quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Dante!


Finalmente consegui e vou postar aqui no Blog umas imagens inéditas.

Esses são pedaços das ilustrações da divina Comédia que estou fazendo pra apresentação da tese da minha querida amiga Paula Vermeersch.

Como já disse, optei por usar
papel preto e guache e lápis brancos, pela atmosfera escura, densa e amedrontadora que o prórpio Dante descreve.

A verdade é que essa saga toda dele tem imagens maravilçhosas e estou pirando com designs e criação de personagens e ambientes.

Por mim, largaria tudo e quadrinizaria pelo menps o Inferno.
Mas não dá. Por enquanto fico só nas ilustrações mesmo.

Trabalhando e descansando alternadamente, sinto muito e peço desculpas aos visitantes pela
falta de firmeza minha em postar aqui todo dia. Às vezes falta assunto às vezes falta imagens.


Ouvindo: Echoes, Silence, Patience and Grave, o novo CD do Foo Fighters!!

( a Fnac ta com promoção de CDs mto mto baratos tbm, comprei um Placebo e dois Led Zep. Mas é muita, muita covardia eles fazerem isso...)



terça-feira, 25 de setembro de 2007

Enquanto isso...


... parece que estou um tanto melancólcio esses dias...

Um pouco distante...

Um pouco quieto...

Um pouco cansado...

Um pouco desinspirado... (apesar das ilustras do Dante)

Pensando um pouco.


Mas relaxa, isso passa. Sempre passa. 8- )

O clima dentro da gente vem e vai como o clima na natureza. Alguns, mais voláteis e tempestivos que outros. Mas chove dentro de todo mundo às vezes.

Dante

Em meio a um vento que grita enquanto corta as paredes do prédio em que moro, termino (um pouco aos trancos, mas ainda assim termino) a primeira perte da Divina Comédia, do Dante.

Li no livro velho, com ilustrações estranhas e oníricas, de páginas amareladas, que roubei sutilmente de uma caixa de papelão largada na chpacara de um amigo há anos. Li, finalmente, impulsionado pelo pedido mais que aceito da minha queria amiga e professora Paula.

A tese dela (a teseeeeee, infinita teseeeeee) é sobre o maluco do Dante, e agora que a defesa se aproxima, ela convidou a mim e meus amigos (popularmente auto-conhecidos como "a Corja") para ilustrarmos o inferno de Dante. Eusempre quis ler, sempre senti uma atração pela história.

E estou trabalhando nas ilustras. A vontade é de fazer me HQ, tudo, todo o Inferno. É muito legal mas às vezes se perde em bla bla blas. A mim interessa muito mais as descrições. E o Dante sempre insiste que o inferno é escuro, de atmosfera densa, um clima pesado. Escolhi usar papel preto e guache/lápis branco. O resultado está ficando muito bom... Logo posto aqui alguma coisa, o ruim desse tipo de técnica é que fica quase inviável escanear...


Gostaria de ilustrar tudo, e quem sabe, propor pra alguma editora.
Mais um projeto...

Como não tenho nenhuma imagem digitalizada do Dante, vai uma outra na mesma técnica...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

My Hands Are Tied


Só pra não ficar no vácuo!!

Tava revendo meus cadernos de esboço e achei esse aqui... e vários outros legais...

O desenho em questão, não está aqui por refletir estados atuais. Na verdade está aqui pois pincei em meio a outros. O lance foi quando eu o fiz, e isso já faz um tempo...
Dá pra se colocar tanta carga emocional num simples esboço que dá até medo.

Certas páginas dos meus cadernos de esboço são tão ou mais pessoais que meus cadernos de escrever. Certas páginas me dão vergonha depois de um tempo, outras me dão orgulho. Certas páginas eu não gosto de mostrar. Às vezes, é exposição demais.

Ajuda no entendimento, mas... Certas coisas, como já foi dito, melhor deixar sem falar.

Achei em poutra página uma anotação da aula de desenho do semestre passado (o grande vazio) que diz: "Desenhar é um jeito de trazer à tona coisas que não daria pra trazer de outro jeito".
Ou seja, como um exorcismo.

Caderno de rascunho é algo fantástico. Não existe cobrança alguma, não existe medo de errar, não existe pressão. Vc se solta, faz o que quer, viaja, experimenta.

Recomendo.

Agora eu queria muito pintar!!!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Matéria do Guizmo no Whiplash!

Saiu ontem no Whiplash, um dos maiores, melhores e mais importantes veículos de informação sobre Rock do Brasil e do mundo (na minha opinião, ué!) a primeira matéria publicada do meu grande amigo, irmão e parceiro Guilherme Spagiari.

A matéria fala sobre o recente show da banda véia de guerra Steppenwolf em Brasília. O Gui foi, viu, e veio contar tudo... Fantástico!

É uma grande conquista desse meu amigo, estudante de jornalismo, que venceu grandes desafios na vida toda para atingir seus objetivos, sejam eles musicais, profissionais ou pessoais. Admiro o Gui de verdade. Ele é autêntico, dedicado, responsável. Vai ser um puta jornalista. Ainda mais escrevendo sobrealgo uqe conhece, ama e vive: a Música.

A matéria pode ser lida aqui.

Meus parabéns ao Guizmo, e desejo que este seja o primeiro passo de uma jornada cheia de sucesso e alegria!!

KEEP ON ROCKING!!! \m/

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Direito Autoral

Postada pelo grande JAL na lista IlustraGrupo:

Direito autoral obtém vitória no Congresso Nacional
10/09/2007 Da Redação

É retirado de pauta Projeto de Lei que ia contra o preceito constitucional de que ao autor pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras.

De acordo com o PL 221/04, de autoria do Senador Sérgio Zambiasi, a autorização para qualquer uso de obra musical ou execução pública sem fins lucrativos não precisaria mais ser concedida pelo autor.

O pedido para retirada do PL foi feito por Roberto Correa Mello, presidente da ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Artes), diretamente ao deputado, por considerar tal projeto uma afronta ao autor e à lei constitucional. Segundo Roberto, “o artigo 5º da Constituição Federal, que defende os direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros, guarnece o direito autoral em caráter incondicional, ou seja, geral, sem fazer qualquer referência se haverá ou não fim lucrativo quando da sua reprodução ou transmissão”.

A lei, se fosse aprovada, além de ser uma ofensa à liberdade do autor de optar por aprovar ou não o uso de sua obra para determinados fins, é vista pelo presidente da ABRAMUS como motivo de significante diminuição da já dizimada renda da classe dos artistas, principalmente musicais, “que já dispõem de renda não condizente com a realidade de seu esforço profissional, em virtude da deliberada reprodução não autorizada de suas obras (pirataria) ter atingido as proporções atuais”. Ainda, ficaria praticamente impossível a fiscalização quanto à finalidade lucrativa ou não da execução pública de uma obra intelectual.

“E é importante ressaltar que o próprio artista pode, sim, autorizar a utilização da obra sem que, no entanto, cobre por isso; mesmo assim, a autorização é imprescindível e não há motivos para que deixe de ser”, completa Roberto Mello

É uma vitória para nós, non?

Ilustração que fiz para aASPE, capa da Sem Crise de inverno!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Renan Caralheiros


Ok, eu não me considero um caricaturista. Mas parendi muita coisa vendo os mestres trabalhando: Paulo Branco, Bira, Paffaro, Baptistão, Gustavo Duarte, entre outros... Como eu to meio indignado com essa história toda do Renan... Vai uma brincadeira aí.


Digamn o que quiserem. Às vezes eu acho que não tem solução mesmo. Que nem ouvi hoje na rádio, um ótimo locutor dizendo que parece que temos dois Brasis... Um, lá no alto, aquele pessoal que manda e desmanda e nada em dinheiro. E outro, embaixo, onde a gente precisa se matar pra sobreviver, e não dá pra confiar nas pessoas que elegemos.

Brasil! Mostra sua cara...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Pensando na chuva


Para aproveitar a empolgação, já emendei de rabiscar um esboço que já tava pronto há uns dias.
Tava querendo começar apensar numa nova história sobre a chuva.

Claro que eu acho que não vai sair tão boa quanto a primeira, mas euqueria testar o tema de novo. Ver como ele me move depois de uns 3 anos.

Pelo menos um mote eu já tenho... A história começa com um trecho de música do Lobão: "chove lá fora e aqui, faz tanto frio..."

E quero usar outros trechos de música que falam de chuva.

"A tempestade que chega é da cor dos seus olhos.... castaaaanhoooosss..." (corta o coração né? Legião é demais)



E, de brinde, para não ficar na melancolia....
um Eggman!!



(vocês vão ver mais deles, creio eu...)

Quem é você?


Sem muito a dizer, ainda meio mal do estômago... 8- /



Pero finalmente um desenho inédito e feito exclusivamente pra postar aqui!!
Hurra!!


Em breve tem o Feia8. Duas HQs minhas expostas lá... Quem puder ver a Exposição,vaiser na Casa do Lago...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

6 anos atrás...


Eu estava tendo aula de Química no segundo colegial, o o professor Júlio.
Ele, euacho, foi chamado poralguém e saiu da sala.
Voltou 5 minutos depois falando que tinham jogado um avião nas torres gêmeas em NY. A gente não sabia direito o que era aquilo, ninuém tinha visto. A cara dele era de espanto e ao mesmo tempo, parecia que ele achava tudo aquilo absurdo demais pra ser verdade.
Continuamos a aula.

Saindo do colégio, fui pegar o ônibus na rodoviária e vi na TV da banca de revistas o segundo aivão batendo, e otodo o estrago que tava acontecendo. Liguei pro meu amigo Samuel, perguntei se ele tava vendo e acreditando. Era tudo surreal e distante demais, mas ao mesmo tempo, não tinha como não ficar sensibilizado.

Lembro que o momento de ver aquelas cenas com mais uma ou duas pessoas do lado me fez sentir um pouco de solidariedade, umsentimento estranho de grupo, de social. Estamos todos juntos, querendo ou não, e compartilharaquele momento bizarro com desconhecidos nos aproximou. O sentimento era o mesmo: abismados.

A Margareth Tatcher disse que não existe mais sociedade, esim, indivíduos.
Eu meio que concordo. Aliás, escrevi um continho sobre isso, sobre as pessoas serem ilhas. Esse conto deu início à troca de idéias que estão formando o Meio-Termo Café, uma história mais longa que eu e a Mariana estamos preparando.

No fundo, somos sim, ilhas.

Pensando em quadrinhos, vi uma reportagem legal no UniversoHQ sobre o 11 de setembro.

E parando pra pensar, caramba, já é setembro...

Desculpem a falta de ânimo. Passei mal ontem, hoje fiquei o dia todo meio ruim também, mas estou melhorando. 8- /

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O.O

Quando a gente fica reclamando sobre aprofissão de ilustrador, tem gente que não entende e acha que a gente reclama de barriga cheia.
"Pô, mas você fica em casa o dia inteiro desenhando!"
Não é bem assim.

Uma das coisas que mais pega pra gente, e que eu, infelizmente, ainda não consegui fazer decentemente, é proteger meus direitos autorais. Segundo o grande Montalvo, e o magnífico Guia do Ilustrador, o ilustrador não vende a imagem, e sim, o direito de uso dela por um tempo determinado. O que acontece é o seguinte: suponha que você está escrevendo um livro ou apostila, e me contrata pra ilustrar. Farei todo o trabalho, do jeito que é pra ser, e assinaremos um contrato. Nesse contrato, está estipulado que você tem o direito de uso das ilustrações durante 5 anos, e que, a cada publicação, o ilustrador deve receber 10% do valor total, e depois que esse prazo terminar, se o autor quiser voltar a usar as imagens, tem que assinar outro contrato - e pagar de novo o valor total.

Entendeu? Não vendo minhas imagens. Eu autorizo que as usem.

Porém, o que acontece por aqui é que é cada vez mais difícil conseguir alguém que assine o SEU contrato. Geralmente eles têm um contrato próprio, e o ilustrador costuma sempre sair prejudicado,m pois a cessão de direitos é total, e não parcial. Ou seja, pagam mal, quando pagam, e ainda querem ficar com a imagem pra sempre.
Digamos que eu faça uma ilustração pra uma revista, cobre R$ 1.200,00. Com certeza vão ralhar com o preço, terei que abaixar. Aí, no contrato - se é que vai rolar contrato, pois muita gente nem se dispõe a isso - a cessão é total. Se eu fosse cobrar a venda da imagem, o preço iria pra R$3.500,00, por exemplo. Claro, afinal, você não está comprando o direito de uso de uma i9lustração, está comprando uma obra intelectual, um desenho, ou pretenciosamente dizendo, uma obra de arte.

Eu sempre proponho meu contrato com cessão parcial de direitos. Mas poucas vezes consegui isso.

O que me fez pensar nisso agora foi que eu estava à toa, escaneando ilustrações pras apostilasdo Perry, e enquanto isso, fuçava meu orkut. Achei o perfil do Daniel Vardi, dono da editora Vardi, que não tem muita projeção, pelo que eu saiba, mas pelo menos está na luta. Entrei no site dele pra relembrar umas coisas.

Lembrei do personagem dele, Amanhecer, um tipo de Superman/Caçador de Marte/Colossus brasileiro. Conceito interessante, mas nunca vi nada de verdade com ele. Que seja.
Lembrei da minha época de 3° colegial e 1° ano da faculdade, quando eu mal sabia o que era ilustração... A Vardi fez um tipo de concurso, desses bem mequetrefes, de você mandar seu desenho e ganhar alguma coisa. Eu decidi entrar. Era pra fazer o Amanhecer e o Raio Negro (não o fodão da Marvel, mas o tipo-Lanterna-Verde brasileiro das antigas), e eu fiz. Hoje, vejo que foi um bom trabalho, mas tem todas as limitações que eu tinha anos atrás.

Mandei, não ganhei nada, fiquei ao Deus-dará, nem lembro de ter saído resultado, e se saiu, com certeza quem venceu não merecia tanto. Não que eu merecia mais, mas eu sei que eu fiz um bom trabalho.

4 anos depois, venho eu visitar o site da Vardi, e entro na Galeria deles... Vou rolando a tela, vendo uns desenhos muito ruins, outros aceitáveis, e me deparei com duas surpresas.

Meu desenho está lá.
Sem meu nome.
Sem minha permissão.

Eu não lembro se tinha um regulamento que dizia que eu perdia os direitos da imagem, ou se eu automaticamente autorizava eles a usam meu desenho pra divulgação e etc, mas está lá, e eu nem sabia. O pior é estar lá sem meu nome.
Achei tão estranho. Depois de tantos anos, ainda estar lá.

Por isso comecei a pensar sobre direitos autorais de novo. Por mim, tudo bem, nem é um trabalho do qual me orgulho muito. Fiz pra essa promoção mesmo, sabendo dos riscos (ou não), e hoje em dia, pouco me importa. Mas eu mandarei um email pro Daniel Vardi reclamando dele não colocar meu nome lá, e ainda por cima, não avisar que o desenho estava exposto. Espero não comprar briga, até porque hoje em dia eu tenho muito mais informação e respaldo de grandes nomes (e amigos também) do ramo da ilustração.

Quer tirar a prova? Olha lá.


Aproveite quando estiver olhando, e preste atenção nos nomes dos caras que mandaram desenhos. Você vai achar um do Gabriel Bá.
Gabriel Bá?
Mas não é o cara dos 10 Pãezinhos, do Casanova, do Umbrella Academy?? É ele sim!!
Impressionante!!
Será que ele mandou mesmo naquela época? Pra mesma promoção que eu?
Engraçado porque a 4 anos atrás, o Bá já desenhava muito bem, já fazia os 10 Pãezinhos, se bobear já tinha até publicado os álbuns pela Devir. E olhei lá, aquele desenho... toscão... ruim mesmo!
Tudo bem, o estilo do Bá é bem característico, mas aquele bicho lá não me lembra ele. Nem a execução lembra ele. Não pelos esboços que eu já vi dele...
Bom, eu sei que o Bá não lê meu blog, mas peço desculpas pela esculhambação mesmo assim. O desenho tá muito estranho. Mais estranho foi saber que o Bá tá lá naquela lista, comigo, e com outros zés-manés...



O Bá hoje, não é mais um zé-mané.
Nem eu sou.
Espero que muitos daquela lista tenham evoluído muito e encontrado seus caminhos e estilos...
E usei que eu e o Bá encontramos (ele mais que eu, estou começando a expandir meu horizonte)

Olha, pra quem se interessar, vejam msmo os links do Montalvo e do Guia do Ilustrador. Vale a pena.

Abraços!

PS> Não sei se é coincidência, mas se você buscar Raio Negro no Google Imagens, o primeiro resultado é... o meu desenho.
Viva a internet!

domingo, 9 de setembro de 2007

É quase meia-noite...

... e eu ainda não dormi, apesar de meus olhos estarem começando a arder. Eu sinto tanta vontade de falar alguma coisa, de arrancar o que está aqui dentro e jogar pra fora, mas não tem como.
Não to animado pra começar a semana. Sei que pela manhã, tudo pode estar diferente, e eu posso até vir apagar esse post imbecil e quase-inútil, mas no exato momento de sua postagem, eu não sei o que dizer pra defini-lo. Talvez não deva dizer nada, só deva deixar assim.
Afinal, não foi oconselho dado a mim? Ao invés de sim, solte seus demônios, não não, prefira mantê-los enjaulados dentro de vc.
Eu cansei dessa atitude.

Um pensamento silencioso de uma tarde ensolarada de domingo

Roubei isso do blog do Allan Sieber. Não reclamem, a internet infelizmente é uma terra de ninguém. Ainda que tem pessoas de bom coração que pelo menos citam suas fontes. De qualquer forma, é uma crítica a um filme argentino, feita por um cara renomado aqui do nosso Brasilzão, que eu achei genial.

*************

"A Menina Santa" vai onde o cinema brasileiro teme ir

INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

Ok, agora vamos ao outro lado. "A Menina Santa" (Telecine Cult, 0h05) é, de certa maneira, a súmula da superioridade do cinema argentino sobre o nosso.
Quem poderia pensar num filme de tantas ocultações, em que um grande médico gosta de molestar meninas, em que a santinha molestada é bem uma cúmplice de tudo isso. Não, aqui a primeira idéia seria mandar prender o diretor, enquanto o Ministério da Justiça acionaria seus sabujos para colocar empecilhos à possibilidade de ver o filme. Etc.
Não é culpa de ninguém. É cultural. Afinal, eles peitaram uma ditadura cem vezes pior do que a nossa e mandaram os torturadores para a cadeia. Nós fizemos uma bela pizza disso tudo. Eles têm uma livraria por esquina. Nós transformamos as nossas em boutiques que sobrevivem de vender ridicularias de auto-ajuda. Por que nossos cineastas conseguiriam sobrepor-se a tantas adversidades? Pode aparecer um gênio da raça, uma exceção. Será pouco e improvável.


********************

Agora fiquei com vontade de ver esse filme.
Eu deixei em negrito aí prdar destaque mesmo. Foi a parte que mais me tocou desse pequeno texto.
Mandou bem, cara. Bem no alvo.


E isso porque outro dia erstava perambulandop pela Saraiva do Iguatemi, e constatei que é verdade mesmo. Dá uma olhada na quantidade de LIXO uew nossas livrarias vendem. Deixam de traduzir e trazerp ra cá obras fanrttásticas, pra dar lugar a porcarias sem cultura alguma, sem poesia, sem nada de útil.
Aí eu fiquei com um certo nojo deandar lá. Cada 10 capas que eu via, 8 eram apelativas, ou falsas, ou óbvias, ou sei lá...

Você que lê isso aqui, lembre-se que ler por ler não significa cultura ou sofisticação. E que coisas de auto-ajuda na verdade costumam ajudar uma pessoa só: o dono da editora, que ganha $$ com a venda dos livros... porque nesse nosso Brasilzão, autor não costuma ganhar nada.

A não ser que seja um Paulo Coelho.

Então, eu prefiro ganhar pouco, se for assim.

(...)

















Ouvindo Legião.


Tirando o atraso...

gunda imagem

Valendo pro dia 8 e pra hoje, dia 9. Tenho que manter minha meta. Pior que eu nem sei o que tenho no pc daqui... E sem chance de desenhar algo agora pra fotografar e mandar pro pc... É um daqueles dias de preguiça, ainda não despertei decentemente... Coloco aqui então esse desenho do Batman, que costuma ser o favorito do pessoal do DeviantArt. Fiz com tinta e lápis branco em papel preto.















A segunda imagem é nessa mesma técnica, mais recente, se chama "A Morte no ponto de onibus"

Acho que não tenho muito o que falar hoje. Estou pensativo ep recisando escrever coisas novas. Ando sonhando coisas estranhas mas interessantes, e eu adoro isso.

Bom, pessoal, vou nessa. Cuidem-se.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Cansado...


Oi, hoje estou cansadinho e sem tempo, então...


Essa tela eu pintei por acaso, e acabou saindo mto boa. É acrpilica, aquela técnica minha de pintar de preto o fundo e depois, com tinta branca, construir as figuras.

Preciso pintar mais.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

É um brincalhão...


Cá está o rabisco do dia...
Eu ainda vou pegar no trancp pra fazer um NOVO por dia.

Depois escrevo mais!!


Atualizado um pouco mais tarde:

Eu acho o Coringa um dos vilões mais fantásticos de todos. Ele é simplesmente insano. Você não pode culpá-lo, teoricamente. Ele não sabe o que faz. Mas o pior é que ele sabe, sim. E faz.

Estar dentro da mente tortuosa dele já quase levou nosso querido Morcego à loucura também. Têm uma série de histórias fenomenais com eles em que dá pra ver que a linha que separa o Batman do Coringa chega a ser perigosamente fina.

A melhor cena é de A Piada Mortal, do genial Alen Moore. No final das contas, o Batman consegue pegar o Joker, bate nele, e o coitado insano se lamuria de por quê o Batman não entende que tudo é uma grande piada. No final, ele conta uma piada... e ele e o Batman riem juntos. Fantástico.

Eu também adoro o Batman. Ele é quase tão insano quanto seus vilões...

Sobre o dia do ilustrado...

8 de setembro o DIA DO ILUSTRADOR

As capitais brasileiras ficarão ainda mais belas neste sábado, dia 8 de setembro. Por iniciativa da ABIPRO (Associação Brasileira de Ilustradores Profissionais: www.abipro.org) diversos grupos se organizaram para os encontros. Levaremos pranchetas, trocaremos idéias, propostas para a profissão e para a arte, conheceremos pessoalmente muitos colegas que dividem conosco as listas de discussão do Yahoo!


Textinho "roubado" da Thais Linhares, minha colega carioca ilustradora!!
www.thaislinhares.blogspot.com

Passo a passo de um sonho

Terminei ontem de madrugada a arte-final principal da HQ Dream Sequence, que mandei para a Front. Como eu já disse nos posts anteriores, o tema é Sonho.

Coloquei aqui um passo-a-passo de uma página dessa HQ. Sempre achei legal quando meus artistas favoritos mostravam seu processo, nem que fosse um esboço-nanquim-cor basicão.

Tudo começou quando o tema foi definido, já ano passado, antesm esmo de eu ter começadoa trabalhar na Ódio. Logo de princípio já fiquei contente, pois tinha uma HQ pronta desde 2005, que eu particularmente adoro, cujo tema é sonho, e que, no máximo, poderia ser refeita nos mesmos moldes só pra atualizar o traço.

Acontece que mudaram o formato da revista: em vez de uma orientação vertical, como costumam ser todas as revistas, foi decidido que ia ser horizontal. Isso causa uma quebra com padrões, dá aos artistas maior desafio para criar páginas e narrativas, torna a leitura toda um tanto estranha, coisa que todo sonho é. Achei legal, mas inviabilizou minhas páginas prontas...


Então, abracei odesafio e fiz uns estudos. Como passar 5 páginas para a horizontal... sem perder as jogadas narrativas e os designs de página que eu tinha feito?

Essa página à esquerda é a primeira versão da Dream Sequence, ainda na vertical, de 2005. Conforme fui fazendo os esboços, acabei achando que fazer páginas duplas seria uma boa jogada aqui e ali...

Acabei decidindo fazer TODAS duplas.

O que acontece nessa página aqui, foi destrinchando em 4. Duas duplas. Acho que assim pude explorar melhor o espaço.





Aqui está o estudo que eu fiz da página, já dupla.
Veja que o que essa dupla mostra é o que acontece em meia página da HQ antiga. Gostei do resultado e decidi que valia a pena tentar.

Comecei a fazer o lápis para a versão grande. Essa é em sulfite, com canetinhas hidrocor e lápis, e apesar de não ter caprichado demais, o traço solto e pesado ficou em muitos lugares melhor do que o desenho a lápis depois.


Essa é a página a lápis, já no tamanho padrão que eu uso, que é um pouco menos que um A3.

Geralmente eu não capricho tanto no lápis, porque sei que depois virei com nanquim em cima, e quanto mais detalhes e firulas no lápis, mais medo eu tenho de passar o pincel em cima, e corro o risco de colocar coisas que ficam maravilhosas no lápis, mas que vão sumir e se perder no nanquim. Mas dessa vez eu peguei pesado e fiz um lápis bem marcadinho, bem definido, até para me ajudar a entender a página.

Feito o lápis, escaneei as páginas e comecei a criar coragem para a arte-final. É uma etapa mais demorada, que precisa de atenção e calma. Como eu faço com pincel e nanquim (aliás, tudo nessa HQ, tirando o contorno dos quadrinhos, foi feito com pincel), tem todo um ritual.

Peguei um ritmo ótimo numa bela quarta-feira ensolarada e desenhei o dia inteiro. Consegui fazer a arte-final de praticamente 12 páginas. E ficaram ótimas, modéstia à parte. Fazia tempo que eu não trabalhava tanto, tão compenetrado, tão dedicado e com tanto mojo. Fazia tempo que eu não fazia nada decente mesmo com pincel. Fazia tempo que o resultado de um trabalho meu não me surpreendia assim. Fazia tempo que eu não me derrotava, me provando mais capaz do que eu achava que era...

Adorei o resultado.

Ontem ,escaneei as páginas com nanquim, corrigi umas coisas, acertei contraste, preenchi algumas áreas grandes com preto (pra não gastar muito tempo, nanquim e pincéis - todos muito caros para desperdiçar), montei as páginas, depois as duplas, e enviei para nosso querido amigo Mario (*Mas Que Mário?*) e em breve ele vai subi-la pro boneco.

Aí é só esperar, e torcer para que ela entre na seleção da revista.

Por enquanto é só! Fiquei devendo o desenho de hoje, mais tarde posto.
E logo eu escreverei sobre as HQs que vão ser publicadas nos EUA.


Don´t dream it´s over!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Front n° 18 - Ódio


Não conhece a Front ainda?

Essa é a capa da Front 18. O tema é algo contante desde a primeira Front (que na verdade é o número 7), nesta edição é o ódio.

Eu entrei na Front ano passado. Fazia aula com o Fábio Moon no estúdio dele e do Bá, em São Paulo. Conheci no primeiro dia, o Júlio Brilha, grande cara, grande quadrinista, que me disse que já tinha publicado na Front. Pedi instruções de como entrar, pois queria publicar também, e ele me colocou na famingerada lista de email.

Conheci muita gente legal, incluindo aí o hugo, que escreveu o roteiro de "Hoje é dia de usar pulseiras", a HQ que traz maus desenhos. É, tenho um trabalho publicado na Front! Muito bom, ter feito parte dessa seleção. Na verdade pelo que eu falei pode ter parecido que foi fácil, mas na verdade, entre entrar na lista, ter um bom trabalho e ser publicado, a gente encara vários meses de produção, conversas, discussões, análises, retoques, pitacos, votações, revisões...

O resultado, obviamente, valeu muito a pena. A Front não paga seus colaboradores. Creio que fazemos isso pelo amor, pelo tesão de trabalhar com Quadrinhos. Eu sei que faço por isso. Dinheiro, a gente arranja em outro lugar. Graças a Deus não tenho tido problema com isso, estou trabalhando muito bem, obrigado. E feliz por poder continuar minha produção pra práxima Front.

O próximo tema é Sonho. Estou trabalhando muito, com ritmo legal, e o resultado está muito bom. Foi inclusive, elogiado por váriso nomes que considero muito, como colegas da própria Front, amigos da Unicamp, e meu professor de Pintura lá, o Tuneu. Os elogios dele levantaram meu astral ontem. Espero que ele tenha sido sincero, ehehe. Acho que sim. Fico orgulhoso do meu trabalho e por ter sido tão bem falado. Estou trabalhando bastante pra fazer por merecer tudo isso.

Deixo uma prévia do que vem aí, um esboço/estudo para uma página dupla dessa HQ do Sonho, que na verdade, é uma versão turbinada de uma HQ que eu já tinha desde 2005, Dream Sequence I, que pode ser lida no meu site.


Abraços, e uma ótima quarta!!

Dancing in the shadow with lights


Esboço que eu fiz enquanto esperava uma aula. Tinha uma exposição de fotos de dança no corredor do IA, e eu vi uma que me chamou a atenção. Tinha um jogo de luz bem legal ,dando esse contraste pauleira queeu tanto gosto. Aí, repeti aqui. Dançar é uma coisa libertadora , mas que eu geralmente não faço.

Adoro fotografar espetáculos de dança. A Academia Ponto da Dança que o diga! Todo ano repetimos a tradição no Festival de Inverno em Amparo. Ainda não atualizei meu site nas fotografias, mas vocês podem ver no meu site um monte de fotos de dançae de show de música. Adoro fazer isso assim como adoro estar no palco, tocando. Acho que entendo bem como deve se portar um músico ou ator no palco, e por isso, sei como fotografá-los.

Essa foto foi desse ano, no Festival de Inverno. Minha amiga e maravilhosa bailarina, Camila.

É uma pena que, apesar da grande produção do Festival, ainda assim a iluminação fica devendo. Depois que tive uma aula sobre iluminação de espetáculos, e vi tudo que pode ser feito, percebi que duas ou três fileiras de holofotes, cada um com uma cor, em posições fixas, e um canhão de luz móvel não dão conta do recado.

Não tem como. Quando você organiza uma peça, um show, um festival de dança, você precisa pensar em tudo: cenários, figurinos, luz. Para que as coisas fiquem visíveis. Nãi adianta um cenário escuro, se as bailarinas estão de cor escura, e se as luzes não fazem nada para separá-las do fundo. Aó, na foto, sai um monte de bailarinas grudadas ao fundo, com um ou outro highlight de cor da luz, mas que não faz nada além de iluminar um pouquinho.

A luz é poderosa se for bem usada num show. Uma pena que a estrutura não dê conta de projetos grandiosos de iluminação, mas tudo bem, porque a maioria das pessoas nem se importa, e tira fotos com flash, e estraga toda a composição anyway. 8- D

...e se for ver, isso é até bom, porque valoriz o que eu faço. Imagina se todo mundo fosse fotótgrafo ou desenhista, o mundo poderia ser mais belo, mas seria mais chato também.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Sandman


Sandman é uma das HQs mais fantásticas que eu já li. Não sei o que o Neil Gaiman tem que consegue prender você, fazer você amar os personagens, as históriase a mitologia como se fossem algo de atemporal...
Coisas que você conhece lendo as HQs mas que teme a sensação de já ter vivido tudo aquilo muito antes.

Como se o Sonhar fosse um tipode inconsciente coletivo, um lugar de mitologias e situações bizarras. Quem nunca teeve um sonho daqueles bem esquisitos, cheio de detalhes, de gente, com histórias inteligentes?
Eu vivo tendo sonhos legais. Uma coisa muito boa é escrever seus sonhos depois de acordar. Eles contém histórias fabulosas com metáforas e subliminares quechegam a ser assustadoras.

E eu adoro desenhar os Perpétuos. Eles são... algo maior... algo muito maior, estranho dizer assim. Mas é como desenhar passagens bíblicas ou coisas de mitologia clássica ou nórdica. É imenso, é épico.
Principalmente Morpheus, o Sonho. O fato do rosto dele sempre ter sombras bem pesadas, aqueles olhos negros, o jeitão melancólico, tudo entra no desenho. Seja um esboço ou qualquer outra coisa. Eu adoro sesenhá-lo, não sei por que, mas deve ter alguma coisa aí escondida.

Eu gosto de sonhar...

Aliás, Sonho é o tema da próxima Front. Não sabe o que é a Front?
http://www.front.art.br

Na última Front, número 18, tem uma HQ com texto do grande hugo e desenhos meus, chamada "hoje é dia de usar pulseiras". Dêem uma procurada, vale a pena. A edição tá bem legal.

Enfim, o próximo tema´e Sonho. Eu peguei uma HQ do Pieces, uma das primeiras que fiz, a Dream Sequence I, e reformulai. Tornei-a de uma HQ na vertical de 5 páginas, em um monstrode narrativa visual de 16 páginas horizontais, que juntas formam uma mega página só.
Ela vai ser exposta no MACC ano que vem.
Se ela entrar na Front (espero que sim). talvez no fim do ano saia... Espero que antes.

Sonho dá muito pano pra manga.

E você, sonha ocm o quê?

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...bons sonhos.

Apresentação e porquês

Olá a todos. Meu nome é Mario Cau, sou quadrinista, ilustrador, fotógrafo, professor e até baterista...

Criei esse blog como uma homenagem e como um desafio.


Uma homenagem ao grande Mike Wieringo, que faleceu recentemenete aos 44 anos de idade. Mike era um dos desenhistas de HQ que mais me impressionavam, com seu estilo limpo, dinâmico, quase umdesenho animado de tão fluido. Acompanhei principalmente sua fase no Homem-Aranha. Até hoje, tenho uma Wizard americana com uma lição de "aprenda a desenhar o Homem-Aranha", feita por ele, que definitivamente foi um marco na minha visão sobre o Aranha. O jeito como o vejo e desenho hoje, deve muito ao tio Mike.


Foi um acontecimento triste, que atingiu a todos nós, artistas de quadrinhos e admiradores, amigos e familiares. Mike era jovem, fazia exercícios, era vegetariano e saudável. Mas um ataque cardíaco fulminante o pegou de supresa e faz sua despedida vir anos-luz mais cedo do que deveria. Não cheguei a conhecê-lo, mas eu o tinha em muito alta conta. Adorava seu estilo, sua simplicidade. Ele mantinha um blog, e esse meu é uma homenagem a ele. Que vergonha, eu tenho um site, um blog com amigos, um flog, e não vivo postando. Mike, ao contrário, tinha um hábito de atualizar todo dia, e sempre com um desenho novo.

Esse meu blog é pra criar vergonha na cara e homenagear Mike Wieringo.
Mike, por mais que não fossemos amigos, era uma grande inspiração e tenhop certeza que era um grande cara. seus textos, piadas, seu espírito leve e alegre, provam isso. Espero que ele esteja bem e feliz onde quer que esteja. E que saiba que sentimos muito sua falta, Ringo.

Esse primeiro esboço do Blog é em homenagem a ele também.

Pra quem quer conhecer mais; http://www.mikewieringo.com

O outro motivo é o desafio: Quero me propor a postar um desenho novo por dia aqui.

Assim eu me forço a desenhar algo mais livre todo dia. Quando eu não conseguir postar, postarei depois o desenho dessedia, junto com o desenho do próprio dia. Serão desenhos variados.
Entrementes, colocarei alguns textos, fotos, ilustrações, páginas de HQ, enfim, coisas com as quais eu trabalho.

Tenho vontade de postar violentamente aqui. Tenho tanto a falar, e atualmente minha vida segue tão cheia de novidade nessa área, que só postando 10 vezes hoje eu conseguiria dar conta. Mas vamos com calma.

Esse é meu primeiro post, e espero, primeiro de muitos outros.
Esse é o segundo desenho de hoje.

Desenhei ele quando estava com amigos numa choperia, sexta à noite, e
o assunto rumou para as figuras perdidas da cidade. Entre elas, Pedro Louco, Dito Babão, Moscão, Laila (não tão perdida/o assim) e o mitológico Dito do Pito. Esse sim, mitológico, virou lenda urbana.

Poucos de nós tiveram o prazer de conviver na cidade com esse homem. Um senhor de idade, baixinho, sempre com sua roupa suja e aquele cheiro ruim. Paletó amassado, chapeuzinho, uma bengalinha. Andava pela cidade toda, parava nas calçadas pra arrancar matinhos, chingava, ria, pensava.
Eu agora me pergunto, o que se passaria na mente desse velhinho? Sei que ele tinha casa, onde dormia. Era tio-avô dum amigo meu. Todo mundo conhecia ele.

Chamavam-no de Pitinho também...
Meu avô, grande pintor de paisagens, dedicou seus pincéis e tintas a ele, e fez um retrato desse mito. Eu nunca vi essa tela, mas sabendo da visão que meu avô tinha, deve ter ficado linda. Assim como meus desenhos têm uma visão, os trabalhos dele também tinha a sua.

E foi assim, até que ele morreu. Diz uma lenda que ele pulou da ponte pênsil no rio Jaguari. E que muitas crianças ficaram impressionadas. A notícia pegou a cidade de surpresa, mas como ele era quase invisível, logo parou de falar-se dele. Era mais uma daquelas figuras que você sabe que estão lá, mas nunca vê. Hoje, ele é parte da memória, da história, da personalidade, da alma de Pedreira.


E esse esboço é minha singela visão sobre esse mito.




É isso, garotada. Hoj eu começo a dar aulas de Quadrinhos na Pandora, aqui em Campinas. Amanhã (ou hoje mesmo) retorno com o esboço do dia (é, esses dois foram só de apresentação!).


Abraços a todos!