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quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Um Caso de Amor Chamado FIQ - Parte 2 (Newsletter)

 Este texto foi publicado originalmente na Newsletter Quebra-Cabeça, edição 41, em 29/8/2022.

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Um Caso de Amor Chamado FIQ - Parte 2

Ao longo da minha carreira como autor de quadrinhos (que engloba também ser ilustrador, professor e produtor de conteúdo), participei de diversas coletivos/grupos/famílias. Acho que é algo que faz parte do nosso desenvolvimento como artistas, primeiro porque toda carreira artística (especialmente aqui no Brasil) é muito incerta. Segundo, e justamente por causa da primeira, porque a cena é sempre muito bacana e acolhedora: todo mundo quer que todo mundo tenha sucesso e por isso, ajuda e respeito mútuos são essenciais. E aí, então, a gente vai conhecendo as pessoas e formando laços e afinidades em grupos, panelas, etc. 

No comecinho de carreira, antes mesmo te me encontrar como autor, eu fiz parte do Projeto Paradigma (mas disso eu falo mais e melhor em algum momento). Já me considerando autor e produzindo minhas HQs, participei da Front de 2006 até seu fim. Do Quarto Mundo de 2008 até seu fim. Do Petisco, de 2011 até seu fim. Em todas elas, cheguei a ser no conselho editorial. Fiz parte da Pandora Escola de Arte por mais de 15 anos. Eu gosto muito de fazer parte de uma equipe, de colaborar e construir coisas bacanas. Também já fiz muita coisa sozinho ou em grupos pequenos, mais focados, como Terapia e Monstruário. Mas a experiência mais recente, que justamente foi coroada no FIQ, é com a Guará.



No terceiro dia do FIQ rolou a festa da Guará, onde uma infinidade de quadrinistas e pessoas relacionadas aos quadrinhos ocuparam um bar na calçada oposta do festival. A proposta era de 200 cervejas grátis pra galera por conta da Guará, mas claro que a festa transcendeu isso e virou mais uma confraternização épica de gente que ama quadrinhos (e bebe cerveja, e conversa muito, e celebra o quadrinho...).

Foi excelente e foi coroada com um momento muito especial: o pedido de casamento do Denis Mello para a Juliana Moon. O Denis é um amigo muito querido, de outros carnavais. E a Ju é uma amiga querida recente. Ambos são autores da Guará. E ter presenciado esse momento tão especial para eles foi muito legal. O abraço coletivo de todo mundo da Guará nos noivos foi mais um tijolo na construção dessa equipe.



Eu não fiquei no estande da Guará durante o evento porque tinha minha mesa, e como fui sozinho, precisava estar muito tempo lá, focado e atendendo o público. Mas de vez em quando eu dava um pulo lá pra ver o pessoal. Pelo que soube, as vendas foram bem legais e a principal coisa do FIQ se concretizou: estar presente e mostrar a cara, criar conexões com pares e principalmente com leitores. E, mais especial ainda, com os novos leitores, essa galera que ainda está descobrindo o universo infinito que é o quadrinho brasileiro. 

Me senti muito acolhido pela equipe toda desde o começo, mas a experiência ao vivo foi muito mais especial. Sentir o carinho do pessoal e toda aquela energia boa no meio dessa celebração dos quadrinhos... Sensacional. A Guará tem muita coisa legal rolando e é muito legal fazer parte disso (mesmo não estando em projetos ativamente agora). Rolou fotona com a equipe toda, rolou jantar da firma, rolou festona, rolaram muitas conversas cheias de ideias pro futuro.



Minha experiência na Guará foi, até agora, de arte-finalista (fui indicado ao CCXP Awards na categoria Melhor Arte-finalista pelo meu trabalho), mas as conversas durante o FIQ foram muito interessantes em termos do futuro da editora e dos projetos e do meu futuro enquanto parte dessa jornada. Mas eu não posso falar sobre isso ainda ;)

Outra coisa bem legal foi no dia em que toda a equipe da Guará apareceu com um boné. Nesse boné tinha um picolé de boné. Além do boné, tinha um botton circulando pelo evento com o mesmo desenho. Apesar de ainda não termos divulgado nada oficialmente, causou um certo burburinho. Afinal, o que significa esse boné, essa ação e qual a relação com a Guará? Só vou dizer uma coisa: fiquem ligados. O picolé de boné ainda vai dar o que falar.




Pra fechar, eu queria agradecer a todos meus amigos e colegas da Guará, os que eu já conheci há tempo e os novos, que conheci agora. Ao Rapha e ao Gabriel, em especial, por me convidarem a fazer parte desse projeto, não só por confiarem no meu trabalho como artista, mas também por confiarem no que tenho a oferecer e colaborar. Esse é uma das coisas que mais me faz bem num trabalho em equipe e emocionalmente, também.

Sucesso demais à Guará!

PS.: No FIQ rolou o Marioverso. Ou o Raphaverso. Ou o Ruasverso. A gente ainda não sabe. Mas é real que tem alguma brecha no multiverso que permite que seres muito parecidos façam quadrinhos nessa realidade. A gente também inclui o Gustavo Borges como nossa variante teen, o Yoshi Itice como uma variante asiática e o Ivan Costa como nossa variante empresário. Abaixo um registro do encontro:


Carlos Ruas, Rapha Pinheiro e Mario Cau (não necessariamente nessa ordem)

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Um Caso de Amor chamado FIQ - Parte 1 (Newsletter)

Este texto foi publicado originalmente na Newsletter Quebra-Cabeça, edição 40, em 19/8/2022. Para receber atualizações e conteúdo exclusivo, INSCREVA-SE! 


      Um Caso de Amor chamado FIQ - Parte 1     


Antes de começar a escrever, eu já coloquei um "Parte 1" no título porque percebi que eu não ia conseguir escrever tudo que precisava sobre o FIQ. Corria o risco dessa newsletter ficar gigantesca e você desistir de ler, hehe. E também, claro, ainda estou processando essa experiência.

Mais de 10 anos atrás, em 2009, eu fui ao FIQ pela primeira vez. Já tinha ido a alguns eventos de quadrinhos em São Paulo e outras cidades do estado. Mas o FIQ foi diferente. Acho que foi a primeira vez que eu me senti, de verdade, um autor de quadrinhos. Já fazia minhas HQs desde 2004 e tinha entrado pra Front em 2007 e pro Quarto Mundo em 2008, mas foi no ano do FIQ que eu publiquei meus primeiros gibis, Pieces 1 e 2. A 2, inclusive, teve seu lançamento no FIQ. 

Foi no FIQ 2009 que eu conheci um monte de gente bacana, meus colegas de profissão e luta, leitores queridos que até hoje me acompanham, profissionais que eu admirava há tempos... Conheci, inclusive, um dos meus ídolos, o Craig Thompson (autor de Retalhos, obra essencial na minha formação como autor). Esse encontro, um bate-papo super amigável e cheio de sentimento, foi possibilitado pelo meu amigo Rodrigo Febrônio, que na época era jornalista e apresentador do programa Banca de Quadrinhos (que passava num canal online e infelizmente, acredito, não deixou um arquivo pra gente rever depois do fim do programa). Rodrigão, te devo essa pra sempre.

Craig e eu super jovens


O FIQ de 2009 foi, também, minha primeira viagem sozinho pra outro estado e isso me contaminou com o amor por viajar e conhecer novos lugares, pessoas, culturas, culinária, etc. Todos esses anos foram passando e voltei a BH 7 vezes, sendo 5 delas para o FIQ. Fui, também para muitos outros lugares, participando de eventos de quadrinhos, dando palestras e aulas, ou só pelo passeio mesmo. Mas Belo Horizonte sempre vai ter um lugar mais especial no meu coração.

Pieces 1 e 2 no estande do Quarto Mundo em 2009


A partir daí, fui a todas as edições do evento, que ficava cada vez maior e melhor, mais cheio de artistas e de público, com a cena dos quadrinhos brasileiros cada vez mais efervescente e prolífica. Até a de 2018, com as incertezas e receios gerados pela situação política pós-golpe, pré-eleição e durante a greve dos caminhoneiros. Foi o último FIQ presencial, porque pouco tempo depois veio a pandemia. E a gente esperou, pacientemente.

Até esse agosto de 2022, com a edição mais recente do Festival Internacional de Quadrinhos! Não é exagero falar do quanto esse evento é querido e importante pra TODO MUNDO nos quadrinhos brasileiros. Pergunte pra qualquer um. Se a pessoa gosta mesmo de quadrinhos e acompanha minimamente a produção, especialmente dos autores nacionais, vai saber que o FIQ é um evento imperdível. E especial.

Vale aproveitar o momento para agradecer e celebrar a organização do evento. Afonso, Lucas, Marina, Gabriel e tantos outros que se esforçaram muito para que o evento acontecesse. Palmas para a prefeitura de BH (o FIQ é um evento do calendário municipal, só isso já é motivo de aplauso), que deu a cada aluno das escolas municipais que visitaram o evento dois vales de R$15! Com esses vales, a galerinha podia comprar quadrinhos, prints, adesivos, etc. Imagina que maravilha ver um monte de criança andando pelo evento, conhecendo autores novos e diversos, encontrando obras que só podiam ser encontradas no evento, descobrindo novas narrativas, traços, ideias! Não, nem precisa imaginar. Isso aconteceu e foi lindo. Eu mesmo vendi metade do estoque de Anne e Saruê para eles, pelos vales. Fico muito satisfeito de saber que essas crianças vislumbraram um horizonte infinito e cheio de coisas interessantes. Fica meu desejo de que elas não se afastem da leitura. E que voltem no próximo FIQ.

A querida Mesa 164 do FIQ 2022


O evento foi sucesso de vendas. De novo. Eu esgotei tudo que levei. De novo! Na edição de 2018 foi assim, eu levei o que consegui nas malas e fiquei sozinho na mesa. No domingo já não tinha mais nada pra vender! Esse ano foi a mesma coisa. No domingo à tarde eu já não tinha mais nenhum livro. Eu juro que não esperava repetir o sold out, mas fiquei muito feliz. Não só pelo dindim, que é importante, mas também porque isso significa que muita gente se interessou pelo meu trabalho e se conectou com ele. 

Aliás, essa conexão, quando rola, é algo lindo. E é interessante: Monstruário chama atenção pelas capas, pela proposta. A maior parte das pessoas que ouve a sinopse já fica intrigada. Mas Pieces tem outra dinâmica. Atrai menos pessoas pelas capas e pela sinopse. Elogiam a arte sempre (eba!), mas a conexão com as histórias mesmo vem com uma conversa mais intimista, onde sse pode conhecer melhor a proposta da série, onde posso explicar um pouco das ideias e propostas de algumas HQs. E quando essa conexão rola, olha, é legal demais. É um tipo de sintonia diferente. Fico sempre muito feliz de receber mensagens comentando a emoção de ler essas HQs, porque elas são importantes demais para mim.

E o FIQ não é só feira e venda de quadrinhos. O FIQ é famoso pelo rolê. Depois que as portas se fecham a cena toda dos quadrinhos brasileiros vai pra algum bar (com altíssimas chances de ser no edifício Maletta) confratenizar. E aí que nossa força aumenta, nosso laços estreitam e a energia especial desses encontros nos renova o amor pelos quadrinhos. É realmente uma celebração. Eu, que moro em Campinas e mal vejo meus colegas e amigos daqui, encontro tanta gente querida que fico atordoado. Até brinquei falando que eu só fico sabendo das fofocas e causos do mundo dos quadrinhos no FIQ, então fazia 4 anos que eu não sabia de nada, haha. E rolaram fofocas e causos, claro.

Essa foto, especificamente, não é do Maletta, e sim da festa da Guará


É difícil explicar o FIQ. Tem mais coisas pra contar, mas deixo pra próxima carta. O que mais importa é que teve FIQ, teve FIQ pra caramba. E foi excelente. Viva o FIQ, vida longa!!!

Te amo, FIQ <3

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Eventos - FIQ 2015 [atualizado]

Está chegando um dos eventos mais aguardados pelos autores e leitores de histórias em quadrinhos do Brasil: o FIQ!



O Festival Internacional de Quadrinhos acontece a cada dois ano, em Belo Horizonte, e cresce a cada edição. Cada edição do FIQ evidencia a potência criativa dos autores brasileiros, dos independentes às editoras e à web, e é um momento de confraternização, debate, contatos, amizade e parcerias.

Eu vou ao FIQ desde 2009 e fiquei apaixonado desde então. É algo que está no meu cronograma desde então, e sempre movimento meus compromissos em torno da ida a BH para participar desse evento magnífico, encontrar meus amigos autores, meus amigos leitores e também conhecer muita gente nova: toda vez tem autores novos, leitores novos, todos muito empolgados e interessados. E claro,  é o momento ideal para lançar novos trabalhos.



Por isso, eu e o André escolhemos o FIQ para ser o lançamento oficial de "Quando a noite fechaos olhos", nossa nova graphic novel. Já falei dela por aqui, lembra?


Além de "Noite", participo de outros títulos que serão lançados lá no evento. "Aqui e Acolá". Será lançado no evento o livro "Aqui e Acolá: histórias dos dois lados do Atlântico", do selo Jupati Books, que traz oito HQs criadas em parcerias inéditas entre quatro quadrinistas portugueses e quatro autores brasileiros. Do lado de Portugal, temos Carla Rodrigues, João Mascarenhas, Osvaldo Medina e Pedro Serpa. Representando o Brasil, temos Brão Barbosa, Laudo Ferreira Jr., Mario Cau e Samanta Flôor. Assino a ilustração da capa, que tem design do Flavio Soares, e também um roteiro (com arte do querido Pedro Serpa), e a arte de uma HQ divertida (com roteiro da Carla Rodrigues).


Também estou na antologia "Um cara que caiu do céu (e não sabia nada da vida", uma HQ com roteiro do Charlles Lucena e arte de um time espetacular. É a estreia do psiquiatra Charlles Lucena como roteirista de quadrinhos. A arte da epopeia de um alienígena pelos sentimentos e vivências que permeiam a condição humana está nas mãos de alguns dos maiores quadrinistas da nona arte nacional: Mika Takahashi, Shiko, Jean Diaz, Vitor Cafaggi, Magno Costa, Mario Cau, Gabriel Jardim, Thobias Daneluz, Camilo Solano, Felipe Nunes, Luciano Salles, Eric Peleias, Daniel Hdr, Leonardo Romero, BRÄO, Renato Quirino, Gustavo Borges, Jack Herbert, Igor Tadeu e Rogê Antonio. 




Estarei no estande #12, com meus irmãos do Petisco Webcomics. Todos teremos lançamentos e promoções bacanas. Não deixem de passar por lá dar um abraço e bater um papo. E claro, conhecer e adquirir nossos títulos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Quando a noite fecha os olhos

Durante as últimas duas semanas, estive viajando, mas não deixei de postar nas redes sociais alguns teasers e previews do meu novo trabalho.

"Quando a noite fecha os olhos" é minha primeira parceria com o grande André Diniz, um dos maiores roteiristas de HQ brasileiro, vencedor de prêmios diversos e autor de algumas das obras mais celebradas no Brasil e exterior nos últimos anos.

Estou muito feliz com o resultado, considerando o ano complicado e corrido que tive (e ainda estou tendo!). Foi uma experiência excelente de narrativa visual e dramática,do jeito que eu mais gosto.

A história é uma drama sobre o Camilo e seus conflitos. Confira aqui informações sobre a bora, que será lançada ainda em 2015, no FIQ e na CCXP.



QUANDO A NOITE FECHA OS OLHOS
Roteiro: André Diniz
Arte: Mario Cau

Independente (Coedição dos selos Muzinga e Pieces)

SINOPSE:
Quando a Lua fecha os olhos, só o que se vê é escuridão.
Camilo leva a vida adiante, uma vida que não sabe mais se é sua. Uma vida sem luz, onde o Sol não nasce e onde as únicas vozes que ele consegue ouvir são ecos de seu inconsciente.
Traumas do passado - quem não os tem? Pois é o confronto de um destes, desencadeado por uma grande perda, que vai definir ou não a vitória de quem luta contra o mundo. Ou contra si mesmo.
Escrita por André Diniz (7 Vidas, Muzinga, Morro da Favela) e ilustrada por Mario Cau (Dom Casmurro, Terapia, Morphine), "Quando a noite fecha os olhos" é um olhar de contrastes altos (na arte e na trama) sobre a vida e a mente de um homem em busca de si.







INFORMAÇÕES:
72 páginas
Capa colorida
Miolo PB
História completa

ISBN 9788591765010

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Eventos - FIQ e CCXP em 2015

2015 vai ser um ano espetacular, com dois dos maiores eventos de Quadrinhos do Brasil. E eu estarei nos dois! Terei novidades: novo livro, novos prints, originais e quem sabe uma surpresa... ;)



Programe-se!

FIQ - 11 a 15 de novembro de 2015

CCXP - 3 a 6 de dezembro de 2015

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ÍCONES dos Quadrinhos - Sessão de Autógrafos em São Paulo

Estarei neste fim de semana na Gibiteria, em São Paulo, com vários outros artistas autografando o livro ÍCONES, sensação do Catarse e do FIQ no ano passado!



É neste sábado!

Sessão de autógrafos do livro ÍCONES DOS QUADRINHOS com diversos artistas que participaram do projeto, que também levarão seus trabalhos autorais, sketchbooks e prints para venda.

Será uma mini comic-con dentro da Gibiteria, no dia 25/01, sábado, das 14 às 19 horas.


17 presenças já confirmadas:
Joe PradoRod ReisLuciano SallesMarcelo CostaMagno CostaWill SideralmanMario CauMauro SouzaFlavio Luiz NogueiraCris Peter,Sam HartEduardo SchaalBreno TamuraBira DantasDaniel Wernëck,Diogenes NevesFelipe Massafera (mais confirmações em breve!)

Participe! Divulgue!

GIBITERIA
Praça Benedito Calixto, 158 – 1º andar – Tel. 3167-4838
Estacionamento (Valet): Rua Teodoro Sampaio, 1.020


Confirme sua presença no Evento do Facebook!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Terapia pós-FIQ!

Oi, pessoal! 
Tudo bem com vocês?

Quem escreve aqui hoje é o Mario, ilustrador de Terapia. Quero atualizá-los do nosso projeto, com informações importantes! 

O LIVRO!
O livro está pronto, impresso, e bonitão! Tive a oportunidade de vê-lo em mãos durante o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte. Leia mais sobre o evento abaixo), e adorei o resultado, e tenho certeza que vocês vão adorar também.

Como já informamos antes, o nosso contrato com a editora Novo Século mudou um pouco o processo de entrega das recompensas: a editora vai enviar para os apoiadores os livros (e marcadores de página), e não os autores. Isso foi acertado no nosso contrato, e garante que os apoiadores possam receber os livros mais rapidamente, enquanto trabalhamos nas outras recompensas.

Atualmente, o livro encontra-se em fase de envio da gráfica para a editora, e estamos esperando a confirmação do recebimento de todos, para marcarmos uma reunião onde eu, Rob e Marina vamos autografar os livros de todos os apoiadores.

Então, não se preocupem: o envio pela editora não compromete o autógrafo do seu livro. 



(foto de Felipe Sabino)


OUTRAS RECOMPENSAS!
As outras recompensas serão enviadas em breve, pois ainda estamos trabalhando nelas. O meu foco nos últimos meses foi produzir o livro, para que estivesse pronto e impresso para o FIQ. Com a ajuda da Maria Paula, nossa diagramadora, e do Felipe França, que letreirou metade do livro, conseguimos vencer o prazo curto e o livro foi impresso a tempo.

O segundo foco foi o FIQ, e não haveria tempo hábil para produzir as recompensas antes do evento.

A previsão de produção e envio das recompensas é JANEIRO de 2014. Vai levar um tempinho ainda, admito. Adoraria entregar tudo ainda esse mês para vocês, mas ficou inviável por conta do FIQ, do livro (que obviamente é prioridade) e dos outros trabalhos que estão aqui acontecendo.

O importante disso é que esse prazo, que já tinha sido estimado no nosso projeto inicial, permite que façamos camisetas, pôsteres, palhetas, sketchbooks e Artbook, tudo a seu tempo, com qualidade que vocês merecem.

Assim que tivermos as imagens, designs e confirmações de entrega das recompensas, postarei aqui na página do projeto.

As outras recompensas, como o podcast e os originais, virão um pouco depois.

ORIGINAIS!
Se você ganhou um original meu com seu apoio, em breve receberá um e-mail perguntando qual personagem você gostaria que eu desenhasse. Lembrem que não precisa ser do Terapia, pode ser qualquer um!

FIQ!
Ah, o FIQ... Já estou com saudade! O FIQ, para quem não sabe, é o maior e mais importante festival de Quadrinhos do Brasil. Um dos maiores, também, de toda a américa latina.

Fiz questão de levar uma quantidade de livros para lá, pois desde o início meu plano era lançar o Terapia oficialmente no FIQ. Foram levados 60 exemplares, que esgotaram em três dias do evento!




A receptividade dos leitores, tantos os que já conheciam quanto os que não conheciam, foi maravilhosa. Fiquei muito orgulhoso, e em nome da equipe quero agradecer a todos que estiveram lá e adquiriram o seu exemplar.

A parte mais incômoda para mim foi com certeza não poder entregar os livros dos apoiadores lá, no festival. Isso já havia sido informado pelo email, quando dissemos que a Novo Século enviaria os livros para vocês. Como a quantidade que levei era pequena, e a editora fez questão de enviar os livros, algumas pessoas não puderam retirá-lo

Mas fiquem tranquilos, o livro chegará muito em breve a suas mãos, e estamos ansiosos pelo seu feedback!

NOVOS CAPÍTULOS!
Terapia volta a ser produzida e publicada ainda em Janeiro de 2014, com o oitavo capítulo. Já adianto que teremos mais um capítulo extra, no álbum Petisco Apresenta Vol. II, que deve ser publicado ainda no primeiro semestre. Nos moldes do primeiro álbum, a HQ de Terapia não será obrigatória para o entendimento da trama do site, mas dá informações a mais e um olhar num momento entre o capítulo 7 e o vindouro 8...


É isso!
Espero que o livro chegue logo a vocês, e agradeço sempre pelo carinho, pelo apoio e pela paciência.
Trabalhar com HQs exige muito tempo e dedicação, e priorizamos a qualidade à velocidade.

Grande abraço a todos e até logo!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Podcast - Renegados Cast

Durante o último FIQ, fui convidado pelo pessoal gente finíssima do Renegados Cast para particpar de um podcast, gravado lá mesmo no evento, numa sala exclusiva para gravação de video e pod casts.



Comigo, os apresentadores Cido, Bruno e PDC, e meu amigão quadrinista Flávio Luiz, autor de O Cabra e Aú, o capoeirista, duas HQs nacionais muito bacanas. Além de nós, também foram entrevistados o mestre Danilo Beyruth (Necronatura, Astronauta: Magnetar) e a querida Lu Cafaggi (Turma da Mônica: Laços).

Acesse aqui nesse link o site do Renegados Cast, e ouça nossa entrevista.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Programação no FIQ 2013

Finalmente, chegou o tão esperado FIQ!



O Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte, acontece nesse mês de novembro, do dia 13 ao dia 17. Estarei lá a partir do dia 14 à tarde, já que dia 13 à noite tem a entrega do Prêmio Jabuti, e eu não posso deixar de receber o meu! (o quê? Não está sabendo? Dom Casmurro ganhou 2º lugar em Ilustração, e 3º lugar em Didático/paradidático!)

Lá no FIQ, estarei o tempo todo transitando. Minha base é o estande do Petisco, o estande #13, e é lá que vocês encontrarão a maioria das minhas publicações. É provavelmente sua última chance de comprar a Pieces 1, que terá apenas 25 unidades. Além dela, Pieces 2 e 3, By the southern grace of God, e Burocratia. E é claro, Dom Casmurro e o esperado primeiro livro de Terapia!

Veja na imagem abaixo a minha programação:



Farei uma sessão de autógrafos e bate-papo no estande da Balão Editorial, com minha HQ NÓS - Dream Sequence Revisited. Participo da mega-sessão de autógrafos do mega-livro e mega-exposição Ícones, com mais uma legião de artistas, no domingo de manhã, a partir das 10h.

Também terei pôsteres  no estande do Petisco. São 3 modelos: dois de Terapia, um do "gato fantasma" e um pôster secreto, que vocês vão ter que ir lá e perguntar para conhecer... ;)

Não obstante, participo também de outras publicações que podem ser encontradas (a maioria, lançamentos) no FIQ. Veja a lista completa:

- Mônica(s) (MSP/Panini)
- Ícones dos Quadrinhos
- Valente por opção (Vitor Cafaggi/Pandemônio)
- O Monstro (Fábio Coala/Webcomics)
- Café Espacial 12 (Ugra)
- NÓS - Dream Sequence Revisited (Balão Editorial)
- MSP+50 (MSP/Panini)
- Nem Morto 1 (Leo Finocchi)
- Petisco Apresenta Vol. I (Petisco)
- Nanquim Descartável 3 e 4 (Petisco)

Aproveitem o evento, curtam muito as palestras, exposições e sessões de autógrafos (veja a programação completa aqui), e não deixem de conhecer a produção dos autores independentes! São infinitos lançamentos, para todos os gostos (e bolsos!).

Espero vocês lá!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O fim do Quarto Mundo

Oi, pessoal.

Essa semana saiu oficialmente a notícia de que o Quarto Mundo, coletivo de quadrinistas independentes, está encerrando suas atividades.

É um momento meio triste para o Quadrinho brasileiro, ver o coletivo que foi referência para autores independentes, e que arrisco dizer, foi responsável pela retomada da produção de HQ independente, especialmente em grupos organizados de autores, decretar o seu fim.

Entrei no Quarto Mundo em 2008, logo após desenhar um capítulo da Nanquim Descartável #2. Como membro, editei e produzi vários títulos (Pieces #1, #2 e #3, Burocratia e By the southern grace of God), e participei de outros mais (Nanquim Descartável #2, #3 e #4, Quadrinhópole #8, Subterrâneo, Almanaque Contos da Madrugada, Clube da Voadora #2, e várias edições da Café Espacial)

Também participei ativamente de eventos, dentre eles o mais memorável com certeza foi o FIQ de 2009.

O Quarto Mundo, como foi criado e idealizado, já não conseguia funcionar direito nos últimos meses. A ideia de que todos os membros contribuam com alguma atividade acabou se perdendo em meio a muitos membros que não eram mais membros, e muitas responsabilidades pesadas caindo nas mãos de poucas pessoas, que seguravam o rojão e acabavam levando o coletivo à frente. Claro, sem querer citar nomes nem nada, não é uma questão de culpa, e sim de responsabilidades.

Meus 4 anos no coletivo foram cruciais pro meu crescimento profissional. A presença no coletivo também ajudou na divulgação do meu trabalho, que com certeza não chegaria tão longe, pelo Brasil todo, quanto chegou; e por isso sou muito grato. Mais do que tudo, os amigos que fiz e as parcerias que aconteceram, e os novos autores que tive o prazer de indicar e orientar no grupo.

Nos últimos tempos sentia o cansaço dos membros mais ativos, e uma vontade de revitalizar o coletivo com algo novo, algo que chamasse a atenção da mídia e dos leitores de volta para nossos trabalhos. No ano passado, então, visando isso, escrevi um projeto para um álbum especial do Quarto Mundo, que traria HQs inéditas de todas as séries dos autores do coletivo, como uma carta de apresentação para novos leitores, e uma coletânea para os velhos leitores.

Infelizmente, mesmo com a proposta de editar sozinho esse livro, e contando depois com a co-edição de pessoas que admiro pelo trabalho e pessoalmente, o projeto não foi para a frente e problemas que julgo primordiais nesse tipo de trabalho apareceram. Mais uma vez, sem julgamentos de culpa aqui, só acho interessante enfatizar que nós tentamos criar algo novo, e esbarramos nas dificuldades que um coletivo independente com uma ideologia sempre vai apresentar. Isso é normal, mas travou o processo.

Produzir HQ independente requer muito esforço, dedicação, sacrifício e muita disciplina... Ir a ventos, conversar, vender seu trabalho... Escrever, re-escrever, desenhar e re-desenhar, editar, revisar, orçar com gráfica, planejar tudo... Coisas que não são fáceis de atingir, e que tomam tempo. Quem faz, o faz por amor mesmo, por um tesão imenso em produzir HQ, em contar histórias. Sempre que posso, oriento e dou dicas para o pessoal que quer começar, e não tem começo melhor do que produzir um zine ou uma HQ independente.

Mas é claro que a progressão natural das coisas é a evolução. A outra opção é a estagnação. Eu optei pela primeira, desde que comecei a publicar. E me parecia natural que o Quarto Mundo não fosse um trampolim, muito menos um lance de "qualquer coisa pode ser publicada com o selo". Me parece natural que o Quarto Mundo fosse um tipo de estágio de aprendizado, onde autores novos tivessem um respaldo de autores mais experientes, uma orientação; e que o espaço que o coletivo ganhou pela qualidade e variedade de seus títulos fosse usado também para apresentar novidades.

Nesse sentido, achava que se um autor achasse por bem sair do coletivo, ou se dedicar menos a ele enquanto foca em sua carreira, não seria um ato egoísta ou mal-agradecido. É só a progressão natural das coisas. Não se trata de fama ou glamour, se trata de encontrar novos desafios e espaços, conquistá-los mesmo. Eu sei que meus planos continuam, estou cheio de ideias e planejo um ano bem produtivo para 2013.

O fim de algo importante é sempre impactante, para os envolvidos. Talvez a repercussão disso na mídia seja menor do que quando a gente surgiu, mas tudo bem. Hoje, 5 anos depois, vemos vários outros coletivos ótimos produzindo HQs de qualidade, e isso é o que importa. Não importa quem começou o que, importa que os autores nunca desistam e nunca parem de produzir. Fazer HQ independente nunca foi fácil, mas hoje é muito mais possível.

Não guardo mágoa de nada nem de ninguém. Só guardo a experiência, as amizades e a certeza de que, apesar do coletivo ter se desfeito, ainda somos todos amigos e quadrinistas, e com certeza estaremos juntos em projetos novos, eventos e mesas de bar e lançamentos. É isso que importa, e não o rótulo. Em especial, queria deixar registrado meu respeito, amizade e um baita abraço para os, mais que colegas de HQ, amigos: Daniel Esteves, Will, Cadu Simões, Ana Recalde, Giogio Galli, Marcos Venceslau, Marcelo Saravá, Caio Majado, Hugo Nanni, Edu Mendes, Leonardo Melo, Jozz, BiraDantas...

O saldo é muito positivo. Devo muito da minha projeção, e a do meu trabalho, ao coletivo. A minha experiência foi riquíssima, e, sendo um cara que mergulha de cabeça em tudo que me parece interessante e desafiador, só tive a aprender, mesmo quando errei em alguma coisa. Esse jeito de agir me fez vestir a camisa e batalhar pelo que eu acho bom, pelo que eu acredito.

Chegou a hora de continuar em frente. Então é só virar a página que tem mais HQ do outro lado.



Abaixo, leia o release oficial do coletivo, e a imagem de despedida do nosso mascote, ilustrada pelo Will.
Um link, também, para a matéria do Blog dos Quadrinhos, pelo Paulo Ramos.

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Quarto Mundo chega ao fim após 5 anos de existência




     Centenas de quadrinhos lançados, participação em eventos por todo o Brasil, dezenas de oficinas ministradas; uma verdadeira escola em termos de produção independente de Histórias em Quadrinhos. Com este saldo, o coletivo de quadrinistas Quarto Mundo anuncia seu fim. 

Fundado oficialmente durante o Festival Internacional de Quadrinhos - FIQ 2007, o coletivo fez história ao reunir artistas independentes de todo o País para participar de um festival de renome.    

Chamando atenção logo de início, o grupo cresceu a partir de várias propostas. Com uma organização descentralizada, o objetivo era que todos trabalhassem em alguma das atividades que o grupo desempenhava em prol dos seus membros: publicações, distribuição, divulgação, internet, tradução, participação em eventos e outras frentes, em todas as cidades onde membros do coletivo estivessem presentes. A experiência deu frutos muito importantes e promoveu de forma única o trabalho de diversos autores.  

Quando o Quarto Mundo surgiu, poucas editoras publicavam artistas brasileiros, o mercado independente era formado por um grupo restrito de autores e a mídia via os autores de quadrinhos como artistas marginais. Hoje, há uma profusão de publicações brasileiras nas livrarias, o mercado independente é formado por uma infinidade de grupos e autores em todos os estados e quadrinistas participam de exposições e aparecem constantemente na mídia como personagens influentes do meio cultural.     

Apesar do Quarto Mundo não ter inventado nada, o mérito do grupo está em ter conseguido aglutinar várias forças criativas, inclusive de gerações distintas, em torno de uma ideia de coletivo, participando de um momento chave da história da produção independente nacional.   

Em sua história, o Quarto Mundo participou de dezenas de eventos; ganhou prêmios como HQMix, Ângelo Agostini, Bigorna e DB Artes; incentivou o mercado nacional e serviu de inspiração para muitos. Agora, com a sensação de missão cumprida, é hora dos participantes do grupo seguirem novos caminhos, formarem novas parcerias e buscarem atingir novas metas, ou até mesmo novas estratégias para alcançar as velhas demandas sempre presentes na produção nacional.  

Para comemorar essa etapa concluída, o Quarto Mundo vai realizar uma festa na HQMIX Livraria, no dia 15/12/2012. Serão dezenas de revistas a preços imperdíveis, além de sorteios e atividades diversas. Uma ótima chance para quem ainda não conhece os títulos que carregaram o selo do coletivo durante todo esse tempo de atividade.      Serviço:Festa “Fim do Quarto Mundo”Data: 15/12/2012, a partir das 18 horas.Local: HQ MIX Livraria.R. Tinhorão, 124 – Pacaembu, São Paulo.(11)3259-1528

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Papo de Impulso


Nesse último FIQ, fui entrevistado pelo Dennis, um dos autores de "Pequenos ContHQs", para o Impulso HQ. Foi um jgo de perguntas e respostas rápidas, daquelas que não dá tempo de pensar pra responder, heheh.

Segue o link para a entrevista completa! Aqui, ó!

domingo, 6 de novembro de 2011

FIQ - Video

Eis que surge, enfim, meu video pro FIQ!

Com produção minha e do Gui Spagiari, e com particpação do indelével, insuperável e infame Galo Cantor!



Vejo vocês no FIQ do dia 9 ao 13/11!

Veja mais informações sobre meus lançamentos, posteres e horários de autógrafos aqui!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FIQ - Pôsteres e lançamentos!

Eis que se aproxima o Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte!

Estarei lá todos os dias, de 9 a 13 de novembro, no estande do Quarto Mundo e também no estande do Petisco!

Além das três edições de Pieces, de NÓS, e das edições da Nanquim Descartável e demais títulos do Quarto Mundo do qual participo, teremos umas novidades bem bacanas para vocês...

Em primeiro lugar, BUROCRATIA, minha HQ que seria lançada na Rio Comicon -e não foi por atrasos da transportadora - será finalmente lançada!

Além de Burocratia, lançarei no FIQ uma outra HQ, chamada BY THE SOUTHERN GRACE OF GOD, uma história fechada, escrita por Elton Pruitt, meu caro amigo roteirista lá do Arkansas, e desenhada por mim. A capa? Confira abaixo!



E não é só isso!

O estande do Petisco terá produtos baseados nas séries de webcomics, incluindo TERAPIA, minha webcomic com Rob Gordon e Marina Kurcis.

Teremos uma série de 8 bottons, três camisetas e dois pôsteres!!!

Não, não teremos a versão impressa de Terapia. É bom esclarecer isso, muita gente está esperando isso, e nós também, mas ainda não é a hora.

Além disso, você pode comprar pôsteres com ilustrações minhas. Aproveite, pois as tiragens são limitadas. Só farei novas tiragens se a demanda for realmente alta, como foi o caso do pôster do Chaves na Rio Comicon, que ganha sua segunda tiragem pro FIQ!

Veja os modelos de pôsteres abaixo:


Calvin, 25 anos

Trezentos

Stay True

Dançarina

Além desses modelos, ainda terei a segunda edição do Mágico de OZ, Pieces 2 e do Pato Donald! Todos os pôsteres têm edição limitada a cerca de 20 unidades. Custarão R$ 15,00 cada!


Você pode me encontrar também em sessões de autógrafo nos seguintes horários:

Estande Quarto Mundo:
11/11 - Sexta - 16h - Nanquim Descartável
12/11 - Sábado - 14h - Pieces 3, Burocratia

Estande Petisco:
11/11 - Sexta - 17h - NÓS - Dream Sequence Revisited
13/11 - Domingo - 15h - Pieces, Terapia, By The Southern Grace of God e Burocratia

Praça Sergio Bonelli:
12/11 - Sábado - 17h30 às 19h30 - By The Southern Grace of God e Burocratia



Vejo vocês lá!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Entrevista para o Impulso HQ!

Saiu hoje a entrevista que eu, Ana Recalde (Patre Primordium e Quadrinhópole, minha parceira em "A Humana Perfeita") e Caio Majado (Consequências, e parceirão da Front), feita esse ano no FIQ.

Quem conversou com a gente foi o Renato LeBeau, para o site Impulso HQ! Adorei a entrevista, ficou duca! Renato e equipe, aquele abração e sucesso!

Copoei aqui a minha parte, mas não deixem de visitar o site, comentar por lá e ler as entrevistas da Ana e do Caio!

Mario Cau – Pieces

IHQ: Como surgiu a idéia da publicação?

Mario Cau: A Pieces surgiu de uma mudança de postura em relação aos quadrinhos. Na época da faculdade eu queria trabalhar com super heróis para a Marvel e para DC. Com o tempo fui conhecendo quadrinho adulto e mais autoral e conheci trabalhos que tinham vertentes mais psicológicas como 10 Pãezinhos, mais coisas do Eisner e Terry Moore. Percebi que não me conectava bem com a temática de super heróis, e comecei a fazer histórias sobre o que fazia mais sentido pra mim, e achei o que eu precisava falar e me expressar com desenhos e quadrinhos, que virou a Pieces.

IHQ: A primeira edição da Pieces recebeu excelentes críticas da mídia especializada, como foi a sua reação?
Mario Cau:
Foi uma honra e uma surpresa. Não imaginava e não esperava as boas críticas que teve, porque tem um nicho dos quadrinhos que meche com essa temática também e um receio foi que eu ficasse taxado, que falassem que eu usei a mesma formula do Bá e o Moon, Terry Moore, Craig Thompson, Daniel Esteves e etc.

IHQ: O que o leitor pode esperar de Pieces nº2?
Mario Cau:
Como estou costumando a falar a Pieces nº2 tem mais pedaços para tentar compor o quebra cabeça insano, e nunca vai entender o todo da coisa, tem que juntar as peças e os pedaços. A número dois tem mais cenas, mais momentos que não vão trazer uma conclusão final pra coisa, mas vão ajudar talvez a entender mais o que eu quero dizer com os quadrinhos da Pieces.

IHQ: Como foi produzir a continuação depois do excelente resultado do número um? Mudou algo na sua postura?
Mario Cau:
Sempre que você faz uma coisa que ela é bem aceita, com boas críticas, você já automaticamente fica com uma autocrítica maior. Eu tenho que atender uma expectativa que pode existir do número 2. Não vou falar que mudei o meu jeito de trabalho porque na verdade eu não mudei. A maior parte das histórias já estavam prontas quando a Pieces nº1 saiu, e tem duas histórias inéditas que fiz para a continuação.

Dá para perceber que as histórias mudam o estilo visual um pouco, elas têm traços variáveis, mas isso vai tanto da proposta de cada história, tanto da época que eu estava produzindo, tem histórias de dois anos atrás, e achei melhor não redesenhar, apenas revisei o texto, porque se redesenhasse eu estaria fazendo uma releitura e mudaria a coisa mais pura que tem lá. O resto da montagem foi igual à primeira edição, com muito carinho e o mesmo cuidado e a vontade de fazer o melhor trabalho possível.

IHQ: Existem mais peças do quebra-cabeça para lançar um número três?
Mario Cau:
Sempre tem. A Pieces três já está metade pronta e pretendo fazer mais histórias, colocar coisas inéditas, mas antes dela provavelmente eu vou acabar fazendo uma edição especial com uma história só.

IHQ: Como anda a sua produção? Você está mais focado na Pieces ou tem outros títulos?
Mario Cau:
Participo da Nanquim Descartável, da Quadrinhopole, da Café Espacial, da Front, então tem bastante coisa acontecendo além da Pieces. Mas fora do âmbito e quadrinhos eu atuo como professor de desenho e basicamente o ganha pão é nessa parte.



O restante da matéria está nesse link!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Banca de Quadrinhos entrevista Craig Thompson

Salve, salve!

O Programa Banca de Quadrinhos, como vocÊs já sabem (se n]o sabem, deveriam!), é um dos programas mais legais que eu assisto. Obviamente, trata do meu mundo, o mundo dos Quadrinhos. Também tem sempre um olhar atento e divertido sobre os quadrinhos nacionais, especialemnte os independentes.

Mas não é só pela competência e carisma que eu assisto o programa. Também acompanho meus amigos, realizando um trabalho tão especial, com tanta paixão e dedicação, que me inspira a continuar acreditando e fazendo o que mais amo.

E olha só, lembra que eu tinha comentado sobre a entrevista com Craig Thompson no FIQ (aliás, devo o post do FIQ até hoje, desculpem)? Ela acaba de sair, acho que dois dias adiantada, para minha alegria!

Confesso que quinta é um dos dias mais cansativos. Chegar aqui e ver pelo Twitter que o programa estava no ar foi uma recompensa ótima para um dia cheio!

E essa entrevista não é importante só por ser com um dos meis autores favoritos e grande inspiração, mas porque o grande Rodrigo, apresentador do programa, e amigão, me apresentou ao Craig no meio do programa.

Foi o momento mais especial desse FIQ todo, um encontro que eu não vou esquecer.

Você pode assitir o programa direto nesse link, tem duas partes, e eu recomendo a visita semanalmente para checar sempre os novos programas!

Rodrigão e equipe: VocÊs são FODA. Parabéns, de coração, e obrigado de novo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Hoje em Dia - FIQ 2009

Saiu a matéria no jornal Hoje em Dia sobre o 6º FIQ!

Conversei lá em BH com os reórteres gente-boa Dennis e Douglas, que não só foram muito legais, e curtem muito HQs, como também têm um projeto super legal de HQ autoral.

Aqui está a matéria!

A hora e vez das Histórias em Quadrinhos

HQs começam a fugir dos estereótipos e atingem novos tipos de leitores


DOUGLAS FERNANDES

1810quadrinhos

Apesar de obstáculos, a produção de histórias em quadrinhos no Brasi está começando a amadurecer

Comics, gibis, histórias em quadrinhos ou arte sequencial. Seja qual for a definição, a “9ª arte” é motivo de muito debate sobre sua credibilidade como meio de comunicação. A falta de disciplinas acadêmicas sobre o assunto, nas instituições de ensino em comunicação social ou mesmo no ensino médio e fundamental, gera um déficit de conhecimento difícil de ser compensado.

Apesar de obstáculos, a produção de histórias em quadrinhos no Brasil, principalmente a vertente independente, está começando a amadurecer, e o mercado interno finalmente desperta para o potencial desta mídia. Faça um teste: em uma roda de amigos, seja na mesa de bar ou em um aniversário, fale algo sobre histórias em quadrinhos.

Com certeza, o resultado que irá encontrar, em sua maioria, é a ligação de que isso “é coisa de criança” ou “gente com super-poderes que usa a cueca sobre a calça”. Realmente, o consumo de revistas no Brasil que se enquadrem nessas duas categorias (leia Turma da Mônica e Marvel/DC Comics) é muito grande, mas é de longe o mais importante.

Dificilmente, você encontrará alguém que comente sobre o trabalho de quadrinho jornalístico desenvolvido pelo italiano Joe Sacco, que esteve na Palestina e em Gorazde para relatar as guerras desses lugares.

A esse, você pode somar outros incontáveis trabalhos, casos da obra do fotógrafo Didier Lefèvre, dos relatos autobiográficos de Marjane Satrapi, Art Spielgman ou Graig Thompson e as cenas do cotidiano feitas pelos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá.
Todos esses trabalhos existem em língua portuguesa e podem ser facilmente encontrados em livrarias, bibliotecas ou bancas de revistas.

No Brasil, por um lado há aqueles que desconhecem o universo dos quadrinhos e, por outro, os que só consomem o básico, mantendo o estigma do produto infanto-juvenil masculino de super-heróis.

Mas essa realidade vem se modificando. Desde a década de 1980, trabalhos como “Watchmen”, de Alan Moore, ou “O Cavaleiro das Trevas”, de Frank Miller, vêm mudando a maneira de ver os quadrinhos.

Com Will Eisner, que o conceito de quadrinhos adquire o status de produção literária. Foi ele quem cunhou o termo graphic novel, que nada mais é do que livro em quadrinhos. E Eisner foi além, escrevendo livros estudando a linguagem específica do que ele denomina arte sequencial.

Ele gostava da vida cotidiana das pessoas e foi isso o que produziu em toda sua vida. Seu trabalho foi tão importante que uma premiação dos melhores quadrinhos do ano foi batizada com seu nome, o Eisner Awards, considerado o Oscar dos Quadrinhos.
Na corrente do mercado, entre os dias seis e 12 deste mês, Belo Horizonte foi a capital internacional dos quadrinhos, sediando o 6º Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), realizado no Palácio das Artes.

O programa, maior da América Latina, reuniu mais de 70 mil pessoas durante os seis dias, conforme registra o diretor geral do FIQ e fã de quadrinhos Afonso Andrade. “Essa edição apresenta um balanço excelente, tanto pela participação dos artistas de renome quanto pela população que veio prestigiar o evento. Batemos nosso recorde de público, com certeza”, afiança Andrade.

“O mercado interno de HQs está sofrendo mudanças: o Governo Federal está investindo em quadrinhos como meio didático, livrarias disponibilizam lançamentos direcionados para um público específico e grandes editoras estão investindo nesse mercado”. “Este é um momento de novos rumos, quando novas estradas estão sendo abertas”, festeja.

O público significativo, as palestras e bate-papos lotados durante todo o evento e os lançamentos que aconteceram durante o FIQ denotam, de maneira visível, como o mercado brasileiro está se modificando para abarcar tanto a produção nacional e também importar a produção internacional.

Hoje é possível dizer que existe um público maduro que é capaz de ler quadrinhos sem preconceitos. E é nisso que as grandes editoras estão apostando. Uma das maiores editoras do Brasil, a Companhia das Letras tem um selo específico só para a publicação de HQs: “Quadrinhos na Cia”. Quatro obras internacionais aclamadas pela crítica foram lançadas em solo brasileiro: “O Umbigo sem Fundo”, de Dash Shaw; “O Chinês Americano”, de Gene Luen Yang; a coletânea “Nova York”, de Eisner, e “Retalhos”, de Graig Thompson, que esteve presente ao FIQ, arrebatando legião de fãs. “Jubiabá”, obra de Jorge Amado, também foi adaptada pela editora.

Outras editoras investem pesado e estão lançando produções brasileiras. A Agir oferece a adaptação de “O Alienista” e a publicação da série “10 Pãezinhos”, de autoria de Moon e Bá.

Mas esse investimento ainda é pequeno, e só publicar não basta. É preciso mostrar o que está sendo publicado e formar um público leitor. Eis o calcanhar de Aquiles das editoras nacionais.

O jornalista Sidney Gusman, formado pela Universidade Metodista de São Bernardo do Campo, é um dos grandes especialistas em quadrinhos no Brasil, sendo sete vezes vencedor do Troféu HQ Mix (de 2000 a 2006), maior premiação de quadrinhos no País. Atualmente, é editor-chefe do site Universo HQ e responsável também pela área de Planejamento Editorial da Maurício de Sousa Produções. Para Gusman, é preciso que as editoras “tirem suas bundas das cadeiras e façam acontecer”, critica.

“Não houve um aumento na venda de quadrinhos. Na verdade, o que está acontecendo é um pulverização de público. Este mês, por exemplo, as editoras anunciaram 130 lançamentos para todos os gostos. Está acontecendo um crescimento horizontal, com o surgimento de um público segmentado para cada tipo de quadrinho”, analisa.

Nesse cenário, quem ganha, na opinião de Gusman, são os independentes. “Publicando e distribuindo fora do circuito convencional, a criação dos ‘coletivos’ leva à força da união e possibilita que os trabalhos sejam mais conhecidos”.
Apesar de tantos títulos sendo publicados, o descaso e a má vontade são os vilões das grandes editoras. “Faço uma crítica que já fiz em outras edições (se referindo ao FIQ): as grandes editoras ignoram esse tipo de festival de maneira absurda e ridícula.

É uma vergonha o que as editoras fazem. Em qualquer lugar do planeta, esses eventos servem como ponto de encontro para lançamentos de peso. Aqui, as editoras não aparecem, os editores não vêm, com raras exceções como o Cláudio Martini, da Zarabatana e, o André Conti, do Quadrinhos na Cia. Das outras, simplesmente, não há ninguém”.

Sidney Gusman acredita que o problema seja o foco dado pelas editoras, que buscam somente as vendas, ignorando o trabalho para a formação de leitores.

O jornalista, publicitário, mestre em Ciências da Comunicação, professor universitário e fã de quadrinhos Érico Assis tem a mesma opinião de Gusman. Há mais ou menos dez anos trabalhando para o site Omelete, o “cozinheiro” critica a falta de presença das editoras. “Falta a iniciativa das grandes, mas, apesar dessa ausência, o mercado brasileiro está acontecendo agora, e justamente essas grandes editoras estão investindo”, considera.

“Hoje é possível dizer que algumas delas fornecem um adiantamento digno para que um quadrinista brasileiro possa produzir seu trabalho”.
Assis compara a situação do mercado brasileiro de quadrinhos com o que acontece na Alemanha ou na Espanha. “Há uma expansão mundial na definição de quadrinhos como literatura de qualidade e opção como cultura pop. É como comparar uma HQ a um filme”.

O professor e quadrinista Mário Vitor Gouveia Cau, de 25 anos, produtor independente, autor dos dois volumes de “Pieces”, HQ autoral que narra experiências cotidianas da vida, diz fazer o que gosta e, apesar de tudo, não abre mão disso. “Sempre tive o apoio da minha família. Colocaram uma caneta na minha mão quando tinha dois anos de idade; não parei até hoje”, brinca ele.

“Quando comecei, queria desenhar super-heróis, mas depois desisti desse ramo. Queria algo próprio, algo meu. O quadrinho independente é a escolha perfeita para quem quer fazer e não quer esperar uma grande editora para bancar o trabalho”.
Na corrente dos que querem incrementar o interesse pelo gênero, Cau sabe o que fazer. “Ninguém vai conhecer meu trabalho se eu não mostrá-lo. Quadrinhos são uma forma de comunicação; faço quadrinhos porque quero falar com as pessoas”.


Um Grande abraço para o Dennis e o Douglas, e sucesso!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mesmo Delivery

Entre uma página e outra, para desestressar, fiz essa pin-up do personagem Sangrecco do Mesmo Delivery, graphic novel do grande Rafael Grampá!



Nos encontramos lá em BH, no FIQ, e lembro que ele comentou que gostava muito de ver fan arts dos personagens dele. Na volta de lá acabei rabiscando esse, mandei tinta hoje. Não sei se vou jogar cores ainda, então se alguém tiver vontade de colorizar me manda um e-mail...

Um grande abraço pro Rafael Grampá, e vamos marcar aquela visita ao estúdio/cervejada!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Papo de Artista

Fala galera!
Já saiu a nova edição do Papo de Artista, podcast do Rod Reis. Nesse episódio, segunda parte dedicada ao FIQ, tem uma seção com entrevista com o Fabio Moon, Gabriel Bá, Becky Cloonan e Vasilis Lolos.

Logo depois, uma entrevista bem legal com o pessoal do 4º Mundo: Marcos Venceslau, Will, Ana Recalde, Caio Majado e eu, o tal do Mário Cau. Falamos sobre o 4º Mundo, sobre quadrinhos independentes, produção e divulgação.







Grande Rod Reis, valeu pela força!


Apareçam no blog do Papo de Artista e ouçam o podcast!