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terça-feira, 11 de outubro de 2022

Frequência, Ferrugem, Confiança, Cachorrinhos e Desenhos (Newsletter)

Hoje é meu aniversário! Pra comemorar, trago para vocês um dos textos mais importantes que escrevi esse ano. 

Este texto foi publicado originalmente na Newsletter Quebra-Cabeça, edição 42, em 9/9/2022.

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      Frequência, Ferrugem, Confiança, Cachorrinhos e Desenhos      

(Obs.: Eu ainda não bati o martelo quanto ao nome dessa teoria, mas essa me parece ser a que mais funciona. Tem alguma sugestão?)

Eu voltei a desenhar! 

Então, como eu já vinha falado aqui e ali, com toda a correria dos últimos meses (vida cartas anteriores), por incrível que pareça o que eu manos fiz foi desenhar. Claro, eu desenhei a HQ do Projeto Didático, fiz alguns freelas e rabisquei uma ou outra coisa pra mim. Mas não foi suficiente. E isso tem a ver com a Teoria que eu quero apresentar hoje. É mais uma daquelas minhas teorias, tão usada em sala de aula e que servem pra orientar não só os alunos mas também a mim mesmo. É engraçado, por exemplo, quando eu dava essas dicas para os alunos nas aulas da Pandora e eu mesmo não conseguia aplicar pra mim. 

A coisa é que esse desenho meio idealizado que eu coloco aqui como meta é o desenho que se faz num misto de trabalho e lazer, sem grandes pretensões e que serve como uma forma de aquecimento pata o desenho "trabalho", "oficial". É o hábito de desenhar constantemente, independente da técnica, do tema, do objetivo. É ter tempo e espaço e cabeça para sentar com calma. Só desenhar. 

De certa forma, o desenho permeia a vida do artista profissional e é difícil entender onde acaba o trabalho e começa o lazer ou o estudo. Ultimamente, eu só andava desenhando oque tinha a ver com trabalho. Era menos tempo e cabeça pra dedicar ao desenho, então ganhava sempre o desenho pros projetos e clientes. E esse desenho pode não ser satisfatório num âmbito... emocional?

Enfim, nas últimas semanas, passado o grande rolê da viagem da Monica, eu me vi com mais tempo e espaço (e, eventualmente, cabeça) e fui colocando o desenho de volta nessa rotina. Começar é o mais complicado (e tem a ver com outra teoria, a Teoria do Trem - um dia eu falo dela), porque envolve romper uma inércia. Quando se está acostumado a não desenhar, parece mais fácil usar os tempos que aparecem para resolver coisas mais direto ao ponto, práticas e mundanas. Coisas que dão um resultado meio previsível e satisfatório, justamente por serem fáceis de resolver. E o desenho, nesse ponto, como está meio de lado há um tempo, parece uma montanha mais complicada de subir - e com menor potencial de satisfação. 


Cavaleiro da Lua com umas experiências, um dos primeiros desenhos dessa retomada

Olha, não vou mentir, pegar as coisas pra desenhar e ficar um tempo lá e não sair nada é bem frustrante. Quando digo "não sair nada" é porque mesmo que você desenhe algo e aquilo seja tecnicamente bem resolvido, ainda não satisfaz. Então, até sai o desenho, mas não resolve o que se estava buscando. Isso tem uma ligação, pra mim, com uma nostalgia, uma memória afetiva do desenho tendo aquele papel, aquela sensação, aquela relação. E quando aquilo não acontece...

E isso acontece, eu acredito, justamente por falta de frequência. 



Pessoas

Qualquer coisa que sabe fazer precisa de prática. Mesmo sabendo fazer, tendo domínio consciente de todas as partes daquela coisa, ainda assim, é preciso se manter perto dela, fazendo e dando chance de coisas interessantes acontecerem (como, por exemplo, melhorar naquilo). 

O exemplo que usei hoje na terapia pra explicar isso é uma amálgama de duas vertentes: exercícios físicos, pra representar a parte motora, física de desenhar; e falar um idioma, pra representar a linguagem, aparte mental. Desenho é os dois ao mesmo tempo. E quando existe uma rotina, um costume e uma dedicação a essas coisas, constante, você chega num ponto de fluência e controle, entra num fluxo, num estado mental, onde a coisa acontece sem grandes problemas e, estando conectado dessa forma, o resultado tende a ser satisfatório. Tudo flui. 

Agora, se existe o hábito de se exercitar todo dia e por algum motivo você para, voltar àquilo é um pouco complicado. Quanto mais tempo se passa longe daquela conexão, pior: mis difícil vai ser retomar, porque por mais que exista uma fluência e uma memória, que não se perdem, existe uma ferrugem. É como andar de bicicleta, baita clichê mas funciona. 


O Bátema

E na hora de retomar é preciso ter noção de que provavelmente a coisa não vai fluir da mesma forma. É preciso se reacostumar, pegar o jeito, se adaptar talvez. E nesse processo, se você não tem tempo/espaço/cabeça para ficar lá o suficiente pra desenferrujar, o resultado vai acabar decepcionando - se é que alguma coisa vai sair.

E aí, a frustração com o processo que não rolou como você lembrava e desejava vai tirar o ânimo de continuar engajado naquilo e até de voltar em outro momento. Justamente porque sempre tem alguma outra coisa que precisa ser feita e pode ser mais satisfatória... Mesmo que seja, aiaiai, ficar doomscrolling no seu celular.


O Miarã, antes das cores

Então, minha Teoria da Frequência afirma que, para estar fluente e conectado com o que você ama fazer, é preciso fazer isso constantemente, nem que seja preciso abrir mão de outras coisas. Ficar longe dessa atividade que traz tanta sensação boa e resultados bacanas vai atrapalhar a relação que temos com essa atividade.

No caso de coisas que envolvem criatividade, isso é especialmente complicado, porque pode mexer com o emocional de um jeito mais profundo ainda, afetando sua autoconfiança em áreas além do seu trabalho. E isso acontece comigo. 

Ficar muito tempo sem desenhar me faz questionar o meu desenho, minha técnica, minhas ideias, meus estilos. Questiono a relevância do meu trabalho, das minhas aulas, das teorias, do meu papel na cena. Existe uma força interior, atrelada à criatividade e produção, que está intimamente ligada à minha sensação de valor (maldito capitalismo!) e que me energiza para não só fazer mais do que eu já faço, mas ir além.

Pois. Nas últimas semanas eu venho recolocando o desenho de forma mais frequente na minha vida. Em meio a cuidar das coisas da vida real, eu retomei o hábito de desenhar por desenhar. Ajuda muito o fato de que eu ainda estou entre unidades no Projeto Didático e portanto, sem prazos e metas pra cumprir. Estou desenhando o que dá vontade de desenhar, testando uns materiais, explorando estilizações, confiando no que eu já sei que sei fazer (é menos frustrante). Estou postando esses desenhos no Instagram e Twitter.


Demolidor feito durante uma live no Instagram

E tem sido muito bom. Eu literalmente me sinto BEM quando eu desenho, especialmente quando entro nesse fluxo, essa coisa nostálgica. Eu lembro do porque eu amo fazer isso. Eu me sinto mais forte, mais válido, mais engajado. Sinto vontade de criar coisas novas e quanto mais imerso eu fico nessa experiência, mais eu tenho confiança no que faço e queria criar. E isso é essencial para fazer as coisas, independente de onde elas vão chegar (ou SE chegarão, tanto faz). 


Wolverine no caderno

No meio dessa retomada do desenho, eu recebi pelo Instagram uma coisa muito bacana: um desenho meu, provavelmente de 1992,quandoeu tinha 8 anos. Era a capa de um gibi do Ronaldo, meu personagem. Nela, o Ronaldo, um cachorrinho caramelo, brinca de avião de controle remoto com seu amigo, o Pato Raider, e derruba o avião dele com um "míssil". Olha ela aí, que graça:



A capa tem design editorial, tem narrativa, tem pretensão, tem energia. E achei tão legal revisitar essa capa que decidi redesenhá-la. E fiz isso numa live no meu canal do Youtube, que durou umas 3 horas e foi acompanhada por uma galera (inclusive meus pais, que me viram desenhar a Turma do Ronaldo mil vezes, e o próprio Ronaldo, meu vizinho da época e grande amigo, que inspirou o personagem). A última live que eu tinha feito pra desenhar tinha sido em 31 de janeiro! Dá uma olhada como ficou:



Eu me diverti demais fazendo isso! Revisitar essa infância e a relação com o desenho desde lá atrás me fez muito bem. E continuei. Por causa de um probleminha com os bookplates do Terapia Vol.2, me vi sem poder continuar o envio dos livros, então me voltei aos desenhos originais para alguns apoiadores. E, para garantir que eu estaria afiado o suficiente (lembre, muito tempo sem desenhar, especialmente no tradicional, me faz perder um tanto da precisão e da confiança no traço), fui fazendo desenhos de aquecimento, esses que mencionei acima. Entrei numa onde muito boa de arte-final e estou bem satisfeito com os resultados (não 100%, mas quase). 


Moça ensolarada no caderno

Pretendo continuar com as lives no Youtube e no Instagram, pra desenhar e conversar com as pessoas. Trocar ideias, responder perguntas, fazer desafios. Eu preciso disso, preciso me manter conectado com o desenho, com a criatividade, com a cena, com os amigos, com o que me faz bem. Isso me fortalece. E essa frequência de conexão me permite fluir melhor por estas vertentes da minha vida e, mais que tudo, experienciar o desenho da forma que eu sempre gostei de fazer.


Obi-Wan no papel azul (E uma Batgirl)

Apesar desse textão todo, a Teoria da Frequência é simples. A complexidade vem da forma como a gente se relaciona com aquela coisa que amamos fazer. Cada um tem um jeito de lidar com isso, mas espero que essa reflexão te faça pensar também nas suas relações com as suas coisas, e te inspire também a dar um jeito de se manter conectado a ela, ou, se for o caso, reconectar de vez - e nunca mais parar.

Que bom estar de volta.

PS.: Se você quiser assistir a live onde eu recriei a capa da Turma do Ronaldo, é só clicar na imagem:



PS. 2: Fiz outra live eses dias pra arte-finalizar uma das artes do Catarse, um Beakman. Pra assistir, clica aí embaixo:

sábado, 24 de setembro de 2022

Uma Pinguim Voando Alto (Newsletter)

Este texto foi publicado originalmente na Newsletter Quebra-Cabeça, edição 41, em 29/8/2022.

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      Uma Pinguim Voando Alto      

 

Estou escrevendo esse texto, finalmente, no dia 29 de agosto, e amanhã já vai fazer uma semana que eu devia ter escrito. Mas a vida, sabe como é, vai colocando coisas na frente e nem sempre a gente tá pronto pra fazer oque quer fazer. Comecei a escrever essa edição pelas coisas "menos importantes" e o assunto principal não consegui nem começar. 

É doido como essas grandes coisas da vida são tão grandes que nos pedem mais tempo e reflexão para poderem ser processadas e, aí sim, comunicadas. Tem fichas que parecem não ter caído ainda. O lance é que algo muito importante aconteceu na minha vida e da Monica, e finalmente eu posso contar pra vocês.

Mas calma, não estamos grávidos. :)

Já vai fazer uma semana que a Monica não mora mais aqui. Mas calma parte 2, nós não nos separamos. :)

A Monica está nos Estados Unidos trabalhando como professora em uma universidade, ensinando português. Mas calma parte 3, a história é bem maior que isso :)

Eu gosto de um drama, da narrativa, de criar expectativas para uma história. Também gosto de contar as coisas cronologicamente e dar as informações necessárias. Muitas vezes, isso pode acabar entediando o meu interlocutor (sei que várias pessoas preferiam que eu fosse mais direto ao ponto *). Então vou tentar ser mais resumido, até porque logo vem um vídeo no canal pra falar disso também (tenho públicos diversos, hehe).

Um tempo atrás, a Monica se inscreveu num programa chamado Leitorado, que tem como objetivo criar parcerias entre o Brasil e universidades mundo afora para levar aulas de português aos alunos internacionais. Ela passou em primeiro lugar (orgulho!) numa universidade na Califórnia, mas infelizmente a universidade saiu do programa antes de dar certo. Naquela época, a gente ficou muito empolgado e iríamos juntos pros EUA. Eu ainda era professor da Pandora e naquele momento partir para uma "aventura" dessas me empolgou demais.

Na próxima edição desse edital, ela se inscreveu de novo, dessa vez para uma universidade no estado de Nova York, e passou, de novo, em primeiro (orgulho duplo!). Só que a universidade, após as entrevistas individuais, preferiu contratar a moça que ficou em segundo lugar, muito por ela já morar nos EUA (e isso facilitaria muito pra eles em termos burocráticos). Ela foi, só que no começo desse ano, desistiu da vaga.

Agora, volta um pouco no tempo. Muitos anos atrás, a Monica prestou um concurso para a rede municipal de ensino daqui de Campinas. Ela passou (se não me engano, ficou numa lista de espera logo após os convocados), mas só foi chamada para assumir um cargo em 2018, pra começar em 2018. Seriam três anos de probatório antes de ser efetivada de fato e ter estabilidade e tudo mais. Vieram as aulas, mudança de escola e a pandemia. Em fevereiro de 2022, o probatório concluiu e ela foi efetivada.

Uma semana depois de ser efetivada, a universidade de Stony Brook entrou em contato avisando que a vaga estava aberta novamente e seria dela, caso quisesse.

Nesse momento, eu já tinha saído da Pandora e estava meio preocupado com meu futuro financeiro e tinha que cuidar de todo o gerenciamento da campanha do Terapia Vol.2. Estávamos passando pela reforma dos armários (que rendeu até série de vídeos no meu canal) e tudo parecia instável e incerto. eu estava confiante no que tínhamos combinado: naquele ano eu ia (voltar a ) investir na minha carreira pra tentar chegar onde eu sempre quis chegar e o cargo estável dela na rede vinha bem a calhar. Então, no meio de todas as coisas desmontadas e a incerteza de como seria o futuro, eu fiquei muito inseguro sobre essa grande mudança pros EUA.


Mas em momento algum desencorajei a Mo. Conversamos MUITO, mas MUITO MESMO sobre todas as possibilidades e desenrolares de nossas decisões, numa época que apelidei carinhosamente de Multiverso da Loucura porque tudo que pensávamos fazer vinha com uma série de consequências derivadas que, sei lá por que, sempre culminavam em algo pessimista. Rolava um medo real de decidir por algo que trouxesse problemas futuros, frustração e incertezas. Medo de aceitar, medo de não aceitar.

Enquanto isso, decidimos não contar abertamente para as pessoas enquanto não houvesse mais certezas e informações por parte da Universidade e do Consulado. Tudo dependia muito de como era o programa, quanto pagavam, quais as condições da viagem, da moradia, do visto, etc. Era muita coisa para pensar, saber e planejar. E a gente não queria a expectativa das pessoas pesando... Especialmente porque, graças ao nosso mindset naquela época, parecia que ninguém entendia as questões problemáticas que a gente previa. Todo mundo só dizia (ou diria) que era uma oportunidade maravilhosa e que ia ser incrível e a gente ia amar. Então, quanto não tinha mais informação a gente segurou a informação.

Gradualmente ao longo dos meses seguintes, as informações foram sendo construídas, mas era tudo muito lento e muita coisa era complicado (por exemplo, ninguém cuidaria por nós de moradia, alimentação, plano de saúde, transporte... Tudo seria por nossa conta, menos a documentação e a passagem - da Mo - para os EUA). As coisas iam se acertando e ainda assim, rolava um medo dela perder a estabilidade do emprego aqui, até porque esse programa é de dois anos e depois ela poderia voltar a lecionar na escola que já gostava um tanto. Então, ela pediu uma licença não-remunerada de dois anos, justificando que ia para o Leitorado e isso poderia engrandecer sua experiência profissional e didática e poderia trazer coisas bem interessantes para os alunos da rede municipal daqui que não são falantes nativos de português. Não deram a licença. Ela entrou na justiça ($$$) pra garantir a licença (que é direito dela) e mesmo assim não deram. A solução seria exonerar. O que tiraria a estabilidade dela e a certeza de um emprego quando voltasse. Em meio a tudo isso, ela continuava dando aulas e participando ativamente da escola e conseguiu defender o tão trabalhoso doutorado.

Outra coisa que deixava a gente tenso era que as aulas nos EUA começariam na última semana de agosto, e a Mo precisaria estar lá, de preferência, uma ou duas semanas antes disso. Mas os trâmites burocráticos não andavam tão rápido e o lance da licença não se resolvia. Até que chegou junho e julho, e aí veio o contrato, os documentos de visto, o resultado da ação na justiça, a correria de ir pra São Paulo fazer as coisas do visto e passaporte, resolver moradia, resolver grana, cartão, contas, celular, malas... O visto dela foi aprovado no dia 15 de agosto, o passaporte ficou pronto pra ser retirado no dia 22 e a viagem foi marcada pra dia 22 às 23h, para que ela chegasse na terça, dia 23 e já desse aulas. Pensa numa correria pra tudo dar certo.

Ah, no meio disso tudo, eu decidi não ir em agosto, porque quando as certezas chegaram, ficaria absurdamente caro comprar uma passagem e me manter lá pra voltar depois de uns 15 dias (tenho várias responsabilidades e eventos até dezembro...). Ao mesmo tempo, apareceu o Projeto Didático, que me ajudou a segurar bem as pontas financeiramente por aqui. Terapia Vol2 foi produzido e impresso e eu ainda tinha que enviar tudo pros apoiadores. Passei no FIQ, na CCXP. Muita coisa pra me manter ocupado aqui, inclusive e não menos importante, cuidar do que vai ser feito do nosso apê, do nosso carro, nossas coisas, etc.

Deu tempo de se despedir de muita gente e de contar a coisa toda pra quem não sabia. Mas era, ainda assim, super corrido. A Monica viajou naquela segunda depois de um dia longo e cansativos em São Paulo, onde ela teve que trabalhar preparando as aulas enquanto íamos de consulado para almoço e aeroporto. Nos despedimos e eu, a cada abraço e beijo, ficava mais emocionado, até que desmontei chorando no ombro dela. Era saudade antecipada, medo, cansaço, alegria, orgulho e alívio. Que baita jornada. 


Ela merece demais essa oportunidade. É uma chance de retomar sua carreira acadêmica e é algo que engrandece o currículo e pode gerar coisas muito bacanas lá na frente. Era, pelas nossas estimativas e planos, algo como "a última chance" de fazer algo assim, por causa dos nossos planos futuros, e decidir aceitar essa aventura significa mudar muito do que tínhamos planejado. Mas era agora ou nunca, e foi agora. Estou muito, mas muito orgulhoso dela e dei e continua dando todo meu apoio para que ela se realize nessa nossa etapa.

Ela já chegou naquela terça-feira e deu aula, conheceu um monte de gente, a universidade, os colegas, os alunos, a cidadezinha (é zinha mesmo, fica dentro de Nova York mas lá no meio de Long Island). Agora, já estabelecida, confortável e confiante, as coisas ficaram mais tranquilas. Ela está feliz! É uma mudança imensa e muito difícil, mas deu tudo certo. 

E eu?

Bom, eu fico aqui até dezembro. Após a CCXP, tendo resolvido todos meus projetos e trâmites, vou para o EUA morar com a Monica até o fim do Leitorado. E vai saber oque mais vem pelo frente, né? Essa mudança é imensa para mim também e traz oportunidades muito interessantes. Faz muito tempo que quero entrar no mercado/cena americanos. E apesar de saber que não preciso estar lá, presencialmente, pra isso, estando lá pode abrir outras portas. Ainda estou trabalhando no Projeto Didático, ainda tenho envios de Terapia pra fazer e eventos pra ir. Ainda tenho projetos pra desenvolver, mas tudo isso pode ser feito em qualquer lugar, desde que eu tenha como continuar trabalhando, escrevendo, gravando, editando, desenhando, criando. 

Ufa, acho que é isso. Obrigado por ter lido tudo isso! Tem sido um ano e tanto pra Família Pinguim, mas estamos felizes e aliviados agora. E empolgados com oque vem pela frente. Mais uma vez, todo meu amor e apoio pra Professor Dra. Monica, amor da minha vida. Logo a gente vai estar juntos de novo.



Voa alto, Pinguim! 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

MONSTRUÁRIO VOL.2 - Novidades!

Oi, pessoal! Hoje é dia de NOVIDADES sobre o segundo volume de MONSTRUÁRIO!

Se você me acompanha também pelo YouTube (acesse meu canal pelo link), deve ter visto o vídeo onde comento o evento Comic Con Floripa, onde eu e o Lucas estivemos em Junho. Neste vídeo, revelamos, pela primeira vez, a capa de Monstruário Vol.2. 

O quê? Você não viu?  Não se preocupe, jovem. Hoje é dia de relembrar, e divulgar mais uma vez a capa de nosso novo trabalho. E não é só isso: agora, com a sinopse e algumas páginas! Com vocês, MONSTRUÁRIO VOL.2:

CAPA:


TEASER:








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SINOPSE:
            Em um mundo onde todos são obrigados a registrar seu monstro em um departamento do governo, Lucia Drummond, que trabalha digitalizando antigas fichas de monstro, encontra uma pessoa sem monstro. Quem é essa pessoa e o que significa viver sem monstro... ou seja, sem medo?

            A busca de Lucia Drummond pela verdade sobre Darcy e o real papel dos monstros na vida das pessoas continua em Ouro Preto, onde estão os arquivos do Departamento de Monstruário do Hospital de Barbacena. Sua jornada, arrancando-a da inércia de uma vida burocrática, a levou ao encontro de pessoas peculiares e estranhos lugares, mas a poucas respostas.

            Agora, Lucia precisa compreender qual é o significado de seu monstro, o Banshee, enquanto revisita seu passado e suas relações, numa investigação profunda que trará conclusões poderosas através da única forma de conhecimento que pode salvá-la: o conhecimento de si própria.
            Mas, quando há a necessidade de confrontar seu próprio medo, estaria Lucia olhando para seu monstro, para o abismo ou para um espelho?

            Nesta sequência direta da história iniciada em Monstruário Vol.1 (2017), os autores abrem, mais uma vez, as portas para esse universo de monstros pessoais e seus empoeirados arquivos. Em rota direta para a conclusão da saga de Lucia, os leitores novamente são convidados a refletir sobre seus próprios monstros: quais são seus medos reais, e como eles agem para limitar suas vidas… ou para impulsioná-los à verdade sobre si mesmos.

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EQUIPE CRIATIVA:
Roteiro: Lucas Oda
Arte: Mario Cau
Cores: Danilo Freitas
Projeto Gráfico: Maria Paula
Letras: Cadu Simões

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CITAÇÕES:
“Você nunca teve a sensação que sempre conversa com alguém? Um alguém que está o tempo todo contigo? Que silenciosamente te escuta e sutilmente te inspira? “Monstruário”, embora possa ser aterrador num primeiro momento, com essa trama de uma realidade onde monstros pessoais são catalogados, é, na verdade, imerso num lirismo e poesia que nos embala, nos assusta e principalmente nos coloca no caminho (se já não estivermos) do entendimento do que é importante termos para vivermos e convivermos neste mundo.”
- Laudo Ferreira, quadrinista, do seu texto de apresentação.


“Testemunhamos tempos estranhos. Preconceito, ódio, obscurantismo e principalmente falta de empatia têm suas vozes amplificadas (e até legitimadas). E o medo, esse sentimento primordial, está permeando a vivência de quem não compactua com propostas velhas e perigosas.
Ainda não sabemos o que virá pela frente, mas se tem algo que eu gostaria que ficasse claro na sua leitura do “Monstroverso” é que uma sociedade regida pela ignorância, medo e preconceito não tem como dar certo. Seu futuro está, inegavelmente, comprometido.
A nós, que somos livres, resta lutar para que não deixemos o nosso medo tomar conta, nem o medo infundado nutrido por “eles” vire regra. (..) Sejamos maiores que os medos.”


- Mario Cau, quadrinista e coautor, de seu prefácio.
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Monstruário Vol.2 será publicado pela Jupati Bpooks, selo da Marsupial Editora, assim como o Volume 1. Não há data ainda para o lançamento, mas não deve demorar tanto. Assim que tivermos novidades, divulgaremos em todas as redes sociais, inclusive datas de sessões de autógrafos.

Agradeço de coração a todo o apoio e confiança que vocês, queridos leitores e amigos, nos dão. Sabemos que leva mais tempo do que a gente queria para os livros serem publicados, mas é assim que a máquina anda, e fizemos um trabalho muito especial para vocês. Tenham certeza disso. 


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Entrevista - Universo Épico

Já está no ar a entrevista que eu e a AnaLi demos ao programa Universo Épico (veja mais informações aqui). Falamos dos nosso trabalhos mais recentes, e eu falei bastante sobre Monstruário.

Você pode assistir no canal do programa no YouTube, mas como eu sou bonzinho, aqui está pra vocês:




Abração pro pessoal do Universo Épico pelo espaço e peça força pros autores da região!

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Evento - CCXP 2017

Está chegando a hora! O maior evento de cultura pop do país começa no dia 6 de dezembro (com a Spoiler Night), e vai até o dia 10, no São Paulo Expo, na capital paulista.

Estarei lá no Artist Alley (completando a minha 4ª participação no evento, veterano!) na mesa C02, acompanhado da minha querida esposa e parceirona de eventos Monica, e do Lucas Oda, roteirista incrível do novo lançamento, Monstruário - Volume 1!


Como já falei antes no Blog'n'Roll, nosso novo livro será lançado pela Jupati Books, selo da Marsupial Editora, na CCXP. A pré-venda já está rolando na Amazon. Mas para garantir seu autógrafo e conhecer meus outros trabalhos, é só correr pra mesa C02 e bater um papo com a gente.

Além de Monstruário, claro, teremos mais HQs de minha autoria, como Terapia, Morphine, Quando a Noite fehca os olhos e, claro, Pieces - Partes do Todo.

Esperamos vocês lá!







sexta-feira, 25 de março de 2016

Resenha - Terapia Vol. I - 31 de Março

Terapia ganha mais uma resenha cheia de elogios!

É mais uma resenha super bacana! Desta vez, a Marina do blog 31 de Março nos presenteou com suas opiniões sobre nossa HQ e nosso primeiro livro, publicado pela Novo Século em 2013. 

"Me identifique com o rapaz logo nas primeiras páginas, e a forma como os sentimentos dele foram ilustrados me lembraram de várias vezes em que me senti da mesma forma. Não só me identifiquei com o que estava vendo como também gastei um bom tempo admirando os detalhes, as cores e as ideais nas páginas. A ideia de Terapia é original e interessante e a própria forma como os autores conduziram Terapia torna a HQ única e envolvente, sentia como se cada dúvida e questionamento do rapaz fossem minhas também."

Eu, Rob e Marina gradecemos de coração pelo carinho e pelos elogios, Marina! Leia a resenha completa neste link e deixe um abraço e seus comentários para ela!

Para conhecer e acompanhar o trabalho dela, você pode acessar o Blog, o Facebook, o Skoob e o Twitter.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Eventos - FIQ 2015 [atualizado]

Está chegando um dos eventos mais aguardados pelos autores e leitores de histórias em quadrinhos do Brasil: o FIQ!



O Festival Internacional de Quadrinhos acontece a cada dois ano, em Belo Horizonte, e cresce a cada edição. Cada edição do FIQ evidencia a potência criativa dos autores brasileiros, dos independentes às editoras e à web, e é um momento de confraternização, debate, contatos, amizade e parcerias.

Eu vou ao FIQ desde 2009 e fiquei apaixonado desde então. É algo que está no meu cronograma desde então, e sempre movimento meus compromissos em torno da ida a BH para participar desse evento magnífico, encontrar meus amigos autores, meus amigos leitores e também conhecer muita gente nova: toda vez tem autores novos, leitores novos, todos muito empolgados e interessados. E claro,  é o momento ideal para lançar novos trabalhos.



Por isso, eu e o André escolhemos o FIQ para ser o lançamento oficial de "Quando a noite fechaos olhos", nossa nova graphic novel. Já falei dela por aqui, lembra?


Além de "Noite", participo de outros títulos que serão lançados lá no evento. "Aqui e Acolá". Será lançado no evento o livro "Aqui e Acolá: histórias dos dois lados do Atlântico", do selo Jupati Books, que traz oito HQs criadas em parcerias inéditas entre quatro quadrinistas portugueses e quatro autores brasileiros. Do lado de Portugal, temos Carla Rodrigues, João Mascarenhas, Osvaldo Medina e Pedro Serpa. Representando o Brasil, temos Brão Barbosa, Laudo Ferreira Jr., Mario Cau e Samanta Flôor. Assino a ilustração da capa, que tem design do Flavio Soares, e também um roteiro (com arte do querido Pedro Serpa), e a arte de uma HQ divertida (com roteiro da Carla Rodrigues).


Também estou na antologia "Um cara que caiu do céu (e não sabia nada da vida", uma HQ com roteiro do Charlles Lucena e arte de um time espetacular. É a estreia do psiquiatra Charlles Lucena como roteirista de quadrinhos. A arte da epopeia de um alienígena pelos sentimentos e vivências que permeiam a condição humana está nas mãos de alguns dos maiores quadrinistas da nona arte nacional: Mika Takahashi, Shiko, Jean Diaz, Vitor Cafaggi, Magno Costa, Mario Cau, Gabriel Jardim, Thobias Daneluz, Camilo Solano, Felipe Nunes, Luciano Salles, Eric Peleias, Daniel Hdr, Leonardo Romero, BRÄO, Renato Quirino, Gustavo Borges, Jack Herbert, Igor Tadeu e Rogê Antonio. 




Estarei no estande #12, com meus irmãos do Petisco Webcomics. Todos teremos lançamentos e promoções bacanas. Não deixem de passar por lá dar um abraço e bater um papo. E claro, conhecer e adquirir nossos títulos.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Eventos - FIQ e CCXP em 2015

2015 vai ser um ano espetacular, com dois dos maiores eventos de Quadrinhos do Brasil. E eu estarei nos dois! Terei novidades: novo livro, novos prints, originais e quem sabe uma surpresa... ;)



Programe-se!

FIQ - 11 a 15 de novembro de 2015

CCXP - 3 a 6 de dezembro de 2015

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Evento - CCXP

Um dos eventos mais aguardados do ano - se não o MAIS aguardado! - está chegando! A Comic Con Experience vai trazer ao Brasil, pela primeira vez, a experiência de um evento internacional nos moldes das Comic Cons de San Diego (fui em 2008) e de Nova York (fui em 2012). Já vi como esses eventos são, e estou muito empolgado!

Estarei lá nos dias 5, 6 e 7, na Mesa 108 do Artist Alley (mapa abaixo), com o Daniel Esteves, roteirista premiado e parceirão de longa data. Teremos nossas HQs e lançamentos especiais.







Também participo do painel "Quadrinhos Digitais: a próxima fronteira", onde debateremos a publicação de HQs online com a participação de Vitor Cafaggi, Ana Recalde, Cadu Simões e Fábio Coala.

Não perca! O evento será épico. Você pode conferir a programação completa no site oficial do evento: CCXP.com.br


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

2014 - Muita produção!

O ano de 2014 está chegando ao fim, e agora, com a agenda um pouco mais tranquila, posso olhar para trás e perceber o quanto trabalhei. Especialmente com Histórias em Quadrinhos!




Este também foi um ano muito especial para eventos. Não tivemos o FIQ, a grande meca das HQs nacionais, mas em contrapartida tivemos MUITOS eventos, e pude participar de alguns deles. Neste final de ano , fecho minha agenda de eventos com muita alegria, presente em três (Brasil Comic Con, Santos Comic Expo e Comic Con Experience). Alguns dos projetos que desenhei serão anunciados ou lançados agora no fim do ano... :)

É muito bom ver que, 10 anos após o início da minha produção autoral, e cerca de 7 após minha primeira publicação impressa, tenho a oportunidade de ser convidado para diversos projetos. Não dá para participar de todos, é claro, e sigo uma filosofia básica para decidir em qual projeto me envolverei (posso falar mais sobre isso noutra ocasião).

Em 2014, você já sabem da produção de Terapia, webcomic que produzo com Rob Gordon e Marina Kurcis, e que hoje está em seu 10º capítulo e tem um livro publicado e dois Troféus HQMIX. Conheça, leia e curta não só no site, mas também na página do Facebook.

Em setembro, durante a Gibicon de Curitiba, lancei Morphine, meu novo livro, que vem tendo resenhas muito positivas. Você pode conhecer mais sobre Morphine neste link e comprar pela minha Loja Online.



Além disso, participei de 321: Fast Comics, projeto bem-sucedido no Catarse do Felipe Cagno, onde co-escrevi e desenhei uma HQ, que contou com cores do Caio Yo. Você pode conhecer mais sobre o livro no link acima!



Recentemente, foi anunciado o livro Um ROCK Para Caçador, capitaneado pelo André Caliman, onde escrevi e ilustrei uma HQ com o Keith Richards, lendário guitarrista dos Rolling Stones. Esse livro tem seu lançamento no dia 28/11 na cidade de Caçador - SC.



Mas ainda não acabou! Alguns outros projetos serão anunciados ou lançados em breve, e tem mais para o ano que vem... Aguardem!

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