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terça-feira, 11 de outubro de 2022

Frequência, Ferrugem, Confiança, Cachorrinhos e Desenhos (Newsletter)

Hoje é meu aniversário! Pra comemorar, trago para vocês um dos textos mais importantes que escrevi esse ano. 

Este texto foi publicado originalmente na Newsletter Quebra-Cabeça, edição 42, em 9/9/2022.

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      Frequência, Ferrugem, Confiança, Cachorrinhos e Desenhos      

(Obs.: Eu ainda não bati o martelo quanto ao nome dessa teoria, mas essa me parece ser a que mais funciona. Tem alguma sugestão?)

Eu voltei a desenhar! 

Então, como eu já vinha falado aqui e ali, com toda a correria dos últimos meses (vida cartas anteriores), por incrível que pareça o que eu manos fiz foi desenhar. Claro, eu desenhei a HQ do Projeto Didático, fiz alguns freelas e rabisquei uma ou outra coisa pra mim. Mas não foi suficiente. E isso tem a ver com a Teoria que eu quero apresentar hoje. É mais uma daquelas minhas teorias, tão usada em sala de aula e que servem pra orientar não só os alunos mas também a mim mesmo. É engraçado, por exemplo, quando eu dava essas dicas para os alunos nas aulas da Pandora e eu mesmo não conseguia aplicar pra mim. 

A coisa é que esse desenho meio idealizado que eu coloco aqui como meta é o desenho que se faz num misto de trabalho e lazer, sem grandes pretensões e que serve como uma forma de aquecimento pata o desenho "trabalho", "oficial". É o hábito de desenhar constantemente, independente da técnica, do tema, do objetivo. É ter tempo e espaço e cabeça para sentar com calma. Só desenhar. 

De certa forma, o desenho permeia a vida do artista profissional e é difícil entender onde acaba o trabalho e começa o lazer ou o estudo. Ultimamente, eu só andava desenhando oque tinha a ver com trabalho. Era menos tempo e cabeça pra dedicar ao desenho, então ganhava sempre o desenho pros projetos e clientes. E esse desenho pode não ser satisfatório num âmbito... emocional?

Enfim, nas últimas semanas, passado o grande rolê da viagem da Monica, eu me vi com mais tempo e espaço (e, eventualmente, cabeça) e fui colocando o desenho de volta nessa rotina. Começar é o mais complicado (e tem a ver com outra teoria, a Teoria do Trem - um dia eu falo dela), porque envolve romper uma inércia. Quando se está acostumado a não desenhar, parece mais fácil usar os tempos que aparecem para resolver coisas mais direto ao ponto, práticas e mundanas. Coisas que dão um resultado meio previsível e satisfatório, justamente por serem fáceis de resolver. E o desenho, nesse ponto, como está meio de lado há um tempo, parece uma montanha mais complicada de subir - e com menor potencial de satisfação. 


Cavaleiro da Lua com umas experiências, um dos primeiros desenhos dessa retomada

Olha, não vou mentir, pegar as coisas pra desenhar e ficar um tempo lá e não sair nada é bem frustrante. Quando digo "não sair nada" é porque mesmo que você desenhe algo e aquilo seja tecnicamente bem resolvido, ainda não satisfaz. Então, até sai o desenho, mas não resolve o que se estava buscando. Isso tem uma ligação, pra mim, com uma nostalgia, uma memória afetiva do desenho tendo aquele papel, aquela sensação, aquela relação. E quando aquilo não acontece...

E isso acontece, eu acredito, justamente por falta de frequência. 



Pessoas

Qualquer coisa que sabe fazer precisa de prática. Mesmo sabendo fazer, tendo domínio consciente de todas as partes daquela coisa, ainda assim, é preciso se manter perto dela, fazendo e dando chance de coisas interessantes acontecerem (como, por exemplo, melhorar naquilo). 

O exemplo que usei hoje na terapia pra explicar isso é uma amálgama de duas vertentes: exercícios físicos, pra representar a parte motora, física de desenhar; e falar um idioma, pra representar a linguagem, aparte mental. Desenho é os dois ao mesmo tempo. E quando existe uma rotina, um costume e uma dedicação a essas coisas, constante, você chega num ponto de fluência e controle, entra num fluxo, num estado mental, onde a coisa acontece sem grandes problemas e, estando conectado dessa forma, o resultado tende a ser satisfatório. Tudo flui. 

Agora, se existe o hábito de se exercitar todo dia e por algum motivo você para, voltar àquilo é um pouco complicado. Quanto mais tempo se passa longe daquela conexão, pior: mis difícil vai ser retomar, porque por mais que exista uma fluência e uma memória, que não se perdem, existe uma ferrugem. É como andar de bicicleta, baita clichê mas funciona. 


O Bátema

E na hora de retomar é preciso ter noção de que provavelmente a coisa não vai fluir da mesma forma. É preciso se reacostumar, pegar o jeito, se adaptar talvez. E nesse processo, se você não tem tempo/espaço/cabeça para ficar lá o suficiente pra desenferrujar, o resultado vai acabar decepcionando - se é que alguma coisa vai sair.

E aí, a frustração com o processo que não rolou como você lembrava e desejava vai tirar o ânimo de continuar engajado naquilo e até de voltar em outro momento. Justamente porque sempre tem alguma outra coisa que precisa ser feita e pode ser mais satisfatória... Mesmo que seja, aiaiai, ficar doomscrolling no seu celular.


O Miarã, antes das cores

Então, minha Teoria da Frequência afirma que, para estar fluente e conectado com o que você ama fazer, é preciso fazer isso constantemente, nem que seja preciso abrir mão de outras coisas. Ficar longe dessa atividade que traz tanta sensação boa e resultados bacanas vai atrapalhar a relação que temos com essa atividade.

No caso de coisas que envolvem criatividade, isso é especialmente complicado, porque pode mexer com o emocional de um jeito mais profundo ainda, afetando sua autoconfiança em áreas além do seu trabalho. E isso acontece comigo. 

Ficar muito tempo sem desenhar me faz questionar o meu desenho, minha técnica, minhas ideias, meus estilos. Questiono a relevância do meu trabalho, das minhas aulas, das teorias, do meu papel na cena. Existe uma força interior, atrelada à criatividade e produção, que está intimamente ligada à minha sensação de valor (maldito capitalismo!) e que me energiza para não só fazer mais do que eu já faço, mas ir além.

Pois. Nas últimas semanas eu venho recolocando o desenho de forma mais frequente na minha vida. Em meio a cuidar das coisas da vida real, eu retomei o hábito de desenhar por desenhar. Ajuda muito o fato de que eu ainda estou entre unidades no Projeto Didático e portanto, sem prazos e metas pra cumprir. Estou desenhando o que dá vontade de desenhar, testando uns materiais, explorando estilizações, confiando no que eu já sei que sei fazer (é menos frustrante). Estou postando esses desenhos no Instagram e Twitter.


Demolidor feito durante uma live no Instagram

E tem sido muito bom. Eu literalmente me sinto BEM quando eu desenho, especialmente quando entro nesse fluxo, essa coisa nostálgica. Eu lembro do porque eu amo fazer isso. Eu me sinto mais forte, mais válido, mais engajado. Sinto vontade de criar coisas novas e quanto mais imerso eu fico nessa experiência, mais eu tenho confiança no que faço e queria criar. E isso é essencial para fazer as coisas, independente de onde elas vão chegar (ou SE chegarão, tanto faz). 


Wolverine no caderno

No meio dessa retomada do desenho, eu recebi pelo Instagram uma coisa muito bacana: um desenho meu, provavelmente de 1992,quandoeu tinha 8 anos. Era a capa de um gibi do Ronaldo, meu personagem. Nela, o Ronaldo, um cachorrinho caramelo, brinca de avião de controle remoto com seu amigo, o Pato Raider, e derruba o avião dele com um "míssil". Olha ela aí, que graça:



A capa tem design editorial, tem narrativa, tem pretensão, tem energia. E achei tão legal revisitar essa capa que decidi redesenhá-la. E fiz isso numa live no meu canal do Youtube, que durou umas 3 horas e foi acompanhada por uma galera (inclusive meus pais, que me viram desenhar a Turma do Ronaldo mil vezes, e o próprio Ronaldo, meu vizinho da época e grande amigo, que inspirou o personagem). A última live que eu tinha feito pra desenhar tinha sido em 31 de janeiro! Dá uma olhada como ficou:



Eu me diverti demais fazendo isso! Revisitar essa infância e a relação com o desenho desde lá atrás me fez muito bem. E continuei. Por causa de um probleminha com os bookplates do Terapia Vol.2, me vi sem poder continuar o envio dos livros, então me voltei aos desenhos originais para alguns apoiadores. E, para garantir que eu estaria afiado o suficiente (lembre, muito tempo sem desenhar, especialmente no tradicional, me faz perder um tanto da precisão e da confiança no traço), fui fazendo desenhos de aquecimento, esses que mencionei acima. Entrei numa onde muito boa de arte-final e estou bem satisfeito com os resultados (não 100%, mas quase). 


Moça ensolarada no caderno

Pretendo continuar com as lives no Youtube e no Instagram, pra desenhar e conversar com as pessoas. Trocar ideias, responder perguntas, fazer desafios. Eu preciso disso, preciso me manter conectado com o desenho, com a criatividade, com a cena, com os amigos, com o que me faz bem. Isso me fortalece. E essa frequência de conexão me permite fluir melhor por estas vertentes da minha vida e, mais que tudo, experienciar o desenho da forma que eu sempre gostei de fazer.


Obi-Wan no papel azul (E uma Batgirl)

Apesar desse textão todo, a Teoria da Frequência é simples. A complexidade vem da forma como a gente se relaciona com aquela coisa que amamos fazer. Cada um tem um jeito de lidar com isso, mas espero que essa reflexão te faça pensar também nas suas relações com as suas coisas, e te inspire também a dar um jeito de se manter conectado a ela, ou, se for o caso, reconectar de vez - e nunca mais parar.

Que bom estar de volta.

PS.: Se você quiser assistir a live onde eu recriei a capa da Turma do Ronaldo, é só clicar na imagem:



PS. 2: Fiz outra live eses dias pra arte-finalizar uma das artes do Catarse, um Beakman. Pra assistir, clica aí embaixo:

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Qualquer Desenho é Melhor que Nenhum Desenho

Texto publicado originalmente na Newsletter Quebra-Cabeça em 2021 (assine!):

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Qualquer Desenho é Melhor que Nenhum Desenho  

Eu falo essa frase constantemente nas minhas aulas. Falei, também, em diversas lives, palestras, etc. É um tipo de mantra, daqueles que como professor falo pros alunos, mas como artista, falo pra mim mesmo. Recentemente, a Pandora Escola de Arte publicou nas redes sociais essa minha frase, como incentivo para todos os nossos alunos. E quis reforçar essa ideia aqui para você. Eu sei, talvez você não seja artista, nem queira ser. Mas pense nisso em relação ao que você está perseguindo na vida, suas paixões, hobbies ou mesmo seu trabalho. Eu estou sempre fazendo analogias entre o aprendizado e prática de desenho com várias outras coisas. Logo deve vir vídeo sobre isso, também. A questão, pra gente voltar ao assunto, é que muita gente se preocupa demais com o que vai desenhar. Em questão de ideia, qualidade, velocidade, talento... E quanto mais a gente pensa nas coisas, mais expectativas cria e maior a frustração costuma ser, porque acaba que todo resultado é menos ideal do que o que estava na cabeça... E aí isso acaba se desenvolvendo para o pior cenário: a pessoa simplesmente vai parando de desenhar."Se eu for desenhar, quero que saia algo muito bom, perfeito, genial, inédito, que dê resultado de alguma forma"... Bom, jovem, me desculpe pelo choque de realidade, mas nem sempre isso vai acontecer. Nem todo desenho precisa ser especial. Tem vezes que a gente desenha só pra mexer o lápis no papel, rabiscar, brincar, se distrair. E tudo bem. Quando meus alunos falam que desenharam pouco (e esse pouco é relativo), eu mando essa frase. E eu digo isso pra você desde já. Pelo menos, você desenhou! Poderia não ter feito nada. Mas você fez alguma coisa, e alguma coisa é melhor que nada. Porque esse "alguma coisa" é, no mínimo, o resultado de um tempinho que você se deu, se permitindo fazer algo que gosta. E aí, na aula, a gente vê esse "pouco" desenho e comenta, analisa, corrige se precisar. Usa ele como referência, ponto de partida, inspiração. Tem uma outra frase, que eu geralmente credito ao Jake Parker, também muito valiosa para esses momentos: "Finished, not perfect". Pode traduzir como "feito é melhor que perfeito". E olha só, tem uma lógica inquebrável aí: perfeição não existe.E seja qual for a sua expectativa com o que produz, o resultado não depende da expectativa, e sim de técnica, prática, empenho, vontade, tesão, tempo, contexto, etc... Gerenciar expectativa é muito bom. Tem desenho que não precisa ser especial. Tem desenho que tem que ser especial. Como você se alinha para chegar lá?Outra coisa, aí para você pensar e quem sabe a gente volta nesse assunto em breve. Você não precisa usar 100% dos seus poderes toda vez que for desenhar algo. Sabe por quê? Porque nem todo desenho precisa ser especial. Nem todo desenho é trabalho, nem todo rascunho é descartável. O lance é entender a realidade do seu trabalho, qual é o nível mais alto que consegue entregar numa obra?A gente só consegue ser tão bom quanto é bom nesse momento. Não dá pra ser melhor que seu melhor. O que dá sim pra fazer, e aí é algo pra refletir, é ser pior que seu melhor. Mas mesmo isso pode ser válido. Já te falo disso. Vamos voltar a falar sobre o melhor. Você só pode chegar ao seu melhor. Esse é seu 100%. O SEU 100%, não o 100% que você inventou como meta ou que o mundo parece cobrar de você.E, se você evoluir no processo de fazer, esse novo melhor automaticamente se torna seu máximo, e você pode chegar lá. Não que você tenha que, ou deva, mas você pode. Vai depender do que você está fazendo, qual contexto, qual objetivo e, mais importante, qual a necessidade de dar 100%. Sério. Nem sempre precisa.E o motivo disso é que a gente deve caminhar para chegar num nível em que você pode determinar o quanto vai empregar da sua potência total. De novo, nem todo trabalho ou projeto precisa ser feito no 100%. Mas tenha em mente que seu, sei lá, 50% já é bem legal e dá conta do recado. Você gerencia, a cada projeto, e considerando cada situação, o que é o melhor que você pode entregar. Tem coisas que podem muito bem ser resolvidas com seu 60%. Não precisa ser épico. Só precisa ser feito. Então, quando você se pegar pensando que não fez o suficiente, não tem ideias para algo realmente legal ou ficar analisando seus desenhos sob uma expectativa irreal, é só dizer pra si mesmo: qualquer desenho é melhor que nenhum desenho. Ah, e se você quiser um pouco mais de reflexão sobre como quebrar o bloqueio criativo, que tal ver esse vídeo?

sexta-feira, 26 de março de 2021

A Teoria do Food Truck

 Em meu caminho como autor, artista e professor, desenvolvo algumas teorias sobre as áreas em que atuo. Essas teorias, assim como metáforas, analogias, piadinhas e mais, ajudam a facilitar a compreensão dessas coisas. Uma delas, a Teoria do Food Truck, é o tema de uma série de vídeos no meu canal.

O que é a Teoria do Food Truck?

Muito bem, em resumo, é uma reflexão sobre o que crescemos entendendo como sucesso comercial, financeiro e pessoal, e como isso influencia nossa relação com o próprio trabalho e com o mercado em que atuamos. E, a partir de uma reflexão que compara o McDonald's com food trucks de comida artesanal, proponho entender que nosso alcance pode ser pequeno, mas o impacto da nossa obra pode ser imenso, e quando temos apoio de uma comunidade realmente dedicada e interessada, isso pode nos sustentar de forma honesta. Pra que ser tão grande quanto o McDonald's se isso significar que seu trabalho vai acabar sendo super genérico, pasteurizado e totalmente sem criatividade?

Muito bem, pra saber mais sobre essa teoria, assista os vídeos, e se achar interessante, compartilhe e comente! Quero saber sua opinião.



sexta-feira, 3 de abril de 2020

Um ano de canal!

Perdi a data exata para comemorar isso, e nem fiz um vídeo sobre, mas HEY, HEEEY, meu canal no YouTube completou um ano!!!

No dia 29 de março de 2019, pouco depois da volta da viagem ao Japão (e pouco antes desse nosso país dar aquela degringolada bizarra), eu postei meu primeiro vídeo oficial pro canal. Já existia um vídeo lá, há muitos anos, com um processo de pintura de uma ilustração de Terapia, mas o canal em si nunca teve atividade além disso.

Com o vídeo de 29 de março, uma apresentação do autor e dos objetivos do canal, foi inaugurado mais um espaço pra me comunicar com vocês e numa plataforma muito mais ampla do que o Blog'n'Roll é (pelo menos, nos últimos anos, os blogs tiveram uma gigantesca queda enquanto Instagram e YouTube cresceram demais). Esse alcance é super importante para mim como AUTOR. Mas não só: como professor, também. Sou um autor, ilustrador, claro, e sempre serei. Mas junto disso também sou um comunicador! Quero levar minhas ideias e colaborar com o meu conhecimento das áreas em que atuo. Quero desmistificar o desenho, ajudar novos artistas e orientar autores e profissionais.


Nesse um ano inteirinho, com cerca de 37 vídeos, comemoro uma vitória pessoal. Adoro fazer vídeos, adoro comunicar, adoro ensinar. E não importa que meu canal cresça de boas, com calma: o conteúdo é honesto, é feito com carinho e vou continuar produzindo. Vamos crescendo com o tempo, da forma que tiver que ser.

Continuo produzindo Quadrinhos e ilustrando, e o último vídeo que publiquei (ontem, um Vlog de Quarentena) tem novidades muito bacanas sobre meus próximos projetos. Corre lá pra ver!



Se você já me acompanha no YouTube, fica o meu grande abraço e agrdecimento pela audiência e confiança. E claro, pelo carinho. O Blog'n'Roll continua no ar, mas os caneias mais indicados pra me acompanhar atualmente são:
YouTube, no canal já mencionado.
Instagram, com posts, stories e lives frequentes.
Twitter
e n'A Newsletter Homeopática, meu cana do Telegram.
É só clicar aí nos links!

Vamos em frente! Se cuidem, fiquem em casa, protejam quem vocês amam.

sexta-feira, 6 de março de 2020

YouTube - Jornada para a CCXP - Parte 2

 Continuando a série de vídeos sobre os preparativos para o Artist Alley da Comic Con Experience 2019.



Este vídeo mostra um pouco da viagem e do espaço do evento, além da mesa e nossa organização por lá. Espero que curtam!


Aquele negócio, curta, compartilhe, se inscreva e ative o sinho.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

YouTube - Como me preparo para uma Comic Con!

Você é autor, artista, ilustrador? Já pensou em trabalhar na CCXP, o maior evento da cultura pop do Brasil? Bom, eu não só pensei como fiz: participei de todas as edições da Comic Con Experience até agora. Como autor, já participei de diversos eventos pelo país todo, e este vídeo é um Vlog de Eventos diferente: vou mostrar um pouco da minha preparação para o evento! Venha me acompanhar na arrumação e pegar umas dicas importantes para expor e vender no Artist Alley mais intenso do ano. E também o maior. E o mais rentável. E o mais cansativo. E o mais importante... E por aí vai.





quinta-feira, 19 de setembro de 2019

YouTube - Dois vídeos novos!

E aí,, pessoal!
Você já viu meus novos vídeos no YouTube? Não? Então veja só o que eu preparei para você:

A Teoria da INSATISFAÇÃO - Você gosta do seu desenho? (Ser Autor #004)



Você está satisfeito com seus resultados no desenho, ilustração, roteiro, etc? Gosta do que faz ou detesta tudo que sai no papel? Tenho uma aulinha bacana pra te ajudar a achar um equilíbrio! Como professor e autor, tenho várias teorias que conduzem meu entendimento sobre o que eu faço. Elas me ajudam a ensinar e também a produzir, e, por que não, a entender o trabalho dos outros. Neste vídeo, apresento a vocês uma faz minhas teorias sobre o aprendizado e a vivência da Arte: a TEORIA DA INSATISFAÇÃO! Vamos entender o equilíbrio entre o gostar e o não gostar dos seus resultados?

SKETCHBOOK Walk-Through (Sketchbook Tour #001)



Primeiro vídeo de uma nova série, onde vou mostrar para vocês todas as páginas dos meus Sketchbooks, ou seja, meus cadernos de desenho. Este é o mais recente (até, claro, a gravação deste vídeo). Logo vou postar mais cadernos.


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É isso aí! Espero que curtam! Não se esqueçam de se inscreverem no meu canal e ativar o sininho pra ficar ligado nas novidades. Dê o seu like e comente (tanto aqui quanto lá).

Abração procêis!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Youtube - QUALIDADE, CUSTO OU PRAZO – O que você prioriza?

Tem vídeo novo no meu canal! Dessa vez, em mais uma coluna #SerAutor, vamos debater a relação entre três aspectos do nosso trabalho como ilustradores (artistas, desenhistas, quadrinistas, designers, etc., e também vale para qualquer área de prestação de serviços!) e como essa relação afeta nosso clientes.


Clique na imagem para assistir ao vídeo

O que você prioriza no seu trabalho? E o que prioriza como cliente? Três âmbitos do nosso trabalho funcionam em conjunto, mas não devemos sempre oferecer a melhor situação das três ao mesmo tempo. Hoje vamos conversar sobre as consequências resultantes de quando optamos por alguma configuração onde um desses âmbitos sai prejudicado. Para isso, vamos usar o Diagrama de Venn e o Triângulo das Restrições! Novamente a proposta é refletir sobre qual é a postura mais ideal, como profissional, para atender seus clientes. A ideia é te convidar a pensar sobre o assunto e alertar para que nós todos paremos de cair em armadilhas onde a configuração de um trabalho nos deixa prejudicado de alguma forma. Concorda? Discorda? Deixe seu comentário abaixo (ou na página do vídeo)! Espero que curtam o vídeo! Assinem o canal, deem um like e compartilhem, aquele lance de sempre. E se tiverem alguma pergunta, é só deixar aí nos comentários e eu respondo assim que puder!

terça-feira, 23 de abril de 2019

YouTube - Materiais Fantásticos, parte 1

Oi, pessoal! Tudo bem?

Este post é para anunciar que o segundo vídeo do meu canal (o quê? Você não sabia que eu tenho um canal no YT? Mas clique já aqui e corra assistir!) já está no ar!

Intitulado "Materiais Fantástico e onde encontrá-los", é a primeira parte de uma pequena série sobre minha viagem ao Japão, em março de 2019. Neste vídeo, vou apresentar e comentar três lojas bacanas e ainda explicar um pouco sobre como é comprar com Tax Free no Japão, assim como dar umas dicas da viagem, caso você vá pra lá.

Como o objetivo do canal - e deste vídeo- não é ser um guia de viagem, foquei apenas nas dicas das lojas. Mas se vocês quiserem mais dicas de viagem, posso considerar fazer um vídeo só sobre isso.

Espero que curtam! Assinem o canal, curtam e compartilhem, aquele lance de sempre. E se tiverem alguma pergunta, é só deixar aí nos comentários e eu respondo assim que puder!

Para assistir, é só clicar na imagem logo abaixo!








sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Ser Autor - 10 dicas para quadrinistas (André Diniz)

Oi, pessoal! Tudo bem?

Enfim, de volta à nossa (ainda) nova seção do Blog'n'Roll, onde trago informações diversas e úteis para quem quer ser um autor de quadrinhos (mas não só: ilustradores, artistas, roteiristas...). A ideia sempre é abordar algum tema interessante e comentá-lo. Aliás, como sempre, fiquem à vontade para deixar seus comentários após a leitura: agora eu consigo respondê-los!

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Antes de continuar para a nova coluna Ser Autor, quero pedir desculpas pela demora em retomá-la. Nas últimas duas semanas, além da volta às aulas (na Pandora Escola de Artes), mergulhei na produção do Intermezzo, capítulo de Monstruário Vol.2 que é todo feito em técnica mista. Esse tipo de experiência é muito interessante, e devo falar disso em uma nova coluna muito em breve. 
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A coluna de hoje traz uma série de 10 dicas para quadrinistas, escritas por ninguém menos que o mestre André Diniz. Para quem não o conhece, o André é simplesmente um dos mais premiados e competentes roteiristas brasileiros. Atuante no mercado independente e editorial há muito tempo, desde a produção de fanzines e a fundação do site Nona Arte, até hoje, com títulos publicados no Brasil e em vários outros países. Entre seus títulos mais recentes, estão "Olimpo Tropical" (com Laudo Ferreira), "7 Vidas" (com Antonio Eder), "Matei meu pai e foi estranho" e "Morro da Favela".



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Nós já colaboramos em um livro, em 2015, chamado "Quando a noite fecha os olhos", um drama sobre acertar as contas com o passado, solidão e aceitação. Você pode adquirir a sua cópia na minha loja, clicando aqui.
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Se você é um novo autor de Quadrinhos, começando nesses caminhos da produção autoral, sempre há muito o que aprender. Eu costumo falar bastante sobre o mercado, sobre o dia-a-dia de um autor de HQ no Brasil... Nas minhas aulas, sempre aparecem histórias e conselhos. Acho extremamente valioso quando me aconselham, e fico feliz em poder passar o conhecimento e experiência que tenho para quem se interessar.

Eu produzo HQ, com essa identidade de AUTOR, há 15 anos, e publico há 12.  A experiência é algo essencial, e ultimamente ando vendo que muitos novos autores, ou mesmo pessoas que querem tornar-se autores, têm em suas mãos a ferramente de pesquisa mais poderosa do mundo (a internet) e ainda assim, falham em buscar informações sobre o que querem.


Converso com muita gente pela internet (e ao vivo também) sobre esses assuntos. Boa parte do que explico poderia ser encontrada na internet. Muitas vezes, só seguir os autores favoritos nas redes sociais já é essencial, pois todos falamos disso vez ou outra. Nessas conversas, sempre tem aquele assunto, que parece ser o mais interessante para o novo autor: COMO PUBLICAR MEU TRABALHO?


Se você pensa em produzir Histórias em Quadrinhos e não sabe bem por onde começar; ou se já produz e quer publicar de alguma forma, pensa em editoras, pensa na web, leia o seguinte texto, com certeza vai te dar algum direcionamento positivo. 

Vale acrescentar, no entanto, que essas são dicas e não regras. Todos são livres para interpretar as dicas do André e discordar delas, também. O mais importante, sempre, em relação a essas questões de trabalho é: ser honesto e justo, não prejudicando ninguém; e encontrar um meio de fazer as coisas que te agrade e funcione de fato (aliás, isso também vira uma coluna em breve).


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O texto abaixo foi originalmente publicado no site Muzinga, em em fevereiro de 2014. Reproduzido aqui com autorização do autor.
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1:: Esqueça as editoras como o único caminho. Questione até mesmo se elas são o melhor caminho. Uma parte das editoras brasileiras que estão publicando HQs mal fazem o básico do básico: colocar o livro nas livrarias. Divulgação então, nem pensar. Muitas das HQs que vêm se destacando, ganhando prêmios e repercutindo, servindo de passaporte para as editoras sérias, são edições independentes, bancadas e distribuídas pelos próprios autores, ou mesmo HQs na internet. Se você não avaliar como boa a proposta da editora, ou se você não consegue encontrar os outros títulos dela nas livrarias, ela não tem nada pra lhe oferecer. Mesmo que este seja o seu primeiro livro.

2:: Lembre-se de que o artista brasileiro não apenas compete com o que vem de fora: ele compete com a fina nata do que vem de fora. O quadrinho estrangeiro publicado aqui já mostrou-se um sucesso de vendas ou de crítica pelo mundo e justamente por isso ele foi escolhido pela editora brasileira. O que fracasse lá, fica por lá mesmo. Isso só mostra o quanto temos que dar o melhor e mais um pouco do nosso talento e profissionalismo.

3::Se o seu quadrinho é igual ao que já faz sucesso, o leitor vai no produto original. Boa ou não, uma HQ vinda da indústria americana ou japonesa foi produzida por profissionais muito bem pagos, ancorados em décadas de marketing, em personagens conhecidos mundialmente, com investimentos pesados, com equipes de profissionais para tratar de cada detalhe do desenvolvimento desse produto, por empresas que são referências mundiais nessa área. Querer fazer uma HQ igual à que vem lá de fora, repetindo seus formatos, seus estilos, abordagens, temas, apelos etc etc, e competir pelo mesmo público, é o mesmo que uma emissora nova de TV do interiorzão do Brasil, sem prática, sem profissionais qualificados, sem orçamento, lançar uma novela que vai passar no mesmo horário das novelas da Globo.

4:: Tamanho não é documento. Tipo de papel também não. Se a sua HQ for boa, ela vai ser reconhecida independentemente do número de páginas, do formato ou do tipo de impressão. Isso é algo maravilhoso desse nosso cenário das HQs brasileiras. Ninguém se impressiona mais com a embalagem. Se o cara é bom, ele é bom.

5:: Frequente os eventos e vá aos lançamentos. Faça cursos. Não tem melhor forma de conhecer a turma da área, de trocar ideias, de aprender. Sem falar que você tá vendo na prática os autores enquanto fazem suas HQs acontecerem.

6:: Olhe mais pra página, olhe menos pro espelho. Nunca caia na armadilha do ego insuflado. Quadrinhista que se acha grandes coisas é tão ridículo como aquela garotinha de nove anos de idade querendo passar batom porque já se acha adolescente. Ou como o moleque de 13 que fuma e se acha mais homem por isso. Mais: você vai fatalmente se prejudicar. Porque quem se acha perfeito não precisa melhorar em nada, daí fica estagnado e o mundo dá voltas, menos ele. O grande artista vai ser aquele que estiver insatisfeito com o seu trabalho mesmo depois de 70 anos de carreira, que continuará procurando onde pode ser melhor. Será aquele que gosta dos elogios mas sabe relativizá-los. Será aquele que está aberto à crítica, ao novo, a opiniões contrárias.

7:: O que você quer dizer com a sua história? Se você não sabe, algo está errado. Se você sabe direitinho, algo está errado também. Se você sente que há uma resposta, se você até sabe responder em parte, mas não sabe exatamente qual é a resposta definitiva, talvez, aí sim, você esteja no caminho certo.

8:: Só lembrando: mesmo depois de finalizada e publicada, a sua HQ ainda não está pronta. Você só fez a metade. A outra metade, quem vai fazer é o leitor. É ele quem vai finalizar a sua história. Não se esqueça de que ele existe, nem despreze o seu papel. Não faça a HQ só para si, ou ela não chegará a lugar algum.

9:: Não subestime o seu leitor. Não precisa explicar tudo. Sim, ele sabe interpretar. Sabe e gosta. Ele quer conversar com a sua história, não ficar calado, ouvindo só você falar, incessantemente, tudo explicadinho. Ele tem reações espontâneas, não precisa que nada o indique que aqui é pra rir ou que aqui é pra sentir medo. Mais: ele pode querer rir de algo na sua história, que você, autor, não fez pra ser engraçado. Ele tem o direito de discordar do seu mocinho. Não o prive desse direito.

10:: Avaliar a sua própria obra é como se ver em uma foto ou ouvir a própria voz num gravador. Soa estranho, tem algo esquisito, é difícil de avaliar. Afinal, estou gordo ou não? Sou assim mesmo ou é só na foto? A minha voz tá muito diferente. Mas por que a voz dos outros está igual? Se alguém trouxer críticas, sugestões ou opiniões sobre a sua obra, ouça. Se ninguém comentar nada, peça que comentem. Não que você deva acatar tudo: vai ter quem ache longa, vai ter quem ache curta. Mas ouça. Só que ouvir na defensiva, preparado pra rebater tudo o que não lhe agradar, não vai adiantar nada. Apenas ouça, caramba!

P.S.: Sobre a primeira dica: não prego contra editoras. Quase tudo o que lancei de 2005 pra cá foi por editoras e continuo fechando novos projetos com outras das quais admiro, e muito, o trabalho. O trabalho de criação, quando trabalhado em conjunto com um bom editor, ganha muito em qualidade. Esqueça esse papo de que “ele quer interferir no meu trabalho”. O bom editor vai fazer com que você continue dizendo exatamente aquilo que queria dizer, mas de forma muito mais eficiente.
Se o melhor caminho será ou não uma editora, depende de cada projeto e do momento do autor. É uma maravilha que as editoras não sejam o único caminho, o que impediria muitos projetos. Talvez não valha a pena esse seu título seguir para uma editora, e talvez valha a pena esse outro. Mas autores novatos, muitas vezes, vêem as editoras como única possibilidade, e não são. Ao contrário do que possa acontecer com outros meios, nem público, nem crítica, vêem a edição independente de quadrinhos como “o último suspiro daquele cara que não foi capaz de conseguir uma editora”. Quadrinhos independentes são um movimento fantástico, pelo qual praticamente todos os quadrinhistas nacionais já passaram ou ainda estão nele.
Dito isso, não atenuo em nada a importância de se pesquisar: vale a pena com essa editora? E reforço a dica: vá no site da editora e veja o que ela lançou recentemente. Depois, sonde nas livrarias. Não tem em nenhuma? Não encontro esses títulos em lugar algum? Não vi os títulos à venda nas lojas especializadas nem nos eventos de quadrinhos? Então, fatalmente, isso vai acontecer com o seu livro também, sinto informar.
Se a editora não põe o seu livro na livraria, você não tem leitor. Você trabalhou pra ninguém. Suas ideias e o seu suor vão ficar trancados em um depósito, apodrecendo. Você não recebe comissão de vendas, porque não houveram vendas. Você não forma novos leitores nem mantém os antigos. Você não ganha prêmios e ninguém vai fazer uma resenha da sua HQ. Você não ouve críticas e não cresce com elas. Você não vê a reação dos seus leitores. Você não vai ter nota no jornal.
“Peraí, a editora gasta imprimindo o livro mas não o põe à venda? Isso não faz sentido”. Não faz mesmo. Mas acontece, e muito. Claro, para uma editora pequena ou média, ainda é difícil ter os livros em todas as principais livrarias do país, isso é quase utópico. Mas o livro tem que ir para algum lugar. Que se trabalhe os livros em eventos, em pontos de venda específicos, ou que se ache uma solução. Os independentes já acharam.

Vale a pena assinar contrato com essa editora? Eu acho que não.
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Então, é isso. Espero que essas dicas sejam úteis. Deixem nos comentários suas opiniões, e em breve voltamos com mais Ser Autor.
Grande abraço!


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Ser Autor - Dicas de Produtividade

...E começou 2019!!!

Que tal começar o ano com duas novidades? A primeira é a estreia da seção "Ser Autor" aqui no Blog'n'Roll. Dentro dessa seção, irei compartilhar dicas, relatos, ideias e comentários sobre a carreira do quadrinista, mas não só: a vida de ilustrador e do artista em geral também será contemplada, tanto com o foco para profissionais e aspirantes quanto para os entusiastas. Quero que seja bem amplo e quero oferecer muito conteúdo para vocês poderem complementar sua formação artística e profissional.

Existem planos maiores para essa seção, que não se limita ao meu Blog. Espero que me acompanhem por essa nova aventura. Logo teremos mais novidades.

E, enquanto isso, que tal começarmos o ano novo com umas dicas de produtividade?

Esta matéria, publicada pelo Etchr ainda essa semana, traz dicas de 6 grandes nomes da ilustração atual (OK, são internacionais, mas valem as dicas mesmo assim). Entre eles, o Jake Parker, um grande, grande cara de quem eu ainda vou falar muito nessa seção.

Para ler a matéria completa (em inglês), é só clicar NESSE LINK. Abaixo, a introdução traduzida para dar um gostinho.

Deixem seus comentários! Abraços e um excelente ano para tod@s!

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Dicas de produtividade dos profissionais para um ano cheio de arte
Todo mês de Dezembro começamos com um objetivo nobre: "crescer como artista" ou "melhorar minha técnica". 
...mas o que isso significa de verdade?
Um sublime objetivo rapidamente se torna um sublime peso nas costas: O que eu estava pensando??? "Crescer como artista"? COMO? Praticar todo dia? Praticar o quê? E nos dias de folga? Ou pior: E se eu praticar todo dia, mas mesmo assim me sentir como se estivesse patinando pra trás? Como eu garanto que minha resolução de fim de ano de fato funcione?
Enquanto eu (a autora do post original) estava lendo  "Essentialism: The Disciplined Pursuit of Less", por Greg McKeown, ("Essencialismo", publicado no Brasil pela Editora Sextante, compre aqui) , entendi que ser produtivo não é bem sobre como conseguir fazer MAIS COISAS, mas sim como fazer AS COISAS CERTAS:
...E uma vez que você encontra qual a coisa certa a fazer, então é uma questão de organizar sua rotina e hábitos para atingir seu objetivo.
Então, como criamos uma rotina criativa? Como construímos hábitos produtivos? Estes profissionais criativos foram muito gentis e compartilharam conosco algumas de suas dicas favoritas sobre produtividade. 
Curios@s? Vamos ler o que eles disseram!
- Ânia (autora do post original)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Morphine - Dica do Professor

A Pandora Escola de Arte, onde dou aulas de HQ, Ilustração e Desenho Artístico, tem uma atividade muito legal nos seus perfis sociais e blog: a Dica do Professor.

Nela, trabalhos dos professores, alunos e profissionais da área são analisados, sempre com grandes dicas e boas referências. E, nesta terça, a capa de Morphine foi analisada pelo professor Vitor Gorino!

Veja abaixo, e clique nesse link para ver a dica completa. Não deixe de conhecer os perfis da Pandora e curta, também, a página no Facebook!


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dicas para Autores sobre publicação

Se você é um novo autor de Quadrinhos, começando nesses caminhos da produção autoral, sempre há muito o que aprender. Eu costumo falar bastante sobre o mercado, sobre o dia-a-dia de um autor de HQ no Brasil... Nas minhas aulas, sempre aparecem histórias e conselhos. Acho extremamente valioso quando me aconselham, e fico feliz em poder passar o conhecimento e experiência que tenho para quem se interessar.

Eu produzo HQ, com essa identidade de AUTOR, há 10 anos, e publico há 7.  A experiência é algo essencial, e ultimamente ando vendo que muitos novos autores, ou mesmo pessoas que querem tornar-se autores, têm em suas mãos a ferramente de pesquisa mais poderosa do mundo (a internet) e ainda assim, falham em buscar informações sobre o que querem.

Converso com muita gente pela internet (e ao vivo também) sobre esses assuntos. Boa parte do que explico poderia ser encontrada na internet. Muitas vezes, só seguir os autores favoritos nas redes sociais já é essencial, pois todos falamos disso vez ou outra. Nessas conversas, sempre tem aquele assunto, que parece ser o mais interessante para o novo autor: COMO PUBLICAR MEU TRABALHO?

Bom, eu poderia falar um monte de coisa aqui sobre o assunto (e em breve o farei, aguardem), mas deixo a palavra com um dos meus autores favoritos, que posso chamar de colega e amigo, também, André Diniz.

O André é hoje um dos maiores autores de HQ do país, e tem um trabalho competente e cheio de estilo. Atualmente ele produz webcomics no site Muzinga, e no blog deste site, deu algumas dicas valiosíssimas sobre publicação.

Com a autorização do André, coloco aqui o link para as postagens onde ele fala sobre publicação e sobre publicação com editoras, especificamente. Se você pensa em produzir Histórias em Quadrinhos e não sabe bem por one começar; ou se já produz e quer publicar de alguma forma, pensa em editoras, pensa n web, leia os seguintes textos, reflita, dÊ feedback.

DEZ CONSELHOS PARA QUADRINHISTAS



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Arte-Final: Materiais e Técnicas, parte II

Olá a todos! Finalmente, vamos à segunda parte do textos sobre materiais de arte-final.

No texto anterior, falei sobre os materiais "pré-ink", ou seja, papel, lápis, borracha. A arte-final (ou inking) é a etapa do processo de criação de uma ilustração ou HQ que envolve passar nanquim sobre os traços a lápis do desenhista (que pode ou não ser você mesmo).

Parece simplista, colocar dessa forma, mas em essência, é isso mesmo. O ponto crucial de se entender, é que o arte-finalista NÃO é só um mero traçador/contornador. Quem já assistiu "Procurando Amy", do diretor Kevin Smith, sabe que existe um debate hilário entre os personagens principais, artistas de HQ, sobre o arte-finalista ser um "tracer", ou seja, o cara que só passa linhas pretas em cima de outras a lápis, como se "tirasse" o desenho com papel vegetal. Achei essa cena no youtube, infelizmente sem legendas.

O arte-finalista é responsável por muitas vezes complementar o desenho do desenhista. Este, dependente do estilo, pode deixar vastas áreas de preto para serem preenchidas pelo arte-finalista, que também pode acabar fazendo hachuras, modulação de linha, separação de planos, e até algumas decisões de foco na cena.

Um ótimo livro sobre o assunto é o "The Art of Comic Book Inking", de Gary Martin. Existiram duas edições, e depois uma especial com os dois livros em um. Ele vem com várias dicas de materiais, técnica, e exemplos de arte-final de grandes nomes da área. Além disso, vem com pranchas, em papel decente, com uma página do Steve Rude para você treinar. Segue um link no Amazon. Não achei o primeiro, mas é o mesmo nome e mesmo autor, dá pra procurar.

Além disso, o tio Gary Martin mantém uma galeria no DeviantArt com vários trabalhos. É uma ótima ideia visitar sempre que possível e entender o que exatamente o arte-finalista faz sobre os lápis.

O arte-finalista deve, então, colocar um pouco de si no trabalho. Ou muito. Certas equipes criativas trabalham juntas por anos, como o caso de Jim Lee e Scott Williams. O trabalho solo de cada um nunca é tão interessante quanto a parceria. Leva um tempo para um desenhista e um arte-finalista se entenderem.

Bom, em se tratando de materiais, agora, vou mostrar um pouco das canetas que costumo usar.

Minha arte-final tem imensas doses de pincel. Mesmo quando uso o Pain Tool SAI para arte-finalizar, configuro os brushes para me darem um resultado próximo de pincéis.

Me interessa muito a modulação da linha, que nada mais é do que a possibilidade de engrossar e afinar as linhas conforme a pressão da mão. Mas o digital raramente consegue simular o efeito de um pincel seco de forma satisfatória. Tem coisas que só um bom pincel faz.

Vou mostrar hoje as canetas brush pen que uso, mas só as pontas de cerdas artificiais. O lance dessas canetas é que elas possuem "pelos" na ponta, que dão forma de pincel. Não são pelos naturais, como a maior parte dos pincéis de cabo de madeira, e sim, um material sintético.

Podem ter dois tipos de carga: uma carga normal, fechada no corpo da caneta, que acaba eventualmente; e um cartucho ou refil, cheio de tinta, que você pode trocar quando acabar. AS tintas nem sempre são permanentes como o nanquim. Algumas soltam com água, outras não têm um tom de preto tão profundo. Mas tudo isso pode ser contornado (sem trocadilhos).

Bom, segue uma imagem com testes das minhs canetas.


Bom, vamos aos links e comentários para essas canetas, na ordem da imagem acima.

Pentel Standard Brush Pen - Medium Tip

Essa caneta foi a primeira que usei quando comecei a me interessar por brush-pens. Ela tem um corpo oco, onde fica a tinta. Esse corpo, refil, pode ser comprado avulso, e tem várias cores para escolher. Eu mesmo já comprei vermelho, azul, marrom, para testar e brincar. Ela dá uma linha bem gostosa, se você trabalhar devagar. Quando o traço é mais rápido, aí ela seca mais rapidamente também, e o traço fica com aquele feel de drybrush.
Se a tinta comaça a rarear, você pode apertar o corpo oco, que age como uma bombinha, e manda mais tinta para a ponta. Às vezes isso faz a caneta pingar, então, cuidado.
Quem usa essa caneta vez ou outra é o Rafael Grampá. Já o vi desenhando e o ritmo dele é bom com o ritmo da fluidez da tinta, mais moderado e cuidadoso, deixando os efeitos de dry-brush para quando necessários.
Essa caneta é uma das que eu menos uso.

Parêntese! Um dos arte-finalistas que me fez procurar essa caneta é o Mitch Breitweiser. Ele usa essa caneta, mas mergulhando-a no nanquim. Acho que hoje em dia ele deve usar mais pincel, mas na época vi um vídeo dele com um tutorial de arte-finalque merece registro. Aqui vai o link pro DeviantArt dele e para o vídeo. Fecha parêntese.

Pentel Pocket Brush Pen for Calligraphy
Essa caneta é uma delícia. Ela tem um padrão parecido com a acima, mas é bem menor. Seu tamanho é de bolso mesmo, e o corpo, de plástico mais duro, lembra canetas mais chiques, daquelas que advogados e etcs levam no bolso. A ponta é do mesmo esquema que a acima, mas é um pouco menor e sua fluidez é quase constante. Não tem como apertar seu corpo, então tem que se contentar um pouco com a fluidez dela. Esse modelo do link não vem com refil, mas a JetPens vende uma cartela com refis e caneta, e também caixinhas com refis.
Ela é mais elegante, portátil e versátil.
Já vi o Grampá e o Fábio Moon usarem ela.

Kuretake No. 8 Fountain Hair Brush Pen
Essa é a minha favorita nas brush-pens com cerdas. Ela tem um corpo duro, mais alongado. A ponta é de ótimo tamanho e a fluidez da tinta é perfeita. Ela trabalçha com um cartucho, não o mesmo que as da Pentel, mas já testei com o cartuchos destas e deu mais ou menos certo.
Dico mais ou menos, pois a tinta costuma vazar um pouquinho na ponta, e suja os dedos, mas nada que um papel higiênico não resolva.
Como sua fluidez é maior, se você cuidar da ponta direito, ela dura muito e simula quase perfeitamente um pincel. É mais difícil fazer dry brush com ela, já que não tem como controlar a fluidez para a ponta, mas se você tem um pincel velho ou uma brush pen da Pentel, isso não é um problema.
Se você ver no link, a cartela vem com dois cartuchos de refil, mas você também pode comprar mais. O cartucho dessa caneta vem com uma bolinha de metal na ponta. Quando colocado na caneta, a bolinha se solta e fica como num spray, móvel dentro da tinta, impedindo que ela seque ou decante.

Pilot Brown Barrel Brush Pen - Hair Brush

Essa caneta é dá família da Pilot, de corpo marrom. Vou falar de outras canetas desse tipo mas em outro post. Esta caneta tem pontas de cerdas, mas não tem como trocar o refil. Quando ela acaba, acaba. Claro, vocÊ pode mergulhá-la no nanquim, mas não é a mesma coisa. Ela tem uma fluidez legal para traços mais lentos, e detalhes, pois a ponta conegue uma espessura bem fina. Mas, num traço mais veloz, ela simplesmente não aguenta muito, e fica com traço se pincel seco. Acho que ela dura bem menos que as outras, também.

Kuretake No. 30 Double Sided Brush Pen - Hard & Hair Brush
Essa tem sido a segunda favorita atualmente. Com um corpo mais alongado, ela tem duas pontas. Uma, maior, de cerdas, com um bom controle de detalhes e espessura, fluidez bacana e facilidade para fazer dry-brush. A outra ponta, menor, tem um esquema mais "porosa" e é bem legal para pequenos efeitos e detalhes. No link você pode ver um teste das duas.
Ela também não é recarregável, mas costuma durar um tempo bom.

Todas elas são ótimas por serem portáteis. VocÊ não precisa levar um arsenal de papéis, copos, potes de nanquim e pincéis. Não precisa lavar com cuidado, não precisa ficar mergulhando elas no nanquim para recarregar. Cabem em estojos comuns, na mochila, no bolso.

Eu costumava ficar meio frustrato por não conseguir levar meu material para todo lugar. Como não tinha como levar os pincéis e nanquim, meu sketchbooks tinham muita coisa a lápis e canetas comuns, mas eu queria mesmo era desenhar com pincel. Com essas caneta,s eu posso obter efeitos de pincel em qualquer lugar. Além claro, da já mencionada limpeza.

Como já dito anteriormente, o JetPens é um site ótimo para comprar esse tipo de material. Apesar de ser em dólares, os valores são muito amigáveis e muitas vezes melhores que os encontrados por aqui. O frete estraga um pouco a brincadeira, e se você gastar mais de US$ 50,00, provavelmente será taxado no Brasil.

A última compra que fiz deles, pelo correio, foi taxada, saiu cara demais, mas mesmo assim valeu cada centavo, e saiu mais barato que comprar os mesmos materiais por aqui. Com o extra de que 2/3 deles eu nunca achei por aqui. Ouvi dizer que na Liberdade, em São Paulo, tem várias coisas dessas, mas não fui lá ainda pesquisar.

O que valeria a pena, na minha opinião, é chamar amigos que também tenham interesse em materiais, fazer uma compra grande, e rachar. Gaste mesmo, e aí, teste todas as canetas e materiais que achar interessantes. Numa próxima compra, repita só os que você mais gostou, em quantidades maiores.

Minha primeira compra na JetPens foi meio insana., Quis testar quase tudo. AS minhas favoritas, comprei de novo, um tempo depois, em quantidades maiores e fiz um estoque.

Bom, por euqnto é só. Próximo post será sobre brush-pens com pontas de borracha e porosas.

Abraços e ótimo fim de semana!