Hey, pessoal!
Nas últimas semanas, fiz uma live no meu canal com a arte-final da primeira página da nova HQ de Monstruário! Trate-se de "Saruê", o segundo volume de Arquivos Secretos, nossa série spin-off.
A nova HQ foca nos meninos que a Lucia encontra no caminho para a casa do Professor Aldo, Tonho e Luca. Eles aparecem tanto no Volume 1 quanto no 2, e a história de "Saruê" se passa entre os dois volumes, mostrando um pouco mais da vida desses dois garotos.
Aqui você conhece a arte-final da capa:
Veja abaixo os vídeos! São dois: uma live e um vídeo gravado depois, com o final da página. Espero que curtam!
Parte 1:
Parte 2:
Monstruário é uma série criada e produzida por Lucas Oda e Mario Cau.
Ah,sim! "Saruê" continua em produção mesmo na quarentena, mas ainda não temos a data de lançamento. Aguarde novidades!
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quarta-feira, 27 de maio de 2020
Desenhando o NOVO MONSTRUÁRIO
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quinta-feira, 8 de agosto de 2019
YouTube - REVISITANDO PIECES - Parte 3
Uma série de histórias dentro da mas temática e proposta precisa de um título. De onde veio a ideia de batizar a série de Pieces? Neste vídeo, comento os motivos do título ser uma palavra em inglês e os diversos sentidos que ela dá às HQs produzidas.
Além disso, onde estão as histórias perdidas de Pieces? Uma jornada por redes sociais mortas e velhos portfolios vai nos esclarecer por que a maioria das primeiras HQs de Pieces não estão disponíveis e nem serão republicadas (...será?)
Essa série de vídeos é muito especial para mim. Relembrar toda a trajetória de Pieces na minha carreira tem me feito refletir sobre esse tipo de narrativa e o distanciamento dela nos últimos anos. Não que eu tenha abandonado ou deixado de curtir ler e produzir esse tipo de história... Mas quem me acompanha sabe quanto eu trabalho e quantos projetos diferentes eu já tive nos últimos tempos. Pieces tem e sempre terá um espaço no meu coração, e é bem possível que eu retome a série em breve...
E um abração e agradecimento especial pro Danilo Freitas, colorista de Monstruário, que fez as transições e a nova abertura pro canal. Valeu, Dan!!!
Clique AQUI para ver a série REVISITANDO PIECES completa. E, abaixo, o vídeo deste post.
Essa série de vídeos é muito especial para mim. Relembrar toda a trajetória de Pieces na minha carreira tem me feito refletir sobre esse tipo de narrativa e o distanciamento dela nos últimos anos. Não que eu tenha abandonado ou deixado de curtir ler e produzir esse tipo de história... Mas quem me acompanha sabe quanto eu trabalho e quantos projetos diferentes eu já tive nos últimos tempos. Pieces tem e sempre terá um espaço no meu coração, e é bem possível que eu retome a série em breve...
E um abração e agradecimento especial pro Danilo Freitas, colorista de Monstruário, que fez as transições e a nova abertura pro canal. Valeu, Dan!!!
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quarta-feira, 13 de junho de 2018
Palestra - ProAC: tire sua ideia do papel!
Oi, pessoal! Tudo bem?
Você já pensou se aquela sua ideia de HQ, livro ilustrado, ou até mesmo exposição tivesse uma verba de financiamento que proporcionasse uma produção de alto nível? Seria massa, né? Pois então, o Brasil é cheio de editais culturais e artísticos, sejam do governo ou de entidades privadas. O objetivo deles é fomentar a produção artística e cultural dos artistas brazucas, pois todos sabemos (e sabemos bem) que uma das coisas mais complicadas para conseguir viabilizar nossas ideias é grana. Sim, dinheiro é complicado. De onde tirar? E, tendo ele, como melhor empregá-lo?
Um dos editais mais bacanas é o ProAC, Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Eles vêm há mais de 10 anos incentivando a produção artística, especialmente voltada para os autores mais jovens e independentes, em várias áreas. Uma delas é a de Histórias em Quadrinhos. A mesma na qual fui contemplado em 2012 com Dom Casmurro e em 2016 com Monstruário. E digo sem medo que, sem esse edital, os livros iam sair de alguma forma mas levando muito mais tempo e com menos recursos pra bancar a empreitada.
Enfim, o que acontece é que o ProAC abre inscrições todo ano, por volta de junho ou julho (estão aberta agora, até dia 5 de julho), e muitos alunos e leitores, além de colegas autores, me perguntam sobre o edital pois têm muitas dúvidas e inseguranças. Por isso, eu e a Pandora vamos fazer um bate-papo sobre o edital, para tira todas as dúvidas. Vai ser na próxima segunda, dia 18, das 19h às 21h. A entrada é gratuita, mas eu recomendo entrar em contato pra reservar uma vaga (www.escolapandora.com.br).
Na palestra vamos analisar pontos importantes do edital, destrinchar o regulamento e vou mostrar um pouco do meu processo de produção do Monstruário, mais focado na parte de gerência do projeto e finanças do que na produção da HQ de fato.
Recomendamos ler o edital completo antes da palestra. E, mesmo que você não possa ver apalestra, segue o link para ler mesmo assim. A maioria das respostas pras suas dúvidas estará lá de qualquer forma.
PS: Pode ser que consigamos colocar a palestra no YouTube, aí divulgo aqui e nas minhas redes.
Você já pensou se aquela sua ideia de HQ, livro ilustrado, ou até mesmo exposição tivesse uma verba de financiamento que proporcionasse uma produção de alto nível? Seria massa, né? Pois então, o Brasil é cheio de editais culturais e artísticos, sejam do governo ou de entidades privadas. O objetivo deles é fomentar a produção artística e cultural dos artistas brazucas, pois todos sabemos (e sabemos bem) que uma das coisas mais complicadas para conseguir viabilizar nossas ideias é grana. Sim, dinheiro é complicado. De onde tirar? E, tendo ele, como melhor empregá-lo?
Um dos editais mais bacanas é o ProAC, Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Eles vêm há mais de 10 anos incentivando a produção artística, especialmente voltada para os autores mais jovens e independentes, em várias áreas. Uma delas é a de Histórias em Quadrinhos. A mesma na qual fui contemplado em 2012 com Dom Casmurro e em 2016 com Monstruário. E digo sem medo que, sem esse edital, os livros iam sair de alguma forma mas levando muito mais tempo e com menos recursos pra bancar a empreitada.
Enfim, o que acontece é que o ProAC abre inscrições todo ano, por volta de junho ou julho (estão aberta agora, até dia 5 de julho), e muitos alunos e leitores, além de colegas autores, me perguntam sobre o edital pois têm muitas dúvidas e inseguranças. Por isso, eu e a Pandora vamos fazer um bate-papo sobre o edital, para tira todas as dúvidas. Vai ser na próxima segunda, dia 18, das 19h às 21h. A entrada é gratuita, mas eu recomendo entrar em contato pra reservar uma vaga (www.escolapandora.com.br).
Na palestra vamos analisar pontos importantes do edital, destrinchar o regulamento e vou mostrar um pouco do meu processo de produção do Monstruário, mais focado na parte de gerência do projeto e finanças do que na produção da HQ de fato.
Recomendamos ler o edital completo antes da palestra. E, mesmo que você não possa ver apalestra, segue o link para ler mesmo assim. A maioria das respostas pras suas dúvidas estará lá de qualquer forma.
PS: Pode ser que consigamos colocar a palestra no YouTube, aí divulgo aqui e nas minhas redes.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Projeto 21 Dias - 1ª Semana
Oi, pessoal! Este é um relato sobre a primeira semana do projeto do Desafio dos 21 Dias. Este projeto consiste, basicamente, em estabelecer uma rotina de estudos diários com um motivo específico. Todo dia, durante pelo menos uma hora, você precisa focar nesse estudo, e, de preferência, postar os resultados.
Decidi entrar no desafio por causa do Rafael Vasconcellos, o Abel, um grande artista que admiro demais (tenho, inclusive, três originais dele em casa, hehe), e também um amigo querido dos eventos de Quadrinhos desde 2009. A ideia do Desafio veio do Noah Bradley (veja aqui como ele elabora o desafio, entenda as regras básicas e faça também!).
Então, qual é meu objetivo nesse Desafio dos 21 Dias? Estabeleci uma meta de estudo um pouco complicada, mas funcional. A coisa precisa ser interessante o suficiente para você QUERER FAZER. Eu sei o quanto a PREGUIÇA, a DISTRAÇÃO e a INÉRCIA são fatores poderosos quando falamos de estudar arte (e prometo um texto sobre isso para breve). Então, meu tema/meta/objetivo teria que ser algo que me fisgasse e me fizesse sair da zona de conforto.
Escolhi o (modesto) tema: releituras de obras de artistas que me influenciaram, não necessariamente com a mesma técnica.
Comecei na segunda, dia 30 de maio, com uma releitura de um desenho do Mike Mignola (Hellboy), o qual tenho estampado numa camiseta. A ideia é respeitar a composição, o gesto do personagem, ângulos, e neste caso, paleta de cores. Usei caneta pincel e marcadores, no meu traço. O mais interessante, ao meu ver, é o quanto a obrado Mignola funciona pela síntese. Tudo é angular, esteticamente sucinto mas ainda assim, com uma pegada pesada, gótica. Eu amo a síntese que ele atinge, mas sei bem que meu estilo tradicional não é assim. Adaptar à minha linguagem fez com que o personagem perdesse muito do seu charme... E me fez evidenciar quão ímpar é o estilo do Mignola (não que eu já não soubesse...)
Na terça, dia 31 de maio, fiz uma releitura de uma pintura do Henri de Toulouse-Lautrec, chamado "A Lavadeira". É uma pintura linda, bem melancólica. Eu gosto de diversos trabalhos dele, mas esse me fisgou mais naquele dia. Usei apenas caneta, 0.3, 0.5 e 0.8. Foi bem interessante fazer uma releiturade um trabalho esteticamente diferente do meu, mas tematicamente alinhado. Optei pelas hachuras para conseguir lidar melhor com as sombras do cenário. A ideia era usar marcadores pra moça, mas achei melhor nivelar o acabamento.
Quarta tive um pouco menos de tempo, mas usei isso a meu favor, estabelecendo um desafio um pouco maior... ou menor. Escolhi uma foto do Henri Cartier-Bresson para adaptar. Goste demais da temática e da proposta dele, ao registrar momentos cotidianos que só são visíveis ao olhar dos atentos e pacientes. E a beleza desses momentos só aparece, também, para quem consegue poetizar, interpretar e dar significado às coisas. Nunca é só o que você vê (mesmo que isso, por si só, já seria bem legal). Sempre pode ter algo a mais, alguma coisa que se sente a partir da imagem. O desafio neste caso foi fazer a arte menor. Enquanto nas anteriores tive um espaço um pouco maior que o A4 para trabalhar, desta vez escolhi um formato bem menor: fiz uma moldura de cerca de 10x16cm e optei por usar marcadores, sem contornos. Isso ajudou a perder uma pouco da definição das formas, ganhar mais na mancha e na sugestão do que no detalhamento.
Quinta-feira é o dia em que mais dou aulas. Das 9h às 21h30 estou comprometido com a Pandora, e não consegui usar nenhum intervalo para o desafio. Cheguei em casa cansadão e decidi não desenhar.
Na sexta-feira, dia 3 de maio, fiz uma releitura da capa de uma edição americana de Retalhos, do Craig Thompson. Uma das minhas graphic novels favorita de todos os tempos, conversa muito com o meu trabalho de começo de carreira, a série Pieces e o momento em que comecei a usar e entender melhor o pincel e nanquim. Quando li Retalhos já vinha produzindo as HQs iniciais da Pieces, e o contato com a poética sublime do cotidiano pelos olhos do Craig me deu uma inspiração maior ainda. Até hoje revisito essa obra e admiro seu trabalho. Como nossos traços têm semelhanças, parece que fui mais pro lado de emular o estilo dele... mas na verdade, desenhei como eu desenho. Tive o prazer de conhecer o Craig no meu primeiro FIQ, em 2009, ano do lançamento de Retalhos no Brasil.
Sábado foi a vez de desenhar uma releitura de Bone, do Jeff Smith. Bone é uma das HQs mais bacanas que já li, e é uma pena imensa que não seja publicado decentemente no Brasil. Duas editoras já tentaram. A atual está ainda no começo, mas como não aproveitou a vinda do Jeff pro Brasil (ano passado, no FIQ) para lançar o volume 2, e até hoje não o fez, pode ser que leve um booom tempo pra vermos Bone completo. Que pena. Usei caneta pincel e canetas de nanquim descartável. A imagem que escolhi foi a capa do Volume 2 da Via Lettera. Não gosto das cores, mas o desenho é bacana e cabia dentro da minha janela de tempo. Desenhar o Bone é divertido pois ele é um bonequinho sem muitos detalhes, mas como no caso do Mignola, o desafio é adequar o personagem ao seu próprio traço e fazê-lo ainda funcionar sem perder a essência do design original.
Domingo, após um dia merecido de descanso, passeio, boa comida e excelente companhia, tomei um chá e decidi tirar definitivamente o atraso da produção que aconteceu na quinta. Estava dando uma estudada na obra de Egon Schiele. Não o considero uma influência tão grande nos anos anteriores, mas desde que comecei a prestar atenção nele (valeu, Flávia!) fico encantado com os desenhos e a síntese do traço fluido, que simplesmente dança e passeia no papel sem medo de distorcer as formas. Ele não e importa com a anatomia correta, e sim com algum tipo de expressividade e registro de outras sensações... Gosto muito da simplicidade e do estranhamento causado pelo Mímico e sua pele branca e mãos grotescas. Essa foi a primeira releitura de Schiele. Usei caneta nanquim e marcadores da Tombow.
Depois, relendo o mesmo artista, fiz a Mulher com Joelho Dobrado. Essa já é uma pintura, e pensei em fazê-la no meu estilo mesmo, arte-final com caneta pincel e tudo mais. Talvez colorir com marcadores. Mas enquanto rascunhava com o lápis e ia percebendo como ele também rascunhava, comecei a gostar cada vez mais das linhas fluidas no papel. Peguei um lápis mais escuro pra começar a reforçar algumas formas, e como a coisa foi ficando cada vez mais interessante, decidi finalizar com um lápis integral 6B. Achei o resultado bem legal e desisti do nanquim.
Bom, pessoal, é isso. Esse é o resultado da primeira semana do Desafio dos 21 Dias para se tornar um artista melhor. Vocês fizeram o desafio Estão fazendo? Deixem links pros resultados nos comentários! Agradeço demais pelos likes, comentários e carinho tanto no Facebook quanto no Instagram, onde estou postando tudo isso primeiro. Esse feedback de vocês é muito importante!
Abraços e ótima semana a todos!
Decidi entrar no desafio por causa do Rafael Vasconcellos, o Abel, um grande artista que admiro demais (tenho, inclusive, três originais dele em casa, hehe), e também um amigo querido dos eventos de Quadrinhos desde 2009. A ideia do Desafio veio do Noah Bradley (veja aqui como ele elabora o desafio, entenda as regras básicas e faça também!).
Então, qual é meu objetivo nesse Desafio dos 21 Dias? Estabeleci uma meta de estudo um pouco complicada, mas funcional. A coisa precisa ser interessante o suficiente para você QUERER FAZER. Eu sei o quanto a PREGUIÇA, a DISTRAÇÃO e a INÉRCIA são fatores poderosos quando falamos de estudar arte (e prometo um texto sobre isso para breve). Então, meu tema/meta/objetivo teria que ser algo que me fisgasse e me fizesse sair da zona de conforto.
Escolhi o (modesto) tema: releituras de obras de artistas que me influenciaram, não necessariamente com a mesma técnica.
Comecei na segunda, dia 30 de maio, com uma releitura de um desenho do Mike Mignola (Hellboy), o qual tenho estampado numa camiseta. A ideia é respeitar a composição, o gesto do personagem, ângulos, e neste caso, paleta de cores. Usei caneta pincel e marcadores, no meu traço. O mais interessante, ao meu ver, é o quanto a obrado Mignola funciona pela síntese. Tudo é angular, esteticamente sucinto mas ainda assim, com uma pegada pesada, gótica. Eu amo a síntese que ele atinge, mas sei bem que meu estilo tradicional não é assim. Adaptar à minha linguagem fez com que o personagem perdesse muito do seu charme... E me fez evidenciar quão ímpar é o estilo do Mignola (não que eu já não soubesse...)
Na terça, dia 31 de maio, fiz uma releitura de uma pintura do Henri de Toulouse-Lautrec, chamado "A Lavadeira". É uma pintura linda, bem melancólica. Eu gosto de diversos trabalhos dele, mas esse me fisgou mais naquele dia. Usei apenas caneta, 0.3, 0.5 e 0.8. Foi bem interessante fazer uma releiturade um trabalho esteticamente diferente do meu, mas tematicamente alinhado. Optei pelas hachuras para conseguir lidar melhor com as sombras do cenário. A ideia era usar marcadores pra moça, mas achei melhor nivelar o acabamento.
Quarta tive um pouco menos de tempo, mas usei isso a meu favor, estabelecendo um desafio um pouco maior... ou menor. Escolhi uma foto do Henri Cartier-Bresson para adaptar. Goste demais da temática e da proposta dele, ao registrar momentos cotidianos que só são visíveis ao olhar dos atentos e pacientes. E a beleza desses momentos só aparece, também, para quem consegue poetizar, interpretar e dar significado às coisas. Nunca é só o que você vê (mesmo que isso, por si só, já seria bem legal). Sempre pode ter algo a mais, alguma coisa que se sente a partir da imagem. O desafio neste caso foi fazer a arte menor. Enquanto nas anteriores tive um espaço um pouco maior que o A4 para trabalhar, desta vez escolhi um formato bem menor: fiz uma moldura de cerca de 10x16cm e optei por usar marcadores, sem contornos. Isso ajudou a perder uma pouco da definição das formas, ganhar mais na mancha e na sugestão do que no detalhamento.
Quinta-feira é o dia em que mais dou aulas. Das 9h às 21h30 estou comprometido com a Pandora, e não consegui usar nenhum intervalo para o desafio. Cheguei em casa cansadão e decidi não desenhar.
Na sexta-feira, dia 3 de maio, fiz uma releitura da capa de uma edição americana de Retalhos, do Craig Thompson. Uma das minhas graphic novels favorita de todos os tempos, conversa muito com o meu trabalho de começo de carreira, a série Pieces e o momento em que comecei a usar e entender melhor o pincel e nanquim. Quando li Retalhos já vinha produzindo as HQs iniciais da Pieces, e o contato com a poética sublime do cotidiano pelos olhos do Craig me deu uma inspiração maior ainda. Até hoje revisito essa obra e admiro seu trabalho. Como nossos traços têm semelhanças, parece que fui mais pro lado de emular o estilo dele... mas na verdade, desenhei como eu desenho. Tive o prazer de conhecer o Craig no meu primeiro FIQ, em 2009, ano do lançamento de Retalhos no Brasil.
Sábado foi a vez de desenhar uma releitura de Bone, do Jeff Smith. Bone é uma das HQs mais bacanas que já li, e é uma pena imensa que não seja publicado decentemente no Brasil. Duas editoras já tentaram. A atual está ainda no começo, mas como não aproveitou a vinda do Jeff pro Brasil (ano passado, no FIQ) para lançar o volume 2, e até hoje não o fez, pode ser que leve um booom tempo pra vermos Bone completo. Que pena. Usei caneta pincel e canetas de nanquim descartável. A imagem que escolhi foi a capa do Volume 2 da Via Lettera. Não gosto das cores, mas o desenho é bacana e cabia dentro da minha janela de tempo. Desenhar o Bone é divertido pois ele é um bonequinho sem muitos detalhes, mas como no caso do Mignola, o desafio é adequar o personagem ao seu próprio traço e fazê-lo ainda funcionar sem perder a essência do design original.
Domingo, após um dia merecido de descanso, passeio, boa comida e excelente companhia, tomei um chá e decidi tirar definitivamente o atraso da produção que aconteceu na quinta. Estava dando uma estudada na obra de Egon Schiele. Não o considero uma influência tão grande nos anos anteriores, mas desde que comecei a prestar atenção nele (valeu, Flávia!) fico encantado com os desenhos e a síntese do traço fluido, que simplesmente dança e passeia no papel sem medo de distorcer as formas. Ele não e importa com a anatomia correta, e sim com algum tipo de expressividade e registro de outras sensações... Gosto muito da simplicidade e do estranhamento causado pelo Mímico e sua pele branca e mãos grotescas. Essa foi a primeira releitura de Schiele. Usei caneta nanquim e marcadores da Tombow.
Depois, relendo o mesmo artista, fiz a Mulher com Joelho Dobrado. Essa já é uma pintura, e pensei em fazê-la no meu estilo mesmo, arte-final com caneta pincel e tudo mais. Talvez colorir com marcadores. Mas enquanto rascunhava com o lápis e ia percebendo como ele também rascunhava, comecei a gostar cada vez mais das linhas fluidas no papel. Peguei um lápis mais escuro pra começar a reforçar algumas formas, e como a coisa foi ficando cada vez mais interessante, decidi finalizar com um lápis integral 6B. Achei o resultado bem legal e desisti do nanquim.
Bom, pessoal, é isso. Esse é o resultado da primeira semana do Desafio dos 21 Dias para se tornar um artista melhor. Vocês fizeram o desafio Estão fazendo? Deixem links pros resultados nos comentários! Agradeço demais pelos likes, comentários e carinho tanto no Facebook quanto no Instagram, onde estou postando tudo isso primeiro. Esse feedback de vocês é muito importante!
Abraços e ótima semana a todos!
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
2014 - Muita produção!
O ano de 2014 está chegando ao fim, e agora, com a agenda um pouco mais tranquila, posso olhar para trás e perceber o quanto trabalhei. Especialmente com Histórias em Quadrinhos!
Este também foi um ano muito especial para eventos. Não tivemos o FIQ, a grande meca das HQs nacionais, mas em contrapartida tivemos MUITOS eventos, e pude participar de alguns deles. Neste final de ano , fecho minha agenda de eventos com muita alegria, presente em três (Brasil Comic Con, Santos Comic Expo e Comic Con Experience). Alguns dos projetos que desenhei serão anunciados ou lançados agora no fim do ano... :)
É muito bom ver que, 10 anos após o início da minha produção autoral, e cerca de 7 após minha primeira publicação impressa, tenho a oportunidade de ser convidado para diversos projetos. Não dá para participar de todos, é claro, e sigo uma filosofia básica para decidir em qual projeto me envolverei (posso falar mais sobre isso noutra ocasião).
Em 2014, você já sabem da produção de Terapia, webcomic que produzo com Rob Gordon e Marina Kurcis, e que hoje está em seu 10º capítulo e tem um livro publicado e dois Troféus HQMIX. Conheça, leia e curta não só no site, mas também na página do Facebook.
Em setembro, durante a Gibicon de Curitiba, lancei Morphine, meu novo livro, que vem tendo resenhas muito positivas. Você pode conhecer mais sobre Morphine neste link e comprar pela minha Loja Online.
Além disso, participei de 321: Fast Comics, projeto bem-sucedido no Catarse do Felipe Cagno, onde co-escrevi e desenhei uma HQ, que contou com cores do Caio Yo. Você pode conhecer mais sobre o livro no link acima!
Recentemente, foi anunciado o livro Um ROCK Para Caçador, capitaneado pelo André Caliman, onde escrevi e ilustrei uma HQ com o Keith Richards, lendário guitarrista dos Rolling Stones. Esse livro tem seu lançamento no dia 28/11 na cidade de Caçador - SC.
Mas ainda não acabou! Alguns outros projetos serão anunciados ou lançados em breve, e tem mais para o ano que vem... Aguardem!
Para acompanhar meus trabalhos, eventos e novidades, leia o Blog'n'Roll e curta a minha página no Facebook.
É muito bom ver que, 10 anos após o início da minha produção autoral, e cerca de 7 após minha primeira publicação impressa, tenho a oportunidade de ser convidado para diversos projetos. Não dá para participar de todos, é claro, e sigo uma filosofia básica para decidir em qual projeto me envolverei (posso falar mais sobre isso noutra ocasião).
Em 2014, você já sabem da produção de Terapia, webcomic que produzo com Rob Gordon e Marina Kurcis, e que hoje está em seu 10º capítulo e tem um livro publicado e dois Troféus HQMIX. Conheça, leia e curta não só no site, mas também na página do Facebook.
Em setembro, durante a Gibicon de Curitiba, lancei Morphine, meu novo livro, que vem tendo resenhas muito positivas. Você pode conhecer mais sobre Morphine neste link e comprar pela minha Loja Online.
Além disso, participei de 321: Fast Comics, projeto bem-sucedido no Catarse do Felipe Cagno, onde co-escrevi e desenhei uma HQ, que contou com cores do Caio Yo. Você pode conhecer mais sobre o livro no link acima!
Recentemente, foi anunciado o livro Um ROCK Para Caçador, capitaneado pelo André Caliman, onde escrevi e ilustrei uma HQ com o Keith Richards, lendário guitarrista dos Rolling Stones. Esse livro tem seu lançamento no dia 28/11 na cidade de Caçador - SC.
Mas ainda não acabou! Alguns outros projetos serão anunciados ou lançados em breve, e tem mais para o ano que vem... Aguardem!
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