Mostrando postagens com marcador materiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador materiais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Testando materiais de desenho do Japão!

Oi, pessoal! Neste post, deixo algumas imagens em alta resolução para acompanhar meu mais recente vídeo no YouTube. Testei várias canetas e brushpen incríveis que trouxe da minha viagem ao Japão em março de 2019. Abaixo, você pode baixar as imagens que o resultado dos testes e os nomes das canetas, e claro, o link para você assistir o vídeo.
















sexta-feira, 3 de maio de 2019

YouTube - Materiais Fantásticos, parte 2

Oi, pessoal! Tudo bem por aí? Já está no ar, no meu canal do YouTube, a segunda parte de uma pequena série sobre minha viagem ao Japão, em março de 2019. Neste vídeo, vou dar uma de blogueirinho e fazer um UNBOXING dos materiais que comprei nas três lojas mostradas no vídeo anterior. Tem um monte de materiais bacanas! Logo farei a terceira parte da série, com demonstrações e resenhas de alguns dos materiais mais legais dessa lista. Se tiver algum que você gostaria de conhecer mais, é ´so me falar nos comentários. (Se vocês quiserem mais dicas de viagem, posso considerar fazer um vídeo só sobre isso! O Japão é incrível, e apesar de termos ficado pouco tempo lá, tem várias dicas bacanas pra se virar sem estresse.) Espero que curtam! Assinem o canal, curtam e compartilhem, aquele lance de sempre. E se tiverem alguma pergunta, é só deixar aí nos comentários e eu respondo assim que puder!

Para assistir o vídeo, clique na imagem abaixo:



(Para assistir o primeiro vídeo dessa série: https://youtu.be/S_9EVdMfIY0 )

terça-feira, 23 de abril de 2019

YouTube - Materiais Fantásticos, parte 1

Oi, pessoal! Tudo bem?

Este post é para anunciar que o segundo vídeo do meu canal (o quê? Você não sabia que eu tenho um canal no YT? Mas clique já aqui e corra assistir!) já está no ar!

Intitulado "Materiais Fantástico e onde encontrá-los", é a primeira parte de uma pequena série sobre minha viagem ao Japão, em março de 2019. Neste vídeo, vou apresentar e comentar três lojas bacanas e ainda explicar um pouco sobre como é comprar com Tax Free no Japão, assim como dar umas dicas da viagem, caso você vá pra lá.

Como o objetivo do canal - e deste vídeo- não é ser um guia de viagem, foquei apenas nas dicas das lojas. Mas se vocês quiserem mais dicas de viagem, posso considerar fazer um vídeo só sobre isso.

Espero que curtam! Assinem o canal, curtam e compartilhem, aquele lance de sempre. E se tiverem alguma pergunta, é só deixar aí nos comentários e eu respondo assim que puder!

Para assistir, é só clicar na imagem logo abaixo!








terça-feira, 12 de abril de 2011

Arte-Final: Materiais e Técnicas, parte IV

Olá novamente! Finalmente é hora de mais um post sobre materiais e arte-final. Desta vez, vamos nos concentrar no que chamo de canetas brushpen de ponta emborrachada.



Kuretake No. 55 Double Sided Brush Pen - Hard & Soft

Essa caneta é muito versátil. Tem duas pontas, sendo uma brush, simulando pincel, e outra fina, dura e com jeito de hidrocor/ponta porosa. A ponta de pincel é boa, mas não tão boa. Ela seca muito no meiodo traço, mas sem deixar aquela caracterítica de "pincel seco", e sim um rastro que lembra giz, ou mesmo uma canetinha hidrocor com pouca tinta. Para traços rápidos e curtos, ela funciona muito bem. Costuma borras um pouco.
Na verdade, eu uso muito mais a ponta porosa dela, pra traços mais finos e sem modulação, e para escrever.

Zebra sem nome certo

Esta será um mistério. Eu a compro na Casa da Arte em Campinas, quando tem. Não achei em muitos lugares, e nenhum site até hoje me disponibilizou essa caneta. Imagino que na Liberdade, em São Paulo dê pra achar. Ela é igual à caneta mostrada abaixo, mas com a diferença de uma ponto mais grossa e dura.
Ela é muito boa de usar. Imita bem o pincel, tem uma modulação de linhas decente e se você não raspar o braço no traço logo depois de fazê-lo, ela não borra.
Acaba soltando um pouco com água, é verdade, então dá pra fazer uns testes com aguadas.
Meu único problema com ela é que, durante o uso, sua ponta começa a perder forma, e vai afinando. De uma ponta cilíndrica homogênea, ela termina com um biquinho fino que quase impede o movimento exato dela. Talvez não seja motivo pra implicância, mas aqui incomoda.
A tinta acaba antes da ponta estragar, o que é ótimo emcomparação com as pontas de feltro/porosas.
Ela vem num pacotinho de plástico que lembra um saquinho, como na caneta acima. Assim como abaixo, ela tem um corpo que imita madeira (mas é de plástico), e um tipo de logo com ideogramas na base. Tampa preta


Pilot Brown Body Brush Pen - Soft Felt Tip
Praticamente a mesma coisa da caneta da Zebra mencionada acima, mas com corpo mais fino, ponta menor e um pouco mais duradoura. Depois que descobri esta, parei um pouco de usar a da Zebra. Esta, da Pilot, tem um traço mais fino, e pros mais grossos acabo usando outras canetas.

Pilot Pocket Brush Pen - Soft

Com ponta mais macia que a da Pilot acima, esta caneta é uma boa para sketches e estudos, mas costumo não usar na arte-final oficial. Ela seca um pouco mais devagar, e isso faz com que eu borre algumas linhas conforme vou movendo o braço pela página. Já num sketchbook, é bem divertida.
Ela é compacta, do tamanho da Pentel Pocket Brush Pen (de cerdas) já mencionada em outros posts. Cabe no bolso e é leve. Tem uma linha no corpo que mostra o nível da tinta, apesar de não ser recarregável.
Como uso pouco, a tinta não acabou ainda e a ponta não estragou de nenhuma forma.

Como sempre, as canetas podem ser encontradas no JetPens, exceto a da Zebra, que eu não achei em nenhum até agora.

Este post tem como objetivo mostrar possibilidades e materiais diferentes que nem sempre optamos por usar, mas que podem facilitar e muito o trabalho do arte-finalista. Apesar de oscilar entre umas e outras, dependendo do trabalho, sempre prefiro voltar ao pincel de verdade. Nos bons dias, o resultado é melhor em todos os aspectos.

Claro, existe a necessidade de saber controlar o material, para obter o resultado que você quer. Não adianta continuar usando um pincel se você quer um resultado de caneta.

Nenhuma habilidade manual boa vem fácil ou inserida no pacote. Existem facilidades, mas tudo pracisa de prática, estudo e dedicação.

Para finalizar o post, segue outra arte-final que fiz como aquecimento. Lembrando que o desenho não é meu, só a arte-final. Esse lápis é do Marko Djurdjevic, seguido da arte-final sem tratamento e depois a mesma com levels e contrastes ajustados.





quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aquecimento II

Dando continuidade à série de postagens com as artes-finais que estou fazendo para aquecer antes de cair nas páginas oficiais.

Dessa vez, é um desenho do Bruce Timm, um dos grandes mestres da estilização. Perceba que o lápis dele é bem solto, mas ao mesmo tempo, marca o essencial das formas. Sem frescura nenhuma, já que, provavelmente, viria uma arte-final direta, e cores chapadas, no melhor estilo das animações da Liga da Justiça.

Usei somente pincel Windsor & Newton Série 7 nº 2 nesse. As inclusões de manchas, sobras, hachuras, foram, em alguns momentos, recursos para esconder uns errinhos (pois é, a gente erra às vezes) ou para dar volume e um pouco mais de peso na imagem, já que ela ficaria em PB.

Segue o lápis, a arte-final sem tratamento, e a versão final, depois de levels e contrastes ajustados.





terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aquecimento I

Como prometido, segue um post com uma arte-final feita como aquecimento.

O desenho é um Wolverine, desenhado pelo Clayton Henry. Perceba que o lápis dele é muito controlado, muito certinho. Todas as linhas estão muito bem colocadas para que o arte-finalista não se perca. Isso é muito comum em desenhistas de HQ de super-heróis, principalmente porque nem sempre o arte-finalista tem contato direto com o penciller, e óbvio, porque os dois não são a mesma pessoa.

A arte-final foi feita sobre o desenho transformado em azul (uso só o canal de ciano aqui, e imprimo mais suavemente). Esse é o resultado direto do scanner, sem alteração de cor ou contraste.
Veja que eu optei por um traçado mais solto e mais expressivo, tentando não perder a essência do desenho do Clayton.


Arte-final feita inteiramente com a caneta Kuretake No. 30 Double Sided Brush Pen - Hard & Hair Brush. Essa imagem é a arte-final já tratada, com o canal de ciano pagado e o contraste mais pesado. Não gostei muito do resultado pois ficou um pouco pixelado, mas acontece.

Arte-Final: Materiais e Técnicas, parte III

Olá, pessoal!

Com vários dias de atraso em relação ao planejado, está no ar a terceira parte dos textos sobre materiais de arte-final.

Hoje vou falar de canetas-pincel (ou brush-pens) com ponta porosa e/ou de feltro. Esse tipo de caneta é um pouco mais comum de achar por aí.

Bom, falado isso, deixe-me abrir mais um parêntese. Moro em Campinas - SP, e quase todos meus alunos moram aqui ou em cidades por perto. Aqui na cidade, temos uma loja de materiais artísticos decente, a Casa da Arte. É, só uma. E por ser só uma, lugar onde é mais garantido de achar nosso materiais costumeiros, talvez role algum tipo de dumping, de monoólio, sei lá. Mas é o lugar que temos, e mesmo lá, não dá para achar tudo que queremos. Por exemplo, no post anterior falei sobre canetas-pincel com cerdas. Nunca vi uma unica dessas lá. As que tenho e uso foram compradas em São Paulo, ou importadas da Dick Blick ou da Jet Pens. Dizem que dá pra achar quase tudo na Liberdade, mas como não vou pra lá há anos, n]ão sei sdizer nem se tem mesmo, nem preços, nem onde achar.

Fechando o parêntese, voltamos ao que interessa.

Essa ponta, que eu chamo de porosa, na verdade é em forma de pincel, mas o meterial do qual é feita é diferente das cerdas artificiais que já mostrei. A ponta aqui é feita de feltro, pelo que me parece. Quem já usou aquela caneta PITT da Faber-Castell sabe do que estou falando. Ou as canetas da Tombow, aquelas com ponmta de pincel (veja aqui).

Os benefícios delas estão mais ligados à limpeza e rapidez de uso. Não precisar do pote de água, de nanquim, papel de rascunho, e não ter que sujar dedos, e ter que lavar pincéis, tudo isso contribui positivamente para esse tipo de caneta. Ela é rápida de usar. Dependendo do jeito que usamos, o traço simula muito bem o de um pincel.

Outro ponto positivo é o preço. Elas costumam custar bem menos que as de cerdas, os preços são similares às canetas de nanquim descartável, daquelas zero-três, zero-cinco...

O ponto negativo, e é aí que o bicho pega, é a durabilidade da ponta. Se você testar qualquer uma delas, vai ver que elas duram por alguns dias. Quanto mais se usa, e quanto mais ênfase você dá no uso delas, mas a ponta sofre. Essa ponta, por ser de feltro, vai se desgastando com o uso, com o atrito no papel, e eventualmente, espana. Ela começa a abrir na ponta, perdendo totalmente a possibilidade de um traço fino e suave. Geralmente isso vem antes de acabar a tinta, então você fica com uma caneta que só faz traços grossos e meio irregulares.

Bom, vamos aos links das canetas e explicações. Segue abaixo uma imagem com a comparação entre as minhas canetas mais usadas.




Faber-Castell PITT Big Brush
Essa é uma caneta grande, com a ponta mais grossa que o normal. Acho ela muito versátil para cobrir áreas de preto chapado mais ou menos grandes nos desenhos, principalmente quando estou em lugares que não dá pra usar nanquim e pincel. A ponta dela sofre do mesmo mal já mencionado: ela espana muito rápido, então não sei se é uma ótima ideia como único recurso de arte-final. Se você quiser desenhar mais desencanado, é bem divertido.

Faber-Castell PITT Artist Pen
Essa é relativamente fácilde achar por aí. Essa caneta, que vem em várias cores, tem uma ponta bem mais fina que a anterior, mas eu uso para o mesmo fim: preencher áreas de preto. Às vezes, faço toda a mancha em nanquim e pincel, mas para ter um controle melhor, deixo bordas brancas ao redos de cenários e personagens, para depois vir com a PITT e cobrir essas áreas. A ponta dela, como já disse, dura pouco. O preço aqui é convidativo, de certa forma. Aqui custa uns R$ 11,00. Não sei se vale tanto a pena como único material de arte-final, mas é um extra bacana pra ter de plano B. As várias cores não ajudam muito para pintura, pois a ponta é fina, mas é legal testar algumas cores. Eu tenho uma sépia, uma azul indigo, que uso às vezes para desenhar no sketchbook.
Lembre de sempre comprar a caneta com o "B" na tampa, pois ela tem pontas padrão também.

Tombow Fudenosuke Brush Pen - Hard - Blue Body

Essa série da Tombow tem duas variantes: corpo azul e corpo verde. A azul é mais fina e mais dura. É ótima para pequenos detalhes, ou algum efeito mais pontilhado. Como a ponta é mais dura, você tem um controle melhor da espessura do traço, então fazer aquela linha mais fininha pode ser mais fácil. De novo: a ponta não dura tanto quanto poderia. Logo ela perde aquele bico bem fino e vira um bico arredondado, e parte da magia acaba aí.

Tombow Fudenosuke Brush Pen - Soft - Black Body

Apesar do nome ser "black body", ela é meio esverdeada. Essa caneta eu já achei na Casa do Artista em São Paulo algumas vezes. Repito o mesmo que foi dito acima. Elas são quase iguais, só muda um pouco a dureza da ponta.

Kuretake No. 14 Pocket Brush Pen - Hard
Essa caneta é a melhor dessa leva. Ela tem a ponta que mais se assemelha a um pincel no resultado. Apesar de ser uma "hard", ela tem uma macieza bacana, um controle bom das linhas. Claro, ela perde a ponta com o tempo, mas essa foi a que mais durou. A tinta foi acabando mas a ponta ainda estava decente. Eu a uso direto, para fazer rostos e mãos que estão pequenos no papel, mas raramente a uso no sketchbook ou outro lugar.

Micron Pigma - nanquim descartável
Essa série é daquelas canetas "genéricas" de nanquim, com a ponta porosa comum, sem ser simulação de pincel. São facilmente encontradas, mesmo em outra marca. Eu acho as da Micron muito boas, comparadas com outras tipo Staedler, Stabilo e Uniball. São extremamente versáteis, mas não simulam pincel. Se você quer um traço mais técnico, sej para arte-finalizar balões ou requadros, seja para desenhar os personagens, ela é ótima. Recomendo ter uma ou duas dessa série, nunca se sabe quando vai precisar.
Essa série tem sim uma caneta com ponta de pincel, que vem indicada com "Brush" na lateral da caneta e um "B" na ponta. Ms essa foi a pior beushpen que eu já usei, dura muito menos que todas que já mencionei.

Bom, por enquanto é só. Vou postar aqui no blog também, uma série de desenhosque ando fazendo para aquecer a mão e os pincéis para arte-final. São desenhos de outros artista,s mas estou fazendo a arte-final. Fiquem de olho!

No próximo post de materiais, falarei das pontas emborrachadas e pincéis! Até lá!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Arte-Final: Materiais e Técnicas, parte II

Olá a todos! Finalmente, vamos à segunda parte do textos sobre materiais de arte-final.

No texto anterior, falei sobre os materiais "pré-ink", ou seja, papel, lápis, borracha. A arte-final (ou inking) é a etapa do processo de criação de uma ilustração ou HQ que envolve passar nanquim sobre os traços a lápis do desenhista (que pode ou não ser você mesmo).

Parece simplista, colocar dessa forma, mas em essência, é isso mesmo. O ponto crucial de se entender, é que o arte-finalista NÃO é só um mero traçador/contornador. Quem já assistiu "Procurando Amy", do diretor Kevin Smith, sabe que existe um debate hilário entre os personagens principais, artistas de HQ, sobre o arte-finalista ser um "tracer", ou seja, o cara que só passa linhas pretas em cima de outras a lápis, como se "tirasse" o desenho com papel vegetal. Achei essa cena no youtube, infelizmente sem legendas.

O arte-finalista é responsável por muitas vezes complementar o desenho do desenhista. Este, dependente do estilo, pode deixar vastas áreas de preto para serem preenchidas pelo arte-finalista, que também pode acabar fazendo hachuras, modulação de linha, separação de planos, e até algumas decisões de foco na cena.

Um ótimo livro sobre o assunto é o "The Art of Comic Book Inking", de Gary Martin. Existiram duas edições, e depois uma especial com os dois livros em um. Ele vem com várias dicas de materiais, técnica, e exemplos de arte-final de grandes nomes da área. Além disso, vem com pranchas, em papel decente, com uma página do Steve Rude para você treinar. Segue um link no Amazon. Não achei o primeiro, mas é o mesmo nome e mesmo autor, dá pra procurar.

Além disso, o tio Gary Martin mantém uma galeria no DeviantArt com vários trabalhos. É uma ótima ideia visitar sempre que possível e entender o que exatamente o arte-finalista faz sobre os lápis.

O arte-finalista deve, então, colocar um pouco de si no trabalho. Ou muito. Certas equipes criativas trabalham juntas por anos, como o caso de Jim Lee e Scott Williams. O trabalho solo de cada um nunca é tão interessante quanto a parceria. Leva um tempo para um desenhista e um arte-finalista se entenderem.

Bom, em se tratando de materiais, agora, vou mostrar um pouco das canetas que costumo usar.

Minha arte-final tem imensas doses de pincel. Mesmo quando uso o Pain Tool SAI para arte-finalizar, configuro os brushes para me darem um resultado próximo de pincéis.

Me interessa muito a modulação da linha, que nada mais é do que a possibilidade de engrossar e afinar as linhas conforme a pressão da mão. Mas o digital raramente consegue simular o efeito de um pincel seco de forma satisfatória. Tem coisas que só um bom pincel faz.

Vou mostrar hoje as canetas brush pen que uso, mas só as pontas de cerdas artificiais. O lance dessas canetas é que elas possuem "pelos" na ponta, que dão forma de pincel. Não são pelos naturais, como a maior parte dos pincéis de cabo de madeira, e sim, um material sintético.

Podem ter dois tipos de carga: uma carga normal, fechada no corpo da caneta, que acaba eventualmente; e um cartucho ou refil, cheio de tinta, que você pode trocar quando acabar. AS tintas nem sempre são permanentes como o nanquim. Algumas soltam com água, outras não têm um tom de preto tão profundo. Mas tudo isso pode ser contornado (sem trocadilhos).

Bom, segue uma imagem com testes das minhs canetas.


Bom, vamos aos links e comentários para essas canetas, na ordem da imagem acima.

Pentel Standard Brush Pen - Medium Tip

Essa caneta foi a primeira que usei quando comecei a me interessar por brush-pens. Ela tem um corpo oco, onde fica a tinta. Esse corpo, refil, pode ser comprado avulso, e tem várias cores para escolher. Eu mesmo já comprei vermelho, azul, marrom, para testar e brincar. Ela dá uma linha bem gostosa, se você trabalhar devagar. Quando o traço é mais rápido, aí ela seca mais rapidamente também, e o traço fica com aquele feel de drybrush.
Se a tinta comaça a rarear, você pode apertar o corpo oco, que age como uma bombinha, e manda mais tinta para a ponta. Às vezes isso faz a caneta pingar, então, cuidado.
Quem usa essa caneta vez ou outra é o Rafael Grampá. Já o vi desenhando e o ritmo dele é bom com o ritmo da fluidez da tinta, mais moderado e cuidadoso, deixando os efeitos de dry-brush para quando necessários.
Essa caneta é uma das que eu menos uso.

Parêntese! Um dos arte-finalistas que me fez procurar essa caneta é o Mitch Breitweiser. Ele usa essa caneta, mas mergulhando-a no nanquim. Acho que hoje em dia ele deve usar mais pincel, mas na época vi um vídeo dele com um tutorial de arte-finalque merece registro. Aqui vai o link pro DeviantArt dele e para o vídeo. Fecha parêntese.

Pentel Pocket Brush Pen for Calligraphy
Essa caneta é uma delícia. Ela tem um padrão parecido com a acima, mas é bem menor. Seu tamanho é de bolso mesmo, e o corpo, de plástico mais duro, lembra canetas mais chiques, daquelas que advogados e etcs levam no bolso. A ponta é do mesmo esquema que a acima, mas é um pouco menor e sua fluidez é quase constante. Não tem como apertar seu corpo, então tem que se contentar um pouco com a fluidez dela. Esse modelo do link não vem com refil, mas a JetPens vende uma cartela com refis e caneta, e também caixinhas com refis.
Ela é mais elegante, portátil e versátil.
Já vi o Grampá e o Fábio Moon usarem ela.

Kuretake No. 8 Fountain Hair Brush Pen
Essa é a minha favorita nas brush-pens com cerdas. Ela tem um corpo duro, mais alongado. A ponta é de ótimo tamanho e a fluidez da tinta é perfeita. Ela trabalçha com um cartucho, não o mesmo que as da Pentel, mas já testei com o cartuchos destas e deu mais ou menos certo.
Dico mais ou menos, pois a tinta costuma vazar um pouquinho na ponta, e suja os dedos, mas nada que um papel higiênico não resolva.
Como sua fluidez é maior, se você cuidar da ponta direito, ela dura muito e simula quase perfeitamente um pincel. É mais difícil fazer dry brush com ela, já que não tem como controlar a fluidez para a ponta, mas se você tem um pincel velho ou uma brush pen da Pentel, isso não é um problema.
Se você ver no link, a cartela vem com dois cartuchos de refil, mas você também pode comprar mais. O cartucho dessa caneta vem com uma bolinha de metal na ponta. Quando colocado na caneta, a bolinha se solta e fica como num spray, móvel dentro da tinta, impedindo que ela seque ou decante.

Pilot Brown Barrel Brush Pen - Hair Brush

Essa caneta é dá família da Pilot, de corpo marrom. Vou falar de outras canetas desse tipo mas em outro post. Esta caneta tem pontas de cerdas, mas não tem como trocar o refil. Quando ela acaba, acaba. Claro, vocÊ pode mergulhá-la no nanquim, mas não é a mesma coisa. Ela tem uma fluidez legal para traços mais lentos, e detalhes, pois a ponta conegue uma espessura bem fina. Mas, num traço mais veloz, ela simplesmente não aguenta muito, e fica com traço se pincel seco. Acho que ela dura bem menos que as outras, também.

Kuretake No. 30 Double Sided Brush Pen - Hard & Hair Brush
Essa tem sido a segunda favorita atualmente. Com um corpo mais alongado, ela tem duas pontas. Uma, maior, de cerdas, com um bom controle de detalhes e espessura, fluidez bacana e facilidade para fazer dry-brush. A outra ponta, menor, tem um esquema mais "porosa" e é bem legal para pequenos efeitos e detalhes. No link você pode ver um teste das duas.
Ela também não é recarregável, mas costuma durar um tempo bom.

Todas elas são ótimas por serem portáteis. VocÊ não precisa levar um arsenal de papéis, copos, potes de nanquim e pincéis. Não precisa lavar com cuidado, não precisa ficar mergulhando elas no nanquim para recarregar. Cabem em estojos comuns, na mochila, no bolso.

Eu costumava ficar meio frustrato por não conseguir levar meu material para todo lugar. Como não tinha como levar os pincéis e nanquim, meu sketchbooks tinham muita coisa a lápis e canetas comuns, mas eu queria mesmo era desenhar com pincel. Com essas caneta,s eu posso obter efeitos de pincel em qualquer lugar. Além claro, da já mencionada limpeza.

Como já dito anteriormente, o JetPens é um site ótimo para comprar esse tipo de material. Apesar de ser em dólares, os valores são muito amigáveis e muitas vezes melhores que os encontrados por aqui. O frete estraga um pouco a brincadeira, e se você gastar mais de US$ 50,00, provavelmente será taxado no Brasil.

A última compra que fiz deles, pelo correio, foi taxada, saiu cara demais, mas mesmo assim valeu cada centavo, e saiu mais barato que comprar os mesmos materiais por aqui. Com o extra de que 2/3 deles eu nunca achei por aqui. Ouvi dizer que na Liberdade, em São Paulo, tem várias coisas dessas, mas não fui lá ainda pesquisar.

O que valeria a pena, na minha opinião, é chamar amigos que também tenham interesse em materiais, fazer uma compra grande, e rachar. Gaste mesmo, e aí, teste todas as canetas e materiais que achar interessantes. Numa próxima compra, repita só os que você mais gostou, em quantidades maiores.

Minha primeira compra na JetPens foi meio insana., Quis testar quase tudo. AS minhas favoritas, comprei de novo, um tempo depois, em quantidades maiores e fiz um estoque.

Bom, por euqnto é só. Próximo post será sobre brush-pens com pontas de borracha e porosas.

Abraços e ótimo fim de semana!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Arte-Final: Materiais e Técnicas, parte I





Olá, pessoal!

Vou dar início a uma série de posts sobre os materiais que uso na minha arte-final e algumas dicas sobre técnicas, conservação e até preços. É um pouco do que fiz em eventos como Maratona Devir e Rio Comicon... com o benefício de ter links!



Gostaria de ser purista a ponto de dizer que só uso pincel e nanquim na minha arte-final, mas não sou. Eu acabo usando, além dos pincéis, várias canetas. A maioria delas simula pincel de alguma forma, e eu vou diferenciar isso para vocês também.

Vou colocar nas explicações, links de lojas virtuais onde pode-se encontrar esses materiais (alguns deles, só importante mesmo. É uma pena, mas chegaremos lá em breve). Ou, se for material de fácil acesso aqui, pelo menosp ara ver como ele se parece.

Primeiramente, conceitos.

Arte-final é o nosso termo para "inking". O "inker", ou arte-finalista, é o cara que cobre o traço do desenhista com nanquim. Desenhista esse, que em Inglês é chamado de "penciller", ou o cara que faz o lápis. Geralmente, nos quadrinhos americanos, há uma equipe criativa, e nem sempre o penciller e o inker são a mesma pessoa.

Certos artistas, como Jim Lee, trabalham há anos com o mesmo arte-finalista, obtendo um resultado muito melhor. A sintonia entre os dois profissionais tem que ser muito boa, e precisa haver um respeito mútuo no estilo do traço.

Um bom arte-finalista deve, além de preservar e reforçar o traço do desenhista, colocar um pouco de si no trabalho. Poderia ser um processo meramente mecânico, mas umbom arte-finalista consegue enriquecer mais ainda o resultado final.

Eu praticamente nunca arte-finalizo desenhos de outros artistas. Uma feliz exceção foi quando fiz o nanquim do desenho do Wanderson de Souza, numa HQ da Nanquim Descartável que saiu na Café Espacial #6. Clicando aqui, você vê uma amostra das páginas.

Cada artista escolhe seu material. Nem sempre o pincel e nanquim é a combinação ideal. Existem canetas, bicos de pena, tablets e por aí vai. Eu mesmo ando me aventurando em arte-final digital, usando o programa Paint Tool SAI, e gosto muito do resultado. A primeira HQ da Pieces #3 foi arte-finalizada digitalmente (veja aqui) e vários trabalhos de ilustração em 2010 foram feitos com o mesmo programa.

Arte-final digital pode ser feita com vetores, brushes, bitmaps, enfim, várias formas. Como não sou expert nisso, só indico o Paint Tool SAI mesmo. Ele é ótimo para controle da pressão, a linha é sempre bem afiada (diferente do Photoshop, onde o máximo que consigo é uma linha meio esfumaçada que acaba mais grossa do que eu gostaria). Veja a comparação abaixo.

Teste no Paint Tool SAI, acima. Perceba que as linhas são muito mais afiadas, e as bordas não parecem em nenhum momento esfumaçadas.

Teste no Photoshop CS3. Vejam que a linha até começa bem fina, mas nunca termina fina de verdade, a não ser que você mal enconste a caneta na tablet. Olhando de perto, as bordas das linhas ficam um tanto borradas, e por mais que não apareça tanto num desenho de longe, de perto fica gritante.

No entanto, gosto é gosto, claro. Meu amigão Eduardo Ferigato destrói na arte-final digital com o PS, e não curtiu o Pain Tool. No traço dele, realmente, o PS fica muito bom.


Como eu disse, cada um ascolhe o material que mais lhe convém. Não quero que pensem que os materiais que vou citar aqui são necessários para um bom resultado. Tem gente que faz maravilhas com caneta BIC, e gente que se mata com pincéis caros sem um bom resultado. O importante é saber usar e cuidar do material, e saber quais resultados ele pode proporcionar. Não espere de um bico de pena um resultado igual ao de uma caneta 0.3.

Experimentar novos materiais é essencial, e isso engloba não só arte-final, mas lápis, borrachas, papéis, softwares...

No que diz respeito ao lápis, então, rola um certo menosprezo... Eu semrpe usei o lápis 2B da Faber-Catell. Aquele de corpo verde escuro, com filete dourado. Sempre me deu um resultado aceitável. Mas aí, com a faculdade de Artes, achei por bem começar a testar lápis mais caros. O grande problema, eu acho, é o PREÇO.

(aliás, abro um parêntese aqui para comentar isso. Preço é uma preocupação constante na compra de materiais artísticos. Infelizmente, quase tudo que é BOM é CARO. Você pode, por exemplo, comprar tinta à óleo da Gato Preto e ter ótimos resultados - eu usei na faculdade e nunca tive problemas - ou você pode usar uma tinta da Windor & Newton. E ter resultados ainda melhores. E duradouros.

Na hora de comprar material, se arrisque um pouco, gaste um pouco mais, mas teste coisas novas. Não é frescura, não é elitismo, não é propaganda. É fato. Um bom material sempre vai te garantir um resultado superior, e confiuar no material é importante.)

Mas, depois que eu percebi que comprando um lápis de 4 reais me trazia uma experiência muito melhor que o lápis de 1 real, eu mudei meus conceitos. Passei a preferir qualidade a preço baixo. E, no fundo, material sempre sai meio caro. A gente esquece de colocar essas coisas no valor final de um orçamento, por exemplo. Não se faz ilustração sem ter material. Não se tem material se não comprar material. É simples, mongo, mas verdade.

Enfim, sei que o assunto aqui é arte-final, mas quero compartilhar meu material completo. De novo, não quero dizer aqui que esse material É o top superfoda. É o material com o qual EU me sinto bem e trabalho bem, e que dá um resultado que me agrada. Se algum dia eu testar outro, e este novo me der resultados melhores, eu mudo na hora.

Bom, eu uso lápis da Staedler, série Lumograph. Uso o B, apesar de sempre ter usado o 2B da Faber. Essa gradação de maciez do lápis varia de marca em marca, e às vezes, dentro da prórpia marca.

Às vezes, uso lápis azul para fazer o esboço. Tenh uma lapisiera 0.7 onde uso grafite Blue da Pentel. Mas, vez ou outra, uso lápis de cor mesmo. Já testei Staedler, Koo-I-Noor, Faber, Prismacolor e por aí vai. Já testei o lápis azul não-reprodutível Primacolor Copy-Not (ele não sai no scanner nem xeroxes), mas achei muito duro e claro.

Minha obrracha favorita também é da Staedler, a Mars Plastic. É uma borracha plástica, mas macia. Consegue tirar bem o traço sem machucar o papel.

Uso, também, a popular Limpa-Tipos, ou cmo dizem por aí, kneaded eraser. A marca varia, e importa sim. Costumo usar da Koh-I-Noor, mas quando não tem, vou de Faber-Castell mesmo. O importante é ela ser macia, parecida com uma massinha, e não dura e esfarelenta. Uso essa borracha pra clarear o traço do lápis.

Quanto ao papel, uso da marca Canson. Gosto do bloco "Desenho", que tem uma textura mais granulada, e tem uma gramatura mais alta que o normal. Para aguadas e aquarelas, ele aguenta bem. O ruim é, na arte-final, ele segurar um pouco o pincel, e pela sua teztura, deformar um pouco as cerdas. Fiz a NÓS inteira nesse papel. Mas, principalmente, uso o bloco de "Lay-Out", com gramatura 120. É liso, então o pincel e as canetas deslizam melhor. Às vezes, uso o verso do papel, que é mais liso ainda.

Novamente, testar papéis e materiais para descobrir como você se sai melhor é a melhor escolha. Pode começar com lápis barato e sulfite, mas eventualmente, seu trabalho vai pedir mais qualidade e seriedade.

Bom, pessoal, por enquanto é só. No próximo post, falarei de canetas e brushpens. Aguardem!

Ah, e por favor, comentem, troquem ideias, mandem e-mails. É sempre legal ter feedback dessas coisas.