazzling brilliant", tentei ser modesto na tradução, mas não deu, ehehehe)... Caramba, é pra se sentir orgulhoso!
Queria agradecer à Mariana Guerra, irmãzinha e parceirona, que escreveu o roteiro. Se eu fiz um trabalho tão bom quanto ele diz, é porque o texto foi muito inspirador.
8- D
Para ler Dry Leaves (ou Folhas Secas), acessem meu site: www.mariocau.com , na seção de quadrinhos, ou senão, direto no site do Pieces: www.pieces.mariocau.com
Estava procurando informações sobre as revistas nas quais tive trabalhos publicados e mandando e-mails pros editores me mandarem logo meus exemplares (até hoje, pra você ter noção, não recebi nenhum exemplar da Negative Burn 15, que foi lançada em 12/2007)
Aí no site da Insomnia, achei um post sobre uma crítica que a coletânea das duas primeiras edições da Layer Zero teve do site Comics Village, que eu traduzi abaixo:
================
Antologia explorando os temas Insônia e Tempo.
Antologias são quase sempre um saco de misturas. Elas não podem fazer nadaa respeito, é o jeito que elas são. O problema que geralmente tenhocom elas é que sinto que as boas histórias parecem de alguma forma prejudicadas pela presença das porcarias.
As que funcionam, funcionam por causa de padrões editoriais aplicados, bons critérios de seleção e um bcom calibre de escritores e artistas.
Dito isso, eu entendo seu propósito. Artistas e escritores novos tê ma chance de mostrar seu trabalho quando nenhuma outra companhia maior de HQ daria espaço. O que eles fazem é claramente valorizado. Às vezes, eles oferecem ao leitor a oportunidade de ver os criadores de HQde manhã darem seus primeiros passos na indústira.Layer Zero apresenta muitos criadores ainda desconhecidos, mas também mostra alguns que foram para coisas melhores, mais notadamente Cy Dethlan.
As várias histórias na antologia são geralmente de alta qualidade. Alguns roteiros são estranhos mas com esses temoas, é óbvio que vocêvaiver um pouco de loucura.
A arte varia do amadorismo e um pouco fraco para o incrivelmente brilhante (nas histórias "Undone" e "Dry Leaves") (O.O)
Há grande variedade aí e felizmente essa antologia bem apresentada é mais boa do que ruim, então acho que Layer Zero definitivamente merece ser lida.
Por Glen Carter
=======================
Matéria original aqui.
=======================
CARAMBA!
Claro, fico feliz pela coletânea ter recebido nota 8 (como ele mesmo disse, sempre tem umas porcarias no meio...), afinal eu e Mariana fomos parte dessa nota.
Agora, ser citado particularmente junto a só mais um exemplo, de arte "incrivelmente brilhante" (o termo usado por ele foi "dazzling brilliant", tentei ser modesto na tradução, mas não deu, ehehehe)... Caramba, é pra se sentir orgulhoso!
Queria agradecer à Mariana Guerra, irmãzinha e parceirona, que escreveu o roteiro. Se eu fiz um trabalho tão bom quanto ele diz, é porque o texto foi muito inspirador.
8- D
Para ler Dry Leaves (ou Folhas Secas), acessem meu site: www.mariocau.com , na seção de quadrinhos, ou senão, direto no site do Pieces: www.pieces.mariocau.com
Assinar:
Postagens (Atom)












