quinta-feira, 10 de março de 2022
Conheça o Projeto do Estúdio! (A Grande Reforma - Parte 2)
sábado, 12 de fevereiro de 2022
Sobre minha saída da Pandora Escola de Arte
Texto originalmente publicado na Newsletter Quebra-Cabeça (assine!)
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Nada dura para sempre, a não ser que o seu "pra sempre" seja maleável como a percepção do tempo desassociada de ponteiros e marcadores digitais. Diria o poeta "que seja eterno enquanto dure" e isso é lindo, e quando é real, significa que independente de finais, o durante foi construído com dedicação e carinho. Também tem o clássico "o que importa é a jornada, não o destino", e também gosto dessa, mesmo se pensar que o fim sempre é o fim. Por fim, o fim também tem essa característica de morte, todo término é uma pequena (ou grande) morte de uma coisa que, espera-se, tenha sido especial. Esse conceito da psicologia também foi usado na HQ Terapia, veja só, e faz muito sentido. O fim nunca é o fim, até ser o fim definitivo, e esse teria que ser o fim de tudo, tudo mesmo, do ar que respira, da luz do olhar, da continuidade da existência física, e mesmo esse ponto final não pode existir, porque algo continua existindo: memória, legado, obras, influências. Vai até que se chegue num ponto onde não se remete mais ao que ficou de alguém, mas olha, até isso é inverdade: se fica algum tipo de presença, eventualmente ela se mescla a outras coisas e continua em frente.
É, eu sei que esse parágrafo todo tem uma interpretação possível um pouco sombria, fala-se de fim, de término, de morte, mas nada disso aconteceu de forma tão intensa ou definitiva. O que não quer dizer que não houve um fim, mas foi desses que não terminam em corte brusco perpétuo (como disse, isso é até meio impossível). É só mudança. E mudança, geralmente, é bom (eu não gosto de mudanças grandes ou bruscas, mas no final a gente acaba entendendo e fluindo com isso).
Bom, todo esse preâmbulo para falar sobre minha saída da Pandora Escola de Arte.

Eu sou dramático, gosto de escrever coisas poéticas, melancólicas e que possam instigar qualquer reflexão, qualquer uma que seja, e aí a mensagem pode acabar com esse caráter mais tenso e denso, mais do que precisava, hehe. Mas não resisti. Quando comecei a pensar sobre o assunto, me vieram à mente essas formas de pensar em fins e saiu o texto. Agora que acabou o drama (será que algum dia ele acaba?), vamos falar das coisas.
Hoje, primeiro de fevereiro de 2022, é o primeiro dia em que eu oficialmente não sou mais professor da Pandora Escola de Artes. A Pandora, que fica em Campinas, onde eu moro há metade da minha vida, é uma escola muito bacana que tem uma longa história de formação de artistas na região. Fundada pelo Ricardo e pelo Amilcar, oferece cursos em diversas áreas das artes e artes aplicadas e participa da vida cultural da cidade e região ativamente.
Conheci a Pandora antes de ser escola, quando ainda era "só" uma comic shop, cheia de HQs diferentes, camisetas e colecionáveis, quando ouvi na rádio, no ônibus indo pra escola em 1998, que ia inaugurar. Entendi errado o endereço e foi uma dificuldade encontrar o lugar certo, mas finalmente conheci a loja em algum momento depois de uma aula de desenho em Campinas.
Uns anos depois, vim morar em Campinas e passei a frequentar semanalmente a Pandora pra comprar meus quadrinhos. Já era uma escola, também. Meu primeiro trabalho de verdade com quadrinhos tinha como parceiro um dos professores da escola na época, o Bruno Bull. Eu ia lá levar páginas para ele continuar o projeto. Depois, já mais inserido no mercado de ilustração, conheci o Ricardo pela lista de email de ilustradores da época, a Ilustrasite, e a partir da ideia de criar eventos regionais para ilustradores, eu, ele e a Aline Bottcher organizamos o Sandubão Ilustrado, que rolou em 2006 ou 2007. Contatos feitos, não demorou para que eu fosse convidado pelo Ricks a dar aulas na Pandora.
Pra mim, foi uma honra. E já fazia meus quadrinhos há anos, tinha começado a publicar em antologias (Front) e a conhecer o mundo da HQ independente e autoral. Estudava quadrinhos como a arte incrível que são e encarava o olho torto acadêmico sobre essa linguagem na faculdade. Ser convidado pra dar aulas na Pandora era um tipo de validação, afinal era a escola mais importante desse tipo na cidade. Claro que topei. Comecei a dar aulas de Desenho Artístico, Ilustração e, claro, Quadrinhos em 2007.
Nesse tempo, evoluí absurdamente como professor, artista e autor. Não tem como não evoluir se você está realmente dedicado ao que faz, buscando melhorar em todos os aspectos. Pra mim, dar aula é uma coisa muito especial e desenvolvi, ao longo desses anos, uma relação muito bacana com meus alunos. Não é só ensinar fundamentos de desenho, técnicas, truques. A minha própria vivência como autor e ilustrador atuante torna essa experiência maior, porque sempre levei pra aula essa vivência. Dos eventos, das publicações e todo o processo criativo delas, as exposições, tudo sempre fez parte da experiência expandida da aula. Meu estilo de aula mistura o que tem que ser visto do programa do curso com reflexões diversas sobre tudo.
Os conteúdos se misturam a visão de mundo, analogias e metáforas, filosofadas e piadinhas. E isso, eu sei, era importante e valioso para muitos alunos, porque a gente pode trabalhar não só habilidades técnicas e artísticas, mas também o interior do artista, com acolhimento, respeito e seriedade. Eu não tenho formação em psicologia, claro, mas acabei me tornando o "professor terapeuta filósofo" da escola, e com isso vários alunos eram direcionados para minhas aulas. A experiência foi muito especial para mim. Saber que eu pude ser relevante não só para ajudar as pessoas a serem melhores artistas e profissionais, mas também a se entenderem, respeitar o próprio lance, compreender melhor o mundo maior que a arte propicia. Não tem preço.
E nesses 14 anos, ajudei a formar uma série de artistas. Eu nem consigo contar, tenho medo de esquecer de alguém, mas vale dizer que tem muita gente boa produzindo quadrinhos, ilustração animação, tatuagem, design, que foram meus alunos. Na última CCXP presencial (2019), contei uns 8 autor@s no Artista Alley que tinham sido meus alunos. Que orgulho, bicho. Fora os alunos que visitaram o evento dedicando um tempo enorme aos autores e seus trabalhos (pra mim é assim: gosta de quadrinhos, estuda quadrinhos, tem que conhecer quadrinho brasileiro!).
Aí, veio a pandemia e mexeu em muita coisa. A Pandora teve que fechar as portas por um tempo, e esse tempo foi muito mais longo do que todo mundo esperava (muito obrigado, governo, seus lixos). As aulas passaram a ser online. Começamos esses atendimentos pelo Slack, mas era só texto e imagem, não tinha vídeo nem voz. Chegou um momento em que decidi dar as aulas pelo Meet, pra poder ver e ouvir meus alunos e também compartilhar a tela e dar aula numa lousa em tmepo real. Foi ótimo, apesar de não ser a mesma coisa que a aula na sala de aula, mas me ofereceu uumas possibilidades maravilhosas em termos de didática, porque eu podia usar os softwares e suas camadas e efeitos. Tirar o melhor proveito possível do que temos à mão. Sai a lousa de vidro com marcadores e eventuais impressões em laser de referência, entra o photoshop, o clip studio, os links, camadas e sobreposições, etc. Investi no meu set up (que não era só pra escola, claro, era pra todo meu trabalho): cadeira, microfone, webcam, SSD, ring light, tablet nova. Tudo pra subir o nível do que eu poderia oferecer nas aulas, no canal e no meu trabalho offline.
A gente aguentou o tranco. Aí, no meio de 2020, com todas as dificuldades já regentes, vem a bomba: a Pandora precisou entregar a casa onde era sediada, a casa antiga de vó, super gostosa, que ficava a 2 quadras da minha casa, porque o lugar foi vendido pra uma construtora. Que caos. Eu não participei do movimento de desmontar tudo. Outro dia passei lá na frente e já não tem mais casa, só detrito. Foi triste. Ficamos naquela casa desde 2009. Mas, como todo fim pode levar a algo novo e muito bom, a Pandora encontrou nova sede numa casa super moderna e bem localizada. Só era muito longe da minha casa.
Quando as aulas presenciais voltaram, no começo de 2021, eu decidi não voltar ao presencial. Foi uma decisão minha por causa da falta de vacina e a insegurança que a pandemia coloca na gente. Vai saber até quando a tranquilidade dura. E durou pouco, a escola fechou de novo, levou meses pra reabrir, e eu não voltei de novo. Nesse tempo todo, estava esperando estar imunizado com a segunda dose da vacina, antes disso não voltaria. Quando tomei a segunda dose era quase novembro. E novembro logo vira dezembro, o ano acaba e as aulas param no recesso, então decidi não voltar até 2021. Tudo de acordo com a escola e os alunos, muitos preferiam ficar online mesmo. Mas era cada vez menos alunos nas aulas.
No final de 2021, depois de muito, mas muito pensar no assunto, chegou ao fim minha parceria com a Pandora. Tomar essas decisões não é fácil pra mim. Eu tenho a tendência de continuar como está, torcendo e colaborando pra que as coisas melhorem, mas nem sempre as coisas mudam. Eu já aprendi há tempos com relacionamentos e emprego que pras coisas mudarem, é preciso agir, e a ação tem que vir dos dois lados. Nem sempre dá pra fazer, porque as coisas são como elas são. Talvez em algum momento isso signifique que é melhor não continuar juntos, e acho que foi isso que aconteceu. Durante a pandemia eu pude me recolher em mim, pensar muito mais no que eu quero e como eu quero fazer as coisas. Novas possibilidades apareceram (mentorias, aulas particulares, freelas e projetos de HQ). Refleti muito sobre todas as minhas relações durante esse tempo, e só consegui fazer isso porque estive isolado em casa por muitos meses. E me fez bem. Uma dessas reflexões foi justamente se eu queria mesmo continuar como professor da Pandora.
E eu percebi que, como as coisas eram antes da pandemia, não estava 100% do meu agrado, e percebi que não era só eu, de forma egoísta, mas uma percepção honesta do que poderia acontecer, mudar, evoluir. Mas estávamos conversando, haviam planos e ideias o tempo todo. A pandemia colocou tudo em stand by. E aí depois de tanta mudança, a reflexão passou a ser, já que o que existia não existiria mais (mudou a casa, mudou a equipe, mudou o local, mudei eu), será que eu quero continuar como professor da Pandora nesse novo modelo?
A conclusão foi até mais fácil do que eu previa, tentando ficar isento de emoções (a amizade, a lealdade e o respeito por todos sempre ficou presente nas minhas reflexões sobre isso, falo mais das emoções minhas, síndrome do impostor, medo de fracasso, de ser interpretado mal). Minhas conclusões foram as seguintes:
A Pandora, que antes ficava do lado de casa, agora está mais longe. Pra chegar lá e dar as aulas, preciso ir de carro. Só que o carro é usado pela Monica pra ela ir dar aula, num lugar mais longe ainda e num horário fixo todo dia da semana. Pra eu ficar com o caro, teria que levá-la até sua escola e voltar e depois ir buscar, o que interfere no horário das minhas aulas. Exige que organizemos o cronograma de almoço e tal. Se eu for de ônibus, leva muito tempo e fico à mercê dos horários. Se for de Uber, sai caro e eu teria que arcar com esse custo. A pé, não rola. Então esse problema logístico já atrapalhava tudo. Tudo bem, eu dou aula um dia da semana, mas se eu quisesse abrir mais turmas? Ou, como eu queria, mudar os horários e dias das aulas?
Com a pandemia, a escola perdeu muitos alunos. A procura por curso online é baixíssima na escola, o que significa que se eu tive poucos novos alunos. Com a saída de alguns deles, minhas turmas ficaram pequenas. Menos alunos significa também menos dindim, e o tempo dedicado às aulas vale muito a pena se tenho salas cheias, mas nem tanto se tenho um ou dois alunos (vira praticamente uma mentoria ou aula particular, sendo pago como aula normal).
E eu mesmo fui ficando desanimado do formato virtual, de estar sempre na mesma sala com o mesmo PC, mas respeitando minhas decisões sobre a pandemia, era isso ou voltar ao mundo exterior, e eu não queria voltar a não ser que estivesse seguro. Eu já vinha há anos sentindo que não gostava mais tanto de dar as aulas mais básicas, do começo do curso, e essas são as aulas que a gente mais dá, porque sempre tem mais alunos no começo do que no final do curso. Eu queria dar aulas avançadas, de projetos de quadrinhos, narrativa, roteiro e criação de personagens, ilustração avançada... E era mais raro ter essas aulas. Com a abertura das minhas mentorias fora da Pandora, comecei a desenvolver projetos super bacanas e ver minhas vivências e experiências serem mais úteis em aulas mais focadas com alunos mais avançados.
Também percebi que, de todos os alunos que tinha no segundo semestre, pelo menos metade deles poderiam concluir o curso e seus projetos até dezembro, o que faria o começo de janeiro ser mais "vazio". Coloque isso no ciclo de deslocamento até lá, menos alunos, menos dindim e não ver uma perspectiva de melhora nessas questões, pelo menos a médio prazo (afinal, ainda estamos na pandemia e a procura por cursos não aumentou o suficiente, os cursos novos e mudanças de programas dos cursos existentes não vão sair tão cedo)... Me pareceu que era um fim mesmo, ou pelo menos, o momento propício para tanto.
Em cima de tudo isso, também pensei muito sobre como meu trabalho floresceu durante a pandemia (quem diria, eu achei que podia ir à falência) com projetos bem legais de ilustração, mentorias, vídeos para o canal, commissions, o projeto de Pieces - Parte de Mim, o projeto de Terapia vol.2, as HQs que produzi sendo pago, os contatos se desenvolvendo com a cena independente internacional... E pensei que, poxa, eu dediquei minha vida toda a ser um profissional e viver do que eu amo. E eu sempre fiz isso, mas também sempre sendo professor. Sempre lidei com tudo ao mesmo tempo, e sempre deu certo, mas se tinha um momento que eu poderia me dar a chance de tentar dar o próximo salto em minha carreira, esse momento estava chegando e continuar na Pandora, do jeito que as coisas estavam ou estariam, não estaria nos planos. E eu devia isso a mim mesmo, essa chance de saltar e investir em mim.
Conversei muito com a Mo, muito na terapia, refleti muito mesmo, e decidi que, se tinha um momento certo para concluir minha jornada com a Pandora, era na transição de 20 pra 21. Concluir o ano amarrando as pontas com os alunos que estavam concluindo, de forma online ainda, e assim fizemos, durante janeiro. Os alunos que estavam ainda no meio do curso foram transferidos para ouros professores, a galera nova, jovem e cheia de energia, como eu era em 2007 (alguns até foram meus alunos!), que vai com certeza fazer um ótimo trabalho.
A Pandora como eu vivenciei não existe mais. A nova Pandora é promissora e desejo tudo de melhor para todos eles, mas eu não me encaixo muito bem. Saí amigavelmente, conversei muito com o pessoal lá, Erika, Flavinha, Amilcar e Ricardo e eles entenderam. Claro que todo fim é um novo começo, mas fim é ruim, né? Impõe mudança, recalibrar as coisas, lidar com a ausência de algo que sempre esteve lá. Meu respeito e gratidão são imensos e eternos, afinal, eles me deram a oportunidade de ser professor, ensinar as coisas que mais amo e crescer com isso. A confiança que sempre tiveram em mim, na minha didática, estilo, propostas e empenho é muito importante, validação que ajuda a solidificar as estruturas internas.
Saí da Pandora como professor dos cursos regulares, mas continuo parceiro da escola para desenvolver possibilidades pro futuro. Cursos avançados, pontuais podem vir. Aulas de Ilustração Avançada podem se retomadas e eu adoraria dar algumas aulas desse curso. E obviamente, continuo amigo de todo mundo e quero estar presente nos eventos, nas confraternizações e exposições. Assim como já rolou com outros colegas que também saíram da escola em momentos que julgaram ser corretos e hoje estão surfando suas próprias ondas e voltam de vez em quando pra confraternizar.
É um momento muito especial pra mim, de evolução pessoal, de concentrar minha energia mais em mim mesmo e no que eu quero pra minha carreira. É um movimento importante de voar sozinho, mesmo que eu já soubesse voar e tivesse voado bem longe. É crescer, sair de casa, encarar o mundo. E vai ar certo. 2022 é promissor. Estou cheio de ideias, energia e medo. Não sei bem oque vai acontecer, e isso me incomoda um tanto, mas se eu não tentar, nada acontece. E pra tentar, eu preciso de mais foco em mim.
E é isso.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
Qualquer Desenho é Melhor que Nenhum Desenho
Texto publicado originalmente na Newsletter Quebra-Cabeça em 2021 (assine!):
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Qualquer Desenho é Melhor que Nenhum Desenho
Eu falo essa frase constantemente nas minhas aulas. Falei, também, em diversas lives, palestras, etc. É um tipo de mantra, daqueles que como professor falo pros alunos, mas como artista, falo pra mim mesmo. Recentemente, a Pandora Escola de Arte publicou nas redes sociais essa minha frase, como incentivo para todos os nossos alunos. E quis reforçar essa ideia aqui para você. Eu sei, talvez você não seja artista, nem queira ser. Mas pense nisso em relação ao que você está perseguindo na vida, suas paixões, hobbies ou mesmo seu trabalho. Eu estou sempre fazendo analogias entre o aprendizado e prática de desenho com várias outras coisas. Logo deve vir vídeo sobre isso, também. A questão, pra gente voltar ao assunto, é que muita gente se preocupa demais com o que vai desenhar. Em questão de ideia, qualidade, velocidade, talento... E quanto mais a gente pensa nas coisas, mais expectativas cria e maior a frustração costuma ser, porque acaba que todo resultado é menos ideal do que o que estava na cabeça... E aí isso acaba se desenvolvendo para o pior cenário: a pessoa simplesmente vai parando de desenhar."Se eu for desenhar, quero que saia algo muito bom, perfeito, genial, inédito, que dê resultado de alguma forma"... Bom, jovem, me desculpe pelo choque de realidade, mas nem sempre isso vai acontecer. Nem todo desenho precisa ser especial. Tem vezes que a gente desenha só pra mexer o lápis no papel, rabiscar, brincar, se distrair. E tudo bem. Quando meus alunos falam que desenharam pouco (e esse pouco é relativo), eu mando essa frase. E eu digo isso pra você desde já. Pelo menos, você desenhou! Poderia não ter feito nada. Mas você fez alguma coisa, e alguma coisa é melhor que nada. Porque esse "alguma coisa" é, no mínimo, o resultado de um tempinho que você se deu, se permitindo fazer algo que gosta. E aí, na aula, a gente vê esse "pouco" desenho e comenta, analisa, corrige se precisar. Usa ele como referência, ponto de partida, inspiração. Tem uma outra frase, que eu geralmente credito ao Jake Parker, também muito valiosa para esses momentos: "Finished, not perfect". Pode traduzir como "feito é melhor que perfeito". E olha só, tem uma lógica inquebrável aí: perfeição não existe.E seja qual for a sua expectativa com o que produz, o resultado não depende da expectativa, e sim de técnica, prática, empenho, vontade, tesão, tempo, contexto, etc... Gerenciar expectativa é muito bom. Tem desenho que não precisa ser especial. Tem desenho que tem que ser especial. Como você se alinha para chegar lá?Outra coisa, aí para você pensar e quem sabe a gente volta nesse assunto em breve. Você não precisa usar 100% dos seus poderes toda vez que for desenhar algo. Sabe por quê? Porque nem todo desenho precisa ser especial. Nem todo desenho é trabalho, nem todo rascunho é descartável. O lance é entender a realidade do seu trabalho, qual é o nível mais alto que consegue entregar numa obra?A gente só consegue ser tão bom quanto é bom nesse momento. Não dá pra ser melhor que seu melhor. O que dá sim pra fazer, e aí é algo pra refletir, é ser pior que seu melhor. Mas mesmo isso pode ser válido. Já te falo disso. Vamos voltar a falar sobre o melhor. Você só pode chegar ao seu melhor. Esse é seu 100%. O SEU 100%, não o 100% que você inventou como meta ou que o mundo parece cobrar de você.E, se você evoluir no processo de fazer, esse novo melhor automaticamente se torna seu máximo, e você pode chegar lá. Não que você tenha que, ou deva, mas você pode. Vai depender do que você está fazendo, qual contexto, qual objetivo e, mais importante, qual a necessidade de dar 100%. Sério. Nem sempre precisa.E o motivo disso é que a gente deve caminhar para chegar num nível em que você pode determinar o quanto vai empregar da sua potência total. De novo, nem todo trabalho ou projeto precisa ser feito no 100%. Mas tenha em mente que seu, sei lá, 50% já é bem legal e dá conta do recado. Você gerencia, a cada projeto, e considerando cada situação, o que é o melhor que você pode entregar. Tem coisas que podem muito bem ser resolvidas com seu 60%. Não precisa ser épico. Só precisa ser feito. Então, quando você se pegar pensando que não fez o suficiente, não tem ideias para algo realmente legal ou ficar analisando seus desenhos sob uma expectativa irreal, é só dizer pra si mesmo: qualquer desenho é melhor que nenhum desenho. Ah, e se você quiser um pouco mais de reflexão sobre como quebrar o bloqueio criativo, que tal ver esse vídeo?sexta-feira, 21 de maio de 2021
Pensando sobre o tempo
Salve salve, pessoal! Tudo bem por aí?
Engraçado como o TEMPO é valioso. Cada vez que ganhamos um tempo a mais, que não estava planejado, a cabeça já começa a rodar: o que eu faço com esse tempo ganho? Como aproveitar da melhor forma?
Vejam que a gente acaba falando de TEMPO como se fosse DINHEIRO. Ganhar, perder, sobrar, gastar, investir, gerenciar, desperdiçar... O tempo é um bem muito precioso, mas a velha máxima capitalista "tempo é dinheiro" não pode ser o norte da nossa vida, nem é verdade: tempo não é dinheiro, tempo é VIDA. Vivemos num ritmo sempre acelerado, com tantas coisas para fazer (e geralmente elas não são bem o que a gente queria de verdade fazer, mas coisas que temos que fazer), que os momentos de "vazio" acabam tendo essa ansiedade associada: o que eu faço agora com esse tempo livre?
Há que se tomar um pouco de cuidado. A tal da produtividade é um tipo de armadilha. A gente quer ser produtivo em tudo, especialmente no que a gente mais gosta de fazer. No meu caso, é tudo que envolve meu trabalho com quadrinhos, vídeos e aulas. E quando eu tenho "tempo livre", eu acabo querendo fazer mais dessas coisas, de alguma forma. Mas a produtividade é algo que pode nos fazer pirar. Ficamos o tempo todo com isso na cabeça, considerando oque fazer pra aproveitar melhor nosso tempo, e quando vemos, o tempo passou, nós até fizemos um monte de coisas, mas sempre vai ter mais coisas pra fazer e o dia acabou.
Descansar é importante. E a gente acaba querendo incluir nossos projetos pessoais e atividades mais prazerosas no tempo livre, como forma de ocupar esse vazio e impedir o ócio. Mas olha, projeto pessoal ou atividades não são ócio, são na verdade mais um jeito de ocupar o tempo livre. Descansar pode envolver algum tipo de atividade, claro, desde que o resultado seja o que você busca: descanso, e não mais ansiedade, competição ou impulso de produtividade. Essa busca por estar sempre sendo útil e gerando resultados nos impede de ter espaço para algo muito importante: ócio.
O tal do "ócio criativo" pode parecer uma desculpa pra ficar de papo pro ar sem fazer nada, mas no fundo tem um outro anzol pra gente morder: se o ócio é criativo, então eu preciso criar coisas, encontrar soluções, estudar algo, praticar algo. E aí, você volta a fazer coisas que geram o redemoinho da produtividade e ansiedade. O ócio criativo, ou mesmo só ócio, é pra gente fazer NADA. É pra curtir o sol na janela, dar uma andada na pracinha, tomar um café lendo um livro qualquer, ver um programa de TV tonto, tirar um cochilo, ficar vendo a parede ou os pássaros no céu. É respirar com calma, pensar em nada, deixar sua mente acalmar.
Isso pode sim gerar inspirações, trazer soluções e ideias, mas isso só acontece porque você permitiu pra sua mente descansar e deixar todos os processos irem pro subconsciente. Quantas vezes você não teve um insight legal enquanto tomava banho ou andava até a padaria? Deixar amente divagar também é uma forma de autoconhecimento. A reflexão sobre nós o nossa relação com tudo e todos, um tipo de meditação contemplativa, ajuda muito. Sem pressa, sem cobrança, sem neura, apenas o pensar nas coisas.
E, quando você volta pra suas atividades, tem um tipo de renovação, de reciclagem mental. E isso faz muito bem. Quem se mantém o tempo todo ocupado com tarefas acaba perdendo rendimento criativo e o cansaço vai se acumulando. Viramos maquininhas de produzir resultados e cumprir tarefas e acaba se acostumando que isso é o normal da vida. Mas não precisa ser. Não estou advogando pela preguiça, procrastinação e desorganização. Apenas acho que precisamos gerenciar o tempo para ter tempo de respirar e ver o sol se por. E gerenciar o tempo também envolve estabelecer prioridades, listar tarefas e atividades e entender que a pressa deve ser um problema de organização dos outros, não seu. Profissionalismo envolve isso, também, e recomendo sempre que vocês, ao trabalharem com arte, sejam muito profissionais e deixem que o caos venha do cliente, não de você, e que você saiba lidar com isso também.
Bom, deixo abaixo alguns conteúdos sobre o assunto pra refletir.
Calma, Gente horrível: Direito ao Ócio
sábado, 17 de abril de 2021
A Colcha de Retalhos da Vida
Pra refletir: Trecho de um post de blog do Austin Kleon:
"Cada dia é como um quadro em uma colcha de retalhos. Alguns dias são feios, alguns são pesados, outros são caóticos e alguns são coloridos e outros ordenados, mas se você continuar adicionando, uma hora eles formam algo completo."
A ideia de que dificilmente existirão sequências infinitas de dias perfeitos (aqueles que atendem nossas expectativas otimistas): alguns dias serão, inevitavelmente, piores de alguma forma. E isso é normal, é a vida. A colcha formada pela costura de tantos dias bons e ruins, em suas variadas formas, cores e padrões, é a nossa vida: plural, imprevisível e vasta.
Uma colcha de retalhos feita exclusivamente de pedaços do mesmo pano acaba sendo muito sem graça. Mas podemos, também, tentar entender e organizar o despadrão que a vida nos oferece e organizar tudo isso de forma que faça sentido e traga conclusões e aprendizado. Mesmo com retalhos dos mais variados, a forma com que os dispomos na colcha pode resultar num padrão amplo e bonito.
Como sempre, o equilíbrio se mostra uma saída interessante: não aceitar o caos sem reflexão e não confiar demais na ordem apática.
Arte se faz na gangorra entre técnica e expressão. Se tem muito peso de um lado, não há movimento.
Bom fim de semana!
sábado, 25 de abril de 2020
Ao vivo e a Cores
Eu sei que quase todo oconteúdo que trago para o Blog tem a ver com o meu canal do YouTube, mas sabe que apesar de dar muito mais trabalho fazer vídeos do que escreer um texto, o resultado me dá uma satisfação enorme e o fluxo de informações, retornos e aprendizado é mais intenso por lá.
De qualquer forma, venho aqui hoje paradivulgar as LIVES que tenho feito no Instagram e no YouTube. É um formato bem bacana que me permite conversar com o público enquanto desenho alguma coisa em tempo real.
No Instagram as lives acontecem nas terças ou quartas, sempre perto das 16h. O foco é em arte tradicional, pois desenho na prancheta. De vez em quando, anuncio mudança de dia ou horário no próprio Instagram e também abro umas pesquisas para definir temas, personagens ou técnicas para essas lives. A desvantagem é que essas lives têm duração máxima de 1 hora e ficam disponível por apenas 24 horas.
Para me acompanha no Instagram, CLIQUE AQUI.
No YouTube, as lives têm acontecido às sextas ou sábados, sempre à tarde, perto também das 17h. Lá as lives têm duração maior e o foco é na arte digital, visto que faço no computador. Mistura um pouco de demonstração de técnicas e processos criativos e aula. O ponto positivo, que ganha do Instagram, é que as lives não têm limite de duração e o vídeo fica gravado no meu canal para sr visto e revisto À vontade.
Para me acompanhar no YouTube, CLIQUE AQUI.
As últimas lives, caso você queira assistir, estão nesses links:
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Um ano de canal!
No dia 29 de março de 2019, pouco depois da volta da viagem ao Japão (e pouco antes desse nosso país dar aquela degringolada bizarra), eu postei meu primeiro vídeo oficial pro canal. Já existia um vídeo lá, há muitos anos, com um processo de pintura de uma ilustração de Terapia, mas o canal em si nunca teve atividade além disso.
Com o vídeo de 29 de março, uma apresentação do autor e dos objetivos do canal, foi inaugurado mais um espaço pra me comunicar com vocês e numa plataforma muito mais ampla do que o Blog'n'Roll é (pelo menos, nos últimos anos, os blogs tiveram uma gigantesca queda enquanto Instagram e YouTube cresceram demais). Esse alcance é super importante para mim como AUTOR. Mas não só: como professor, também. Sou um autor, ilustrador, claro, e sempre serei. Mas junto disso também sou um comunicador! Quero levar minhas ideias e colaborar com o meu conhecimento das áreas em que atuo. Quero desmistificar o desenho, ajudar novos artistas e orientar autores e profissionais.
Nesse um ano inteirinho, com cerca de 37 vídeos, comemoro uma vitória pessoal. Adoro fazer vídeos, adoro comunicar, adoro ensinar. E não importa que meu canal cresça de boas, com calma: o conteúdo é honesto, é feito com carinho e vou continuar produzindo. Vamos crescendo com o tempo, da forma que tiver que ser.
Continuo produzindo Quadrinhos e ilustrando, e o último vídeo que publiquei (ontem, um Vlog de Quarentena) tem novidades muito bacanas sobre meus próximos projetos. Corre lá pra ver!
Se você já me acompanha no YouTube, fica o meu grande abraço e agrdecimento pela audiência e confiança. E claro, pelo carinho. O Blog'n'Roll continua no ar, mas os caneias mais indicados pra me acompanhar atualmente são:
YouTube, no canal já mencionado.
Instagram, com posts, stories e lives frequentes.
e n'A Newsletter Homeopática, meu cana do Telegram.
É só clicar aí nos links!
Vamos em frente! Se cuidem, fiquem em casa, protejam quem vocês amam.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
YouTube - REVISITANDO PIECES - Parte 3
Essa série de vídeos é muito especial para mim. Relembrar toda a trajetória de Pieces na minha carreira tem me feito refletir sobre esse tipo de narrativa e o distanciamento dela nos últimos anos. Não que eu tenha abandonado ou deixado de curtir ler e produzir esse tipo de história... Mas quem me acompanha sabe quanto eu trabalho e quantos projetos diferentes eu já tive nos últimos tempos. Pieces tem e sempre terá um espaço no meu coração, e é bem possível que eu retome a série em breve...
E um abração e agradecimento especial pro Danilo Freitas, colorista de Monstruário, que fez as transições e a nova abertura pro canal. Valeu, Dan!!!
Clique AQUI para ver a série REVISITANDO PIECES completa. E, abaixo, o vídeo deste post.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
YouTube - Trabalho, serviço ou trampo? - Ser Autor
Trabalho, serviço e trampo (e também empreendedorismo, que chegou de fininho e acabou ficando) são palavras que carregam em si significados e interpretações que vão desde as definições de dicionário até a percepções dos interlocutores sobre elas e as situações onde são usadas. É uma reflexão sobre pensar e agir como profissional, e como usar essas palavras para falar de sua arte ou atividade pode mudar como os outros percebem você e sua obra.
Assista o vídeo neste link, e não deixe de comentar, dar um like e seguir meu canal!
sexta-feira, 10 de maio de 2019
YouTube - Perguntas e Respostas 1 - Ser Autor
Para assistir o vídeo, é só clicar na imagem abaixo:
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Ser Autor - A vida acontece 1
Acontece que a proposta do Ser Autor era, inicialmente, ser um canal no YouTube. Era, também, ter um site só para esse conteúdo, dissociado do meu Blog pessoal. Ainda seria eu a fazer esse conteúdo, mas não com os mesmos perfis. Aí acontece que a vida acontece. Os planos estão todos de pé. Ainda realmente quero fazer tudo isso ser uma realidade. Mas a vida, cara.
Eis que estou escrevendo esse post (era pra ser curto, mas já estou vendo que tenho dificuldade em me conter) após uma rodada de pesquisa, conversas e informações sobre a viagem que eu e a Monica faremos na semana que vem. Eu sou do tipo que gosta de planejamento, de saber o que fazer e onde fazer pra evitar ficar perdido. Eu já me perdi muito por não saber o que fazer, jovens. E como estamos indo pra países nunca antes visitados (por nós, claro) e cujos idiomas são grande incógnitas (nosso inglês praticamente fluente pode não ser muito útil), eu fico preocupado em resolver tudo com os detalhes entendidos.
Ao mesmo tempo, confio nas confluências doidas do Universo e na nossa habilidade de adaptação e jogo de cintura, além da aliada mais poderosa que temos no bolso: a internet. De qualquer forma, informação é poder e se organizar é chave pra não deixar aquela ansiedade tomar conta no antes, e a tensão tomar conta no durante.
Eu não sofro de ansiedade como uma patologia, não como vejo em muitas pessoas. Não me paralisa, não me aterroriza. Mas sim, sou ansioso, sou cauteloso, sou indeciso. Fico receoso de fazer as coisas sem saber direito como elas funcionam, como proceder.
No trabalho como autor, ilustrador, professor, todos eles, eu também sinto isso. E aí em a constatação de que quanto mais tempo você está atuante naquilo, mais fluente é, mais desenvolto. Menores são os desafios porque você já passou tantas vezes pelos mesmos processos, que eles vão se tornando instinto. Desenhar é assim, acredite em mim. Você pena no começo pra conseguir fazer aquele rostinho genérico previsível a la Andrew Loomis, e 20 anos depois, desenha como se tivesse caminhando: vira algo intrínseco e natural. Os desafios são outros. E eles, também, serão transformados em novas habilidades e soluções instintivas e "fáceis". Desde que, claro, você passe pelo período de imersão, compreensão, experiência, erros e acertos, ajustes, etc.
Abri esse post para por um pouco da minha ansiedade com a viagem pra fora, e acabou tendo até uma filosofada sobre desenhar como instinto, algo que quero elaborar mais pra frente. Falando nisso, devo admitir que essa coluna deveria ser semanal. Ou mesmo mais frequente que isso: há conteúdo, há vontade. Mas, sabe, essa coisa de planejar e lidar com a antecipação, misturada a todos os planos de curto, médio e longo prazo que tenho (não só pra 2019, diga-se de passagem), fazem com que escolhas tenham que ser feitas: o que eu vou fazer primeiro, o que eu vou fazer hoje, o que eu vou fazer mês que vem?
Prioridades. Organização. Execução.
Eu me sinto meio perdido em torno dessas coisas atualmente, por mais que tente organizar tudo. Pensando sobre, chego à conclusão de que essa viagem, essa grande e incrível viagem que faremos, me deixa antecipando, ansioso a ponto de não conseguir me organizar direito em outras coisas. Atualmente, aulas, Monstruário Vol.2, eventos e eventuais freelas são a prioridade. A viagem também tem que ser. Então, a coluna, o canal, o site e etc., ficam um pouco de lado. Estou tentando fazer um pouco de tudo, mas ainda meu cronograma não consegue contemplar, de forma fixa e organizada, todas essas coisas. Acrescente aí a temporada doida que esse nosso país;mundo está vivendo nos últimos anos, que me faz questionar a validade do empenho em produzir tudo isso frente ao que está por vir e ao que já está acontecendo no nosso mundinho... (opa, parar de pensar nisso, esquivar desse redemoinho).
Eu não queria começar um canal de Youtube filmando falas em vídeos improvisados. Não que eu veja isso como um problema, aliás, acompanho muitos canais que são assim e gosto. Mas se eu quero fazer, vou fazer bem feito, e pra isso eu preciso de um roteirinho, de uma luz boa, de um microfone, de tempo e espaço pra poder organizar esse "cenário" e tudo mais que produzir um vídeo envolve. Preciso de tempo e ideias pra montar um site dedicado a esse projeto.
E no meio de tudo, a viagem, as outras tarefas e prioridades. Esse texto inteiro pra dizer (pra vocês, mas acho que mais pra mim mesmo) que até eu voltar do Japão vai ser difícil estabelecer uma rotina de textos e/ou vídeos pro Ser Autor. Mas não esquentem, eu volto logo. E a viagem vai ser incrível. E vai dar tudo certo. E vai ser melhor dessa forma.
Agora, um abraço pra vocês, pois já estou atrasado pra cortar essa juba que chamo de cabelo e barba. Obrigado por lerem e por me acompanharem.
Mantenham-se curiosos, atentos, famintos.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Ser Autor - 10 dicas para quadrinistas (André Diniz)
Enfim, de volta à nossa (ainda) nova seção do Blog'n'Roll, onde trago informações diversas e úteis para quem quer ser um autor de quadrinhos (mas não só: ilustradores, artistas, roteiristas...). A ideia sempre é abordar algum tema interessante e comentá-lo. Aliás, como sempre, fiquem à vontade para deixar seus comentários após a leitura: agora eu consigo respondê-los!
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Antes de continuar para a nova coluna Ser Autor, quero pedir desculpas pela demora em retomá-la. Nas últimas duas semanas, além da volta às aulas (na Pandora Escola de Artes), mergulhei na produção do Intermezzo, capítulo de Monstruário Vol.2 que é todo feito em técnica mista. Esse tipo de experiência é muito interessante, e devo falar disso em uma nova coluna muito em breve.
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A coluna de hoje traz uma série de 10 dicas para quadrinistas, escritas por ninguém menos que o mestre André Diniz. Para quem não o conhece, o André é simplesmente um dos mais premiados e competentes roteiristas brasileiros. Atuante no mercado independente e editorial há muito tempo, desde a produção de fanzines e a fundação do site Nona Arte, até hoje, com títulos publicados no Brasil e em vários outros países. Entre seus títulos mais recentes, estão "Olimpo Tropical" (com Laudo Ferreira), "7 Vidas" (com Antonio Eder), "Matei meu pai e foi estranho" e "Morro da Favela".
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Nós já colaboramos em um livro, em 2015, chamado "Quando a noite fecha os olhos", um drama sobre acertar as contas com o passado, solidão e aceitação. Você pode adquirir a sua cópia na minha loja, clicando aqui.
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Se você é um novo autor de Quadrinhos, começando nesses caminhos da produção autoral, sempre há muito o que aprender. Eu costumo falar bastante sobre o mercado, sobre o dia-a-dia de um autor de HQ no Brasil... Nas minhas aulas, sempre aparecem histórias e conselhos. Acho extremamente valioso quando me aconselham, e fico feliz em poder passar o conhecimento e experiência que tenho para quem se interessar.
Eu produzo HQ, com essa identidade de AUTOR, há 15 anos, e publico há 12. A experiência é algo essencial, e ultimamente ando vendo que muitos novos autores, ou mesmo pessoas que querem tornar-se autores, têm em suas mãos a ferramente de pesquisa mais poderosa do mundo (a internet) e ainda assim, falham em buscar informações sobre o que querem.
Converso com muita gente pela internet (e ao vivo também) sobre esses assuntos. Boa parte do que explico poderia ser encontrada na internet. Muitas vezes, só seguir os autores favoritos nas redes sociais já é essencial, pois todos falamos disso vez ou outra. Nessas conversas, sempre tem aquele assunto, que parece ser o mais interessante para o novo autor: COMO PUBLICAR MEU TRABALHO?
Se você pensa em produzir Histórias em Quadrinhos e não sabe bem por onde começar; ou se já produz e quer publicar de alguma forma, pensa em editoras, pensa na web, leia o seguinte texto, com certeza vai te dar algum direcionamento positivo.
Vale acrescentar, no entanto, que essas são dicas e não regras. Todos são livres para interpretar as dicas do André e discordar delas, também. O mais importante, sempre, em relação a essas questões de trabalho é: ser honesto e justo, não prejudicando ninguém; e encontrar um meio de fazer as coisas que te agrade e funcione de fato (aliás, isso também vira uma coluna em breve).
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O texto abaixo foi originalmente publicado no site Muzinga, em em fevereiro de 2014. Reproduzido aqui com autorização do autor.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Ser Autor - Dicas de Produtividade
Que tal começar o ano com duas novidades? A primeira é a estreia da seção "Ser Autor" aqui no Blog'n'Roll. Dentro dessa seção, irei compartilhar dicas, relatos, ideias e comentários sobre a carreira do quadrinista, mas não só: a vida de ilustrador e do artista em geral também será contemplada, tanto com o foco para profissionais e aspirantes quanto para os entusiastas. Quero que seja bem amplo e quero oferecer muito conteúdo para vocês poderem complementar sua formação artística e profissional.
Existem planos maiores para essa seção, que não se limita ao meu Blog. Espero que me acompanhem por essa nova aventura. Logo teremos mais novidades.
E, enquanto isso, que tal começarmos o ano novo com umas dicas de produtividade?
Esta matéria, publicada pelo Etchr ainda essa semana, traz dicas de 6 grandes nomes da ilustração atual (OK, são internacionais, mas valem as dicas mesmo assim). Entre eles, o Jake Parker, um grande, grande cara de quem eu ainda vou falar muito nessa seção.
Para ler a matéria completa (em inglês), é só clicar NESSE LINK. Abaixo, a introdução traduzida para dar um gostinho.
Deixem seus comentários! Abraços e um excelente ano para tod@s!
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