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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Terapia Vol.2: Falta 20% para viabilizar o livro!

 Oi, pessoal! Tudo bem com vocês?

Por aqui, é só emoção! Estamos na reta final da campanha do nosso livro no Catarse. Faltam apenas DOIS DIAS para o prazo terminar (sexta. dia 10, às 23h59). Imagina a mistura de empolgação e ansiedade... Essa jornada do Catarse tem sido como a HQ Terapia sempre foi: uma jornada emocionante (tanto as boas quanto as nem tão boas), de muito aprendizado e evolução pessoal, e cheia de pessoas especiais colaborando e apoiando.

Sim, ainda não chegamos lá... Acabamos de atingir 80% da meta com os apoios dessa manhã! São mais de 370 apoios (incluindo os anônimos)! Isso dá um quentinho no coração que acalma um pouco o receio de não atingirmos 100% da meta até amanhã â noite...

Então, como ainda temos 20% da meta para arrecadar, continuamos divulgando! Se você já apoiou, tem nossa gratidão e um abração apertado! Se você ainda não apoiou e está aguardando o momento ideal, é hora é AGORA! Se você quiser dar um upgrade na sua recompensa, para pegar mais livros ou arte original, é só adicionar o valor da nova recompensa menos o valor do livro (por exemplo: a recompensa custa R$300, tirando o livro ficaria R$245, feita em apoio "sem recompensa", e avisar a gente).

Lembrando que temos uma meta estendida, não muito ousada, de R$45.000, para incluir um capítulo a mais no livro! Sei que parece um pouco distante agora, mas vai que a gente consegue? Estamos na torcida!

Por fim, além de agradecer a todos que já apoiaram, fica nosso convite para divulgar o projeto para todos que possam se interessar! Seu amigos, colegas, família, contatos... Especialmente o pessoal que não costuma ler HQs, mas pode se apaixonar por nossa história. Terapia é muito especial para nós (autores, leitores, apoiadores) e merece chegar a mais pessoas!

Então, liga a playlist de Blues e vamos juntos bater essa meta!

Grande abraço da equipe,

Mario, Rob e Marina

PS.: Durante a CCXP, rolou uma live do Mario, desenhando uma ilustração inédita de Terapia e comentando o processo e mais: https://youtu.be/BhDHctEHhLw

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Resenha - Terapia pelo Pinguim Tagarela

Oi, pessoal!
Receber resenhas, críticas e opiniões de um trabalho é sempre muito importante para o autor. Seja um trabalho em andamento, já publicado ou mesmo já finalizado, é muito bom saber como a obra foi recebida e interpretada pelos leitores.

Terapia, webcomic premiada que eu, Rob e Marina produzimos por 7 anos, e concluída em 2018, é uma das minhas obras que mais gerou esse tipo de retorno. Seja na opinião sincera dos leitores, na resenha de especialistas, jornalistas ou de outros autores que recebíamos ao longo dos 7 anos, e mesmo agora, com a HQ finalizada, sempre ficamos muito gratos pelo carinho e atenção.

Para os autores, ter esse tipo de retorno é essencial pois nos ajuda a entender o que funcionou e o que não funcionou; como as ideias foram interpretadas a partir do que entregamos e o que poderíamos considerar para o caminho que está à frente.

Essa semana recebemos mais uma resenha de Terapia, dessa vez assinada pela Diovana Cougo de Vargas, do site Pinguim Tagarela! Ficamos muito gratos e gostaríamos de compartilhar com vocês. Então é só clicar no link a seguir para ler. Não deixem de conhecer o trabalho do Pinguim Tagarela, também.

Para ler a resenha do Pinguim Tagarela, clique aqui!

Para ler (ou reler!) Terapia, completa e gratuitamente, clique aqui!

Para comprar o livro Terapia Vol. 1, por enquanto só em lojas virtuais e algumas físicas (eu não tenho mais comigo),então fiz essa busca aqui para vocês.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Troféu Angelo Agostini 2017

Está aberta a votação para o 34º Prêmio Angelo Agostini, que vai premiar os melhores de 2017!
A votação é ABERTA a todos, é só acessar o link: http://aqcsp.blogspot.com.br/p/34-trofeu-angelo-agostini-2017.html

Se você achar que meus trabalhos merecem seu voto, fico muito grato e feliz! Você pode votar nas seguintes categorias:

- Melhor lançamento de 2017: MONSTRUÁRIO - Volume 1

- Melhor roteirista: Lucas Oda​ (Monstruário)

- Melhor desenhista: Mario Cau​ (Monstruário e Terapia)

- Melhor roteirista: Rob Gordon​ e Marina Kurcis​ (Terapia​)

- Melhor web quadrinho: Terapia 

Lembrando que esse ano foi incrível e tem muitos lançamentos e autores ótimos! Vote em quem vocÊ achar que mais merece. ;)

Abraço e boa sorte a todos!


sexta-feira, 25 de março de 2016

Resenha - Terapia Vol. I - 31 de Março

Terapia ganha mais uma resenha cheia de elogios!

É mais uma resenha super bacana! Desta vez, a Marina do blog 31 de Março nos presenteou com suas opiniões sobre nossa HQ e nosso primeiro livro, publicado pela Novo Século em 2013. 

"Me identifique com o rapaz logo nas primeiras páginas, e a forma como os sentimentos dele foram ilustrados me lembraram de várias vezes em que me senti da mesma forma. Não só me identifiquei com o que estava vendo como também gastei um bom tempo admirando os detalhes, as cores e as ideais nas páginas. A ideia de Terapia é original e interessante e a própria forma como os autores conduziram Terapia torna a HQ única e envolvente, sentia como se cada dúvida e questionamento do rapaz fossem minhas também."

Eu, Rob e Marina gradecemos de coração pelo carinho e pelos elogios, Marina! Leia a resenha completa neste link e deixe um abraço e seus comentários para ela!

Para conhecer e acompanhar o trabalho dela, você pode acessar o Blog, o Facebook, o Skoob e o Twitter.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Textos - Terapia e o blues

Rob Gordon, um dos roteirista de Terapia, tem um blog no Medium onde fala sobre blues: é o Sábado de Blues, e sempre tem informações, curiosidades e sons excelentes.

Na última semana, ele escreveu sobre os blues que usamos na nossa HQ Terapia.


“Terapia não é sobre blues, mas sim sobre psicologia”. Eu repito essa frase sempre que posso a respeito da webcomic que produzo em parceria com a Marina Kurcis e o Mario Cau — você pode ler todas as páginas publicadas até o momento, de graça, aqui. Mas sim, o blues é parte importantíssima da história, e eu nem tento negar isso.
Para quem não sabe, Terapia nasceu em 2011, com uma história que não poderia ser mais simples: um garoto de vinte e poucos anos não se sente e tenta descobrir os motivos disso em conversas com o seu terapeuta, descobrindo mais sobre sua vida e sobre ele mesmo — o único momento que ele se sente completo (ou feliz) é ouvindo seus blues antigos.

Leia o texto completo no Medium, acessando por este link.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Evento - 26º Troféu HQMIX

É sempre muito bom ir à cerimônia de entrega do Troféu HQMIX. O maior prêmio latino-americano do mercado de Histórias em Quadrinhos e Humor Gráfico (numa comparação muito justa, é chamado de "o Oscar das HQs brasileiras") é um momento de celebração e rencontro: autores, editores leitores se encontram no SESC Pompeia para uma noite divertida, prestigiando os melhores do nosso mercado.

E, neste ano, não poderia ser mais especial para mim! Fui indicado em quatro categorias, e premiado em duas delas!


Não é difícil me emocionar ao saber que meus trabalhos, nos quais despejo paixão e foco, foram reconhecidos. Quem faz quadrinhos, sabe o valor desse troféu, e o quanto ele significa não só para o artista vencedor, mas para o mercado como um todo.



Dom Casmurro, uma graphic novel escrita por Felipe Greco e ilustrada por mim, editada por nós dois e que levou mais de seis anos para ser concluída, venceu o HQMIX na categoria "Melhor Adaptação para Quadrinhos".

Um trabalho desses, adaptar o maior escritor brasileiro para uma linguagem tão pessoal, trazendo nossa visão do grande clássico, não é fácil. O Felipe sempre foi um grande escritor, e mais que isso, um grande editor. Aprendi demais com ele nesse processo todo, e continuo aprendendo. Tenho para mim que Dom Casmurro foi minha "graduação" em HQ, onde meu trabalho chegou a uma maturidade em vários sentidos, e ele sempre esteve lá me ajudando, e eu a ele, quando a fé ficava abalada e achávamos que devíamos desistir.

Bem, um ProAC, dois Jabutis e um HQMIX depois, além de todas as críticas positivas desde leitores mais jovens a estudiosos machadianos repeitados, fico feliz demais em saber que não desistimos. Levamos esse trabalho até o fim e temos muito orgulho dele.




Terapia é uma webcomic (HQ na internet) que produzo com Rob Gordon e Marina Kurcis desde 2011. Já ganhamos o HQMIX na categoria "Melhor Web Quadrinho" de 2011, e fomos novamente indicados em 2012. Agora, repetimos a dose, e vencemo o Troféu nesta categoria, pela nossa produção de 2013.

Fazer uma HQ na internet é relativamente fácil. É só escrever, desenhar, postar e divulgar. Mas uma HQ que lida com temas tão complexos como psicologia e blues, e ainda mais, tem como proposta estética uma experimentação de técnicas e narrativas que visa entrar na mente dos personagens, se torna algo muito mais elaborado.

Temos um carinho imenso por este projeto, e nosso leitores (que já se somaram mais de dez mil!) são o ponto mais especial. O carinho que recebemos deles é imenso, e nos faz cada vez mais ter vontade e energia para produzir uma HQ gratuita e de qualidade.

Terapia virou livro (que foi indicado ao HQMIX na categoria "Melhor Edição Especial Nacional"), editado por nós e pela Editora Novo Século, após uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo no Catarse: mais de 700 leitores nos apoiaram, para viabilizar não só o livro, não só as recompensas, mas um sonho.

Somos muito gratos aos leitores pelo apoio, e a todos que votaram em nosso trabalho. Terapia não é uma HQ fácil, mas tem um poder impressionante de identificação com as pessoas. É uma responsabilidade grande, e fazemos esse trabalho com paixão extrema. Rob e Marina, que escrevem Terapia (eu ajudo Às vezes, hehe), doam seus corações e toda sua técnica para que eu possa criar sem limite aparente. Tudo que couber no formato da página pode ser feito.




Quero deixar meus parabéns, também, a dois projetos que receberam HQMIX este ano, dos quais fiz parte: Ícones dos Quadrinhos, a exposição de Ivan Freitas da Costa; e Café Espacial 12, que tem uma HQ minha com o Lillo Parra.

E claro, o meu abraço e parabéns a TODOS os vencedores, e a TODOS os indicados. É uma honra muito grande, e uma felicidade sem tamanho. Espero que, em 2014, estejamos celebrando novamente nossa produção!



terça-feira, 3 de setembro de 2013

A primeira HQ

O Rob Gordon, além de ser um dos roteiristas da webcomic que eu desenho, Terapia, é um baita escritor.

Acompanho seu trabalho há anos, bem antes de Terapia começar a ser elaborado, e sempre me diverti muito com seu jeito de narrar, com suas crônicas divertidíssimas...

O Rob também escreve, para o site Papo de Homem, uma série de textos sobre Adão, o primeiro homem. E nesses textos, vemos Adão, esse cara como eu e você, em desventuras divertidas envolvendo Deus, Eva, Paraíso, e o fato de que, bom, ele é humano. :)

Seu último texto do PdH foi "A primeira HQ". Vocês podem ler AQUI, recomendo muito! Ótimo texto e ainda relembra o leitor sobre nosso projeto de fazer Terapia virar um belo livro.







quarta-feira, 17 de abril de 2013

O silêncio entre dois quadrinhos

Muitas vezes, o silêncio é uma boa coisa. Eu mesmo me considero um cara quieto, reservado. Claro, converso um monte com amigos e familiares e às vezes acho que falo até demais. Reflexo de ser professor, profissão valorizada só em tese por muita gente que não pode, efetivamente, mudar o status quo da profissão.

Mas o assunto não é ensinar, é o silêncio. E se ensina também pelo silêncio. Lembro até hoje de um depoimento no meu finado orkut (lembra disso?) de uma amiga e colega dos tempos de faculdade, que elogiava minha postura e o meu silêncio.  Eu me senti orgulhoso disso, não nego. Meu silêncio muitas vezes não é falta do que dizer, é o ouvir, prestar atenção. Não só nos outros, mas em tudo, no mundo, na vida. Um tipo de contemplação que muita gente não faz ideia de como atingir, pois nossa vida é bombardeada de imagem e sons e propaganda e... Enfim.

Esse pensamento de silêncio me fez querer escrever hoje aqui no blog.

Queria talvez explicar por que eu não ando postando tanto por aqui. Nunca fui um postador compulsivo mas convenhamos, esse blog fica às traças por tempo demais. E parte da culpa, arrisco, é de vocês, leitores, que não comentam mais nada que eu posto aqui, eheheh. Não dependo de comentários para postar coisas novas, mas saber que existe uma interação com quem escolhe me ler aqui é interessante.

Na internet, somos vozes solitárias, nunca sabemos se alguém ouviu o que dissemos. A não ser que exista uma resposta, uma curtida, um compartilhamento... É uma relação bizarra.

Apesar disso tudo, oque tem me feito não postar nada aqui é falta de tempo. E falta de organizar o tempo que me sobra, afim de poder escrever com mais frequência e tornar o Blog'n'Roll mais atrativo pros leitores.

Também me faz pensar, quando abro o Chrome e vejo, nas 8 janelinhas que mostram os 8 sites que ue mais acesso diariamente, que o 9gag empurrou a do Blog pra fora. Isso é lamentável. Decidi mudar isso hoje, e escrever.

Eu lembrei, mais uma vez, que HOJE, 17/4, é o lançamento de Dom Casmurro na Fnac do Shopping Parque D. Pedro. E eu não divulguei isso no Blog em momento algum. Por que, será? Talvez a falta de feedback. Mas muito disso se deve a uma organização desorganizada.

Vejo grandes artistas e escritores, alguns amigos, outros ídolos, mantendo blogs atualizados, mas não compulsivamente. Todos tem trabalho pra fazer, prazos para cumprir e as postagens nos blogs, raras, se tornam mais especiais ainda: um pouco da mente de cada um desses profissionais/seres humanos. Confesso que leio poucos blogs. Deveria ler mais, ler mais livros, revistas, sites, notícias...

Sim, deveria ler mais. E ver os filmes que peguei e estão numa pasta esquecidos. E ouvir os discos que peguei e tiveram o mesmo destino. Acredita que eu só assisti As Bicicletas de Belleville nesse último fim de semana...? (aliás, recomendo muito)

Por que então, não o faço? Ou faço com tantos intervalos? Porque, meus caros, existe a prancheta. Existem os Quadrinhos.

No exato momento em que estou escrevendo isso para vocês, na verdade deveria estar lá, desenhando a página de hoje de Terapia, que vai atrasar mais uma vez. Complicada, cheia de referências, muita pesquisa, delicioso. Do jeito que eu gosto. A HQ que mais gosto. Mas se eu não viesse escrever agora, esse texto (que já é maior do que eu planejava e não está perto do fim) se perderia totalmente.

Vocês devem saber (ou deveriam) que eu não ganho nenhum dinheiro com a webcomic Terapia (tampouco o Rob e a Marina). Geralmente, se formos considerar somente o caráter financeiro da coisa, eu costumo perder dinheiro com Terapia. Material, livros pra pesquisa, e claro, o tempo que eu dedico que poderia ser dedicado a qualquer outro projeto que rendesse algum pagamento. Não estou reclamando. Faço Terapia e amo a experiência. É meu melhor trabalho, com certeza. E vou continuar produzindo até o fim independente de ter pagamentos ou não.

Mas vejam, isso não é uma exclusividade minha, como autor. A maior parte dos quadrinistas (qualquer que seja sua temática, técnica, especialidade no processo) não ganha nada pela produção de suas webcomics. Talvez um ou outro autor, com um site mais visitado, tenha lá seus anúncios (que a gente sabe, não rendem grandes coisas), ou até conseguem vender produtos associados a seu trabalho (uma ótima iniciativa, já que a leitura da HQ é gratuita - pouca gente no Brasil explora o merchandising em cima de suas criações). Mas geralmente, não há dinheiro envolvido.

É produção por paixão, por amor, visando, talvez lá na frente, um livro, ou algum produto derivado, que serão levados a eventos e à loja online. Todas coisas que geram um custo, claro, e que não obrigatoriamente é compensado por vendas.

Ultimamente ando pensando muito em muitas coisas sobre a produção de HQ por aqui. Não cheguei a grandes conclusões: o mercado está crescendo, há muita produção e muita gente boa. Mas não considero ideal ainda.

É estranho pensar que isso é associado a algo cultural do nosso país (rico em cultura, pobre em cultura - pensem nisso). Queremos ver o programa de TV, não queremos ver a propaganda entre os intervalos. Queremos ler o livro mas não queremos pagar caro. Queremos ler webcomics todo dia/semana sem pagar um centavo por ela. Quem paga as contas, então, daquele pessoal que PRODUZ o que você consome?

Lembro aqui de alguns exemplos envolvendo isso.

Uns dias atrás, lembro do Fabio Coala (Mentirinhas), que recusou a publicação de suas tirar num jornal que não pagaria nada por elas. Comecei uma conversa com o Coala e com o cara do jornal, educadamente. O cara disse que ninguém na cadeia de produção desse jornal ganhava qualquer coisa. Perguntei então, sobre a gráfica e a distribuição, coisas que raramente se consegue "na parceria". Segundo ele, essas etapas também não são pagas. Todo mundo trabalha pelo amor da coisa, ou pela divulgação do seu nome. Acho complicado. Já fiz - e faço - projetos onde não ganho nada. Ninguém faz em troca de nada - pelo menos se pensa que aquilo vai levar seu nome e seu trabalho amais pessoas, e isso pode reverter em trabalhos remunerados, no futuro. Algo como um investimento...

Outro dia também, o Ryot (Ryotiras) escrever um texto muito sério, onde explicava que, devido a problemas infinitos com o atendimento ruim e o serviço mal-providenciado (e às vezes, nem sequer providenciado) de duas (DUAS!) companhias de internet/TV/telefone, não estava conseguindo manter a frequência do seu site, um dos mais bacanas das webtiras brasileiras. Não é que ele não queria produzir as tiras. Não é que o computador pifou. Não foram outros projetos. Ele não conseguia internet pra poder trabalhar com as tiras. (aliás, vale comentar, que, segundo o próprio, ele já trabalha 10 horas por dia em outro emprego, e AINDA tem o pique se manter o Ryotiras). Por isso, ele estava parando. Ryotiras agora está em stand by, e não sei se volta. Duas companhias de internet, com seu trabalho péssimo, causaram o silêncio de um dos mais prolíficos autores de HQ da internet. E, mesmo assim, teve um leitor que teve a audácia de comentar lá, dizendo que o autor não postava por não querer, e todo aquele papo (fácil pra caramba de ser dito por quem não produz nada e não entende nada do que é ser quadrinista) de vagabundagem e etc. O Ryot respondeu, educadamente, claro. E pronto.

Ontem, senti orgulho de um ex-aluno, o Tila Barrionuevo. Baita ilustrador, postou ontem a mensagem que recebeu de alguém (talvez o promoter ou algo assim de um espaço cultural, ou bar, ou festa, sei lá). A pessoa perguntava se poderia usar a arte do Tila para divulgar o seu negócio (porque É um negócio, até onde eu saiba), e que colocaria o nome dele e o link do portfolio, e que isso com certeza traria muitas visualizações pra ele. O Tila respondeu agradecendo, mas não: "infelizmente, visualizações não pagam minhas contas". Simples, correto, direto ao ponto. E é verdade.

Vejo tiras do Will Leite, da Ila Fox, do Ricardo Coimbra, do André Dahmer, entre outros, flutuando pela internet e aparecendo, muitas vezes editadas, em sites aleatórios. Quando vejo, faço questão de comentar e marcar o autor. Mesmo que ele esteja creditado, aliás. É muito fácil pegar uma obra de arte/entretenimento da internet e replicá-la, mas o mínimo ético é creditar a pessoa que FEZ aquela obra.

Dia desses também ocorreu algo bem complicado com o Rob Gordon. Só pra não ficarmos só nas HQs. O Rob escreveu um texto sobre as declarações do pastor Feliciano sobre a morte de John Lennon. Um bom texto, texto do Rob, claro. Depois de um tempinho ele veio anunciar no facebook que uma tal pessoa, Suzana Pequeno (guardem esse nome e DENUNCIEM), tinha postado esse mesmo texto dele. Acostumado a ter seu trabalho compartilhado e retuitado, a princípio parecia alguém que curtiu mesmo o texto e quis passar pra frente. Mas ele acabou vendo que ela deu uma mexidinha numa parte do texto, e estava, na verdade, ASSINANDO como autora. É MUITA cara-de-pau pro meu gosto. Se gostou do texto, é só compartilhar, creditando o autor original, e dizer que gostou. Não se pega a obra de outra pessoa e assina como sua. Isso é CRIME.

Enfim, esse incômodo me pega há tempos. Já fui vítima de plágio e estou resolvendo isso. Fica pra outro texto. Mas que tipo de pessoa se acha no direito de cobrar um autor que produz gratuitamente, e ainda chamá-lo de vagabundo? Que tipo de companhias de prestação de serviços temos pra lidar (todas, já aviso) que são incompetentes no que fazer em quase todos os níveis, causando problemas pra vida de muitos profissionais (que pagam tudo certinho, sempre, claro)? Que tipo de relação é essa, e até quando ela vai ser tão comum, de querer usar seu trabalho sem custo pra divulgar outra coisa (que geralmente, rende dinheiro, que nunca é revertido pro autor de tal obra)?

Pessoal, produzir conteúdo artístico, cultural, de entretenimento, não só não é fácil como tanta gente acha, como CUSTA. A vida de todo mundo é regida por impostos, dinheiro, prazos. A companhia de luz não quer saber se tenho freelas suficientes, eles querem ter a conta paga. Porque eu USO a energia que eles providenciam. Agora, quando é a minha vez, a nossa vez, a vez do profissional, do autônomo, do freelancer, de cobrar o que lhe é devido, isso vira uma relação complicada. Já tive experiências com agências onde os prazos eram absurdos, as alterações infinitas, a exigência de qualidade no alto... E, como de costume, o pagamento é só pra depois de 30 dias da entregado material. Às vezes, 60 dias. Às vezes era esquecido. Às vezes, EU tinha que rastrear quilos de emails em busca das conversas onde foram acertados valores e parcelas, porque o próprio cliente não sabia como tinha sido combinado.

E então, o autor, o produtor de conteúdo, que deveria estar na prancheta, no estúdio, no computador que seja, escrevendo ou editando ou modelando, ou etc, perde TEMPO cuidando de burocracias, de cobranças, de conversas desnecessárias, para que tudo seja feito do jeito certo. O que se costuma ver é quem está mais na base da cadeia sendo totalmente ético e trabalhando certinho, e quem está no topo tendo o comportamento muitas vezes oposto. É complicado. Expanda isso e veja como é nosso governo. Entendeu?

Bom, o tempo que eu "perdi" aqui escrevendo não será revertido em qualquer tipo de remuneração. O que ganha-se então, no final das contas? Talvez a satisfação de ter posto pra fora alguns pensamentos... Talvez de saber que, lendo isso, algumas pessoas podem entender melhor como funciona a nossa vida de autor, e quem sabe com isso, ajustar o comportamento. Sabemos que ninguém é certinho ao extremo. Mas dá pra chegar perto. Dá pra ser menos cara-de-pau, menos anti-ético, menos babaca.

Depois disso, vou almoçar (já são quase 13h por aqui e preciso ainda resolver o almoço), e depois, volto à página de Terapia, a outros projetos que não render pagamentos (pelo menos não agora), e amanhã vou pra Pandora dar aulas o dia todo, na esperança que meus alunos um dia não precisem pensar tanto nisso ou escrever em seus blogs certos desabafos que eu coloco aqui, ali e acolá.

Juro que isso não é mimimi. É querer de verdade uma situação de trabalho boa, decente, para mim e meus amigos autores. A gente que ganha a vida produzindo imagem, textos, música, e tantas outras coisas que são adoradas e reverenciadas pelo povo em geral, mas que quando se fala em pagamento, em direito autoral, ou seja, na parte SÉRIA da história, todo mundo dá um passinho pra trás.

Às vezes eu fico cansado das coisas que vejo por aí. Da política, das tragédias, dos crimes, da malandragem, do descaso. Fico com vontade de desabafar oque penso sobre isso, e hoje eu fiz exatamente isso. Sobre os assuntos que eu de fato vivo e domino.

Estamos aqui, na linha de frente, e somos de todos os tamanhos e estilos. Só queremos fazer o que fazemos de melhor e dar às pessoas conteúdos bacanas para que possam se entreter e ter uma vida mais rica e inteligente. Mas não podemos fazer isso de graça o tempo todo. Amamos o que fazemos, pois se não amássemos, se não fôssemos apaixonados e obcecados por isso, não faríamos. Mas isso não é desculpa para fazer ganhando pouco ou nada. Nosso conteúdo - tanto pessoal quando produzido - é de um valor considerável.

Espero não ter enchido demais o saco. Espero poder alimentar mais esse blog, e principalmente com notícias boas! Espero não ter parecido um mercenário. Espero que nos vejamos por aí!



terça-feira, 17 de abril de 2012

Troféu HQMIX


Olá, pessoal!

É com muita satisfação que comunicamos a indicação de Terapia ao Troféu HQMIX!

O prêmio de Quadrinhos e Humor Gráfico mais respeitado do Brasil divulgou na última sexta-feira a lista final dos indicados ao Troféu desse ano, referente à produção de 2011.

Estamos concorrendo na categoria “Web Quadrinhos”!

Você pode conferir a lista completa dos concorrentes no blog oficial do Troféu.

O HQMIX também disponibiliza, para os votantes, a opção “Outro”, caso não concorde com os indicados e prefira dar seu voto a quem não está na cédula. Por isso, deixamos a seguinte sugestão de voto:

Roteirista Revelação: Marina Kurcis e Rob Gordon

Desenhista Nacional: Mario Cau

Projeto Editorial: Petisco.org

Ao mesmo tempo, a adaptação da série de HQs Pieces, de Mario Cau, também está concorrendo na categoria “Adaptação para outras mídias”!

Agradecemos de coração à comissão organizadora do HQMIX, e mais ainda, aos nosso leitores, que sempre nos dão incentivo e apoio para continuar produzindo essa HQ que é a menina dos nossos olhos.

E, se você não conhece Terapia ainda (quê???):

Olá!
Para quem não me conhece, sou Mario Cau, quadrinista e ilustrador, e um dos autores de Terapia, essa webcomic embalada ao ritmo de Blues…

Se essa é sua primeira visita, seja muito bem-vindo! É um prazer recebê-lo(a) aqui.

Gostaria de falar um pouco sobre a ´serie, em virtude da indicação ao Troféu HQMIX (categoria “Web Quadrinhos”), para quem ainda não nos conhece. Se você é votante e quer conhecer os indicados, aplausos para você! Esperamos que goste do nosso trabalho em Terapia e ficaremos honrados caso considere-nos merecedores do seu voto.

Terapia é uma webcomic, ou seja, uma HQ publicada na internet. Nossa periodicidade é semanal, com atualizações às quartas.

Esse projeto nasceu da vontade dos autores de explorar o universo interno de personagens anônimos, fragmentos de vida embalados ao som do melhor Blues do mundo: o sincero e visceral.
Aliada a isso, a proposta estética é de total liberdade narrativa e criativa, onde as páginas ganham ares experimentais e expressivos de acordo com o que a história pede. Diversas vezes, temos postagens extra, com imagens de bastidores, passo-a-passo, vídeos, comentários, eater eggs, músicas, e por aí vai…

Achamos que a experiência de fazer uma HQ de qualidade na internet precisa der expandida, ir além da página. Tentamos explorar muitos recursos que enriquecem a leitura, complementam e instigam o leitor a refletir não só sobre a trama, mas sobre sua própria vida.

Acessando o link você poide ver todas as páginas, separadas por capítulo. Até agora temos 44 páginas, em 4 capítulos.

Temos uma página no Facebook também, e convidamos a acessar e curtir! 

E sobre o que é essa HQ? Pois bem, nada melhor que nossa sinopse:
Mesmo com uma vida aparentemente normal para um jovem de uma cidade grande, o personagem central, um rapaz anônimo e como qualquer outro, não se sente feliz. E o fato de não desconfiar o motivo da tristeza que sente apenas aumenta sua angústia. Com vinte e poucos anos, ele estuda e trabalha, tem uma boa família e uma namorada, mas sente-se constantemente deslocado, como se cada momento que vivesse não fizesse parte de sua vida ou apenas servisse para aumentar o número de questões às quais não sabe responder.

Assim, conversando com seu terapeuta, ele passa a questionar diversos aspectos de sua vida e de sua forma de agir, seja explorando situações que enfrenta no presente ou que se recorda ter vivido anos atrás. Nestas consultas, ele expõe suas dúvidas e temores, vasculha sua essência e seus sonhos em busca de um fio condutor que possa ser usado para costurar o que ele sente, vive e deseja. E, em meio a tudo isso se refugia em velhas canções de blues, cujas letras empoeiradas parecem lhe explicar o mundo e a si próprio de uma forma muito mais satisfatória que os acontecimentos reais.

Escrita por Rob Gordon (escritor responsável pelos blogs Championship Vynil e Championship Chronicles) e Marina Kurcis (estudande de Psicologia e autora do Blog Yellow Submarina), e ilustrada por Mario Cau (autor da ´serie Pieces, NÓS, Burocratia, By the Southern Grace of God e colaborador de civersos projetos, revistas e antologias).

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Terapia - The Blues



A 8ª página de Terapia teve uma boa repercussão, como todas as outras (e, por isso, sou muito grato aos leitores!), mas com um diferencial. Toda a página foi composta com diversas técnicas.

Da arte-final e cores digitais nos quadros pequenos, à releitura de Blues do Robert Crumb, à pintura em técnica mista no fim da página.

E é justamente sobre a pintura que se trata o presentinho de hoje!

Assistam abaixo um vídeo gravado durante a produção dessa pintura!



Os materiais usados foram:
- Papelão de bloco de desenho
- Lápis 2B e 3B
- Nanquim com pincéis variados
- Aquarela
- Guache
- Um efeitinho no Photoshop, depois, pra mesclar bem com o fundo da página.

Foi extremamente divertido fazer essa pintura. Uma técnica que há muito tempo eu não usava, uma explosão de manchas e traços que raramente dá pra usar num trabalho, e aquela trilha sonora...

Aliás, a trilha sonora deste video é de autoria do mago Hugh Laurie (o House!), de seu disco "Let Them Talk", que eu recomendo com ênfase.

Claro, parece trabalho demais pra um quadro que ocupa 1/4 da página, mas sabe quando existe uma necessidade de ser daquele jeito? Foi assim... Acho que de outra forma, não teria conseguido o impacto que essa imagem teve.




Para ler as outras páginas de Terapia, e das outras séries, acesse o site do Petisco!

TERAPIA é uma webcomic, publicada toda quarta no Petisco. Escrita por Rob Gordon e Marina Kurcis, ilustrada por Mario Cau.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Terapia em detalhes


A página de hoje da webcomic TERAPIA já está no ar! E aqui você pode conferir, mais de perto, os detalhes do último quadro.


Queria muito dar um ar mais surreal, místico, ou até religioso pra essa imagem.
Pensei na composição da cama, com o disco e as caixas de som, para formarem um tipo de templo, santuário. A ideia do disco em pé é simular uma auréola.

A paleta de cores é algo que estou suando muito ultimamente. Influenciado pela capa de Powertrio, funciona bem demais. Fora que roxo é uma cor ligada diretamente a nobreza.

Os adornos no lençol não tem um significado certo. Repare que as hachuras no personagem são feitas em verde, o que dá uma leitura bem diferente do que se usasse um tom escuro de roxo.

Tanto os "raios" quando o violão tiveram o traço colorido, de preto para outra cor. No original, é tudo nanquim.

Sobre os pôsteres, eu queria muito desenhá-los à mão, com nanquim, mas me atrasei demais, e usei o Live Trace do Illustrator, e depois usei cores similares às do resto da imagem para compor sem ficar destoante.

E, se vocês acham que essa página foi complicada de fazer, é porque não viram o trabalho que eu vou ter com a próxima... heheh

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TERAPIA é publicada toda quarta-feira, no site Petisco.
Escrita por Rob Gordon e Marina Kurcis, e desenhada por mim.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

TERAPIA

Finalmente chegou o dia! Hoje começa a ser publicado meu novo trabalho, Terapia.

Terapia é uma webcomic, ou seja, uma HQ publicada diretamente na internet. Será atualizada com uma nova página toda quarta-feira, logo de manhã, no novo e super bacana site de webcomics PETISCO!

O Petisco é uma iniciativa de autores nacionais que querem experimentar essa linguagem e novas possibilidades do quadrinho na internet. Além de Terapia, temos as séries Calundu e Cacoré; Demétrius Dante; Nova Hélade e Nanquim Descartável, além de mais duas surpresas que ainda estão por vir.

Terapia é, essencialmente, uma história sobre auto-conhecimento. Conheceremos o personagem principal, um garoto normal, como eu e você, que enfrenta um período complicado internamente. Dividida em capítulos, centrados em suas consultas com seu psicólogo, vamos explorar seus problemas pessoais e descobrir de onde vem e pra onde vai...

E tenho orgulho de dizer que não estou sozinho nessa empreitada.

Divido o trabalho de Terapia com duas pessoais espetaculares.

Rob Gordon, escritor, autor dos blogs Championship Chronicles e Championship Vinyl, grandes inspirações para a Pieces. Rob domina um tipo de narrativa muito intimista, coisa que eu sempre busco com minhas HQs da Pieces.

Marina Kurcis, estudande de psicologia, escreve no blog Yellow Submarina, vai escrever os roteiros com Rob, dando seu conhecimento técnico sobre Psicologia e um essencial toque feminino à HQ!

Eu darei conta da arte.

TERAPIA será publicada toda quarta-feira no site PETISCO!!!

Exclusivamente esta semana, teremos não só UMA, mas TRÊS páginas!!! Fiquem de olho aberto, as duas primeiras páginas já estão no site! A terceira sai hoje no fim da tarde, e partir de semana que vem, voltamos a ter uma página por semana.

Não percam, divulguem e comentem!